segunda-feira 11, maio, 2026 - 9:25

Brasília

Avanço do 5G promete mudar serviços no Brasil

Imagine fazer uma cirurgia sem que o médico esteja na mesma sala ou até na mesma cidade

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Imagine fazer uma cirurgia sem que o médico esteja na mesma sala ou até na mesma cidade. Ou monitorar uma lavoura inteira pelo celular, sem sair de casa. Isso não é ficção científica. É o que a tecnologia 5G promete tornar possível no Brasil, à medida que a rede avança pelo país em ritmo acelerado.

Desde que entrou em operação em julho de 2022, o 5G já chegou a mais de 1.500 municípios brasileiros, superando a própria meta do governo para 2026. E a expectativa do Ministério das Comunicações é que, até o fim deste ano, 80% da população brasileira já esteja coberta pela tecnologia.

Com todas as capitais do país atendidas, o foco agora é a interiorização. Para Giovanni Santos, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia em Engenharia da UnB, quem já tem um celular compatível já sente a diferença, mas o impacto mais profundo ainda está por vir.

“O avanço do 5G no Brasil, ele já traz impactos para a população. Já é perceptível o acesso à internet mais rápido, principalmente para quem tem celular 5G. É claro que ainda há uma concentração em grandes centros, o que é natural, mas que essa expansão que tem acontecido no Brasil do 5G, visando cidades menores, o benefício ainda vai ser um pouco mais prolongado, mas que no Brasil tem se demonstrado que pode se avançar mais rapidamente até do que se está sendo planejado.”

O leilão da faixa de 700 megahertz, frequência ideal para cobrir longas distâncias com menos torres, vai levar sinal a mais de 860 localidades rurais e remotas, além de 6.500 quilômetros de rodovias federais que ainda sofrem com a falta de cobertura.

A infraestrutura do 5G é flexível: pode oferecer alta capacidade de comunicação para grandes concentrações de pessoas, como em estádios e grandes eventos, mas também é possível alcançar longas distâncias com baixo volume de dados. Na agricultura, por exemplo, sensores monitoram plantações onde o que importa não é a velocidade, mas sim o alcance.

Com isso, a tecnologia também abre portas para serviços que podem mudar a rotina de quem vive longe dos grandes centros urbanos, como explica o professor Giovanni Santos.

“A tecnologia 5G, ela não se limita apenas a melhorar a velocidade de acesso à internet, vamos dizer assim, para a população. Por exemplo, no caso da saúde, pode ser trabalhado a telemedicina. No caso da educação: hoje é possível ter o uso de realidade virtual. O estudante pode ter acesso a conteúdos interativos, pode também a partir dali se comunicar com outras regiões mais afastadas.”

 O desafio agora é levar essa infraestrutura a quem ainda não tem o serviço. E isso exige antenas, fibra ótica e investimento em regiões onde o retorno financeiro é mais lento. Apesar das dificuldades, o governo planeja universalizar o acesso ao 5G até 2029.

 




Fonte GDF

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