quinta-feira 2, abril, 2026 - 20:40

Brasília

Argentina acusada de injúria racial retorna ao país de origem

Após ofender funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, e ser pr

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Após ofender funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, e ser presa por algumas horas, a advogada argentina Agostina Páez já está de volta ao seu país. No entanto, ela vai continuar respondendo ao processo de injúria racial.

Segundo o jornal argentino La Nácion, a advogada pousou em Buenos Aires na noite desta quarta-feira (1). O caso aconteceu em janeiro deste ano.

A denúncia aponta que Agostina se referiu a um funcionário negro do estabelecimento de forma pejorativa e usou a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal.

Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas racistas para outros dois funcionários do bar. O motivo teria sido uma suposta cobrança indevida na conta.

Os relatos das vítimas foram confirmados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos.

A acusação rejeitou a justificativa apresentada pela denunciada de que os gestos eram meras brincadeiras dirigidas às amigas.

À imprensa argentina, Agostina disse estar arrependida do que fez.

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o retorno da advogada após o pagamento de fiança de R$ 97 mil, o equivalente a 60 salários mínimos.

Ela teve o passaporte devolvido e a tornozeleira eletrônica retirada.

A injúria racial, equiparada em 2023 ao crime de racismo, tem como penalidade a reclusão de dois a cinco anos, além de multa, e é imprescritível. A pena será aumentada quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas ou por funcionário público no exercício de suas funções, bem como quando ocorrer em contexto de descontração, diversão ou recreação.

*Com informações da Agência Brasil.



Fonte GDF

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