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Copa: EUA aprendem nome de Balogun após gol e expulsão – 03/07/2026 – Esporte

Angelo Rachal, 31, assistiu à vitória de 2 a 0 da seleção masculina dos Estados Unido

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Angelo Rachal, 31, assistiu à vitória de 2 a 0 da seleção masculina dos Estados Unidos sobre a Bósnia-Herzegovina na San Pedro Square, em San Jose, na Califórnia, na quarta-feira (1º), junto com milhares de outros torcedores. A multidão explodiu quando Folarin Balogun mandou a bola entre as pernas do goleiro para o primeiro gol americano.

Naquele momento, Rachal não fazia ideia de quem era o camisa 20 e certamente não sabia seu nome. Mas depois que Balogun marcou pouco antes do intervalo, ele comemorou de uma forma que Rachal e muitos outros conheciam bem.

O Silenciador.

É a comemoração de LeBron James, aquela que ele tornou famosa enquanto jogava no Miami Heat. Balogun bateu duas vezes no peito com a mão direita. Então, com três passos de joelhos elevados, empurrou para baixo com as mãos em cada lado.

“Quando vi ele fazer a do LeBron, foi insano”, disse Rachal, que trabalha em uma fábrica em Santa Clara e torce pelo Golden State Warriors.

“Agora ele é meu cara”, disse sobre Balogun. “Acho que vou ter que comprar a camisa dele.”

Ele não estará sozinho. Balogun falou em uma linguagem cultural que transcendeu o futebol. Muitos americanos assistindo talvez não o tenham reconhecido, mas quase todo mundo reconheceu LeBron James.

A Copa do Mundo é o maior evento esportivo. O futebol é o esporte mais popular do planeta. Mas os americanos amam basquete. E em segundos, em meio à euforia, Balogun se apresentou e conquistou milhões.

Fazer a comemoração de James rendeu a Balogun alguns pontos de estilo. E para um atacante com o apelido de Flo, é difícil ser mais descolado.

Mas o cartão vermelho que ele recebeu lhe rendeu uma legião de apoiadores. Os americanos passaram de impressionados com Balogun a interessados nele. A decisão questionável de expulsá-lo do jogo imediatamente transformou Balogun em uma figura simpática.

Aos 45 minutos, ele conquistou admiradores. Aos 64 minutos, ganhou defensores.

As redes sociais se encheram de reclamações sobre a arbitragem. Torcedores dentro do Levi’s Stadium e em festas de transmissão por todo o país gritaram para as telas. Apoiadores dos EUA que tinham acabado de aprender o nome de Balogun de repente se viram defendendo-o.

O atacante que muitos só haviam descoberto havia pouco se tornou um jogador que mal podiam esperar para ver novamente —apenas para descobrir que não teriam a chance no próximo jogo. O cartão vermelho desqualifica Balogun da partida das oitavas de final na segunda-feira (7), em Seattle, contra a Bélgica.

Os Estados Unidos agora sabem seu nome.

O novo status de Balogun nos Estados Unidos é repleto de ironia. Ele é um inglês que cresceu em Londres. Seus pais são nigerianos. Mas Balogun nasceu no Brooklyn porque sua mãe estava grávida dele enquanto a família visitava Nova York. A companhia aérea considerou que ela estava em estágio muito avançado da gravidez para embarcar no voo de volta para a Inglaterra.

Assim, um dia antes do Dia da Independência de 2001, Balogun nasceu. Ele completa 25 anos na sexta-feira (3).

E apenas um dia antes de seu gol e expulsão o lançarem na consciência esportiva da América mainstream, a Suprema Corte dos EUA decidiu manter a cidadania por nascimento. A decisão preservou o mesmo princípio americano que deu a Balogun a cidadania, permitindo que ele fizesse o maior gol de sua carreira internacional vestindo as listras dos Estados Unidos no peito.

Nesse feito, Balogun incorporou a noção de que a América é um ideal, não uma linhagem sanguínea. Ele serviu como lembrete de que a história do país sempre foi mais complicada, mais fortuita e, como o esporte pode ilustrar, mais bonita do que qualquer debate político pode capturar.

Balogun passou 12 anos na base do Arsenal antes de chegar ao time principal. Em 2023, assinou com o Monaco. No mesmo ano, optou por jogar pelos Estados Unidos em vez da Inglaterra e da Nigéria, os outros dois países pelos quais poderia ter jogado. Internacionalmente, jogou pela Inglaterra e pelos Estados Unidos no sub-21.

Muitos fãs de futebol, especialmente aqueles que acompanham de perto a seleção masculina dos EUA, já conheciam Balogun, que marcou duas vezes na fase de grupos. Ele joga com o tipo de agressividade e carisma que salta da tela, algo que fãs casuais de futebol americanos podem apoiar. Ele é um perigo persistente no meio de campo, especialmente quando Christian Pulisic está em qualquer uma das pontas.

Quase desde o início na quarta-feira, Balogun foi uma presença cativante. Ele primeiro fez a comemoração de James 14 minutos antes, mas o gol foi anulado. Ele chegou a centímetros de outro gol aos 53 minutos, quando seu toque de perto à queima-roupa bateu no travessão.

Quando marcou aos 45 minutos, Balogun homenageou o jogador de basquete e simultaneamente declarou sua apreciação pela cultura.

Balogun pegou emprestado o gesto de um ícone para anunciar sua chegada e se declarar imperturbável pelo peso desse desafio. Ele deixou o campo sob cânticos, no centro da controvérsia e, por fim, suspenso.

Mas não antes de se tornar o rosto da ousadia americana. Não antes de abrir olhos e corações para seu imenso talento e personalidade magnética.

Os EUA ainda têm Pulisic. Ainda têm a criatividade de Malik Tillman —que liquidou a Bósnia-Herzegovina com sua meticulosa cobrança de falta aos 82 minutos— e Tyler Adams patrulhando o meio-campo. Acreditam que podem vencer a Bélgica e avançar para as quartas de final pela segunda vez em sua história.

Mas uma ausência será inconfundível. Em um dia elétrico, emocionante e cruel na região da Baía de San Francisco, Balogun fez barulho suficiente para se tornar a mais nova estrela do futebol americano. Embora seu momento marcante tenha incluído O Silenciador, sua ausência em Seattle será estrondosa.

Porque, agora, os Estados Unidos sabem seu nome.



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