quinta-feira 25, junho, 2026 - 12:10

Brasília

Estudo da UFRJ encontra antidepressivo no cérebro de tubarões-martelo

Um estudo da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, encontrou sertralina, um antid

image_printImprimir


Um estudo da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, encontrou sertralina, um antidepressivo, no cérebro de tubarões-martelo, espécie criticamente ameaçada de extinção. A descoberta aconteceu após a captura acidental destes animais em redes de pesca no Recreio, Barra da Tijuca e Copacabana, no Rio de Janeiro. De acordo com a pesquisa, a substância chega aos mares devido à remoção incompleta de contaminantes pela rede de esgoto. A professora do Instituto de Biofísica da UFRJ, Mariana Alonso, uma das responsáveis pelo estudo, explica que ainda não é possível afirmar que essa contaminação pode gerar alterações no comportamento dos tubarões e aumentar os ataques a humanos.

“Quanto a incidentes de tubarões com seres humanos, a gente não pode afirmar nada porque não tem como saber, não no momento. A gente tá fazendo outros tipos de estudos, que a gente tá tentando verificar um efeito fisiológico da sertralina nesses animais, mas os estudos ainda estão em andamento. E não teria como a gente comprovar se eles ficariam ou não tendo um comportamento mais agressivo ou de predação”.

A pesquisadora destaca, no entanto, que essa contaminação gera desequilíbrio para a vida marinha.

“Com certeza pode prejudicar o equilíbrio marinho, porque, para chegar nos tubarões, significa que os peixes que eles ingeriram também tinham sertralina. E os peixes desses peixes, as presas menores, enfim… E o problema não é só um contaminante, é que aqui a gente tá falando só da sertralina, mas são analisados diversos contaminantes nos animais marinhos. Então, a gente fala que pode ser um coquetel, que pode tá gerando, sim, algum efeito a longo prazo na fauna marinha”.

“Entre as conclusões do estudo estão a necessidade de maior financiamento e de políticas públicas voltadas para o reconhecimento de medicamentos como poluentes emergentes, e a modernização das estações de tratamento de esgoto do país.




Fonte GDF

Leave A Comment