“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas. De um povo heróico o brado retumbante”
Esses versos emocionam os jogadores e torcedores brasileiros quando nossa seleção entra em campo. E temos mais um motivo para ter orgulho deles. O jornal americano The New York Times elegeu o hino nacional brasileiro o mais bonito entre os 48 países participantes da Copa do Mundo de 2026.
Em reportagem publicada na sexta-feira, dia 19, e assinada pelo jornalista Tim Spiers, a publicação exalta, principalmente, a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” do nosso hino nacional. Veja o que ele escreveu:
“Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido em sua maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”.
O último colocado no ranking do New York Times é o hino da Inglaterra, “Deus Salve o Rei”. Um fato curioso, já que a Inglaterra é o país onde a editoria de esportes do jornal está baseada.
“É terrível. A música se arrasta imperdoavelmente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”, alfinetou a publicação.
Os cinco mais belos hinos dos países participantes da Copa, segundo o jornal, são Brasil, França, Colômbia, Portugal e Escócia, nessa ordem. Nos últimos lugares ficaram Nova Zelândia, Alemanha, Espanha, Jordânia e Inglaterra.
A reportagem do New York Times carrega no humor para descrever o que considera os pontos fortes e fracos de cada hino nacional. O autor escreveu:
“Alguns hinos são canções medianas que ganham força pela forma apaixonada como os torcedores os cantam. Outros são verdadeiras obras-primas musicais. E há ainda aqueles que não se encaixam em nenhuma dessas categorias e acabam servindo apenas como um bom momento para uma ida à geladeira ou ao banheiro antes do jogo”.
O hino nacional brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, inicialmente sem letra. Uma vez proclamada a República, foi feito concurso para substituí-lo por outro, próprio para a nova organização política. No entanto, o apego popular à melodia do velho hino fez com que a canção permanecesse.
Os versos, compostos por Osório Duque Estrada, foram incluídos de forma oficial em 6 de setembro de 1922.

