Os subsídios para combustíveis no Brasil devem acabar se o preço do petróleo continuar caindo com o acordo de paz. É o que espera o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Quando Estados Unidos e Israel começaram a guerra contra o Irã, o preço barril do petróleo disparou, ultrapassando a marca de cem dólares. Após o anúncio do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, no último domingo, o valor caiu para menos de US$ 80 nesta quarta-feira (17).
Para frear a alta do diesel no país, o governo federal estabeleceu uma subvenção de R$ 1,12 por litro do combustível. Também foram adotadas medidas para a gasolina, GLP e querosene de aviação.
Para o ministro, um possível acordo de paz no Oriente Médio deve manter a tendência de queda do petróleo. Se o cenário se confirmar, as subvenções aos combustíveis adotadas no Brasil devem ser encerradas.
“A tendência é que o subsídio vá acabando. A gente a gente vai monitorar, mas meu compromisso é que a gente acabe com as subvenções”.
Dario Durigan fez a declaração a jornalistas, nesta quarta-feira, após participar de uma audiência na Câmara dos Deputados.
O ministro também pediu cuidado com a pauta legislativa em ano de eleições. É a preocupação com pautas-bomba no Congresso Nacional.
“O cuidado com a pauta do fim do semestre legislativo é muito importante que a gente tenha. É, então, a estabilidade, seja econômica, seja política, seja social, seja internacional, foi um ponto de destaque, onde tá a inflação também”.
De acordo com o Ministério da Fazenda, nove projetos em tramitação podem ter impacto de R$ 111 bilhões por ano. Entre eles, aumentos no teto do Simples Nacional e do Fundo dos Municípios, além de pisos salariais.

