O duelo entre Espanha e Cabo Verde, pelo Grupo H da Copa do Mundo 2026, foi o primeiro efetivamente do chamado treino de ataque contra defesa nesta Copa do Mundo.
O mapa de calor do confronto evidencia como a equipe africana entrou com um único objetivo: não sofrer gols.
Tanto que o goleiro Unai Simón, da Espanha, é o primeiro que não teve sua pequena área pintada de vermelho nos mapas de calor até aqui.
O lado quente espanhol ficou à frente da linha de meio de campo, na intermediária ofensiva, cercando incessantemente a área adversária.
De tanto rodar a bola ao longo do jogo, os jogadores espanhóis já dominam ranking de atletas que mais passaram a bola na competição: Rodri (116 passes), Cubarsí (107) e Laporte (106), todos com pelo menos dez passes a mais que os atletas seguintes na lista.
Já o goleiro Vozinha, melhor jogador da partida pintou a própria área de vermelho ao lado de sua linha de zaga, totalmente recuada.
O camisa 1 de Cabo Verde já é o segundo goleiro da Copa com mais defesas até aqui, com sete. Está atrás apenas de Patrick Beach, da Austrália, com oito.
Ao mesmo tempo, a pontaria espanhola precisa melhorar: eles finalizaram 27 vezes, das quais só 7 na direção do gol. Assim, são a segunda seleção que mais finalizou, atrás da Turquia, com 30 arremates; curiosamente, ambas não conseguiram marcar gols.
Outro dado curioso é que a Espanha cruzou a bola na área 36 vezes mesmo sem ter um centroavante de ofício na área para aproveitar os cruzamentos.
Ferran Torres e Oyarzabal, os dois atacantes do time nesta segunda, não têm o cabeceio ou a força física como principal característica. O primeiro, inclusive, é conhecido por períodos de seca de gols e por perder boas oportunidades com frequência.
