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Copa do Mundo: Senegal e França se reencontram após 2002 – 15/06/2026 – Esporte

Em 2002, Senegal surpreendeu o mundo na Copa do Mundo ao derrotar a então campeã Franç

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Em 2002, Senegal surpreendeu o mundo na Copa do Mundo ao derrotar a então campeã França, uma surpresa provocada pelo “desrespeito” e pelo desconhecimento dos Bleus em relação à equipe africana, lembram à AFP dois de seus protagonistas, David Trezeguet e Khalilou Fadiga.

“É preciso reconhecer que não os conhecíamos muito bem. Percebemos tarde demais que no futebol não são permitidos erros”, afirma Trezeguet, centroavante da França à época.

“Lendo a imprensa, percebemos a ignorância dos treinadores e dirigentes franceses da época. Era quase ofensivo”, diz Fadiga, ponta esquerda da seleção senegalesa.

“Três quartos de nós havíamos nos formado na França, jogávamos no campeonato francês. Portanto, jogamos com esse olhar patriótico”, acrescenta o ex-jogador formado no PSG.

As seleções voltam a se enfrentar nesta terça-feira, às 16h, na estreia da Copa do Mundo. Globo, SBT, SporTV, CazéTV, getv e NSports transmitem a partida.

Depois do título mundial em 1998 e da Eurocopa dois anos depois, a França “estava ali para ganhar o torneio, mas no futebol tudo pode mudar muito rápido, e a derrota nos lembrou isso de forma brutal”, diz Trezeguet, recordando a dolorosa eliminação na fase de grupos, diante de Dinamarca e Senegal, em uma chave que também tinha o Uruguai.

“Muito cedo não nos sentimos confortáveis na partida. E em uma jogada de contra-ataque, Senegal marca. A partir daí, o jogo ficou ainda mais difícil. Nunca conseguimos encontrar as soluções necessárias”, afirma Trezeguet, ex-atacante do Mônaco, Juventus e River Plate, entre outros, e atualmente espécie de embaixador da equipe argentina.

‘FIM DE CICLO’

Quais foram as consequências daquela partida? Para Fadiga, o reconhecimento à seleção senegalesa: “Alguns nos olhavam com desdém e aquela vitória nos permitiu colocar as coisas em seu lugar. Obrigamos que nos respeitassem”.

“Sem que tivéssemos percebido, após os títulos de 1998 e 2000, chegamos ao final de um ciclo”, diz por sua vez o antigo camisa 9 dos Bleus.

A vitória histórica para Senegal poderia se repetir em 2026 —embora a expectativa já não seja de que isso seria uma enorme surpresa.

“Como aconteceu conosco em 2002, digo a eles que não se concentrem na partida contra a França. Acima de tudo, desejo que terminem o trabalho que começamos e que possam chegar até o final do torneio”, confia o senegalês.



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