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Ancelotti abraça desafio de ter um Neymar reserva na Copa – 19/05/2026 – Esporte

O evento da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 foi todo so

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O evento da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 foi todo sobre Neymar. O público na entrada do Museu do Amanhã gritava seu nome. As conversas dentro e fora do local, na tarde de segunda-feira (18), eram monotemáticas.

Quando o atacante foi anunciado, houve um pequeno carnaval no centro do Rio de Janeiro. Agora, o treinador Carlo Ancelotti tem a tarefa de tratar o craque como mais um no grupo, um possível reserva.

“Nós o escolhemos não porque pensamos que vai ser um reserva. Escolhemos porque vai oferecer suas qualidades. Que jogue um minuto, que não jogue, que jogue 90 minutos. Escolhi este grupo de jogadores porque estou certo de que cada um vai trazer algo. Minha ideia é focada no coletivo, não no individual”, afirmou o italiano.

Aos 34 anos, após uma série de problemas físicos, Neymar está atrás de vários outros atacantes na hierarquia estabelecida pela comissão técnica. Mas, segundo maior artilheiro da história da seleção, é uma personagem grande demais para ser ignorada.

Homem de confiança de Ancelotti, o volante Casemiro fez lobby pela convocação do amigo. Até o atacante João Pedro defendeu que seu ídolo fosse chamado. Agora, fora da lista final, o jovem torcerá pelo veterano pela televisão.

Toda essa dinâmica foi levada em conta pelo treinador. Ele telefonou para Neymar no último fim de semana e lhe perguntou se estava disposto a aceitar um papel menor do que o que teve na seleção por mais de uma década.

O veterano disse sim.

“Quero ser claro, limpo e honesto”, declarou Ancelotti, pouco depois de ter divulgado os 26 nomes do Brasil na Copa. “Teremos treinos, e os treinos vão decidir quem vai jogar. Tenho uma ideia de qual pode ser a equipe titular, mas depois temos que ver como todos treinam, como estão preparados.”

Em suas condições físicas atuais, Neymar é reserva. Pode ser uma opção no decorrer das partidas —”centralizado”, como sinalizou o comandante na entrevista pós-convocação—, mas, ao menos neste momento, é um reserva.

O treinador disse ter discutido a lista até o almoço de segunda, poucas horas antes da divulgação. No fim, chegou à conclusão de que o peso de não levar o velho craque à América do Norte seria maior do que o peso de levá-lo.

Os outros atacantes convocados são: Luiz Henrique, 25, Gabriel Martinelli, 24, Matheus Cunha, 26, Raphinha, 29, Endrick, 19, Igor Thiago, 24, Rayan, 19, e Vinicius Junior, 25. Vinicius, Raphinha e Cunha, ao que tudo indica, serão titulares.

A ideia do italiano é usar quatro homens de frente. Em um dos desenhos, o esquema é mesmo de quatro atacantes, com Matheus Cunha bem próximo do centroavante. Em outro, Cunha atua mais recuado, no meio-campo, pela esquerda. De qualquer maneira, não muda o fato de que há hoje uma vaga aberta —as lesões de Rodrygo, 25, e Estêvão, 19, atrapalharam os planos iniciais do técnico.

Ela pode ser ocupada por um atleta que atue mais pelos lados do campo, como Luiz Henrique ou Martinelli; nesse caso, Vinicius Junior jogaria pelo meio. Uma alternativa seria a escalação de alguém para a função de centroavante, como Endrick ou Igor Thiago.

A chance de Neymar entrar no time é pelo meio. Desbancar Cunha, neste momento, parece improvável. Então, a luta é para ganhar a posição de atacante mais avançado — e com menores responsabilidades defensivas.

Como deixou claro Ancelotti, o preparo físico vai ser decisivo na definição da formação que iniciará a Copa do Mundo, no dia 13 de junho, contra Marrocos, em East Rutherford, nos Estados Unidos. Se não convencer o chefe, Neymar será reserva, como disse por telefone que toparia.

“Ele tem a possibilidade de melhorar sua condição até o primeiro jogo da Copa. Tem essa oportunidade, tem experiência nesse tipo de competição, tem o carinho do grupo”, afirmou o treinador, referindo-se ao fato de que vários atletas da seleção tratam como ídolo aquele que foi camisa 10 do Brasil nos últimos três Mundiais.

Administrar essa situação foi uma tarefa que Ancelotti assumiu ao dizer o nome Neymar Júnior na convocação.



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