Para o profissional de contabilidade e controladoria, o capital humano muitas vezes aparece apenas na linha de despesas de pessoal, traduzidas na antiga palavra usada “departamento de pessoal”. No entanto, sob a ótica da Governança Humana, a baixa maturidade emocional das lideranças deve ser encarada como um passivo contingente real.
O Impacto do Ego no EBITDA
Como mentora de profissionais estratégicos, especialista de RH e inteligência emocional, defendo que o RH que não fala a língua do dinheiro não serve ao negócio. Conflitos interpessoais derivados de egos inflados nas cadeiras de diretoria geram custos tangíveis: queda de produtividade, perda de talentos estratégicos e processos judiciais. Esses elementos corroem o EbitdaEBITDA de forma mais agressiva do que muitos gargalos operacionais óbvios.
Métricas de Sustentabilidade Humana
É necessário traduzir o comportamento humano em indicadores financeiros. Uma auditoria comportamental pode identificar falhas de liderança que precedem crises financeiras. A sustentabilidade humana é, portanto, um pilar de sustentabilidade econômica.
Indicadores de Risco Comportamental:
Turnover de Liderança
Custo de substituição e perda de know-how.
Fragilidade na sucessão.
Absenteísmo Psicológico
Presentismo: o colaborador está lá, mas não produz.
Incapacidade de engajamento.
Passivo Trabalhista Comportamental
Indenizações por assédio ou má gestão.
Falha ética e de controle.
O contador moderno deve olhar além dos números frios e entender que a saúde do balanço patrimonial depende diretamente da maturidade do sistema humano da organização.


