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Parques podem gerar R$ 20 bi até 2030, diz estudo – 29/04/2026 – É Logo Ali

O turismo de natureza deveria ser prioridade no país. O Brasil tem tantas paisagens de t

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O turismo de natureza deveria ser prioridade no país. O Brasil tem tantas paisagens de tirar o fôlego ainda pouco conhecidas do mercado internacional e até de boa parte do público doméstico. Afinal, são mais de 600 parques, dos quais 76 nacionais e mais de 200 estaduais. Dos nacionais, 16 são reconhecidos pela Unesco como patrimônio da humanidade. E foi para focar esse potencial que o Instituto Semeia realizou, ao longo de dois anos, um amplo estudo. O instituto pretende levá-lo aos poderes executivos e legislativos de todas as unidades da federação e a todos os candidatos a governos e à Presidência. Tarefa de fôlego para ninguém botar defeito, com certeza.

“No período eleitoral, o tema de turismo em áreas protegidas, como parques, não tem o destaque de tantos outros temas”, ressalva Mariana Haddad, gerente de políticas públicas do instituto. “Mas queremos colocar o assunto no radar dessas lideranças, desses agentes políticos, mostrar o impacto positivo que isso pode gerar do ponto de vista não só de conservação ambiental, mas também da economia”, acrescenta.

O documento foi dividido em três eixos: posicionar o ecoturismo com atividade econômica estratégica e prioritária, aprimorar a infraestrutura e os serviços nos parque do Brasil e transformar os parques do país em motivo de orgulho.

O objetivo do material é ambicioso: chegar até o ano de 2030 com os parques nacionais recebendo anualmente 19,7 milhões de visitas, um aumento de 57,6% em relação aos os 12,5 milhões contabilizados em 2024, último dado disponível. “Estamos falando de um impacto com turismo, com alojamento, com receptivo, alimentação que pode chegar a R$ 20 bilhões”, afirma Mariana.

Para viabilizar essa meta, Mariana aponta que “em primeiro lugar, é preciso tratar o tema como prioridade política, fazer com que os tomadores de decisão tenham vontade política de transformar todo esse potencial em realidade, para que os parques sejam vistos de fato como estratégicos”.

E se em face da realidade atual a proposta pode parecer visionário, ela garante que a proposta “é super viável”. “Nós recolhemos casos nacionais e internacionais, trazemos dados, não é só viável do ponto de vista estratégico, está tudo descrito nos exemplos que reunimos”, explica.

Um dos casos salientados no estudo é o dos Estados Unidos, cujos 63 parques nacionais receberam, no mesmo ano de 2024, cerca de 332 milhões de visitantes. “Lá, temos vários exemplos de iniciativas que levam crianças e jovens para, desde cedo, já conhecerem, se apaixonarem por esses espaços”, conta. O desenvolvimento de campanhas e iniciativas que mobilizem as pessoas para o contato com a natureza é um dos vetores principais do estudo para alavancar o ecoturismo.

Mas a proposta não conta exclusivamente com os poderes públicos, sabidamente voláteis quando se trata de investimentos. “A gente quer trazer para perto organizações do terceiro setor, organizações da sociedade civil, coletivos, enfim, setores que possam dar robustez a essa pauta”, afirma, “porque vemos uma janela de oportunidade que não podemos perder”.

A mobilização pela visitação em si, entretanto, não basta. Um dos diagnósticos que o estudo traz é o fato de que “os parques não têm infraestrutura para receber os visitantes como eles merecem ser recebidos”, diz Mariana. Para contornar esse problema, o texto aponta para a importância de se aplicar a Lei 15.180, aprovada em julho do ano passado, que permite a criação de fundos de financiamento à visitação de unidades de conservação junto a instituições financeiras reconhecidas pelo Banco Central.

Os fundos, de acordo com a lei, devem ser compostos por 5% dos valores recolhidos em compensações ambientais, doações de entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, além de recursos oriundos de transações judiciais como termos de ajustamento de conduta.


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