As mortes por malária na terra indígena Yanomami, que abrange os estados de Roraima e do Amazonas, caíram 80% em 2025 ante 2023. Os óbitos por desnutrição também tiveram queda: 53,2%. O percentual de crianças menores de 5 anos com peso adequado subiu de 45,4% para 53,8%. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Centro de Operações de Emergências Yanomami do Ministério da Saúde.
O informe ainda destaca a redução de 76% da letalidade das infecções respiratórias agudas e de 16,7% no número de mortes por causa da doença.
Segundo o Ministério da Saúde, os dados refletem a ampliação do acesso à saúde no território Yanomami.
Desde o início da emergência sanitária, em 2023, o número de profissionais mais que triplicou, passando de 690 para 2.130 trabalhadores na saúde indígena. No mesmo período, foram instalados mais de 1,4 mil filtros para o acesso à água segura para o consumo humano, de acordo com a pasta. Além disso, o Centro de Referência em Saúde Indígena, inaugurado há seis meses em Surucucu, em Roraima, já realizou 4.374 atendimentos. A unidade atende 48 comunidades yanomamis.

