quinta-feira 2, abril, 2026 - 0:15

Brasília

Inca anuncia estudo inédito para rastreamento do câncer de pulmão

O Inca, Instituto Nacional de Câncer, anunciou, nesta quarta-feira (1º), a realização

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O Inca, Instituto Nacional de Câncer, anunciou, nesta quarta-feira (1º), a realização de um estudo inédito para rastreamento do câncer de pulmão. O objetivo é construir uma diretriz nacional para a detecção precoce da doença, visando reduzir a mortalidade, associada principalmente ao diagnóstico tardio.

O câncer de pulmão é a principal causa de mortes pela doença no país, de acordo com o instituto. A maior parte dos casos está relacionada ao tabagismo.

Estudo

O estudo será conduzido por dois anos, com a participação mínima de 397 pacientes, e conta com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e financiamento da biofarmacêutica Astrazeneca.

O médico epidemiologista do Inca e pesquisador principal do projeto, Arn Migowski, explica como a iniciativa será realizada:

“Esses pacientes vão ser recrutados do programa de cessação de tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Pacientes com alto risco de câncer de pulmão, com alta carga tabágica, que fumaram muito, durante bastante tempo, ou ex-fumantes ou fumantes atuais. E a gente vai convidá-los a rastrear, que é fazer um exame periódico com uma tomografia com baixa dose de radiação ionizante. E aí a gente vai tentar detectar cedo, antes de ter sintomas ou um câncer de pulmão”.

O pneumologista Gustavo Prado, da Aliança Brasileira Contra o Câncer de Pulmão, fala sobre os benefícios esperados do estudo:

“Ele traz a perspectiva de avaliar se o rastreamento do câncer de pulmão com tomografia em fumantes e ex-fumantes aqui no Rio de Janeiro é factível e, mais ainda, se outras condições de saúde interferem no processo ou podem expor o paciente a riscos desnecessários evitáveis de alguns procedimentos invasivos”.

Tabagismo

Prado fala ainda sobre o aumento recente do tabagismo no Brasil:

“Pela primeira vez em mais de quinze anos, a gente teve um aumento, uma mudança no comportamento da prevalência dessa condição no Brasil. Então, mais pessoas estão fumando hoje, especialmente o estrato mais jovem da população, de 18 a 24 anos. Então, a gente precisa novamente intensificar as estratégias de prevenção, de combate a esse fator de risco, em uma linguagem que atinja os jovens e que contemple também esses dispositivos eletrônicos para fumar, que vêm sendo um grande desafio”.

Ainda de acordo com o Inca, o Brasil terá cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano, de 2026 a 2028, o que consolida a doença como um dos maiores desafios de saúde pública nacional.




Fonte GDF

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