A terceira edição do Projeto Seguras, iniciativa da União Brasileira de Mulheres, foi lançada neste fim de semana na capital paulista. A ação, que conta com a parceria do Ministério das Mulheres, organiza campanhas educativas para prevenir e combater a violência contra mulheres e meninas no país.
O Projeto começou em 2024 e, nos dois primeiros anos, focou na formação teórica com palestras e debates e na participação de mulheres que moram nas regiões mais distantes do centro da cidade.
Claudia Rodrigues, presidente da União Brasileira de Mulheres, afirma que o objetivo é ampliar o conhecimento sobre a violência praticada contra as mulheres.
“Formar essas mulheres e aprender com elas é uma forma que a gente consegue multiplicar o conhecimento. O 180, Lei Maria da Penha… questões específicas de cada região dessa cidade”.
Cerca de duas mil mulheres já participaram do projeto Seguras e, nesta terceira edição, o foco é divulgar, por meio de visitas, a rotina dos equipamentos de proteção como delegacias da mulher e centros de acolhimento, como a Casa da Mulher Brasileira. Claudia Rodrigues fala sobre a importância dessas ações num momento de escalada de casos de feminicídio no país.
“Nós precisamos, cada vez mais, de programas e de projetos como esse. Pra que um conjunto maior de mulheres entenda quais são os caminhos, quais são os canais de diálogo para poder enfrentar. Nós precisamos que os homens sejam mais formados, que os garotos, que essa geração mais nova seja de garotos formados longe da misoginia”.
As ações do projeto se dão em bairros periféricos da cidade de São Paulo, onde a maioria dos chefes de família é composta por mulheres negras que vivem em condições precárias. Mais informações sobre a iniciativa no site ubmcapitalsp.org.br

