A grande revelação do fisiculturismo brasileiro em 2025 foi, sem dúvidas, Lucas Garcia. Profissional desde 2022, o atleta paulista preparado por Vitor Bizzo e Marcello Alfonsi conquistou dois títulos na IFBB Pro League (“International Federation of Bodybuilding & Fitness Professional League”, que significa Liga Fitness Profissional da Federação Internacional de Fisiculturismo e Fitness) nesta temporada, além de ter igualado a estreia de Eduardo Corrêa no Olympia, com a medalha de bronze no palco mais importante do planeta.
Competidor da categoria 212, Garcia já era conhecido nacionalmente desde que se profissionalizou ao lado de Livinho e Vitor Porto no Mr. Olympia Brasil. Entretanto, foi neste ano que ele chamou a atenção da mídia internacional ao apresentar um conjunto raro de volume, definição, simetria e proporções em competições ocorridas nos Estados Unidos.
A temporada competitiva do fisiculturista se iniciou no início de agosto, quando ele foi à Flórida e venceu o Tampa Pro. Poucos dias depois, ele confirmou seu potencial ao conquistar o título do Texas Pro. Os resultados, bem como o físico apresentado, fizeram com que especialistas e fãs passassem a especular sobre como seria a sua estreia no Olympia.
Foi então que, em outubro, o atleta –que até então ainda era visto como uma promessa por muitos– demostrou ser realidade. Após ser colocado no primeiro “call-out” do Olympia ao lado de Keone Pearson, Shaun Clarida e Nihat Kaya, ele ficou com a terceira colocação –a melhor estreia de um brasileiro da 212 no campeonato em questão desde 2009.
Além das conquistas nos palcos, o ano de Garcia também foi marcado por um momento delicado. Meses antes das competições destacadas, ele teve que interromper momentaneamente sua preparação em decorrência de problemas renais.
A forma com que o atleta de 29 anos lidou com a situação fez com que os percalços engrandecessem ainda mais a sua jornada rumo ao topo do esporte. Para diversos especialistas, Garcia pode brigar pelo título mundial em 2026.

