SUS incorpora transplante da membrana amniótica para tratar diabetes


O transplante de membrana amniótica para o tratamento feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares foi incorporado ao Sistema Único de Saúde.

A decisão foi tomada pelo Ministério da Saúde depois do parecer favorável da Conitec, a comissão nacional responsável pela incorporação de Tecnologias ao SUS.

A membrana amniótica é a camada interna da placenta, aquela bolsa com líquido amniótico que reveste e protege o bebê na barriga da grávida.

O médico e diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia e Angiologia, Antônio Carlos de Souza, detalha as propriedades dessa membrana, como propriedades que estimulam a formação de cúlulas novas e é, ainda, antimicrobiana.

Segundo o médico, pessoas com diabetes têm maior tendência de desenvolver feridas nos pés de difícil cicatrização, o chamado pé diabético.

Nesses casos, a tecnologia acelera a recuperação quando comparada aos curativos padrão.

A membrana amniótica é obtida por meio de doação com a autorização de mães que se dispõem a doar. E o tecido apresenta uma grande vantagem.

Apesar da grande contribuição dessa nova tecnologia, o médico alerta que não é um tratamento que substitui os demais tratamentos.

Em casos de alterações oculares, como pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o tecido também reduz a dor e melhora a recuperação da superfície ocular.

Antônio lembra ainda que existe um período de 180 dias para implementação do novo tratamento no SUS, podendo ser prorrogado.

Segundo o ministério da Saúde transplante de membrana amniótica na rede pública pode beneficiar mais de 860 mil pacientes por ano. 




Fonte GDF