Scaloni nega que a arbitragem favoreça a Argentina na Copa – 11/07/2026 – Esporte
O técnico Lionel Scaloni rejeitou nesta sexta-feira (10) as reclamações de que a Argentina tem sido favorecida pela arbitragem durante a Copa do Mundo de 2026 e afirmou que seus jogadores usam esse tipo de crítica para “se rebelar”.
“Com o VAR é muito difícil que te ajudem. Não há dupla interpretação no VAR, deixaram isso muito claro para nós”, disse o treinador na entrevista coletiva em Kansas City.
“Antes de começar a Copa do Mundo, nos mostraram todas as imagens e nos disseram como seria, e isso foi cumprido à risca”, afirmou.
O Egito, último adversário da Argentina, denunciou dois dias atrás “erros de arbitragem flagrantes” no duelo das oitavas de final, no qual a Alviceleste virou dois gols de desvantagem na reta final para vencer por 3 a 2.
Especificamente, o Egito reclamou da não marcação de um pênalti e da anulação de um gol de Mostafa Zico no início do segundo tempo, quando venciam por 1 a 0, depois que o VAR alertou o árbitro francês François Letexier sobre uma falta de Marawan Attia em Lisandro Martínez no início da jogada.
“Pisaram no pé do Lisandro. Pouco, muito ou de leve, é falta”, disse Scaloni sobre essas queixas. “Não houve mudança de posse e o gol foi anulado. Não há outra leitura”.
“Depois, nas redes sociais, hoje tudo é amplificado e aí começa o debate”, considerou. “Mas não há nenhum favoritismo, pelo contrário. É muito difícil hoje favorecer alguém”.
Para Scaloni, a ideia de que a Argentina é favorecida remonta a muitas décadas atrás e também se deve ao fato de haver “mais gente” que não quer que a Argentina ganhe do que acontece com outras seleções.
“Não é de agora. Havia críticas desde que me entendo por gente. Porque a Argentina é uma das que sempre anima o torneio”, apontou. “E de alguma forma isso é usado para mostrar aos jogadores que há gente que não quer que a Argentina ganhe”.
“Isso é normal, assim como haverá gente que não queira que outra seleção ganhe, o que acontece é que conosco talvez haja bem mais gente que não quer que ganhemos, porque talvez já tenhamos ganhado a última”, desenvolveu.
“E levamos isso em conta, isso chega aos jogadores e usamos como uma espécie de rebelião, que se rebelem para jogar ainda melhor”.