Sarampo: OPAS alerta para risco de contaminação nos países da Copa


A menos de um mês para a Copa do Mundo, que este ano acontece no Canadá, nos Estados Unidos e no México, a Organização Pan-Americana da Saúde alerta para risco de contaminação por sarampo. No ano passado, 90% dos casos de sarampo de todo continente aconteceram nesses três países.

O continente americano, inclusive, chegou a ter a certificação de região livre do sarampo; mas, em 2019, perdeu esse status. Chegou a recuperar em 2024 e perdeu novamente, desde que o Canadá não interrompeu mais a cadeia de transmissão dentro de um período de 12 meses.

Outros países americanos também têm transmissão em curso. Além de Estados Unidos e México; Bolívia e Guatemala, por exemplo. 

O alerta da OPAS para quem planeja viajar para assistir à Copa do Mundo de Futebol é que um infectado pode passar o vírus para até 18 pessoas. Por isso, o risco de um “efeito dominó” é real nas arquibancadas.

O diretor da organização de saúde, Jarbas Barbosa, reforça que a melhor maneira de proteger contra o sarampo é a cobertura de vacinação. A outra ação é a vigilância epidemiológica, porque ainda existe muita transmissão de sarampo na Europa, Ásia e África.

No ano passado, o Brasil recebeu 38 casos importados de sarampo trazidos por turistas ou brasileiros que foram para o México, os Estados Unidos ou o Canadá.

O Brasil mantém o status de país livre da circulação do sarampo; mas pensando em quem pretende viajar para assistir aos jogos da Copa do Mundo, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo.

Lembrando, a vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente no SUS, para crianças, adolescentes e adultos, independente de viagem marcada. 




Fonte GDF