Novos casos de estupro por grupo de Copacabana são investigados no Rio


A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que investiga mais dois casos de estupro cometidos contra alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II e praticados por integrantes do mesmo grupo que estuprou uma estudante de 17 anos, em janeiro deste ano, em Copacabana.

Uma das denúncias envolve uma menina que tinha 14 anos à época e que agora está com 17.

À 12ª Delegacia de Copacabana, que investiga os casos, a segunda jovem disse, em depoimento, na segunda-feira (2), que os acusados sugeriram ter gravado imagens da violência, em 2023, como forma de chantageá-la a não denunciá-los.  

A mãe dessa vítima ainda contou aos investigadores que, assim como a primeira vítima, a jovem conhecia um dos envolvidos, o único adolescente, da escola, o Colégio Pedro II. 

O crime teria acontecido na casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia civil nesta terça-feira (3), por ter participado do primeiro caso. Ele estava foragido.

“O que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo: o adolescente infrator tinha a confiança da vítima, uma menina de 14 anos, à época, atraiu ela para um apartamento e lá, junto com ele estava o Matheus, preso aqui conosco, e mais uma terceira pessoa”, revelou o delegado responsável pelo caso, Antônio Lages.

A polícia pretende solicitar análise telemática para recuperar dados de celulares dos denunciados. 

Um terceiro caso foi descoberto nesta terça-feira.  No depoimento à 12 Delegacia de Polícia, a mãe da vítima relatou que Vitor Hugo Oliveira Simonin teria estuprado a filha dela durante uma festa junina, em um salão de festas. 

“Como está muito no começo das investigações ainda, não sei se o ato foi praticado pelo grupo inteiro ou por um deles apenas”, esclareceu o delegado. Ele não deu mais detalhes sobre o local e a vítima.

Delegado Angelo Lages, da 12ª DP, fala sobre as investigações do caso de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O delegado reforça o pedido para que eventuais vítimas dos estupradores procurem a polícia para denunciar os fatos. 

“A adolescente que foi vítima [em Copacabana] saiu do apartamento muito abalada, mas ela conseguiu contar para o irmão, para a mãe, e a mãe não teve dúvida, procurou a polícia”. A corporação tentou fazer a prisão em flagrante, mas não encontrou os rapazes no dia.

Lages disse que, nesse caso, o depoimento da vítima coincidiu com as lesões identificadas pelo exame de corpo de delito, o que acendeu o alerta da polícia para a gravidade do caso. “Ela tinha lesões no órgão sexual, nas costas, nas nádegas, inclusive, uma suspeita de fratura da costela, isso foi constatado pelo legista”, disse o delegado, sobre o estado em que a menina foi deixada.

Acusados

A previsão de Lages é que os dois envolvidos que ainda não se entregaram se apresentem à polícia entre esta terça e quarta-feira (4). 

Dois já se entregaram e estamos em tratativas para que os demais se entreguem nas próximas horas ou, no máximo, amanhã”. Todos eles, segundo as investigações, estão no país.

Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. O primeiro, que está envolvido em pelo menos dois dos casos investigados, é filho do subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, José Carlos Simoni. 

O governo do Estado disse que o subsecretário José Carlos Simonin será exonerado nesta terça-feira.

O adolescente infrator, que teria sido o responsável por atrair a vítima para emboscada, por conhecê-la no Pedro II, ainda não tem mandado de prisão expedido contra ele. 

Já João Gabriel Xavier Bertho, reconhecido pela primeira vítima e réu, também se entregou.

Lages também ressalta a importância de os jovens, ao se relacionarem sexualmente, respeitarem os limites do outro. “O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental. A vítima do primeiro caso deixou muito claro, a todo momento, que não se relacionaria com mais ninguém (além do adolescente) em vários momentos”, destacou. 

Os acusados dos crimes podem se apresentar em qualquer delegacia de polícia do estado.

A Agência Brasil não conseguiu contato com as defesas dos réus. O espaço fica aberto para acréscimo de posicionamentos.



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Câmara aprova urgência para projeto que autoriza internação compulsória de adolescentes usuários de drogas – Notícias


03/03/2026 – 17:08  

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Plenário da Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados começou a Ordem do Dia do Plenário e aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei 1822/24, do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), que garante a pais ou responsáveis a internação compulsória de jovens e adolescentes dependentes de drogas em entidades de tratamento credenciadas pelo poder público.

A proposta em urgência pode ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Mais informações em instantes

Assista ao vivo

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli



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Homem que matou mulher em joalheria deixa hospital e é preso


Cássio Henrique da Silva Zampieri, que assassinou a ex-namorada Cibelle Monteiro Alves em uma joalheria São Bernardo do Campo, recebeu alta médica e foi preso nesta terça-feira (3). O criminoso, que foi baleado pela polícia durante o crime, ocorrido na última quarta-feira (25), foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. 

Ainda nesta terça, Cássio Henrique será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória, com destino final ao 3º Distrito Policial da cidade. O inquérito permanece aberta e as investigações prosseguem, sob comando do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) do município.

Crime em joalheria

Cássio Henrique atacou Cibelle em uma joalheria do Shopping Golden Square, local onde a jovem trabalhava. Portando uma faca e uma arma de airsoft, o homem feriu gravemente o pescoço da vítima, que não sobreviveu à agressão.

O crime foi motivado pelo fim do relacionamento entre os dois. Cássio não aceitava a separação. Cibelle tinha medida protetiva — qualificada como urgente pela Justiça — e havia registrado diversos boletins de ocorrência contra o ex-namorado.

O crime foi registrado como feminicídio. No ano passado, o país registrou recorde do crime, com 1.518 vítimas, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

*Estagiário sob coordenação de Odair Braz Junior



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Relator afirma que novo sistema de crédito à exportação reduz juros e traz mais segurança; ouça a entrevista – Notícias


03/03/2026 – 14:13  

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Chinaglia foi o relator da proposta aprovada ontem no Plenário da Câmara

Em entrevista à Rádio Câmara nesta terça-feira (3), o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que o novo sistema de crédito à exportação, aprovado ontem pela Casa, dará mais segurança para as empresas que atuam no mercado externo.

O Projeto de Lei 6139/23, que agora será enviado à sanção, cria um sistema de apoio do governo federal às operações de crédito destinadas a empresas brasileiras exportadoras de bens e serviços. Isso vai valer para empresas grandes e pequenas que exportem bens industriais e agrícolas ou que realizem obras de engenharia em outros países, entre outras.

Além de criar o Sistema Brasileiro de Apoio Oficial ao Crédito à Exportação, a proposta altera o funcionamento do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior.

“Quando o dono da empresa vai conversar com o banco [para fazer um financiamento], o banco fica desconfiado se ele vai ter condições de pagar aquele empréstimo”, afirma o deputado. “Isso faz com que os juros subam. É nesse momento que entra, então, esse fundo garantidor, dizendo: ‘Olha, parte dessa responsabilidade o fundo garantidor assume’. Isso faz cair a taxa de juros e viabiliza o empréstimo”, explicou Chinaglia.

De acordo com o texto aprovado, o governo poderá transferir recursos para o fundo, que é de direito privado, com mecanismos independentes de administração.

Hoje, a garantia é feita pelo Fundo de Garantia à Exportação, que depende exclusivamente de recursos do orçamento.

Chinaglia disse que o modelo aprovado aproxima o Brasil de práticas adotadas por outros países.  “Mais de 90 países já têm esse tipo de agência de financiamento.”

Da Rádio Câmara
Edição – Natalia Doederlein



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Indiciado por estupro coletivo no Rio se apresenta à polícia e é preso


Um dos cinco suspeitos no estupro coletivo de uma jovem, de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi preso nesta terça-feira (3) por policiais civis da 12ª DP, localizada no mesmo bairro.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil, ao sentir o cerco se fechar após intenso trabalho de investigação, o acusado se apresentou hoje na delegacia com um advogado.

Na sexta-feira (27), os envolvidos já tinham sido indiciados pela 12ª DP, que representou pela prisão dos homens e apreensão de um adolescente. “Eles responderão pelo crime de estupro e o menor responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime”, diz nota.

Conforme a secretaria, as investigações indicaram que, em janeiro deste ano, a vítima recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola a convidando para ir à casa de um amigo.

Segundo a Polícia Civil, ao chegar no prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi imediatamente recusado pela jovem.

“No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela.”

As diligências estão em andamento para capturar e responsabilizar os demais envolvidos, que são considerados foragidos.



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Projeto responsabiliza empresas por danos de inteligência artificial – Notícias


03/03/2026 – 12:50  

Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Amom Mandel: a nova tecnologia precisa atuar sob as regras constitucionais

O Projeto de Lei 6707/25 determina que fornecedores e desenvolvedores de Inteligência Artificial (IA) tenham responsabilidade civil por danos causados aos consumidores. Pelo texto, a regra será válida para defeitos ou falhas gerados por comportamento autônomo, não programado ou imprevisível dos sistemas.

A proposta em análise na Câmara dos Deputados altera o Código de Defesa do Consumidor. O reclamante ficará isento de provar nexo causal do dano em razão da falta de transparência relacionada à IA, a chamada “opacidade algorítmica”.

Regras constitucionais
Autor do projeto de lei, o deputado Amom Mandel (Cidadania-AM) afirmou que a nova tecnologia precisa atuar sob as regras constitucionais. “A IA, embora repleta de potencial econômico e social, não pode se desenvolver à margem das garantias básicas que regem o Estado Democrático de Direito”, disse ele.

Segundo Amom Mandel, a proposta alinha o Brasil a discussões regulatórias globais, conforme diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia. O objetivo, continuou o parlamentar, é garantir que toda inovação tecnológica opere dentro de uma expectativa legítima de segurança.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Marcia Becker



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Lançado edital para 2ª fase da duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri – Portal Goiás


Governo lança edital para segunda fase da duplicação da GO-330, entre Catalão e IpameriGoverno lança edital para segunda fase da duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri
Ponte em construção sobre Córrego Cachoeirinha integra primeira etapa dos serviços de duplicação da GO-330, em Catalão (Fotos: Goinfra)

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) lançou nesta terça-feira (03/03) edital para contratação das obras da segunda etapa da duplicação da GO-330 e restauração da pista existente, entre Catalão e Ipameri.

O novo trecho contemplado tem 18,6 quilômetros e liga o trevo de Goiandira (GO-305) à ponte sobre o Rio Veríssimo. O processo licitatório prevê a elaboração dos projetos e a execução das obras, com investimento estimado de R$ 175,6 milhões, provenientes do Tesouro Estadual.

Atualmente, a agência já executa as obras no primeiro subtrecho, de 11,7 quilômetros, compreendido entre o posto policial na saída de Catalão e o trevo da GO-305, com investimento de cerca de R$ 123 milhões. Nessa etapa foram iniciados serviços de terraplenagem para implantação da nova pista em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) e de construção da ponte sobre o Córrego Cachoeirinha. A pista existente será alargada e restaurada.

“Estamos cumprindo a promessa de seguir com a duplicação e colocar fim a uma espera de mais de 30 anos, mostrando que o governador Ronaldo Caiado e o vice-governador Daniel Vilela entram para a história com obras de infraestrutura que vão marcar o nosso Estado”, destaca o presidente da Goinfra, Pedro Sales.

“Agora, com essa segunda etapa já em licitação, a Goinfra intensificará os esforços para publicar, ainda neste semestre, o edital do terceiro subtrecho para levar a duplicação até a entrada de Ipameri”.

Duplicação da GO-330

O objetivo, pontua o presidente, é executar esse grande eixo do Sudeste goiano – que integra Catalão, Ipameri, Pires do Rio, Cristianópolis e Bela Vista – e consolidar este corredor de desenvolvimento fundamental para Goiás, na conexão com Minas Gerais.

“Essa duplicação impacta a vida de milhares de pessoas, favorece o escoamento da produção agroindustrial da região e amplia a segurança viária, dando mais fluidez ao tráfego de veículos leves e pesados”, avalia.

O edital prevê contratação integrada (projeto executivo e obras), com sessão prevista para dia 08 de junho próximo. O edital e seus anexos estão disponíveis no site da Goinfra (https://sgl.goinfra.go.gov.br/portal_licitacao/), na seção de licitações.

Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) – Governo de Goiás



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Entenda relação entre a causa palestina e a guerra contra o Irã


O ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 inaugurou uma nova fase do conflito no Oriente Médio em torno dos territórios palestinos. Para alguns analistas, os ataques contra o Irã são também consequência da guerra na Faixa de Gaza e da colonização da Cisjordânia, ainda que indiretamente.

Os governos de Israel e dos Estados Unidos (EUA) estariam aproveitando as fragilidades econômicas do Irã, motivadas em parte pelas sanções ocidentais, e os rachas políticos internos, evidenciados em protestos violentos no início do ano, para cortar o apoio ao Eixo da Resistência, dado por Teerã. 

Tal eixo é formado por grupos armados que resistem à política de Israel e dos EUA no Oriente Médio, como Hezbollah, Hamas ou os Huthis no Iêmen. A queda do governo de Bassar al-Assad na Síria, após 13 anos de guerra financiada por potências estrangeiras, também teria sido uma consequência da intensificação da guerra contra o Eixo da Resistência, uma vez que a Síria era uma aliada do Irã.

O professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo (SP) Bruno Huberman afirmou à Agência Brasil que as agressões contra o Irã são uma das consequências do 7 de Outubro, porque Teerã é a principal força de oposição a política de Washington e Tel-Aviv no Oriente Médio.  

“A solidariedade com a causa palestina sempre esteve no centro do projeto político iraniano desde 1979 [Ano da Revolução Iraniana]. Isso é uma das razões pelas quais o Irã tem sido confrontado.”

Para o especialista, o Irã tem forte relevância para a questão palestina e para os grupos islâmicos de resistência armada que buscam revolução armada e libertação nacional radical na Palestina.

Huberman acrescenta que a queda do Irã permitirá que os EUA e Israel reorganizem o Oriente Médio “como bem entendem”. Para ele, o conflito facilita o avanço da anexação da Cisjordânia por Israel.  

“Desde o cessar-fogo em Gaza, Israel tem avançado de forma significativa na colonização e na anexação de território na Cisjordânia. E, durante essa guerra no Irã, isso deve se fortalecer.”

No mês passado, Israel aprovou novas regras para compra de terras palestinas por israelenses na Cisjordânia, medida denunciada como tentativa de avançar sobre o território palestino. Em 2025, pelo menos 40 mil palestinos foram expulsos de suas residências na região. 

Mudança de cenário

Por outro lado, o professor avalia que a queda de Teerã não inviabiliza a causa palestina, apesar de mudar o cenário. “O Irã se envolveu mais no apoio à luta armada, assim como o Catar, enquanto outros países apoiam projetos humanitários, de desenvolvimento, ou só de forma retórica.”

Os grupos xiitas Hezbollah, no Líbano, e os Huthis, do Iêmen, são exemplos de grupos armados do Eixo da Resistência, apoiados pelo Irã, que se lançaram em ataques contra Israel em apoio à Gaza. 

Pessoas correm no Líbano, após ataques entre Hezbollah e Israel em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã. Reuters – Proibido reprodução

Direito internacional

Para outros analistas, não é possível traçar uma relação direta entre o 7 de Outubro e as agressões contra o Irã, ainda que os dois acontecimentos estejam de alguma forma conectados. É o que defende a professora Rashmi Singh, da pós-graduação em relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais.

Para ela, a ação israelense em Gaza e na Cisjordânia serviu para normalizar, pelos países ocidentais, a aplicação seletiva do direito internacional. 

Rashmi cita, como exemplos, “o genocídio na Palestina, os bombardeios ilegais de hospitais, escolas, universidades, igrejas, mesquitas e outras infraestruturas civis” por parte de Israel, assim como “atos terroristas [de Israel] em outros países – como os ataques com pagers no Líbano –, que foram saudados pelo Ocidente não como terrorismo, mas como ‘estrategicamente brilhantes por parte de Israel’”.

A professora da PUC de Minas acrescenta que todas essas violações do direito internacional ocorreram com o silêncio ou cumplicidade dos países europeus e norte-americanos.

“Os ataques ilegais ao Irã, há oito meses, também foram elogiados. Portanto, a Palestina não está diretamente relacionada aos ataques ao Irã, mas estabeleceu o padrão do que é permitido nas relações internacionais. Estabeleceu o cenário para o que está acontecendo no Irã”.

Rashmi Singh acrescenta que, apesar do apoio que o Irã fornece aos grupos de resistência palestinos, a causa palestina não depende exclusivamente do Irã, “ou de qualquer outro ator externo”. “O apoio externo é um fator, mas não é o único”, destacou.

Rashmi Singh, professora da PUC Minas, analisa consequências do conflito EUA-Irã. Frame/TV Assembleia MG

Ao mesmo tempo, a professora alerta que Israel tem usado a guerra para “expandir seu roubo territorial ilegal de terras palestinas”.

“Gaza foi completamente isolada novamente – contrariando o acordo de cessar-fogo – e os colonos, israelenses, na Cisjordânia estão ocupados aterrorizando os palestinos, matando e assediando, com o apoio total das Forças de Defesa de Israel.”

Influencia o contexto

Ao mesmo tempo, há analistas que atribuem uma influência do 7 de Outubro ao contexto geral do Oriente Médio, sem que o ataque do Hamas possa explicar, sozinho, a decisão de Israel e dos EUA de atacarem o Irã.

Essa é a avaliação da professora de relações internacionais do Ibmec SP, Karina Stange Caladrin, que também é assessora do Instituto Brasil-Israel.

“Desde 2023, a guerra em Gaza ‘regionalizou’ a dinâmica de segurança: Israel passou a tratar o chamado eixo de resistência – Hamas, Hezbollah, Houthis e milícias aliadas – como um tabuleiro integrado, e o Irã como o principal patrocinador, financeira, militar e politicamente, dessa rede.”

Caladrin acrescenta que, nesse contexto, a guerra em Gaza e a escalada dos conflitos na Cisjordânia criaram incentivos para ampliar a pressão contra Teerã. Para ela, a guerra contra o Irã também tira a agenda palestina do noticiário e corta parte do respaldo que grupos palestinos recebem do Irã.

“Paradoxalmente, uma escalada maior pode radicalizar narrativas, aumentar polarização e ampliar a mobilização transnacional em torno da Palestina, mas isso não se traduz automaticamente em ganhos políticos concretos para Gaza e Cisjordânia”, acrescentou.

Por outro lado, Karina Caladrin pondera que, caso o regime do Irã sobreviva, o mais provável é que reafirme seu papel regional. “O que, de novo, não equivale a avanços políticos palestinos; pode significar apenas que a causa continua ‘útil’ como símbolo em uma competição geopolítica mais ampla.”

A causa palestina

Costuma-se fixar o início do conflito israel-palestino à criação do Estado de Israel, ainda em 1948. Naquele ano, ocorre a Nakba – catástrofe, em árabe – do povo palestino, quando mais de 700 mil palestinos são expulsos da suas terras, e cerca de 450 vilas são destruídas

Esses acontecimentos dariam início à “causa palestina”, como a conhecemos hoje, que é a defesa do retorno dos refugiados à suas casas e o estabelecimento da independência e criação do Estado Palestino.

Em oposição, Israel rejeita qualquer medida que resulte na criação de um Estado Palestino em suas fronteiras, conforme exige o direito internacional e a maioria dos países do mundo.  



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9 principais insights de pesquisas sobre como permanecer solteiro



Mesmo estando em um relacionamento sério ou casado ainda é uma norma social em muitas culturas hoje, o número de pessoas solteiras tem aumentado em muitos países nas últimas décadas. A associação entre ser solteiro e bem-estar psicológico é complicada e influenciada por diversos fatores. Por exemplo, alguém que abandona um relacionamento no qual estava profundamente infeliz pode se sentir muito melhor quando estiver solteiro novamente. Em contraste, alguém que é solteiro e está infeliz apaixonado por outra pessoa que não tem nenhum interesse romântico por ela pode estar profundamente infeliz por ser solteiro.

Dois fatores que podem influenciar se o fato de ser solteiro deixar alguém infeliz são a idade e há quanto tempo está solteiro. Um jovem que acabou de sair de um relacionamento infeliz pode ficar feliz em desfrutar de sua liberdade, mas alguém que está solteiro há mais de 3 anos, apesar de querer um parceiro, pode ficar infeliz. Um grupo de solteiros que até agora não foi muito bem investigado em pesquisas psicológicas é o de pessoas que nunca tiveram parceiro e que foram solteiras durante toda a vida.

Um novo estudo sobre satisfação com a vida, solidão e depressão em pessoas que nunca tiveram um parceiro na vida

Um novo estudo, publicado recentemente no Diário de Personalidade e Psicologia Socialfocado em obter uma melhor compreensão de como ser consistentemente solteiro afeta o bem-estar psicológico (Krämer e colaboradores, 2026). No artigo intitulado “Satisfação com a vida, solidãoe depressividade em jovens adultos consistentemente solteiros na Alemanha e no Reino Unido”, a equipe de pesquisa, liderada pelo cientista Michael D. Krämer, da Universidade de Zurique, na Suíça, analisou dados de 17.390 voluntários do Reino Unido e da Alemanha. No momento da primeira coleta de dados, todos os voluntários nunca haviam tido um parceiro em suas vidas. No momento da primeira coleta de dados, todos os voluntários tinham cerca de 16 ou 17 anos de idade. Os voluntários foram então convidados para uma nova coleta de dados até serem 29 anos Eles preencheram vários questionários sobre seu bem-estar psicológico, solidão, satisfação com a vida, sentimentos de felicidade. depressãoe informações sobre si mesmos e seus relacionamentos.

Resultados do estudo: 9 insights principais

Aqui estão os principais insights sobre pessoas que nunca tiveram parceiro obtidos no estudo:

  1. Gênero questões: As mulheres solteiras que nunca tiveram um parceiro têm maior probabilidade de encontrar um parceiro aos 29 anos do que os homens solteiros.
  2. Pessoas instruídas permanecem solteiras por mais tempo: pessoas que tinham maior educação eram mais propensos a permanecer solteiros por mais tempo, especialmente se fossem mulheres.
  3. Morar com os pais tornava menos provável que uma pessoa que nunca teve parceiro encontrasse um parceiro.
  4. Sentir-se sozinho e deprimido reduziu as chances de terminar solteiro.
  5. Os solteiros satisfeitos com a vida têm maior probabilidade de encontrar um parceiro.
  6. Quanto mais tempo alguém fica solteiro sem nunca ter um parceiro, mais diminui sua satisfação com a vida.
  7. Quanto mais tempo alguém fica solteiro sem nunca ter um parceiro, mais solitário ele se sente. Este efeito foi bastante forte, e o facto de alguém nunca ter tido ou não um parceiro explicou 53% dos sentimentos de solidão dos voluntários.
  8. A queda no bem-estar psicológico das pessoas que nunca tiveram parceiro foi particularmente forte no final da década de 20.
  9. Entrar no primeiro relacionamento da vida depois de ter sido consistentemente solteiro antes disso aumenta substancialmente a satisfação com a vida e diminui a solidão, mas não afeta os sentimentos de depressão.

Remover

No seu conjunto, as conclusões do estudo mostraram que as pessoas que nunca tiveram um parceiro têm, em média, um bem-estar psicológico inferior ao das pessoas que estão num relacionamento, especialmente se permanecerem solteiras até aos 20 anos. Eles mostram padrões psicológicos diferentes de pessoas que estavam em relacionamentos e se tornaram solteiras por opção, e mais pesquisas psicológicas sobre esse grupo precisam ser realizadas.



Fonte




Projeto cria Polícia Institucional do Ministério Público da União – Notícias


03/03/2026 – 11:04  

Júlio Minasi/Universidade de Brasília

Sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Projeto de Lei 3879/2024 atualiza os nomes de cargos de servidores que atuam na segurança do Ministério Público da União (MPU). O objetivo é manter simetria com a estrutura do Poder Judiciário.

A proposta altera a Lei 13.316/16 para renomear os atuais agentes de segurança como inspetores e agentes de polícia institucional.

O texto foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República e está em análise na Câmara dos Deputados.

A proposta também estabelece que a Polícia do MPU será a unidade administrativa responsável pelas atividades de segurança institucional. A estrutura será definida em regulamento.

Segundo a Procuradoria-Geral, a mudança busca garantir tratamento semelhante ao do Poder Judiciário, no qual já há previsão de Polícia Judicial. Ainda de acordo com o órgão, a medida não cria novos cargos públicos nem gera aumento de despesa com pessoal.

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Natalia Doederlein
Edição – Rachel Librelon



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