Austrália e Escócia vencem no terceiro dia da Copa; Brasil só empata


O terceiro dia da Copa do Mundo de 2026 foi marcado pela estreia da seleção brasileira, em um duelo contra Marrocos. Mas também teve as estreias de Escócia e Haiti, do mesmo grupo do Brasil, da Suíça, Catar, Austrália e Turquia.

O primeiro jogo do dia foi entre Suíça e Catar em Santa Clara, na Califórnia. E mesmo amplamente favorita, a Suíça não conseguiu segurar a vantagem mínima e sofreu o empate nos minutos finais do jogo, já nos acréscimos. Esse 1×1 garantiu o primeiro ponto catari em uma Copa do Mundo. O grupo B está embolado, com todos os times – Canadá, Bósnia, Catar e Suíça – com um ponto ganho.

Em seguida, foi a estreia do Brasil, em Nova Jersey. Foi o primeiro país campeão do mundo a jogar nesta Copa. Mas o desempenho passou longe de um time favorito ao título. O Marrocos saiu na frente aos 20 minutos do primeiro tempo, com Ismael Saibari. Mesmo jogando mal, o Brasil conseguiu o empate em ótima jogada individual de Vinícius Júnior.

Quando finalmente encontrou os espaços que queria, já no segundo tempo, a seleção brasileira não conseguiu aproveitar. O cansaço parecia pesar as pernas de brasileiros e marroquinos. Nos minutos finais o time africano parecia satisfeito com o empate por 1 a 1. Já o Brasil lamentou não ter conquistado os três pontos.

Na outra partida do grupo, a Escócia venceu o Haiti por 1 a 0 em Boston. John McGinn fez o gol da vitória, mas ela não veio fácil. Os escoceses precisaram suportar a pressão haitiana para garantir a liderança provisória do grupo C.

No último jogo do dia, realizado em Vancouver, no Canadá, a Austrália venceu a Turquia por 2×0. Já era madrugada no Brasil quando os times entraram em campo, mas o sol ainda brilhava na costa oeste canadense. Irankunda e Metcalfe fizeram os gols do jogo. A Austrália está em segundo no grupo D, atrás dos Estados Unidos no saldo de gols. Pelo mesmo critério, a Turquia está em terceiro e o Paraguai em quarto lugar.



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Escócia vence Haiti e vira líder do grupo do Brasil na Copa do Mundo


O Grupo C da Copa do Mundo, em que está o Brasil, tem um líder isolado ao final da primeira rodada. Na noite de sábado (13), a Escócia derrotou o Haiti por 1 a 0 no Gillette Stadium, em Boston.

Os três pontos da estreia deixam os escoceses na ponta da chave sediada nos Estados Unidos. Mais cedo, a seleção brasileira empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e as duas seleções somaram um ponto. Os haitianos permanecem zerados.

O triunfo, além de ser o primeiro em uma Copa do Mundo desde 1990, aproxima a Escócia de um feito histórico. O país disputa o Mundial pela nona vez e tenta, de maneira inédita, ir além da fase de grupos. Nesta Copa, os oito melhores terceiros colocados entre as 12 chaves também avançam à segunda etapa da competição.

As equipes voltam a campo na próxima sexta-feira (19). Os escoceses enfrentam Marrocos, às 19h (horário de Brasília), novamente em Boston. Em seguida, às 21h30, o Haiti será adversário do Brasil, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

Primeiro tempo equilibrado

Quem esperava um Haiti retraído por ser estreante em Mundiais viu um primeiro tempo de equilíbrio. Foram oito finalizações da seleção caribenha contra sete da Escócia. Os europeus trocavam mais passes em busca de espaço, enquanto os haitianos tentavam sair em velocidade, ainda que pecando tecnicamente.

Os escoceses foram mais eficientes. Se, aos 16 minutos, o chute de Scott McTominay parou na trave esquerda, John McGinn não desperdiçou a oportunidade que teve aos 27, mandando para as redes o rebote de Johny Placide, que fez grande defesa em finalização do atacante Che Adams. O desvio do também meia Jean-Ricner Bellegarde, do Haiti, tirou a bola do alcance do goleiro.

Os caribenhos não se intimidaram e deram trabalho à defesa escocesa. Aos 33 minutos, o lateral Martin Experiénce recebeu na área, pela esquerda, e bateu cruzado. O goleiro Angus Gunn rebateu nos pés do atacante Frantzdy Pierrot, mas o zagueiro Grant Hanley travou a finalização na hora certa.

Haiti pressionou no 2° tempo

O ritmo de jogo caiu sensivelmente na volta do intervalo. Foram necessários 25 minutos para o primeiro lance de perigo do segundo tempo: um chute de McGinn na saída de Placide, que saiu rente à trave.

A resposta haitiana veio no ataque seguinte, em batida cruzada de Ruben Providence, da entrada da área pela esquerda, que o também atacante Wilson Isidor, por muito pouco, não completou para as redes.

Nos minutos finais, a seleção caribenha se lançou de vez ao ataque, e a Escócia se fechou na defesa. Esgotado fisicamente, o Haiti abusou das bolas aéreas nos acréscimos, buscando a boa estatura de Pierrot, mas os europeus conseguiram segurar a pressão e garantir a vitória.



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Brasil é o 3º, e não em o 2º, no Grupo C da Copa; entenda – 14/06/2026 – Esporte


O empate por 1 a 1 da seleção brasileira com Marrocos abriu caminho para a Escócia assumir a liderança isolada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, na noite deste sábado (13), ao bater o Haiti por 1 a 0.

No duelo realizado no estádio MetLife, em East Rutherford, os brasileiros empataram em todos os critérios técnicos com os marroquinos, mas acabaram superados no quesito fair play, por ter tomado dois cartões amarelos (Casemiro e Ibañez), contra nenhum dos rivais.

Assim, o time do técnico Carlo Ancelotti termina a primeira rodada na terceira colocação, à frente apenas do Haiti, que não pontuou.

Os critérios de desempate desta edição do Mundial têm uma diferença em relação às anteriores por acabar com o sorteio.

A partir de agora, se houver empate inclusive nos critérios de fair play, a definição será feita pelo ranking da Fifa.

Confira a seguir os critérios válidos para esta Copa, caso duas ou mais seleções do mesmo grupo estejam empatadas em pontos após a conclusão da fase de grupos.

Primeiro passo

  • Maior número de pontos obtidos nos jogos da fase de grupos entre as equipes envolvidas
  • Saldo de gols superior resultante dos confrontos diretos entre as equipes em questão
  • Maior número de gols marcados em todas as partidas do grupo entre as equipes envolvidas

Caso não seja possível chegar a uma decisão por meio desse procedimento, os seguintes critérios serão aplicados às duas ou mais equipes que ainda estiverem empatadas em pontos.

Segundo passo

  • Melhor saldo de gols em todas as partidas do grupo
  • Maior número de gols marcados em todas as partidas do grupo
  • Pontuação de fair play, envolvendo jogadores e comissão técnica, levando em conta o número de cartões amarelos e vermelhos recebidos

Caso não seja possível tomar uma decisão pelos procedimentos das etapas um e dois, vale a última.

Terceiro passo

  • As duas ou mais seleções que ainda estiverem empatadas serão classificadas de acordo com a edição mais recente publicada do Ranking da Fifa. O mais bem colocado fica com a vaga



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Empresas podem ser multadas por grupos de WhatsApp corporativos?


Grupos de WhatsApp corporativos se tornaram ferramentas indispensáveis para a comunicação entre empresas, gestores e colaboradores. No entanto, o uso inadequado desses canais pode gerar riscos trabalhistas, cíveis e até relacionados à proteção de dados, resultando em condenações judiciais, indenizações e sanções para as organizações.

Especialistas alertam que mensagens enviadas em grupos corporativos possuem valor jurídico e podem ser utilizadas como prova em processos trabalhistas e ações de responsabilidade civil. Por isso, empresas precisam estabelecer regras claras para o uso dessas ferramentas e adotar políticas internas de comunicação digital.

WhatsApp corporativo pode gerar responsabilidade para a empresa

Segundo especialistas em direito empresarial e trabalhista, mensagens trocadas em grupos de trabalho representam uma extensão do ambiente corporativo. Isso significa que comportamentos inadequados, exposição de funcionários, vazamento de informações confidenciais ou cobranças excessivas podem gerar consequências legais para a empresa.

O risco aumenta quando gestores utilizam grupos para realizar cobranças públicas, expor erros de colaboradores ou enviar mensagens de forma insistente fora do horário de expediente. Em determinadas situações, a conduta pode ser interpretada pela Justiça como assédio moral ou violação dos direitos da personalidade do trabalhador.

Mensagens fora do expediente podem gerar passivos trabalhistas

Outro ponto de atenção é o envio recorrente de mensagens após o horário de trabalho, durante férias, folgas ou finais de semana.

Embora não exista uma legislação específica sobre grupos de WhatsApp corporativos, decisões trabalhistas já consideraram comunicações frequentes fora da jornada como elemento para reconhecimento de horas extras ou sobreaviso, dependendo das circunstâncias do caso concreto.

A recomendação é que empresas estabeleçam limites claros para comunicações fora do expediente e utilizem canais formais apenas em situações de urgência devidamente justificadas.

LGPD exige cuidado com dados compartilhados

A proteção de dados é outro desafio para as organizações.

O compartilhamento indevido de documentos, informações de clientes, dados financeiros, informações trabalhistas ou registros internos em grupos de mensagens pode configurar descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), especialmente quando não há necessidade operacional ou autorização adequada para o tratamento dessas informações.

Por esse motivo, especialistas recomendam que documentos sensíveis sejam compartilhados apenas por canais corporativos seguros e com controle de acesso.

WhatsApp não substitui canais formais

Questões disciplinares, advertências, negociações contratuais, decisões estratégicas e assuntos confidenciais não devem ser tratados exclusivamente por aplicativos de mensagens.

Especialistas destacam que o WhatsApp é adequado para comunicações rápidas e operacionais, mas não substitui e-mails corporativos, sistemas internos ou documentos formais quando há necessidade de registro institucional e rastreabilidade das informações.

Além disso, empresas devem orientar os colaboradores a revisar destinatários, anexos e conteúdos antes do envio de mensagens para evitar vazamentos de informações e prejuízos reputacionais.

Como reduzir riscos jurídicos

Para evitar problemas, advogados recomendam que as empresas adotem uma política formal de uso de WhatsApp e e-mail corporativo, definindo regras sobre:

  1. finalidade dos grupos corporativos;
  2. horários para envio de mensagens;
  3. compartilhamento de documentos e dados;
  4. conduta esperada dos participantes;
  5. tratamento de informações confidenciais;
  6. responsabilidades dos gestores e administradores dos grupos.

Também é recomendável promover treinamentos periódicos sobre comunicação corporativa, LGPD e segurança da informação.

Empresas devem tratar grupos como ambiente de trabalho

Na avaliação de especialistas, grupos corporativos não devem ser encarados como espaços informais. Assim como ocorre em reuniões presenciais ou comunicações por e-mail, as mensagens trocadas nesses ambientes podem gerar consequências jurídicas para empregados e empregadores.

Diante do aumento das discussões judiciais envolvendo comunicação digital, a orientação é que as organizações tratem os grupos de WhatsApp como uma extensão do ambiente de trabalho, adotando regras claras de governança, respeito e proteção de dados.





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Copa: Torcedores franceses querem revanche – 14/06/2026 – Esporte


A Copa do Mundo de 2026 começou, e a expectativa entre os torcedores franceses mistura entusiasmo, ambição e um sentimento de revanche.

Quatro anos após a dolorosa derrota na final contra a Argentina no Qatar, muitos torcedores dos Bleus (Azuis) ainda não viraram a página e sonham com um reencontro decisivo.

É o caso de Matthias, torcedor fiel que acompanha a seleção francesa desde 2014 e que estará presente novamente nesta edição. Ele tem uma lembrança ruim daquele dia de dezembro de 2022. Quatro anos depois, quer vingança.

“Quero uma final entre França e Argentina porque ainda dói. Eu estava lá em 2022 e isso me assombrou por algumas semanas. Mas, com uma vitória tranquila, vamos virar a página e recuperar nossa terceira estrela!”, disse.

Matthias estará em Nova York para acompanhar os Bleus em sua primeira partida, contra o Senegal, no dia 16, terça-feira, em Nova Jersey.

“Estamos ansiosos. É a competição mais longa já organizada, porque dura quase cinco semanas, com 48 equipes. Vai ser mais uma maratona”, resume.

“Mas, por outro lado, vamos dar tudo de nós em cada partida. Como será realizada em todo o país, haverá vários países em cada cidade. Teremos que criar uma atmosfera incrível”, prevê.

A viagem foi organizada em parceria com a associação Irrésistibles Français, que reuniu centenas de membros no pacote “Siga Meu Time”, com ingressos a preços mais acessíveis, por cerca de € 480 (cerca de R$ 2.844) para toda a competição, condicionados à classificação da seleção.

Para muitos, é a única maneira de acompanhar o time em um evento que promete ser o mais caro da história dos Mundiais.

Os custos são um dos grandes obstáculos. Fabrice, outro torcedor que viajará com o filho adolescente, se prepara financeiramente há dois anos. Ele aponta que a hospedagem representa a maior despesa e lamenta o perfil cada vez mais elitizado do público.

“As pessoas que vão para a Copa do Mundo são muito ricas e estarão sozinhas no estádio. Não há mais famílias porque é uma despesa muito grande. Acho uma pena, porque isso tira a essência original do futebol, que é um esporte praticado principalmente por crianças, sejam meninos ou meninas”, afirma.

“Costumávamos jogar futebol no parquinho. Hoje em dia, o que falta é o conceito de família”, conclui o torcedor.

Essa percepção de que o público do Mundial será aquele com maior poder aquisitivo é confirmada, em parte, por dados recentes. As diárias de hotéis nas cidades próximas aos estádios dispararam, tornando a experiência ainda mais cara para os torcedores internacionais.

Ainda assim, o desejo de acompanhar a seleção e viver o Mundial de perto continua mobilizando milhares de franceses.

França entre as favoritas

Enquanto os torcedores se organizam, a imprensa francesa também entra no clima da Copa.

O jornal esportivo L’Équipe destaca que a França busca um terceiro título mundial, mas enfrenta um grupo considerado difícil, com Senegal, Noruega e Iraque. A publicação reconhece o potencial da equipe comandada por Didier Deschamps, apesar dos desafios iniciais.

O jornal Libération coloca o foco sobre Kylian Mbappé, apontado como a principal figura da seleção. Segundo o diário, o atacante carrega o peso das expectativas e concentra a atenção tanto dentro quanto fora de campo.

Apesar do talento do elenco, o jornal demonstra cautela e projeta uma campanha limitada, prevendo uma possível eliminação nas oitavas de final.

Le Figaro adota uma visão mais otimista. Para o periódico, a França tem condições de conquistar o título, embora enfrente forte concorrência de potências como Argentina, Espanha, Portugal e Brasil. A análise diz que o equilíbrio entre as seleções deve marcar esta edição do torneio.

La Croix destaca um contexto mais amplo. A publicação questiona se a Copa conseguirá superar as polêmicas internacionais que cercam o evento, em um cenário global marcado por tensões.

Em reportagens feitas em bares de Paris, o jornal observa que a empolgação dos torcedores ainda é moderada, mas pode crescer ao longo da competição. Acrescenta que o Mundial continua sendo um dos raros eventos capazes de despertar um forte sentimento coletivo e de pertencimento à nação.

A França inicia sua jornada na Copa de 2026 carregando tanto o peso do passado quanto a esperança de um novo título.

Com informações de Amélie Beaucour, da RFI 



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dicas de adaptação às novas regras de saúde mental


A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) já está em vigor e muda a forma como as empresas brasileiras devem tratar a saúde mental no ambiente de trabalho. Com a nova redação, os riscos psicossociais passam a integrar formalmente a gestão de segurança e saúde ocupacional, ao lado de fatores físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

Na prática, empregadores precisam identificar, registrar, prevenir e acompanhar situações que possam afetar o bem-estar emocional dos trabalhadores. Entram nessa lista fatores como excesso de pressão por resultados, metas incompatíveis com a realidade operacional, jornadas extensas, ausência de pausas, assédio, conflitos internos, sobrecarga de tarefas e dificuldade de conciliar vida pessoal e profissional.

A mudança amplia a responsabilidade das empresas sobre o ambiente organizacional. A saúde mental deixa de ser tratada apenas como tema de benefício corporativo ou ação pontual de recursos humanos e passa a fazer parte das obrigações legais relacionadas à saúde e segurança do trabalho.

Saúde mental deve entrar no PGR

Com a nova exigência, as empresas precisam revisar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para incluir os riscos psicossociais. Isso significa que situações capazes de provocar adoecimento mental devem ser mapeadas e tratadas com medidas preventivas.

A adequação exige mais do que campanhas internas. As organizações devem produzir evidências, manter registros, acompanhar indicadores e demonstrar que adotam medidas efetivas para reduzir os fatores de risco no ambiente de trabalho.

Entre os pontos que devem ser observados estão a frequência de horas extras, o volume de afastamentos, a rotatividade de equipes, os relatos de assédio, a qualidade da comunicação entre líderes e subordinados e o nível de pressão aplicado sobre os trabalhadores.

Fiscalização pode usar dados digitais

A entrada em vigor da norma também ocorre em um cenário de maior integração de informações trabalhistas, previdenciárias e de saúde ocupacional. Dados sobre afastamentos, atestados, Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), exames ocupacionais e eventos enviados ao eSocial podem servir como indicativos para análise de riscos e fiscalização.

Isso aumenta a necessidade de consistência entre a prática da empresa e os documentos mantidos internamente. Uma organização que registra alto volume de afastamentos por transtornos mentais, por exemplo, pode ser questionada sobre quais medidas adotou para prevenir ou reduzir esses riscos.

Para os empregadores, o principal desafio será transformar ações antes dispersas em um processo estruturado de gestão. A empresa deve conseguir demonstrar que identificou os riscos, avaliou sua gravidade, definiu medidas de controle e acompanha os resultados ao longo do tempo.

Afastamentos por transtornos mentais pressionam empresas

A atualização da NR-1 ocorre em meio ao aumento dos afastamentos relacionados à saúde mental no país. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025, o maior número da série histórica.

Entre os principais diagnósticos estão ansiedade, depressão e síndrome de burnout. O crescimento desses casos tem impacto direto sobre empresas, trabalhadores e contas públicas, já que aumenta custos com substituições, perda de produtividade, benefícios previdenciários e passivos trabalhistas.

Nesse contexto, a norma busca estimular uma atuação preventiva. Em vez de lidar apenas com o afastamento depois que o adoecimento ocorre, as empresas passam a ser cobradas pela identificação antecipada dos fatores que podem contribuir para o problema.

O que as empresas devem revisar

Para se adequar à NR-1, as empresas devem começar pela revisão do ambiente de trabalho e dos processos internos. A análise deve considerar tanto aspectos objetivos, como jornada e carga de trabalho, quanto fatores organizacionais, como estilo de liderança, comunicação, metas e clima interno.

Também é importante criar canais seguros para que trabalhadores possam relatar situações de pressão excessiva, assédio, conflitos ou esgotamento. Esses mecanismos precisam garantir confidencialidade e ausência de retaliação.

Outro ponto essencial é a capacitação das lideranças. Gestores têm papel central na prevenção de riscos psicossociais, pois são responsáveis por distribuir demandas, acompanhar resultados, administrar conflitos e orientar equipes. Lideranças despreparadas podem ampliar situações de desgaste e aumentar a exposição da empresa a riscos legais.

As empresas também devem documentar medidas adotadas, como treinamentos, pesquisas de clima, reuniões de acompanhamento, revisão de jornadas, políticas de prevenção ao assédio e programas de apoio aos trabalhadores. Sem registros, ações internas podem não ser suficientes para comprovar conformidade em eventual fiscalização.

Pequenas empresas também precisam se adequar

A exigência não se limita às grandes companhias. Pequenas e médias empresas também devem observar os riscos psicossociais em sua gestão de saúde e segurança do trabalho, respeitando o porte, a estrutura e a realidade de cada negócio.

A adequação não exige necessariamente a criação de grandes departamentos ou programas complexos. O ponto central é organizar processos, formalizar registros e demonstrar que a empresa acompanha os fatores que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores.

Para os empregadores, a entrada em vigor da NR-1 representa um alerta. O cuidado com a saúde mental passa a ser parte da rotina de compliance trabalhista e previdenciário, exigindo integração entre contabilidade, recursos humanos, departamento pessoal, medicina do trabalho e liderança.

Com a nova norma, empresas que ignorarem sinais de sobrecarga, assédio, jornadas excessivas ou adoecimento recorrente poderão enfrentar maior exposição a fiscalizações, autuações e ações trabalhistas.





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Junho Vermelho reforça a importância da doação de sangue


Junho chegou e traz com ele uma campanha dedicada a salvar vidas, o Junho Vermelho. Este é o mês de conscientização sobre a doação de sangue, um gesto simples, rápido e totalmente seguro. Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. O sangue coletado é utilizado em cirurgias, atendimentos de emergência e tratamentos de diversas doenças, explica a gerente de captação de doadores da Fundação Hemocentro de Brasília, Kelly Barbi.

“Após a coleta, o sangue é processado e separado em diferentes componentes, porque cada paciente tem sua necessidade. Assim, é possível utilizar apenas o componente necessário para cada tratamento. Então, utilizamos basicamente hemácias, plasma e plaquetas. O fracionamento do sangue é importante porque cada um desses componentes vai atender o paciente na sua necessidade, e cada um deles tem um prazo de validade também”.

Dados do Ministério da Saúde apontam que apenas cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente, percentual considerado abaixo do necessário para manter os estoques em níveis estáveis, o que reforça a importância da campanha realizada em referência ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. Como destaca a especialista:

“Não há um substituto para o sangue. Ainda não podemos fabricá-lo. Ele é um insumo essencialmente humano, por isso vocês fazem a diferença nos hemocentros com esse ato solidário e altruísta que é o da doação de sangue”.

A gerente de captação de doadores lembra que a campanha busca sensibilizar a população sobre a importância desse gesto solidário, incentivando mais pessoas a doar. Segundo ela, os meses mais frios costumam representar um desafio para os bancos de sangue.

“Mais importante é que ele se torne um doador regular, garantindo assim que os estoques dos hemocentros se mantenham adequados durante todo o ano. Por isso da campanha do Junho Vermelho também, já antecipando a nossa necessidade do mês de julho, que é o mês de férias, é o mês em que historicamente enfrentamos baixa no fluxo de doações”.

Ao longo do mês, em todo o país, serão realizadas palestras e atividades em instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil, como parte do Junho Vermelho. No Distrito Federal, destaca Kelly Barbi, uma corrida promete mobilizar os doadores.

“A segunda edição da Tá no Sangue Run tem como principal objetivo unir saúde, solidariedade e mobilização social. Além de incentivar a prática de atividade física, o evento chama a atenção também para a necessidade constante de manutenção dos estoques de sangue em níveis seguros e adequados”.

Para doar, é necessário ter boa saúde e idade entre 16 e 69 anos. Jovens entre 16 e 18 anos precisam de autorização do responsável legal.




Fonte GDF




Comissão aprova projeto que reconhece profissão de designer de unhas – Notícias


12/06/2026 – 11:53  

Depositphotos

Regulamentação reduz conflitos trabalhistas

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reconhece formalmente a atividade de designer de unhas como profissão no setor de estética.

O texto aprovado é a versão (substitutivo) da relatora, deputada Flávia Morais (MDB-GO), que garantiu a inclusão da categoria na lei, mas retirou exigências de formação técnica obrigatória e o termo “biossegurança” para evitar barreiras desproporcionais ao mercado de trabalho.

A proposta altera a Lei 12.592/12 para definir designers de unhas como profissionais que exercem atividades de higiene e embelezamento.

Segurança jurídica
Com o reconhecimento, esses trabalhadores podem aderir a contratos de parceria com salões de beleza, o que reduz conflitos trabalhistas e favorece a formalização econômica do setor.

Flávia Morais destacou que a prioridade deve ser a segurança jurídica e a inclusão social das profissionais, que são majoritariamente mulheres vindas de periferias.

“O sistema em vigor é suficiente para manter a segurança das atividades realizadas nos salões de beleza e não foram apresentadas razões que contrariem essa percepção”, afirmou a deputada.

Novas especialidades
O texto original – Projeto de Lei 5822/25 – é da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e busca atualizar a legislação para refletir o surgimento de novas especialidades no mercado de estética. 

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein



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Veja os jogos deste domingo na Copa do Mundo 2026


Todos os jogos da primeira rodada dos grupos E e F da Copa do Mundo Fifa 2026 serão disputados neste domingo (14).

Grupo E:

  • Alemanha x Curaçau, às 14h, em Houston (EUA).
  • Costa do Marfim x Equador, às 2h, na Filadélfia (EUA).

Grupo F:

  • Holanda x Japão, às 17h, em Dallas (EUA).
  • Suécia x Tunísia, às 23h, em Monterrey (MEX).

Grupo E

Com um currículo de quatro Copas do Mundo (1954, 1974, 1990 e 2014) e uma equipe tecnicamente qualificada, a Alemanha é apontada como a equipe favorita do Grupo E, que tem, ainda, Curaçau, Costa do Marfim e Equador.

A equipe favorita para a ocupar a segunda vaga do grupo é o Equador. Com um time sólido e competitivo, o Equador fez uma ótima campanha durante as eliminatórias da América do Sul, ficando na segunda posição, à frente do Brasil e atrás apenas da Argentina.

Costa do Marfim, um time de força física e velocidade, e Curaçau, estreante em Copas do Mundo, correm por fora. Caso se classifiquem, serão certamente grandes surpresas no torneio.

Grupo F

Uma das chaves mais equilibradas desta edição da Copa do Mundo é o Grupo F, com Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

Não há um favorito absoluto, ainda que, historicamente, a Holanda e a Suécia tenham feito campanhas mais bem sucedidas do que as demais equipes em outras copas. Os dois países também têm um elenco de qualidade, organizado defensivamente.

O Japão, por sua vez, possui uma das melhores gerações de sua história. Costuma fazer um jogo de transições rápidas e muita disciplina tática, o que pode acabar surpreendendo seus concorrentes. Já a Tunísia pode ser apontada como azarão do grupo, apesar da boa campanha feita durante as eliminatórias africanas.



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Brasil x Marrocos: veja estatísticas da partida pela Copa – 14/06/2026 – Esporte


As estatísticas do empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo 2026 são muito equilibradas, mas, se tem algo que o torcedor brasileiro não sentiu, foi equilíbrio na estreia da seleção.

Nos primeiros 30 minutos de jogo, a equipe marroquina dominou as ações, enquanto os brasileiros pareciam em pane, errando muitos passes.

Depois do gol de Vinicius Junior, aos 31min do primeiro tempo, o jogo se equilibrou.

Na segunda etapa, o Brasil ensaiou pressão nos minutos iniciais, mas não conseguiu criar boas oportunidades de gol.

Ao mesmo tempo, os marroquinos já nem atacavam tanto, parecendo satisfeitos com o empate.

Assim, apesar de tantos erros brasileiros no início, as duas equipes terminaram a partida com números parecidos em passes certos (448 do Brasil, ante 421 de Marrocos), faltas cometidas (16 a 14), chutes a gol (13 a 14), cruzamentos (16 a 15), desarmes (23 a 24) e percentual de finalizações convertidas em gol (11% a 12%).

SAÍDA DE BOLA

O Brasil teve dificuldade para sair jogando durante todo jogo, enquanto o Marrocos conseguiu rodar pelo campo com facilidade.

No começo, insistiu em lançamentos e passes longos, sem sucesso. E, quando os marroquinos diminuíram o ritmo, a bola ficou concentrada nos zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães, como mostra o gráfico de passes a seguir.

As linhas mostram os passes concluídos entre os jogadores ao longo do campo. Quanto mais grossa é a linha, maior é a concentração de passes entre dois atletas.

Os mapas de calor das equipes reforçam o contraste: enquanto a mancha brasileira fica no campo de defesa, exatamente na dupla de zaga, Marrocos ocupa o lado direito de ataque, onde jogam Hakimi e Brahim Díaz, os craques do time.

Com o volume de toques entre zagueiros, Gabriel Magalhães é o quarto jogador que mais passou a bola na Copa até aqui (85 passes), atrás do também zagueiro Ream (Estados Unidos, com 90 passes) e da dupla de zaga suíça, Elvedi e Akanji (92 e 102 passes, respectivamente).

MEIO DE CAMPO

A comparação entre os volantes Bruno Guimarães (Brasil) e Ayoub Bouaddi (Marrocos) é um retrato da diferença entre o meio das duas equipes.

Bouaddi acertou o dobro de passes (29) no campo de ataque e foi superior nas outras métricas, exceto assistências: Bruno tocou para Vinicius antes de o atacante fazer o gol.

Esse domínio marroquino no meio de campo foi crucial para o início de jogo arrasador dos africanos.

CONTRA-ATAQUES

Apesar de a posse de bola marroquina ter assustado, foram os contra-ataques que definiram o resultado.

Com apenas dois passes, Marrocos saiu do campo de defesa e deixou Saibari frente a frente com Alisson para abrir o placar, como mostra o vídeo.

Do outro lado, quatro passes foram suficientes para Vinicius conseguir invadir a área e chutar no canto esquerdo do goleiro Bono.

LADO DIREITO DO CAMPO

A origem dos dois gols está ligada a falhas pelo lado direito do campo.

É por ali que Lucas Paquetá perde a bola do contra-ataque definidor do gol marroquino.

A dupla formada por ele e Ibañez no lado direito brasileiro foi um dos piores pontos do Brasil na partida, tanto que Carlo Ancelotti sacou ambos no segundo tempo.

No gol brasileiro, Bono tenta lançamento para o avançadíssimo lateral direito Hakimi, interceptado por Douglas Santos. Dali sai a jogada em que Vinicius empata.

Detalhe: avançado, Hakimi nem volta para ajudar a defesa. Sobrou para o meia El Aynaoui marcar o camisa 7 brasileiro, sem sucesso.

INEFICIÊNCIA NO ATAQUE

É cedo, a Copa está no começo, mas até aqui Brasil e Canadá são os países com a menor porcentagem de finalizações convertidas em gol, ambos com 11% (quase 10 chutes para gerar 1 gol). Os Estados Unidos lideram no quesito, com 33% (3 chutes para gerar 1 gol).

Além disso, o número de finalizações da seleção brasileira na estreia foi o pior das últimas três estreias em Copas: apenas 12.

No primeiro jogo de 2018, contra a Suíça, foram 21 chutes. Em 2022, contra a Sérvia, 23. Na média dessas duas partidas, quando o treinador era Tite, o Brasil finalizou quase o dobro do que conseguiu diante dos marroquinos na noite deste sábado (13).



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