Serviços de tecnologia impulsionam economia brasileira em 2026


As projeções para a economia brasileira em 2026 indicam um cenário de crescimento mais moderado, pressionado por juros elevados, crédito caro e um ambiente global mais cauteloso. Ainda assim, o setor de serviços, especialmente o de tecnologia, tende a seguir como um dos principais vetores de sustentação da atividade econômica. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a expectativa é de crescimento de 1,9% para o segmento, impulsionado pela continuidade da transformação digital.

Globalmente, o setor de serviços vem crescendo de forma consistente e ganhando protagonismo em relação ao setor de bens. No Brasil, esse fenômeno é ainda mais evidente em momentos de restrição de crédito. Diante de um ambiente de juros altos, as empresas passam a priorizar investimentos com retorno mais previsível e impacto direto na eficiência operacional. Nesse contexto, a tecnologia funciona como uma verdadeira infraestrutura de produtividade: automação de processos, uso intensivo de dados, inteligência artificial e integração de sistemas substituem rotinas manuais, reduzem desperdícios, aumentam a previsibilidade e fortalecem a competitividade. 

Ou seja, a transformação digital deixou de ser apenas uma estratégia de crescimento e passou a ser, em muitos casos, uma condição de sobrevivência. Mesmo em anos de desaceleração econômica, a busca por eficiência, redução de custos e ganho de produtividade sustenta a demanda por serviços. Além disso, esse processo também movimenta cadeias inteiras do setor de serviços. Investimentos recorrentes em cloud, softwares, integrações, serviços gerenciados, cibersegurança e dados impulsionam áreas como logística mais inteligente, meios de pagamento digitais, atendimento ao cliente, compliance e governança. Em um ambiente de crédito restrito, a tecnologia exerce papel direto na preservação de margens, ajudando companhias de diferentes setores a melhorar giro de caixa, precificação, cobrança, previsão de demanda e controle de riscos operacionais e regulatórios.

No entanto, o Brasil ainda enfrenta um desafio estrutural importante: grande parte dos serviços de tecnologia consumidos internamente são importados, o que pode custar de 40% a 50% a mais para o país, considerando tributos, câmbio e encargos financeiros, ou seja, gera ineficiências tributárias e cambiais relevantes. Com o dólar elevado, esse custo se torna um entrave adicional à competitividade das empresas brasileiras. Diante disto, companhias que dominam operações internacionais, câmbio e tributação passam a desempenhar um papel estratégico ao ajudar outros setores da economia a reduzir custos e melhorar a eficiência financeira. Portanto, aqueles que entendem como estruturar operações internacionais, aproveitar acordos fiscais e desenhar rotas eficientes de pagamento e recebimento conseguem transformar volatilidade em vantagem competitiva.

Com  crescimento interno mais lento, a exportação de serviços e softwares surge como uma das maiores oportunidades para o Brasil. Serviços digitais escalam sem depender de infraestrutura logística pesada. Além disso, exportar serviços permite diversificar receitas, reduzir a dependência dos ciclos domésticos e ampliar a entrada de moeda forte. O dólar alto penaliza empresas que apenas consomem tecnologia estrangeira, mas favorece aquelas que exportam. Internacionalização, nesse contexto, deixa de ser apenas uma estratégia de crescimento e passa a ser uma estratégia de sobrevivência e retenção de capital humano. O Brasil, porém, explora muito pouco este mercado (menos de 0,1% das empresas brasileiras exportam serviços, um percentual extremamente baixo quando comparado a outras economias).

Fora isso, apesar de representar historicamente mais de dois terços do PIB brasileiro, o setor de serviços ainda precisa de mais protagonismo nas políticas públicas e no debate regulatório. Serviços digitais, globais e modernos não são um puxadinho da indústria ou do comércio, mas sim um setor autônomo, estratégico e fundamental para a competitividade do país. Em 2026, o fortalecimento deste mercado se apresenta como uma oportunidade concreta para sustentar a atividade econômica, ampliar a produtividade e preparar o país para ciclos de crescimento mais consistentes. Criar um ambiente regulatório previsível, estimular a exportação de serviços e incorporar estratégia cambial e tributária ao centro das decisões empresariais são passos essenciais para que o nosso país deixe de perder espaço em uma disputa global cada vez mais baseada em serviços, dados e tecnologia.

Por Lisandro Vieira, CEO da WTM





Source link




Projeto prevê direito de responsável legal receber BPC por um ano após a morte da pessoa assistida – Notícias


10/03/2026 – 14:03  

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Clarissa Tércio: medida fortalece assistência social sem desvirtuar o BPC

O Projeto de Lei 6414/25 altera a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) para permitir que o responsável legal, desde que reconhecido como cuidador, tenha direito a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC) por 12 meses após a morte do titular. Hoje, quando o titular morre, o benefício é encerrado imediatamente.

A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Para ter acesso temporiamente ao BPC, o responsável legal deverá ter sido reconhecido administrativamente como cuidador antes do óbito. O texto proíbe a exigência de novas comprovações da condição após a morte da pessoa assistida.

Ainda pela proposta, o recebimento do benefício ficará condicionado à participação do cuidador em programas de capacitação, qualificação profissional ou inclusão produtiva. Os termos e prazos serão definidos posteriormente pelo governo.

Proteção social
De acordo com a autora do projeto, deputada Clarissa Tércio (PP-PE), a iniciativa busca assegurar uma proteção social mínima em momentos de vulnerabilidade. Ela afirmou que a medida atende a quem dedicou a vida ao cuidado do outro.

“Trata-se de medida excepcional, temporária, humanitária, proporcional e socialmente necessária, que fortalece a política pública de assistência social sem desvirtuar a finalidade do BPC”, argumentou a parlamentar.

O BPC é pago a pessoas com 65 anos ou com deficiência de qualquer idade com baixa renda familiar per capita. A Lei 8.742/93, que trata da assistência social, atualmente não prevê benefícios aos cuidadores após a morte do titular.

Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

 

 

Da Reportagem/RM
Edição – Marcelo Oliveira



Source link




conheça os sintomas da endometriose


A endometriose é uma condição que afeta milhões de mulheres e, apesar de ser comum, o diagnóstico ainda demora muito tempo para ser feito. No Brasil, a doença pode levar, em média, sete anos para ser identificada, segundo dados do Ministério da Saúde.

A demora ocorre, muitas vezes, porque sintomas importantes acabam sendo confundidos com desconfortos considerados “normais” do ciclo menstrual. Porém, os especialistas de saúde orientam que os sinais não podem ser ignorados.

“A dor que limita a rotina não deve ser tratada como ‘normal’. Quando os sintomas se repetem, a orientação é procurar um ginecologista para investigação adequada, porque o atraso no diagnóstico pode prolongar o sofrimento e adiar o tratamento”, explica a ginecologista Maria Marta Martins, da Doctoralia.

Dor não deve ser tratada como normal

A endometriose ocorre quando um tecido parecido com o que reveste o interior do útero cresce fora do órgão, podendo atingir ovários, trompas e outras regiões da pelve.

A condição provoca inflamação e pode causar dor intensa, além de afetar a fertilidade em alguns casos. Mesmo assim, muitas mulheres convivem com os sintomas por anos antes de receberem um diagnóstico.

O problema ganha destaque especialmente em março, período marcado pelo Março Amarelo, campanha de conscientização sobre a doença, e pelo Dia Internacional da Mulher, que reforça debates sobre saúde feminina.

“Nem sempre o diagnóstico é realizado da melhor forma e logo de início, podendo levar até 10 anos para ser feito. Essa é a maior dificuldade, já que as dores da endometriose podem ser confundidas com dores rotineiras do ciclo menstrual”, afirma o ginecologista Patrick Bellelis, especialista na doença e de São Paulo.


Principais sinais de alerta da endometriose

A doença pode se manifestar de formas diferentes e se aparecem com frequência ou se tornam mais intensos ao longo do tempo, a recomendação é buscar avaliação médica.

  • Cólicas menstruais intensas que atrapalham atividades do dia a dia, como trabalho ou estudos.
  • Dor pélvica frequente, inclusive fora do período menstrual.
  • Dor durante a relação sexual, principalmente dor profunda.
  • Dor ao evacuar ou urinar, especialmente durante a menstruação.
  • Dificuldade para engravidar ou investigação de infertilidade sem causa definida.

Mulher com pijama branco com cólica deitada em sofá - Ginecologistas explicam os principais sinais de alerta da endometriose - Metrópoles
A endometriose afeta cerca de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva, totalizando aproximadamente 190 milhões de mulheres no mundo

Busca por informação cresce na saúde digital

O interesse por temas relacionados à saúde feminina também tem aumentado no ambiente digital. Um levantamento da plataforma de saúde Doctoralia aponta que 72% dos usuários do serviço no Brasil são mulheres.

A pesquisa mostra ainda que ginecologia é a especialidade mais procurada no país e que a endometriose aparece como a segunda condição de saúde mais pesquisada, atrás apenas do autismo.

Segundo os especialistas, o acesso à informação pode ajudar as pacientes a reconhecer sintomas e procurar atendimento mais cedo, o que contribui para reduzir o atraso no diagnóstico.

Diagnóstico precoce melhora qualidade de vida

Embora ainda não tenha cura definitiva, a endometriose pode ser controlada com diferentes abordagens, que incluem medicamentos, acompanhamento médico e, em alguns casos, cirurgia.

Por isso, os especialistas reforçam que não é normal conviver com dor muito forte por períodos longos. A avaliação de um médico especializado no assunto é fundamental para identificar a causa dos sintomas e iniciar o tratamento certo o quanto antes.



Fonte da Notícia




Possibilidades de desligamento




Governo do Tocantins




Festival SESI de Educação leva campeonato de robótica para São Paulo


Começa nesta sexta-feira (6) a 7ª edição do Festival SESI de Educação, uma das maiores competições de robótica da América Latina que reúne, na capital paulista, cerca de 2,3 mil estudantes com idade entre 9 e 19 anos, de escolas públicas e privadas de todo o país.

Do evento sairão as 13 equipes classificadas para disputar a etapa mundial da competição, que ocorre de 29 de abril a 2 de maio em Houston, nos Estados Unidos, onde fica a sede da organização sem fins lucrativos For Inspiration and Recognition of Science and Technology (First) – Por Inspiração e Reconhecimento da Ciência e Tecnologia, em tradução livre.


São Paulo (SP), 05/03/2026 - Abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica, no prédio da Bienal de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 05/03/2026 - Abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica, no prédio da Bienal de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Festival vai até domingo no prédio da Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera – Paulo Pinto/Agência Brasil

Localizado no Parque Ibirapuera, o vasto pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo vai acomodar, até domingo (8), estandes com projetos de quatro modalidades. As criações variam de miniaturas de carros de Fórmula 1 até robôs com mais de 50 quilos, mas todas devem ter relação com o tema deste ano: Arqueologia. A entrada é franca, das 9h às 17h. 

Clique aqui e confira a programação completa.

A proposta do festival é estimular os estudantes a combinar espírito crítico, habilidade para trabalhar em equipe e captar recursos e conhecimentos técnicos. Os participantes precisam, ainda, ser capazes de apresentar ao público seus projetos, ou seja, trilham os primeiros passos como divulgadores científicos.

A ideia por trás dessa proposta é que se valorize a educação sem oposição entre as chamadas ciências duras – como matemática, física e química – e outras como as humanas e as artes. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

First no Brasil


São Paulo (SP), 05/03/2026 - Presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Jr., na abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica, no prédio da Bienal de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 05/03/2026 - Presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Jr., na abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica, no prédio da Bienal de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Jr. – Paulo Pinto/Agência Brasil

Desde 2012, quando o SESI começou a organizar as competições da First no Brasil, mais de 45 mil estudantes participaram dos torneios. No total, conquistaram mais de 110 prêmios internacionais apenas na modalidade iniciante (FLLC).

O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, conta que um dos objetivos do evento é justamente mostrar aos jovens a presença constante da tecnologia no cotidiano, orientando-os quanto à mediação.

“Para nós, é muito importante isso que chamamos de letramento tecnológico. É o momento mais estratégico de adentrarmos a educação tecnológica, uma educação para o século 21. Esse modelo está na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, mas também na China. Países que estão se debruçando sobre tecnologia começam com essa educação muito cedo, dentro das escolas”, ponderou Augusto Junior, em entrevista à Agência Brasil

Professor, cientista social e pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), ele ressalta a valorização da diversidade e do convívio sadio entre estudantes de uma mesma instituição e participantes do evento.

O professor conta que integrantes de uma mesma equipe geralmente acabam permanecendo nela ano após ano, de modo que um aluno que começou na competição na primeira fase de aprendizado com peças de Lego, por exemplo, passe a guiar, posteriormente, outro principiante, favorecendo a proximidade entre eles.

Nesta quinta-feira (5), com o local fechado para visitantes, a organização realizou a chamada Festa da Amizade, espaço propício para os estudantes iniciarem e aprofundarem contatos entre si.


São Paulo (SP), 05/03/2026 - Abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica, no prédio da Bienal de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 05/03/2026 - Abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica, no prédio da Bienal de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Festa da Amizade reúne os participantes na abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica – Paulo Pinto/Agência Brasil

Augusto Junior esclarece que, para além do talento ou empenho dos participantes, a viabilidade dos projetos depende, em grande medida, de verbas de governos municipais e estaduais – sobretudo no caso de estudantes de escolas públicas. Muitas delas conseguem parcerias com o SESI.

“Na verdade, a gente não leva a robótica para aquela escola. O que a gente faz é um acordo com as prefeituras para apoiar uma proposta de educação e, dentro dela, a robótica tem algum sentido.”

“É toda uma proposta de construir uma aula muito diferente daquilo que a gente comumente vê, da educação tradicional”, conta o pesquisador, destacando o conceito de escola integral que, diferentemente da escola em tempo integral, busca alcançar a conexão entre a educação profissional com a básica, de ensinos fundamental e médio. 

Direto do Xingu

Colocando estereótipos racistas em xeque, como o de que indígenas “devem estar dentro da mata, protegendo-a”, a equipe JurunaBots, que na edição anterior participou do festival como convidada, desembarcou em São Paulo como uma das competidoras representantes do Norte do Brasil.

Sob a liderança do educador Fernando Juruna, os estudantes da Escola Francisca de Oliveira Lemos Juruna criaram um aplicativo para disseminar informações sobre artefatos de seu povo. A instituição de ensino existe desde a década 1950, mas abraçou a vertente educacional indígena somente em 2012, adotando o lema Formação de Grandes Lideranças.


São Paulo (SP), 05/03/2026 - Equipe de indígenas Jurinabots do Pará, na abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica, no prédio da Bienal de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 05/03/2026 - Equipe de indígenas Jurinabots do Pará, na abertura do Festival SESI de Educação e Campeonato Nacional de Robótica, no prédio da Bienal de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Equipe Jurinabots veio do Pará para o Campeonato Nacional de Robótica – Paulo Pinto/Agência Brasil

Os alunos são de Vitória do Xingu (PA), município de 15 mil habitantes, impactado pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Eles se identificam como um grupo que alia cultura ancestral e inovação tecnológica ao apresentar a plataforma Museu Vivo Itinerante do Xingu.

Para além de expor réplicas de artefatos selecionados pela carga histórico-cultural, o aplicativo propõe um debate contemporâneo sobre de apropriação cultural, apagamento histórico e retomada dos povos originários. 

Para os estudantes do Jurunabots, o conceito de arqueologia vai além dos artefatos em si e se relaciona também “à oralidade, à história e à memória viva do povo Juruna.

“Identificamos como problemática a retirada de objetos das comunidades e a dificuldade de reconhecer a identidade associada a eles e ao não retorno desses materiais ao território de origem, o que enfraquece a memória cultural”, afirmam, ao lembrar o episódio de um manto tupinambá que estava na Dinamarca desde o século 17 e retornou ao Brasil em 2024.

Descrita como “uma maleta educativa”, o Museu Itinerante usa ferramentas de Realidade Aumentada e expressões da língua juruna.

“[O desenvolvimento do aplicativo] traz uma junção para que a gente tenha o fortalecimento do nosso povo, da nossa língua, dos nossos costumes, da nossa tradição. É mostrar ao mundo que nós também podemos estar lado a lado, que os povos indígenas têm capacidade”, disse à reportagem Fernando Juruna, que também é cacique da Aldeia Boa Vista.

“Para nosso povo, os juruna, é mais do que importante, porque, como a gente está em um contexto urbano, já tem muito tempo de contato, mais de 200 anos, é muito feliz, por ser muito forte ainda de manter nossa cultura, nosso dia a dia. E a robótica vem trazer isso, porque não é só robô. Estou aqui em São Paulo, sou do Pará e não deixei de ser indígena. Estou contribuindo com os demais.”

 





Fonte da Notícias




ABC: Professora de São Bernardo do Campo cria aula para empoderar alunas contra violência financeira


08

Nas escolas de ensino integral da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), além das disciplinas comuns do Currículo Paulista, professores e estudantes são incentivados a criar novas turmas a cada semestre. São as chamadas disciplinas eletivas, que devem apoiar o projeto de vida dos alunos. Na Escola Estadual Diplomata Sérgio Vieira de Mello, a professora de educação financeira e matemática Daniela Aparecida Gomes dos Santos criou, neste ano, a disciplina “Protagonismo feminino na educação financeira e empreendedorismo”. O objetivo é  apresentar ferramentas para que as alunas tenham consciência e possam se proteger dos riscos da violência financeira e patrimonial, uma das manifestações da violência contra a mulher amparadas pela Lei Maria da Penha. O conteúdo proposto pela professora Daniela dialoga com as aulas de educação financeira do Currículo Paulista, disciplina fixa implantada em 2024 pela gestão.

As aulas eletivas na rede estadual de ensino são componentes curriculares flexíveis e optativos, permitem que os estudantes escolham temas de interesse para aprofundar conhecimentos e desenvolver habilidades práticas. O modelo promove a conexão entre diferentes áreas do saber e busca alinhar o aprendizado aos sonhos dos alunos. Na unidade de São Bernardo do Campo, as atividades ocorrem às terças-feiras, entre 14h05 e 15h45.

A iniciativa da professora Daniela dos Santos foi inspirada em sua própria história pessoal. Mesmo com formação em administração e matemática, ela conta que enfrentou prejuízos financeiros após um relacionamento de 13 anos. Durante o relacionamento, o então casal comprou um apartamento registrado apenas no nome do parceiro para economizar nos juros do financiamento. Após a separação, ela perdeu os bens e enfrentou uma disputa judicial. “Eu quis trazer essa vivência como um alerta para as minhas alunas, para que elas não tenham que passar por essas coisas pela falta de conhecimento. Se naquela época eu tivesse essa consciência, eu poderia ter feito um contrato para me resguardar. Para criar essa aula, tive muito apoio da coordenadora da escola, a professora Ieda Maria”, explica.

Daniela reforça a importância do preparo emocional e técnico. “A gente faz o seguro do carro, mas não quer ser assaltado. A gente faz um plano de saúde, e não quer parar no hospital. As mulheres precisam criar meios para se resguardar e é por isso que essa aula foi criada, para que elas estejam respaldadas no caso de relacionamentos que se encerram”, pondera.

Para a estudante Agata Alves, de 14 anos de idade, o conteúdo é inédito em sua trajetória. “Eu acho que essa aula é importante. A professora ensina coisas que ninguém nunca chegou em mim e me ensinou, para eu pensar quando eu crescer”, afirma a aluna da 1ª série do Ensino Médio.

Fotos: Flavio Florido/EducaçãoSP

A disciplina criada pela professora dialoga com as aulas regulares de educação financeira. Daniela afirma que a base curricular oficial despertou o interesse dos jovens. “As aulas de educação financeira apresentam novas discussões para nossos alunos. Quando a gente olha a realidade dos nossos alunos, dependendo de onde está localizada a nossa escola, falar de dinheiro é muito complicado porque a ausência de dinheiro é muito presente. Quando a gente começa a plantar essa sementinha agora, isso se torna algo presente na vida deles. Isso traz uma autonomia econômica para eles decidirem sobre sua formação, sobre um emprego e sobre a realidade da vida deles”, diz a professora.

Ela elogia a diretriz da Secretaria da Educação ao incluir o tema no currículo: “É muito importante a nossa Secretaria pensar no conhecimento do aluno para entender como ele vai projetar o futuro dele. A Educação está pensando  o aluno como uma estrutura para o futuro”.

Educação financeira na sala de aula

Desde 2024, a educação financeira tornou-se disciplina do currículo oficial das escolas estaduais paulistas. Com a mudança na matriz curricular promovida pela atual gestão, a Seduc-SP incluiu o componente na 1ª e 2ª série do Ensino Médio e nos 7º e 8º anos do Ensino Fundamental.

A medida atende a mais de 1 milhão de estudantes, que contam com material didático produzido pela Subsecretaria Pedagógica (Suped). “Essa oportunidade de ter aulas de educação financeira é importante para o futuro deles, não é só aprender para passar de ano”, conclui a professora.





Fonte da Notícias




Governo de Goiás entrega reforma e ampliação do Cepi Doutor Genserico Gonzaga Jaime, em Anápolis – SEDUC

Investimentos de R$ 5,6 milhões, incluem quadra poliesportiva e melhorias que garantem mais conforto para estudantes e servidores

Os investimentos na Educação em Goiás seguem avançando. O governo estadual, por meio da Secretaria da Educação (Seduc/GO), entregou, nesta sexta-feira (06/03), a reforma e ampliação do Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) Doutor Genserico Gonzaga Jaime, em Anápolis.

A obra recebeu investimentos de R$ 5,6 milhões, em recursos estaduais, e contemplou uma série de melhorias estruturais na unidade escolar. Entre as intervenções estão a construção de novos blocos de salas de aula com sanitários, quadra poliesportiva, central de gás, passarelas cobertas, pátios com paisagismo, rampas de acessibilidade e estacionamento.

Também foram realizadas melhorias nos espaços já existentes, como a reconstrução do muro, revitalização de portas e janelas, adequações em sanitários e vestiários, reforma dos blocos de salas de aula, do bloco administrativo e dos laboratórios, além da modernização da cozinha com refeitório.

A reforma incluiu, ainda, a substituição de coberturas e pisos, pintura geral da unidade, implantação de subestação elétrica, melhorias nas instalações elétricas, hidráulicas e de combate a incêndio, e adequações de acessibilidade.

A solenidade de entrega começou com uma apresentação da banda marcial formada por estudantes da própria escola, que animou a comunidade escolar presente no evento.

Amor à Educação
Durante a cerimônia, o gestor da unidade, Daniel de Sousa, destacou a emoção de ver a escola totalmente renovada e pronta para receber os estudantes em um ambiente ainda mais acolhedor.

“Eu amo ser professor, mas amo ainda mais cuidar dos meus alunos como gestor. Ver a felicidade no rosto deles enche o meu coração. Agradeço à professora Fátima e ao governador Ronaldo Caiado pelos investimentos na nossa escola”, afirmou.

A secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, também ressaltou a importância das obras para fortalecer a qualidade da educação pública no estado.

“É uma alegria estar aqui e ver uma escola cheia de vida. Esta é uma unidade grande e que vai receber ainda mais estudantes. Fico muito feliz em ver esses rostos cheios de esperança e vontade de aprender”, destacou.

Fonte da Notícias




Relator apresenta parecer sobre novas regras do seguro-defeso nesta terça – Notícias


09/03/2026 – 09:18  

Igor Mota/Agência Pará

Seguro é pago durante período em que a pesca é proibida

O senador Beto Faro (PT-PA) deve apresentar nesta terça-feira (10), às 14h30, seu relatório sobre a medida provisória que instituiu novas regras para o chamado seguro-defeso — a MP 1323/25.

Ele é o relator da proposta na comissão mista (composta por senadores e deputados federais) que analisa essa medida provisória.

O seguro-defeso é um auxílio pago pelo governo federal aos pescadores artesanais que não podem trabalhar nos períodos em que sua atividade é proibida (para permitir a reprodução das diferentes espécies de peixes).

O valor pago é de um salário mínimo mensal durante o período de proibição.

Novas exigências
Em vigor desde novembro de 2025, a medida provisória transferiu do INSS para o Ministério do Trabalho a responsabilidade de processar os pedidos do seguro-defeso.

Além disso, a MP aumentou as exigências para o procedimento. Os pescadores beneficiários precisam:

  • Estar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
  • Apresentar dados biométricos (de modo a evitar fraudes); e
  • Atender a novos requisitos para concessão e manutenção do benefício.

Durante as audiências públicas promovidas pela comissão mista, houve parlamentares e trabalhadores que criticaram as novas regras — relatando, por exemplo, dificuldades de acesso ao seguro-defeso.

Por outro lado, representantes do governo destacaram que o objetivo da medida provisória é combater fraudes.

A comissão
A comissão de senadores e deputados federais que analisa a MP foi instalada em 3 de fevereiro.

O presidente do colegiado é o deputado Josenildo (PDT-AP); o relator é o senador Beto Faro (PT-PA); o relator-revisor é o deputado Sidney Leite (PSD-AM).

 

 

 

Da Agência Senado
Edição – Natalia Doederlein



Fonte da Notícia




MEC habilita PUC-Rio e Idor para oferecer cursos de medicina


A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e a Faculdade de Ciências Médicas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) receberam nesta sexta-feira (6) a habilitação para a criação de cursos de medicina no Rio de Janeiro.

A habilitação, que é um passo para o funcionamento do curso, foi formalizada durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Escola Técnica Roberto Rocca, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com a PUC-Rio, a criação de uma graduação de medicina é um projeto antigo da universidade que, internamente, buscava viabilizá-lo há vários anos, mobilizando parcerias acadêmicas e hospitalares. A implantação da graduação médica inclui apoio à rede municipal de hospitais do Rio.

O ministro da Educação, Camilo Santana, que acompanhou o presidente Lula na visita, disse que a autorização para o funcionamento dos cursos, de fato, deve ser dada “o mais rápido possível”.

“Estamos com a Rede D’Or e a PUC do Rio de Janeiro, única PUC que não tinha faculdade de medicina. Vamos assinar a habilitação como instituições de ensino, o primeiro passo para ter faculdade”, disse.

A habilitação confere às instituições de educação superior já credenciadas a possibilidade de solicitar o protocolo do pedido de autorização do curso de medicina, bem como utilizar suas unidades hospitalares reconhecidas pelo Ministério da Saúde como hospitais de ensino.

Com a habilitação, as instituições seguirão o fluxo dos processos regulatórios do Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres).  

 


06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Escola Técnica Roberto Rocca, na Rodovia Rio-Santos (altura do km 392) – Santa Cruz. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Escola Técnica Roberto Rocca, na Rodovia Rio-Santos (altura do km 392) – Santa Cruz. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Escola Técnica Roberto Rocca, na Rodovia Rio-Santos (altura do km 392) – Santa Cruz. Rio de Janeiro – RJ. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Agenda no Rio de Janeiro

Lula cumpriu, nesta sexta-feira (6), uma série de agendas no Rio de Janeiro. Ele esteve na Zona Oeste e na Zona Norte da cidade, acompanhado do prefeito, Eduardo Paes, do ministro da Educação, Camilo Santana, e da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, além de parlamentares e representantes municipais. 

O presidente desembarcou na cidade pela manhã e, além da Escola Técnica Roberto Rocca, visitou a Comunidade do Aço, também em Santa Cruz, onde participou de entrega de moradias para a população em situação de vulnerabilidade social, parte dela beneficiária do Bolsa Família, programa do Governo do Brasil.

Uma das pessoas que recebeu a casa foi Mariza Batista. Ela conta que morava em um barraco com sete pessoas e três cômodos. Agora, ela tem a própria casa. “Eu moro no Aço, hoje eu não tenho vergonha de falar isso, moro em uma comunidade que foi transformada”, disse ela à Agência Brasil. “Não tenho vergonha de ir no supermercado, fazer compras e mandar trazer, acho isso muito chique”.

O presidente participou também, no Aeroporto Internacional do Galeão, de anúncio da instalação de hub internacional, o que deverá reforçar a conectividade internacional e consolidar o Rio de Janeiro como porta de entrada do turismo no Brasil.

Túnel em Campo Grande

 


06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Túnel Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
06.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Túnel Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande. Rio de Janeiro - RJ.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Túnel Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande. Rio de Janeiro – RJ. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula também participou da inauguração do Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, o primeiro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A obra liga a Estrada da Caroba à Estrada da Posse, reduzindo o tempo de deslocamento de 15 para apenas cinco minutos.

O túnel faz parte da entrega da primeira fase do Anel Viário de Campo Grande, que envolve um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, viabilizado via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com recursos do município.

No fim da tarde, no Aeroporto Internacional do Galeão, Lula discursou no anúncio da instalação do Hub internacional da Gol Linhas Aéreas, o que deverá reforçar a conectividade internacional e ajudar a consolidar o Rio de Janeiro como porta de entrada do turismo no Brasil. Também estavam presentes a ministra Anielle Franco, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

*Colaborou Bruno de Freitas Moura, repórter da Agência Brasil.



Fonte da Notícias




Fapeg financia projetos de enfrentamento à violência contra mulheres – Portal Goiás


Fapeg financia projetos de enfrentamento à violência contra mulheresFapeg financia projetos de enfrentamento à violência contra mulheres
Objetivo é selecionar propostas que ofereçam diagnósticos precisos e metodologias inovadoras de prevenção e acolhimento a mulheres vítimas de violência (Fotos: Carol Costa)

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), reforça o papel da ciência como ferramenta de proteção com a Chamada Pública nº 33/2025 para financiar projetos de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Com inscrições abertas até 9 de março pela Sparkx-Fapeg, o edital busca selecionar propostas que ofereçam diagnósticos precisos e metodologias inovadoras de prevenção e acolhimento. 

De acordo com os dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, ainda é alto o número de vítimas de feminicídio.

Diante disso, o objetivo da Fapeg é que o conhecimento gerado nas universidades e centros de pesquisa de Goiás fundamente políticas públicas mais assertivas e eficientes.

A chamada conta com investimento total de R$ 1 milhão e vai apoiar propostas entre R$ 50 mil e R$ 250 mil para execução em até 24 meses.

Enfrentamento à violência contra mulheres

Em Goiás, o enfrentamento passa pelo fortalecimento da pesquisa aplicada, capaz de entender as raízes do problema e propor soluções que cheguem à ponta, protegendo quem mais precisa.

A ideia é apoiar financeiramente propostas que, para além de diagnósticos, promovam implementação de soluções práticas, sustentáveis e inovadoras, com participação direta das mulheres e comunidades envolvidas, de forma a subsidiar e fortalecer políticas públicas, serviços e redes de proteção.

Para o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, o engajamento da comunidade acadêmica é um passo decisivo.

“A ciência tem o poder de identificar ciclos de violência antes que eles se tornem fatais. Este edital é um convite para que nossas pesquisadoras coloquem sua expertise a serviço da vida das goianas”, afirma.

A Fapeg faz essa convocação exclusivamente às mulheres cientistas e às instituições de ensino de todo o Estado para engajarem-se nesta chamada.

A liderança feminina desses projetos é essencial para trazer o olhar de quem vivencia as nuances dessa realidade para dentro do campo da inovação social.

O edital completo está na aba Acesso Rápido > Editais > Inscrições abertas > Chamada nº33/2025.

Saiba mais

Governo de Goiás lança Operação Mulheres 2026

Polícia Penal integra Operação Marias de combate à violência contra a mulher

Saúde participa do Goiás Social Mulher com atendimentos e serviços

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) – Governo de Goiás



Fonte da Notícias