de suporte operacional a parceiros estratégicos do negócio


Durante muitos anos, os Centros de Serviços Compartilhados (CSCs) foram estruturados com foco em centralização e eficiência operacional. Esse modelo trouxe ganhos relevantes para as organizações, mas o cenário mudou. Hoje, eficiência deixou de ser diferencial competitivo para se tornar obrigação.

O que passa a definir a maturidade dos CSCs é a capacidade de gerir serviços de forma integrada, estratégica e conectada ao negócio. E é justamente nesse ponto que muitas operações começam a enfrentar suas maiores limitações.

Ainda existe uma visão muito operacional sobre o papel dos CSCs dentro das empresas. Em muitos casos, a estrutura continua focada apenas em execução, controle e atendimento de demandas. Mas um CSC maduro não atua apenas como uma área de suporte. Ele participa da estratégia, entende as prioridades da companhia, se conecta às demais áreas do negócio e contribui diretamente para decisões, eficiência e transformação.

Essa mudança exige uma nova postura das lideranças. O líder de CSC precisa deixar de olhar apenas para indicadores operacionais e ampliar sua atuação para uma visão mais política e estratégica dentro da organização. Isso significa fortalecer o relacionamento com as áreas atendidas, compreender os impactos do negócio, antecipar demandas e participar das discussões que influenciam o crescimento, a produtividade e a experiência dos clientes internos.

Sem essa proximidade, o CSC tende a permanecer restrito a uma função operacional. Com ela, passa a ocupar um espaço mais protagonista dentro das empresas.

Esse movimento também muda a forma como melhoria contínua e indicadores devem ser tratados. Muitas organizações ainda utilizam métricas apenas como instrumentos de monitoramento. Mas indicadores, sozinhos, não transformam operações. O valor está na capacidade de usar dados para revisar processos, eliminar gargalos, integrar áreas e gerar decisões mais inteligentes.

É nesse contexto que a inteligência artificial ganha relevância. A IA tem potencial para acelerar a eficiência, automatizar atividades e ampliar capacidade analítica. Mas existe um erro recorrente no mercado: acreditar que tecnologia resolve estruturas desorganizadas.

Na prática, automatizar processos mal definidos apenas acelera problemas que já existiam. Os resultados mais consistentes aparecem quando tecnologia, processos, governança e gestão de serviços evoluem juntos. A inteligência artificial não substitui a maturidade operacional. Ela potencializa operações que já possuem estrutura, integração e clareza estratégica.

Por isso, o debate mais importante para os CSCs não é sobre substituição de funções, mas sobre evolução do papel da operação dentro das empresas. O profissional de CSC deixa de atuar apenas como executor e passa a assumir uma posição mais analítica, consultiva e orientada ao negócio.

Ao mesmo tempo, os CSCs também deixam de ser vistos apenas como estruturas de redução de custos. Passam a atuar como hubs de eficiência, experiência, inteligência operacional e transformação organizacional.

O futuro dos CSCs não será definido apenas pela capacidade de processar volume ou reduzir despesas. Será definido pela capacidade de integrar pessoas, tecnologia, processos e relacionamento em uma lógica contínua de evolução e geração de valor para o negócio.

No cenário atual, a eficiência já não basta. O que diferencia as organizações é a capacidade de transformar operações em estratégia.

Por Alexandre Vomero, Diretor Vice-Presidente Comercial e de Parcerias da ABSC





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Copa do Mundo: Brasil da depressão e da euforia – 16/06/2026 – PVC


A cultura do futebol do Brasil vive na linha tênue entre realismo e fantasia. Assim como nós, brasileiros, vivemos entre a euforia e a depressão, ouvimos antes de enfrentar o Marrocos que o rival seria difícil. Depois do empate por 1 x 1, inconformismo com o desempenho.

Há dois motivos para a atuação ruim: os erros do time de Carlo Ancelotti; os acertos do adversário.

Nem todo mundo se lembra disso o tempo todo, mas cada jogo de futebol tem este fator, quase uma novidade: o adversário!

O Marrocos foi semifinalista da Copa 2022. E o Brasil não se preparou bem nestes quatro anos.

A Espanha, sim. Mas empatou por 0 x 0 com Cabo Verde. Em que pese a atuação do goleiro Vozinha, os espanhóis não imaginavam empatar na estreia.

Nos últimos 24 anos, os espanhóis formataram a nova cultura do jogo e o Brasil saiu do trilho. No entanto, nas cinco Copas depois do penta, a brasileira foi a única seleção presente em todas as quartas de final. A Espanha só chegou uma vez entre as oito melhores, justamente quando foi campeã (2010).

Quartas é muito pouco para nós. E para a Espanha, de um título, três oitavas de final e uma eliminação na fase de grupos?

A renovação das potências acontece em todos os esportes. O vôlei era dominado por asiáticos e pela Europa oriental até o fim da década de 1970. O Brasil não teve nenhuma dificuldade em assimilar quando Polônia, Bulgária e Japão perderam relevância e as gerações de prata e ouro chegaram a três semifinais olímpicas seguidas.

Agora, a França é bicampeã olímpica no masculino. Antes, não tinha nem bronze. O Brasil, potência, ficou em 17º lugar no Mundial de vôlei do ano passado, sua pior campanha em todos os tempos.

Duas semanas depois daquele fiasco, Ancelotti perdeu do Japão —foi a primeira virada de 2 x 0 para 2 x 3 em 111 anos de seleção. Um amigo encostou em mim e disse: “Uma vergonha!”. Respondi que o Japão era adversário forte. Ele ironizou. Perguntei sobre o resultado do vôlei. Nem sabia.

O futebol tem esse poder de fazer todos os olhos se voltarem para ele. No Brasil então…

Assim como no vôlei, a França é o modelo a ser seguido. Não que seja imbatível. Foi eliminada na fase de grupos em 2010 e nas quartas em 2014, mas a capacidade de lapidar jogadores usando o Centro Nacional de Futebol, em Clairefontaine, torna os franceses candidatos ao título pela terceira vez seguida. Pelo presente, não pela história.

O Brasil precisa voltar a ser produtor da cultura do jogo, dos métodos de treinamento, da formação de treinadores, do garimpo de atletas.

Pode ser muito superior ao que é hoje.

Mas nossa incapacidade de analisar também atrapalha. Empatar com Marrocos jogando mal não é positivo nem é o fim dos tempos. Lembre-se da Olimpíada de 2016. Começou com empates contra África do Sul e Iraque, terminou com festa numa vitória sobre a Alemanha, dois anos depois do 7 x 1.

Os alemães, modelo a ser seguido depois de causar o maior vexame brasileiro da história, caíram na fase de grupos nas duas Copas seguintes.

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O Brasil precisa jogar melhor contra Haiti e Escócia, tentar chegar às semifinais e entender que não está tudo bem. Não estará nem se for campeão do mundo.

A seleção continua entre os mais fortes. Mas calma! Sempre tem o adversário.


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Haaland faz 2 à la Haaland em vitória da Noruega na Copa – 16/06/2026 – Esporte


Mais do que a volta da Noruega, fora das Copa do Mundo desde 1998, ou o retorno iraquiano, ausente desde 1986, a expectativa em Boston era para a estreia de Erling Haaland, 25, o prolífico atacante do Manchester City, artilheiro de três das últimas quatro edições da Premier League.

E em sua primeira partida em um Mundial, Haaland não decepcionou na vitória por 4 a 1, com 2 gols bem ao seu estilo —uma combinação de força e velocidade.

O norueguês passa a dividir a artilharia da competição com Havertz (Alemanha), Balogun (EUA), Mbappé (França), Just (Nova Zelândia), e Ayari (Suécia).

O jogo começou morno, ao contrário do forte calor em Boston. Logo no início do jogo, aos 6min, o atacante do Manchester City fez a primeira jogada de impacto no jogo, quando usou seu porte físico para ganhar a disputa de cabeça com o marcador ainda na intermediária e arrancar para a linha de fundo. O cruzamento, no entanto, foi interceptado pelo goleiro.

Aos 11min, um chute por cima do atacante Al-Hamadi foi o mais próximo que o Iraque chegou de fazer um gol, o suficiente para animar a torcida. Os noruegueses da arquibancada, aliás, faziam festa mesmo com o baixo nível técnico do primeiro tempo, simulando uma remada de um barco viking.

Haaland e o esforçado Sorloth, do Atlético de Madri, ainda tiveram outras chances. Mas até a parada para hidratação, nada de muito empolgante aconteceu.

A segunda parte do primeiro tempo, porém, foi agitada. Aos 27min, os noruegueses Nusa e Wolfe fizeram boa combinação pela esquerda, com Wolfe cruzando rasteiro para dentro da área. A bola estava passando quando Haaland se jogou para abrir o marcador de carrinho.

O gol destravou o jogo e a Noruega continuou em cima, com tentativas sem sucesso de Sorloth e Odegaard, meia do Arsenal e capitão da equipe.

Porém, em uma rara jogada bem articulada do ataque iraquiano, Ali Jasim entortou o zagueiro norueguês e tocou para Al-Hamadi já dentro da área. O atacante levantou para a cabeçada certeira de Aymen Hussein, que empatou o jogo, aos 37min.

Autor também do gol que classificou o Iraque para a Copa, Hussein quase não conseguiu jogar o Mundial. O jogador foi detido no aeroporto de Chicago e foi interrogado por sete horas antes de ser liberado.

Não demorou muito para Haaland fazer outro gol de Haaland: aos 42min, em uma saída de bola, o zagueiro Tahseen tocou para o goleiro sem muita força. Quando Hassan tentou afastar, o atacante norueguês em desabalada correria já estava em cima dele para dividir a bola, que acabou no gol, 2 a 1 para a Noruega.

Nos acréscimos, o Iraque quase empatou duas vezes. Na principal chance, aos 51min, Akam Hashem chutou forte da entrada da área. A bola passou por cima, tocando na rede, e enganando parte da torcida.

O jogo retornou para o segundo tempo como no início do primeiro, com poucas chances e ritmo mais cadenciado.

Apesar de precisar do resultado, os iraquianos não conseguiam propor o jogo, e deixavam a bola com a equipe europeia. Até a parada para hidratação, eram 58,4% de posse de bola para os noruegueses.

Com o forte calor, aos 28min da etapa final, os noruegueses fizeram quatro substituições de uma só tacada, dando descanso para os atacantes Sorloth e Nusa —Haaland, não. A essa altura, os iraquianos também já tinham feito quatro mexidas.

Em um escanteio aos 31min, Haaland chamou a atenção de dois marcadores e o zagueiro Ostigard, um dos que tinha acabado de entrar, marcou de cabeça em cruzamento de Odegaard, 3 a 1. Nem o gol fez o Iraque se abrir mais. Do lado europeu, a equipe parecia satisfeita com o resultado e tirou de campo também o meia do Arsenal.

No último lance do jogo, o volante Thorstvedt dividu a bola após lance confuso na área (com participação de Haaland, de novo). O gol foi anotado como gol contra.

Pela segunda rodada do Grupo I, a Noruega encara Senegal, em Nova Jersey, na próxima segunda (22). Já o Iraque viaja até a Filadélfia, para enfrentar a França.



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Copa: Iraquiano que foi interrogado nos EUA marca gol – 16/06/2026 – Esporte


O jogador que garantiu a segunda participação do Iraque em Copas do Mundo, Aymen Hussein, marcou também o primeiro gol do país na partida de estreia, nesta terça-feira (16), contra a Noruega, no estádio Gillette, em Boston.

O atacante de 30 anos do Al-Karma enfrentou sete horas de interrogatório no aeroporto de Chicago antes de ter sua entrada liberada nos Estados Unidos no último dia 6. Ele tem a história familiar atravessada pelo terrorismo: em 2008, seu pai foi morto em um ataque da Al Qaeda em Bagdá; em 2014, foi obrigado a deixar sua casa por integrantes do Estado Islâmico, episódio em que seu irmão desapareceu.

“Se eu deixar o futebol, nada mudará. Não terei nada disso de volta”, disse ele em entrevista ao canal de notícias Al Arabiya à época. “Ainda agradeço a Deus pela minha situação. Tenho muros ao meu redor… Muitos dos iraquianos deslocados estão vivendo em tendas.”

Foi após a morte do pai que ele se tornou jogador.

Meses depois de ser desalojado, também foi graças a ele que a equipe do Iraque se classificou para as Olimpíadas do Rio, em 2016, quando chegou a empatar sem gols contra o Brasil.

No final de março, o Iraque venceu a Bolívia por 2 a 1, em Monterrey, no México, na repescagem para a última das 48 vagas da Copa deste ano. Hussein fez o gol da vitória que levou os iraquianos a um Mundial 40 anos depois da primeira participação, em 1986. Naquele ano, também no México, o meio-campista Ahmed Radhiao fez o primeiro gol da história do país na competição.

Nesta terça, Hussein fez o segundo. Empatou a partida, com cabeceio, cinco minutos depois de Erling Haaland. O noruguês ainda fez mais um antes do intervalo para recolocar os europeus à frente na segunda partida do grupo I, que terminou com placar de 4 a 1 para os nórdicos.

O centroavante tem agora 33 gols em 92 partidas disputadas pela seleção. Na temporada, anotou nove gols e deu uma assistência nos 19 jogos que fez pelo Al-Karma no Campeonato Iraquiano.



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CBS e novas regras para despesas corporativas em 2027


A partir de 2027, despesas corporativas, serviços compartilhados e reembolsos passam a exigir maior coerência entre documentos fiscais, pagamentos e registros sistêmicos para garantir crédito tributário e evitar incidências inesperadas. Uma despesa corporativa paga por um colaborador, um contrato centralizado em uma empresa do grupo ou um serviço compartilhado entre diferentes CNPJs (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) podem ganhar uma nova dimensão tributária com a chegada da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

O que durante anos foi tratado como simples procedimento administrativo passa a exigir maior rigor documental e operacional para evitar questionamentos fiscais e preservar créditos tributários. A mudança decorre da implementação da não cumulatividade plena prevista na reforma tributária. A partir de 2027, a forma como uma operação é contratada, documentada, registrada e paga tende a ter peso crescente na definição do tratamento tributário aplicado pela CBS.

O impacto será mais perceptível em empresas que operam estruturas com múltiplos CNPJs, centros de serviços compartilhados e contratação centralizada de despesas como tecnologia, marketing, jurídico, logística e serviços administrativos. A partir de janeiro de 2027, tudo que se compra e se paga, desde uma garrafa de água no aeroporto até serviços de computação, deve ser emitido contra o CNPJ da empresa. Esqueça o CPF. Isso representa uma mudança profunda nas políticas de compras e de recursos humanos das empresas.

A CBS amplia a importância da documentação eletrônica na caracterização das operações. Na prática, fatores como quem contratou o serviço, em qual CNPJ a nota fiscal foi emitida, quem figura como tomador e como a operação foi registrada nos sistemas corporativos passam a influenciar diretamente a incidência tributária e o aproveitamento de créditos. Isso significa que estruturas historicamente tratadas como simples reembolsos ou redistribuição de custos poderão receber interpretações diferentes caso exista desalinhamento entre contrato, documento fiscal, pagamento e escrituração.

Para empresas que compartilham despesas entre diferentes unidades de negócio ou entidades jurídicas, o desafio passa a ser demonstrar coerência documental em toda a cadeia da operação.A mudança tende a afetar especialmente grupos econômicos que utilizam centros de serviços compartilhados para concentrar contratações e redistribuir despesas internamente. Modelos bastante comuns no mercado, como centralização de contratos de software, marketing, consultoria ou serviços administrativos, passam a exigir análise mais detalhada sobre a caracterização de cada operação.

Dependendo da estrutura utilizada, uma movimentação considerada apenas administrativa pode gerar efeitos tributários distintos daqueles observados no modelo atual. A preocupação aumenta porque a CBS reduz a margem para inconsistências entre documentos fiscais, pagamentos e registros sistêmicos.

Outro impacto relevante aparece dentro dos sistemas corporativos. Historicamente, muitos ERPs (Planejamento de Recursos Empresariais) tratavam reembolsos e rateios sob uma lógica predominantemente contábil e financeira. Com a CBS, essas operações passam a carregar implicações tributárias mais amplas. A capacidade de relacionar documentos fiscais, pagamentos, contratos e registros operacionais passa a ser determinante para sustentar créditos e comprovar a natureza das operações realizadas. Isso aumenta a necessidade de integração entre áreas fiscais, financeiras, compras e tecnologia, além de pressionar empresas a revisar parametrizações e fluxos internos.

A reforma também amplia o papel dos documentos fiscais eletrônicos. O XML deixa de funcionar apenas como registro da operação e passa a assumir importância crescente na validação de informações utilizadas para apuração tributária. Dados relacionados ao tomador do serviço, natureza da operação, classificação tributária e demais informações fiscais passam a compor uma trilha de rastreabilidade que poderá ser utilizada para validação de créditos e conferência de consistência tributária.

Na avaliação de especialistas, empresas que operam ambientes descentralizados ou com baixa integração documental tendem a enfrentar maior dificuldade durante o período de transição. Embora a CBS tenha início previsto para 2027, a adaptação exige preparação antecipada. A revisão de contratos, políticas de reembolso, fluxos de contratação, parametrizações de ERP e governança documental deve ocorrer antes da entrada em vigor das novas regras.

Para empresas com estruturas distribuídas e grande volume de serviços tomados, a mudança ultrapassa a esfera tributária e alcança diretamente processos operacionais, financeiros e tecnológicos. O avanço da CBS indica que a discussão sobre reembolsos e compartilhamento de despesas deixa de depender apenas da interpretação jurídica. A consistência entre documentos fiscais, pagamentos e sistemas corporativos passa a ocupar papel central na forma como as empresas administram créditos, custos e conformidade tributária.

Fonte: Paulo Zirnberger, CEO da Omnitax





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Veja estatísticas de França x Senegal pela Copa do Mundo – 16/06/2026 – Esporte


A partida de estreia da França na Copa do Mundo contra o Senegal, pelo Grupo I, já deu alguma noção das virtudes e defeitos de uma das grandes favoritas ao título.

O primeiro tempo dos franceses foi fraco: eles sofreram com os contra-ataques dos senegaleses, que construíram boas oportunidades, mas falharam na hora de finalizar.

Em uma das chances, Nicolas Jackson acertou a trave. Na segunda, Ismaila Sarr recebeu uma bola cruzada de frente para o gol e chutou por cima do travessão. Fosse mais eficiente, Senegal fecharia a primeira etapa na dianteira.

Enquanto isso, a França não conseguiu criar chances na primeira etapa, chutando apenas uma vez para o gol, de fora da área.

Na volta para o segundo tempo, os europeus reorganizaram a equipe. A primeira mudança foi um reposicionamento de Olise para o centro, já que, no primeiro tempo, ele atuava na mesma área do campo que Dembelé, pela direita do ataque.

MAPAS DE CALOR

OLISE NO 1º TEMPO

OLISE NO 2º TEMPO

Foi com Olise que saíram as duas primeiras jogadas perigosas da França na partida.

Aos 52min, ele invadiu a área em velocidade e chutou forte, cara a cara com o goleiro Mendy, que fez grande defesa. Logo em seguida, o mesmo Olise rouba a bola no campo de ataque e deixa Mbappé também frente a frente com Mendy, que novamente se supera e impede o gol.

A partir daí, Mbappé, que no primeiro tempo jogou mais pelo lado esquerdo, passou a flutuar pelo ataque, explorando também a direita.

Jogando assim, o atacante quase cavou um pênalti. Minutos depois, correndo do centro da área para a direita, recebeu um belo passe de Olise para finalmente abrir o placar.

Depois, Doué também teve uma ótima chance pela esquerda, mas perdeu. O jogador do PSG não foi bem na partida: perdeu sete das dez bolas que disputou contra marcadores e deu apenas um drible.

Seu companheiro de clube, Bradley Barcola, entrou melhor no jogo e, aos 81min, marcou o segundo gol.

Nos acréscimos, Mbaye empatou com um drible humilhante no lateral esquerdo Theo Hernández e um chutaço para cima de Maignan, que não conseguiu segurar.

O lado esquerdo francês, muito melhor atacando do que defendendo, pode ser uma das principais vulnerabilidades da equipe nesta Copa, assim como o goleiro, que foi mal na partida, com apenas duas defesas e um gol tomado.

Logo em seguida, no apagar da luzes, Mbappé revidou com um chutaço de fora da área e marcou o terceiro, novamente com passe de Olise pelo meio.

Dados preliminares da Opta mostram que a disputa entre França e Senegal foi a partida com menos finalizações até agora na Copa, somando apenas 17 chutes.

O duelo superou, pela “economia ofensiva”, jogos como Suécia x Tunísia e México x África do Sul, que registraram 19 finalizações cada. A quase ausência de finalizações francesas no primeiro tempo pesou na conta.

Apesar do poucos arremates, a França está bem de pontaria: das 11 finalizações concluídas, oito foram no alvo, resultando em três gols (33% de conversão). Outras duas foram bloqueadas pela defesa senegalesa e uma desperdiçada para fora.

Curiosamente, Senegal foi superior nos dribles, mesmo com menos volume de jogo. Das 13 tentativas, 8 deram certo para a seleção senegalesa (61,5%). Para a França, apenas 5 dos 16 dribles foram sucesso (31,2%).

Dembelé, um dos craques do time europeu, não acertou nenhum drible.

Ao lado de Alemanha x Curaçao, a partida é uma das únicas da Copa sem cartão amarelo até aqui.



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Copa: Francês apoia Vinicius Jr em crítica a gramado de NY – 16/06/2026 – Esporte


O meio-campista francês Adrien Rabiot levantou preocupações sobre a qualidade do gramado do estádio de Nova York/Nova Jersey após a vitória de 3 a 1 sobre Senegal nesta terça-feira (16), ecoando a frustração do atacante brasileiro Vinicius Jr com a secura da superfície.

Rabiot, que deu uma assistência na estreia da França no Grupo 1, disse que o campo que vai receber a final da Copa do Mundo em julho parecia menos um gramado de verdade e mais uma superfície artificial.

“O gramado… nem sei se dá para chamar assim. Parecia mais uma superfície artificial —bem duro e bem rígido”, disse Rabiot aos jornalistas.

Enquanto isso, o técnico da França, Didier Deschamps, chamou o gramado de “superfície especial” quando questionado sobre o assunto em entrevista coletiva.

“Acho que provavelmente tem concreto embaixo, são fibras bem curtas”, disse Deschamps.

O gramado pareceu diferente do Mundial de Clubes da Fifa do ano passado, também disputado no estádio de Nova York/Nova Jersey, acrescentou Deschamps. “O quique é um pouco diferente”, disse ele, acrescentando que sua equipe está se adaptando às condições.

O brasileiro Vinicius também havia expressado preocupações sobre a secura do gramado após sua equipe empatar por 1 a 1 com o Marrocos na primeira partida disputada no estádio no sábado (13).

“No segundo tempo, com o calor, o gramado seca muito rápido. O jogo fica muito lento e não conseguimos entrar no nosso ritmo”, havia dito Vinicius.

Senegal enfrentará a Noruega no próximo jogo a ser disputado no local, na próxima segunda-feira (22).



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Festival In-Edit Brasil começa nesta quarta-feira em São Paulo


Em São Paulo, começa nesta quarta-feira (20) a 18ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que exibe filmes sobre figuras e histórias da música nacional e internacional em várias salas de cinema da capital paulista.

Programação

Entre os destaques, em pré-estreia nacional, estão o documentário sobre Jocy de Oliveira, pioneira da música eletrônica no Brasil no começo dos anos 1960; e o filme sobre Alaíde Costa, que mostra o racismo sofrido pela grande voz da bossa nova, ignorada por gravadoras.

Tem ainda um título sobre o histórico Canecão, palco carioca por onde grandes nomes da música brasileira passaram; um filme de Lírio Ferreira que mergulha na psicodelia pernambucana a partir do álbum “Vivo!”, de Alceu Valença; e um documentário que acompanha o músico Mateus Aleluia pelos lugares sagrados do candomblé em sua terra natal, a cidade de Cachoeira, na Bahia.

O diretor do In-Edit Brasil, Marcelo Aliche, destaca a diversidade de ritmos e estilos da música brasileira presentes nos mais de duzentos documentários nacionais inscritos no festival: 

“O Brasil tem uma cultura muito, muito diversa. De norte a sul, tem muitas maneiras de se expressar do ponto de vista musical e cultural. E, dentro dessa visão, a gente conseguiu colocar desde o rock até Ari Barroso. Tem filme sobre punk rock, filmes sobre artistas incríveis, como Airto Moreira e Flora Purim, a Dona Onete. Tem uma série de assuntos muito diversos e que, de alguma maneira, dá para dar uma pequena amostra dessa grande salada cultural chamada Brasil.”

Nesta edição, o In-Edit Brasil traz mais de 100 sessões com recursos de acessibilidade, como libras, legendas descritivas e audiodescrição.

Programação paralela

O festival chega com uma série de atividades paralelas, como feira de vinil na Cinemateca e apresentações de Alaíde Costa, Fernanda Abreu, Odair José e das bandas Inocentes e DZK em várias casas de show da cidade – uma oportunidade de o público ver de perto artistas retratados nos documentários.

Marcelo Aliche explica que a programação paralela é criada a partir dos assuntos dos filmes:

“Eu sempre brinco que a nossa função é trazer a música para dentro do cinema. E aí, esse ano, aconteceu de a gente levar o cinema para as casas de música. E, com isso, eu fico muito contente, porque não só o show, mas também os bate-papos, as conversas, os encontros, todas essas atividades complementam o conteúdo de cada um desses documentários e permitem ao público ampliar ainda mais a visão de cada um desses filmes.”

Além das sessões presenciais, quem não está em São Paulo pode conferir uma parte da programação de forma online, pelas plataformas “Itaú Cultural Play”, “Sesc em Casa” e “SP Cine Play”.

O In-Edit segue até o dia 28 de junho, e todas as sessões são gratuitas, basta retirar o ingresso uma hora antes. Detalhes do festival no site br.in-edit.org.




Fonte GDF




Chuva na Rocinha superou em mais que duas vezes a média de junho


A comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, já soma mais que o dobro da média histórica de chuva para o mês de junho.

A estação pluviométrica do Sistema Alerta Rio na região anotou, das 12h de segunda-feira (15) até a tarde desta terça-feira (16), 254,6 milímetros (mm) de chuva. Tal volume é 146,1 mm superior à média para junho (108,5 mm).

A série histórica do Alerta Rio, iniciada em 1997, aponta ainda que a chuva do início desta semana foi a terceira mais intensa já observada pelo pluviômetro da Rocinha em 24 horas.

Outros cinco bairros da zona sul receberam volumes significativos de chuva nas últimas horas. Os mais atingidos na região foram Jardim Botânico, Laranjeiras, Vidigal, Urca e Copacabana.

Sirenes

De acordo com a Defesa Civil Municipal, às 14h07 desta terça-feira, as sete sirenes instaladas na Rocinha voltaram a ser acionadas em função do alto risco geológico, após os pluviômetros registrarem um acumulado de 188,2 mm de chuva em 24 horas.

O primeiro acionamento do Sistema de Alerta e Alarme foi registrado entre 7h17 e 11h40. O volume contínuo de chuva na cidade causa o encharcamento do solo e aumenta o risco de deslizamento de encostas.

Rompimento de tubulação

O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) monitora o trabalho das equipes da Prefeitura do Rio na Estrada da Gávea, na Rocinha, na altura da Rua Portão Vermelho, após o rompimento de uma tubulação da concessionária Águas do Rio.

O vazamento causou deslizamento de terra na noite passada. A via, que chegou a ser totalmente interditada, está com uma faixa ocupada para o trabalho das equipes da Defesa Civil e da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Não houve vítimas.

A Fundação Geo-Rio fará o levantamento dos serviços necessários para iniciar uma obra de contenção, com implantação de sistema de drenagem, e a Comlurb removeu da encosta 70 toneladas de terra, com o apoio de 15 caminhões, três pás carregadeiras e 50 garis.

Na comunidade do Salgueiro, na Tijuca, na zona norte da cidade, também foi registrado deslizamento de terra, na Rua São Sebastião. Nenhum imóvel foi atingido e não houve interdição de via.

Recomendações

A prefeitura do Rio recomenda à população que não se desloque pelas regiões mais afetadas pela chuva. Veja outras orientações:

  • Evite áreas sujeitas a alagamentos e/ou deslizamentos;
  • Não force a passagem de veículos em áreas alagadas;
  • Em casos de ventos fortes e/ou chuvas com descargas elétricas, evite ficar próximo a árvores ou em áreas descampadas;
  • Verifique se há sinais de rachaduras em sua residência. Ao perceber trincas ou abalo na estrutura, acione a Defesa Civil pelo número 199 e evite ficar em casa;
  • Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros. O acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento e as pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil municipal;

Previsão do tempo

Na quarta (17) e na quinta-feira (18), o tempo no Rio ainda será influenciado pela entrada de ventos úmidos do oceano. A nebulosidade estará variada, e a previsão é de chuva fraca e isolada, a qualquer momento, desde quarta até o início da manhã do dia seguinte. Os ventos estarão fracos a moderados.

Já na sexta-feira (19), devido a um sistema de alta pressão, haverá redução de nebulosidade e não há previsão de chuva. Os ventos estarão moderados.



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casos de ‘prompt injection’ geram debate


A identificação de um comando oculto em uma petição trabalhista no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, no Pará, somada a casos recentes de prompts “esquecidos” em decisões judiciais e citações inexistentes produzidas por inteligência artificial, ampliou o debate sobre os limites operacionais da IA generativa no Brasil.

Os episódios ocorreram em meio à expansão do uso dessas ferramentas nos tribunais brasileiros, cenário já regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio da Resolução nº 615/2025, que estabelece a obrigatoriedade de supervisão humana sobre conteúdos produzidos com auxílio de sistemas automatizados.

O caso mais recente envolveu duas advogadas de Parauapebas (PA), multadas em R$ 84 mil após a Justiça identificar um texto oculto em uma petição trabalhista. O comando, inserido em fonte branca sobre fundo branco, orientava a ferramenta “Galileu”, utilizada pelo Judiciário trabalhista, a elaborar uma contestação superficial e ignorar documentos anexados ao processo. Na decisão, o magistrado classificou a prática como “prompt injection”, técnica usada para interferir no comportamento de sistemas de inteligência artificial por meio de instruções ocultas.

Segundo a sentença, a tentativa de manipulação comprometia a integridade da atividade jurisdicional e atingia a credibilidade das ferramentas institucionais utilizadas pelo Judiciário. As advogadas negaram a tentativa de influenciar a decisão judicial e sustentaram que o objetivo do comando era proteger o cliente de eventual uso inadequado da IA durante a análise do processo.

O episódio ocorreu em um momento de ampliação do uso de inteligência artificial nos tribunais brasileiros. De acordo com a pesquisa “Inteligência Artificial no Poder Judiciário Brasileiro”, da Fundação Getúlio Vargas, mais de 60% das cortes do país declararam utilizar algum tipo de solução baseada em IA. A expansão ganhou força nos últimos dois anos, impulsionada por ferramentas voltadas à produção textual, análise de dados e automação de documentos.

O avanço da tecnologia também passou a expor falhas relacionadas à revisão de conteúdo e à padronização de processos. No Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Rio de Janeiro, um magistrado publicou acórdão contendo trecho de prompt de inteligência artificial que deveria ter sido excluído antes da divulgação oficial do documento. O texto indicava que a fundamentação havia sido elaborada por ferramenta automatizada a partir de comandos específicos de redação.

No setor público, a discussão envolve o impacto do uso de IA em documentos com validade jurídica, como editais, contratos, pareceres e relatórios de gestão. Falhas de revisão em conteúdos produzidos com apoio de sistemas automatizados podem gerar questionamentos administrativos, disputas judiciais e problemas relacionados à autenticidade das informações. O avanço da IA generativa também ampliou o debate sobre dependência operacional e uso inadequado das ferramentas. Entre os riscos apontados estão a utilização de sistemas sem validação técnica adequada e a redução da capacidade crítica de profissionais responsáveis pela revisão dos conteúdos produzidos pela tecnologia.

Para Fabiano Carvalho, especialista em Transformação Digital e CEO da Ikhon, o cenário demonstra que a ampliação do uso de inteligência artificial exige integração entre tecnologia, revisão humana e governança institucional. “A adoção acelerada de ferramentas de inteligência artificial compromete a confiabilidade quando ela é usada em contextos nos quais o profissional não tem a experiência necessária para validar os resultados gerados pelo sistema, quando não há uma política clara de revisão dos conteúdos e quando não existe uma cultura de revisão e melhoria das informações entregues pelo software”, afirma Fabiano.

Fonte: IT Comunicação Integrada





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