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Na Copa do Mundo, Brasil precisa de mais futebol e samba – 15/06/2026 – Esporte


Ler jornal é prática que cria sincronia entre idioma, história e destino em comum com outros indivíduos de uma nação. Essa é a ideia central de “Comunidades Imaginadas”, livro do historiador inglês Benedict Anderson de 1983. No Brasil, a comunidade imaginada não é sentida só na leitura dos jornais, mas também é exercida em nosso fascínio pelo futebol, esporte que é patrimônio nacional.

Nelson Rodrigues cravou nos anos 1950 que somos “a pátria de chuteiras”. Acrescentaria a isso o detalhe das chuteiras verde-amarelas gingarem ao som do batuque do samba e uma boa conversa jogada fora. É em meio a uma boa partida de futebol, na apreciação do samba e no prazer da resenha, a conversa fiada que traz o riso fácil e a diversão jocosa, que nos sentimos mais tupiniquinis.

Boleiros são ótimos resenheiros. Vampeta talvez seja o maior resenheiro da história do futebol contemporâneo. Mas foi Adriano, o Imperador, que conseguiu resenhar de forma “sociologicamente futebolística” a primeira partida da seleção nesta Copa.

“A gente já estava perfilando para entrar no campo, eu dei a ordem. Ninguém entendeu nada, mas todo mundo voltou. Entramos no vestiário de novo. Fizemos uma roda. Ombro com ombro. Braços entrelaçados. Puxei a conversa. ‘Pessoal, isso aqui não tá legal. Que porra é essa? Não teve a nossa música hoje no vestiário. Não fizemos o nosso pagode no ônibus. Cadê a resenha? Ninguém fez brincadeira. Porra, assim não dá não. Vamos perder pra nós mesmos?’”

Foi assim que o atacante da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, deu uma chamada no time do Flamengo em jogo do Brasileiro de 2009, contra o Atlético-MG, no Mineirão. A história está no livro “Adriano: meu medo maior”, autoria do ex-jogador com o jornalista Ulisses Neto. Após uma preleção que mais pareceu um misto de palestra de coach empresarial com sermão de pastor evangélico, o ídolo do Milan fechou a gritaria bem à sua maneira. “Mas é o seguinte. Se nada disso der certo, se a bola estiver quadrada, a jogada estiver errada, faz o seguinte: dá em mim. Vocês têm o Imperador do seu lado, poraaaaa.”

Não tivemos o Imperador na seleção no jogo de sábado, mas um Vini Junior que chamou a responsa para si e fez um golaço. No segundo tempo, o Brasil jogou melhor, mas sem convencer. Ficamos felizes ao final com o empate, mas com a sensação de que faltou aquele futebol entrosado, em ritmo de samba e resenha. Ninguém viu aquela coletividade que um samba bem tocado no pagode e uma boa resenha promovem.

Essa receita serviu bem ao Mengão do Imperador em 2009. Venceram o jogo contra o Atlético Mineiro por 3 x 1, com um gol olímpico de Petković, um do volante Maldonado e o terceiro de Adriano, Imperador. Na sequência de jogos, o Flamengo subiu na tabela e faturou o Brasileiro. Adriano resumiu bem sua participação: “Não vou mentir para vocês, porque eu não sou disso. Continuei tomando o meu Danone. Evitei os regenerativos, mas treinei como um cavalo. Eu não fazia corpo mole, ao contrário do que dizem por aí. Quando eu estava lá, era de verdade”.

Precisamos que nosso professor italiano chame esse elenco bilionário para uma pizza e promova uma palestra no melhor estilo Adriano. Com sua educação e elegância presentes na sua fala mansa e naquele terno e gravata que fariam inveja ao Vanderlei Luxemburgo dos anos 1990, o chefe Carlo Ancelotti vai dar a letra: “Rapaziada, mais futebol, samba e resenha nesta Copa. Treinem como cavalos e tomem o seu Danone”. Pois, como já cantou o filósofo-cantor flamenguista Jorge Ben, “É Cosa Nostra”.



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Mato Grosso recebe R$ 31,6 milhões do Ministério da Saúde para novas obras e equipamentos do SUS — Ministério da Saúde


O Ministério da Saúde libera, nesta sexta-feira (12), R$ 31,6 milhões para fortalecer a infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso. Os recursos contemplam novas obras autorizadas por meio do Pix da Saúde, equipamentos para ampliar a realização de cirurgias e exames especializados, inaugurações de UBSs e o ressarcimento de valores gastos em unidades de atendimento concluídas no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. 

Os investimentos no estado integram a mobilização nacional de entregas na saúde do Governo do Brasil. Ao todo, foram liberados R$ 577,2 milhões por meio do Pix da Saúde para acelerar a expansão da infraestrutura do SUS em todos os estados brasileiros. 

“O governo do presidente Lula retomou o investimento na saúde pública brasileira. Estamos tirando obras do papel, concluindo empreendimentos que estavam parados e levando equipamentos de alta tecnologia para todas as regiões do país. Cada obra inaugurada representa um compromisso que saiu do papel e virou atendimento para a população. Quando entregamos unidades de saúde e novos equipamentos para os hospitais, estamos ampliando o acesso da população a atendimento de qualidade, estamos reduzindo desigualdades e fortalecendo a capacidade do SUS de cuidar das pessoas perto de onde elas vivem”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Do total destinado para a população mato-grossense, R$ 24,4 milhões serão voltados ao início de oito novas obras do Novo PAC Saúde no estado. O investimento contempla a construção de duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em Peixoto de Azevedo e Santo Antônio de Leverger; cinco Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em Colniza, Paranatinga, Rondonópolis e Santo Antônio de Leverger; e um Centro Especializado em Reabilitação (CER) em Pontes e Lacerda.   

Com a nova autorização, o Mato Grosso passa a contabilizar 90 obras da saúde com ordens de serviço emitidas desde o início do Novo PAC, reforçando os investimentos voltados à ampliação do acesso da população aos serviços públicos de saúde. Uma dessas obras foi inaugurada nesta sexta, um Sistema de Abastecimento de Água na Aldeia Tatuí, em Juara. 

Além das obras, o estado receberá dois conjuntos de novos equipamentos estratégicos para ampliar a capacidade de atendimento especializado do SUS. Serão entregues um combo de cirurgia geral destinado ao município de Sorriso; e um combo de cirurgia oftalmológica para Rondonópolis. O investimento total nessa etapa é de R$ 3,1 milhões. 

Os equipamentos integram a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar a oferta de cirurgias eletivas, reduzir filas de espera e fortalecer o diagnóstico precoce de doenças. Os combos cirúrgicos incluem equipamentos de alta tecnologia capazes de estruturar novas salas cirúrgicas ou modernizar estruturas já existentes. Já os equipamentos oftalmológicos contribuirão para ampliar a capacidade de realização de procedimentos especializados, especialmente cirurgias de catarata. 

Um tomógrafo também será destinado para Cuiabá, um investimento de R$ 2,1 milhões que ampliará a realização de exames essenciais para diagnóstico precoce de doenças. 

O Mato Grosso também será contemplado com o ressarcimento de sete obras concluídas no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. Os recursos serão destinados aos municípios de Aripuanã, Cuiabá, Rio Branco, Rondonópolis e Várzea Grande, referentes à regularização de Unidades Básicas de Saúde, Unidade de Pronto Atendimento e Academias da Saúde finalizadas e colocadas em funcionamento. 

SUS fortalecido em todo o país 

As entregas em Mato Grosso integram uma grande mobilização nacional de entregas do Novo PAC, que tem como objetivo ampliar e qualificar a infraestrutura do SUS em todo o país, reduzindo desigualdades regionais e fortalecendo a capacidade de atendimento da rede pública de saúde. 

Ao todo, nesta sexta-feira (12), foram liberados R$ 577,2 milhões por meio do Pix da Saúde para acelerar a expansão da infraestrutura do SUS em todo o país. Os recursos serão destinados a 393 empreendimentos por meio do Novo PAC Saúde, com foco na ampliação da capacidade de atendimento da rede pública e na redução dos vazios assistenciais, especialmente em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde. 

A iniciativa garante o repasse imediato de recursos federais para estados e municípios após a assinatura da Ordem de Serviço, o que simplifica o início das obras e agiliza a execução dos investimentos. Desse aporte, R$ 552,6 milhões serão destinados ao início de 204 obras do Novo PAC Saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros Especializados em Reabilitação (CER) e uma Oficina Ortopédica. Outros R$ 24,6 milhões serão repassados para o ressarcimento de 189 obras concluídas no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. 

O Novo PAC Saúde já destinou R$ 34,7 bilhões para obras, equipamentos e veículos em todo o país. Entre as ações previstas estão a construção de 2.605 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 336 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 100 policlínicas, além da entrega de 4.643 ambulâncias do SAMU 192 e 922 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs).

Ministério da Saúde 





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Copa: Após 0 a 0, torcida de Cabo Verde festeja em Atlanta – 15/06/2026 – Esporte


“Olé, Vozinha, olé”, canta a torcida de Cabo Verde dentro do Fan Festival de Atlanta (EUA). No fim da tarde desta segunda-feira (15), o clima de festa dos cabo-verdianos seguia em alta.

Com batuques, os “tubarões azuis” agitavam o local, festejavam o empate contra a Espanha e homenageavam o goleiro Vozinha, eleito melhor jogador da partida pelo Grupo H após segurar as investidas da seleção europeia.

O resultado teve gosto de vitória para os torcedores. Estreante em Copas do Mundo, Cabo Verde arrancou um empate sem gols diante de uma das favoritas ao título e viu seu goleiro se transformar no principal nome do jogo.

Entre os que celebravam estava Carla Monteiro, 64, que vive nos Estados Unidos há 13 anos. Ela, que deixou Cabo Verde aos 14 anos com os pais e foi para Portugal, conta que se emocionou antes mesmo da bola rolar. “Chorei quando a bandeira entrou em campo e durante o hino”, disse.

Apaixonada por futebol, Carla afirma que passou décadas acompanhando Copas do Mundo pela televisão e sonhando em ver sua seleção no torneio. “Eu sempre dizia: um dia quero ver Cabo Verde numa Copa. E Deus me deu essa alegria.”

Para ela, enfrentar a Espanha e sair com um empate já representa uma conquista. “Nós somos um país tão pequenino, mas somos tão grandes”, afirmou.

O resultado não diminuiu sua ambição para o restante da competição. Carla já faz planos para acompanhar a equipe africana na próxima partida, em Miami.

Questionada sobre os gastos da viagem, respondeu aos risos: “A gente nem vê o preço”.

As primas Fátima Ribeiro, 47, Natália Dipina, 46, e Maria Ribeiro, 49, também comemoravam o resultado.

Elas vivem em Massachusetts, estado que concentra uma das maiores comunidades cabo-verdianas nos Estados Unidos, e elogiaram Vozinha. “Fez um trabalho incrível”, disse Fátima. “É a nossa primeira Copa do Mundo, então estamos aproveitando cada momento.”

Filha de cabo-verdianos e nascida nos Estados Unidos, Natália afirmou que a partida representou uma oportunidade rara de celebrar as origens da família em um palco global. “É uma experiência única na vida estar aqui.”

A festa, segundo ela, estava apenas começando. Depois do jogo, os torcedores seguiriam para eventos e encontros organizados pela comunidade cabo-verdiana em Atlanta. “Nós gostamos de festejar, de dançar, de música”, afirmou.



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vale a pena adquirir para fomento comercial?


A controvérsia sobre a Nota Comercial: ANFAC vs. mercado financeiro

Em setembro de 2022, a ANFAC (Associação Nacional de Fomento Comercial) divulgou a Circular nº 025, na qual recomendava enfaticamente que a Nota Comercial não fosse utilizada nas operações de fomento comercial. Esta circular expressava a visão de que a Nota Comercial não constituía um direito creditório, mas sim um título privado de dívida. Portanto, não deveria ser objeto de aquisição por empresas de fomento comercial, securitizadoras e até mesmo Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

No entanto, neste artigo, ousamos discordar dessa recomendação, apresentando argumentos para sustentar nossa posição. Continue lendo para entender por quê.

Nota comercial: natureza jurídica e importância

Entenda quais são os principais argumentos de discordância na questão:

  1. A Distinção entre Nota Comercial e Commercial Paper – A primeira questão fundamental é distinguir a Nota Comercial do conceito de Commercial Paper. Embora a expressão “notas comerciais” tenha sido introduzida na legislação brasileira pela Lei nº 6.385/76 (alterada pela Lei nº 10.303/2001) como um valor mobiliário, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulou sua emissão e distribuição por meio da Instrução CVM nº 566/2015, usando a denominação “nota promissória”. O Commercial Paper pode ser emitido como uma nota promissória comum, de acordo com essa regulamentação, com um prazo de vencimento máximo de 360 dias e aquisição restrita a investidores qualificados ou profissionais. Por outro lado, a Nota Comercial foi criada pela Medida Provisória 1.040/2021, convertida na Lei nº 14.195/2021, e não é emitida como nota promissória. Ela possui um Termo de Emissão com um modelo padrão estabelecido pela ANBIMA. Portanto, a Lei nº 14.195/2021 estabeleceu um regime específico para a Nota Comercial, separando-a completamente do conceito de nota promissória comercial ou Commercial Paper. A CVM também confirmou esse entendimento no Ofício nº 6/2022/CVM/SER.
  2. A Natureza Jurídica da Nota Comercial – A Nota Comercial possui uma natureza jurídica dual, sendo simultaneamente um valor mobiliário e um título de crédito, como expresso no art. 45 da Lei nº 14.195/2021. Como valor mobiliário, representa um título privado de dívida emitido por empresas (sociedades anônimas, limitadas ou cooperativas) para financiar suas atividades. Como título de crédito, a Nota Comercial concede um direito creditório, semelhante a uma Nota Promissória, Debênture ou Cédula de Crédito Bancário (CCB). A Lei nº 14.195/2021 estabelece que a Nota Comercial é um título executivo extrajudicial, permitindo a cobrança do crédito através de execução judicial, independentemente de protesto. Portanto, a Nota Comercial é, ao mesmo tempo, um título de dívida de renda fixa e um título de crédito, conforme previsto no Código Civil brasileiro (art. 887).
  3. A Nota Comercial nas Operações de Fomento recorda-nos os princípios da legalidade e da livre iniciativa presentes na Constituição Federal de 1988. O princípio da legalidade estabelece que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, a menos que haja uma lei que o determine. Já o princípio da livre iniciativa assegura a todos o exercício de qualquer atividade econômica, exceto nos casos previstos em lei. Considerando esses princípios constitucionais, podemos argumentar que as operações de aquisição de Notas Comerciais por empresas de fomento, securitizadoras e FIDCs são legítimas, pois não há uma lei que as proíba explicitamente. Além disso, as empresas de fomento, securitizadoras e FIDCs têm a capacidade de investir em diversos ativos financeiros, incluindo títulos de dívida e valores mobiliários.

Constituição Federal e regulamentação

Portanto, a aquisição de Notas Comerciais para apoiar o financiamento das atividades de seus clientes é uma prática que pode ser justificada legalmente. Em meio à controvérsia gerada pela Circular nº 025 da ANFAC, é crucial compreender a natureza única da Nota Comercial, que combina características de um valor mobiliário e um título de crédito. Argumentamos que a recomendação da ANFAC não deve ser aceita como uma proibição definitiva da aquisição de Notas Comerciais por empresas de fomento, securitizadoras e FIDCs.

A Constituição Federal respalda a livre iniciativa, desde que não haja proibição expressa por lei. Além disso, a regulamentação atual e futura da CVM e as características legais da Nota Comercial sugerem que essa prática pode ser realizada com segurança jurídica. Portanto, a questão sobre a Nota Comercial deve ser analisada com base em argumentos jurídicos sólidos, considerando seu status legal e sua relação com as operações de fomento no mercado financeiro brasileiro.

O artigo enviado pelo autor, devidamente assinado, não reflete, necessariamente, a opinião
institucional do Portal Contábeis.





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Copa do Mundo chega ao dia problemático: Irã estreia hoje – 15/06/2026 – PVC


É improvável que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tenha passado o fim de semana cumprindo o que disse em seu primeiro encontro com imprensa na Copa: “Chill and relax”. A sugestão de relaxar e ficar tranquilo não cabe para o dia da estreia do Irã, com pressões do governo do país persa.

Os jogadores chegam ao estádio instruídos a deixar o campo em caso de desrespeito à bandeira do país ou de insultos contra o povo iraniano. Isso inclui antigas bandeiras, com o Sol e o leão, símbolos da Pérsia e adotadas por comunidades que migraram para os Estados Unidos após a revolução de 1979.

Muitos vivem em Los Angeles, na região de Westwood, onde uma comunidade iraniana tornou o local conhecico como Teerangeles, mistura do nome da capital, Teerã, com a cidade da Califórnia.

Infantino jamais admitirá que o melhor para evitar problemas seria o Irã ser eliminado o mais rapidamente possível. Acabaria com os riscos de constrangimentos que pode haver em caso de jogadores ameaçarem se retirar do jogo e da Copa.

O Irã está em seu quinto Mundial, quarto consecutivo, e, ainda que tenha sido eliminado todas as vezes na fase de grupos, teve vitórias nas campanhas recentes, contra Marrocos, em 2018, e País de Gales, em 2022.

O time tem jogadores como Taremi, vice-campeão da Champions League pela Internazionale, há um ano, e atualmente jogador do Olympiacos, da Grécia. Não é um timaço. Pode ganhar jogos e chegar aos confrontos eliminatórios.

ssa informação, combinada à chance de avançar como um dos melhores terceiros colocados e ao fato de seus rivais de chave serem Bélgica, Egito e Nova Zelândia, aumenta a chance de os iranianos permanecerem até pelo menos a segunda fase.

Multiplicaria por quatro o risco de constrangimento com a retirada de campo, porque a hipótese de alguém levar bandeiras com Sol e leão não se resume ao primeiro dia.

É a Copa do Mundo dos problemas inéditos, três países, 104 jogos e, pela primeira vez, o anfitrião em guerra com um dos participantes.

O Iraque disputou a Copa de 1986 enquanto estava em conflito com o Irã, mas os iranianos não se classificaram.

A Guerra das Malvinas terminou no segundo dia da Copa de 1982, com a rendição argentina. Quando se esboça dizer a alguém ligado à Fifa que é inédito o país anfitrião estar em guerra, a resposta é com a ideia de que a França, sede em 1938 e 1998, sempre teve alguma tropa em algum lugar do planeta.

A Guerra da Argélia começou em 1954 e terminou em 1962, noção exata do ineditismo deste caso dos Estados Unidos, mesmo que houvesse tropas americanas no Golfo Pérsico em 1994. Ainda com a lembrança de que a França foi sede às portas da Segunda Guerra Mundial. O planeta estava doente, a guerra ainda não existia.

Hoje o mundo está outra vez enfermo e a guerra está a pleno vapor. Donald Trump precisa que ela acabe o mais rapidamente possível, mas não consegue estancá-la.

Com tudo isso, é justo dizer que, não, Infantino não está relaxado e tranquilo horas antes de o Irã entrar em campo —muito menos com a perspectiva de que a equipe se classifique para a segunda fase.

Está rezando para nada acontecer fora dos planos e que o Irã não se sinta ofendido por manifestações políticas e xenofóbicas.


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Combate ao crime organizado apreendeu 82 toneladas de drogas em um mês


Em um mês de operações, o programa Brasil Contra o Crime Organizado apreendeu 82,5 toneladas de drogas, 356 armas e mais de 20 mil munições, além de prender quase 8 mil pessoas em todo o país. O programa foi lançado pelo governo federal em 12 de maio e conta com coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Foram mobilizados quase 10 mil profissionais de segurança pública em 11 operações simultâneas nas 27 unidades da Federação. O investimento foi de R$ 31,4 milhões e o impacto financeiro sobre o crime organizado foi estimado em R$ 1,6 bilhão.

As forças de segurança apreenderam R$ 523 milhões em bens, bloquearam R$ 22 milhões em ativos financeiros e aplicaram R$ 10 milhões em multas. As operações com maior prejuízo às facções foram a Renoe, a Fronteiras e a Divisas.

Nos presídios, a prioridade foi cortar a comunicação das lideranças criminosas com o mundo externo. A 11ª fase da Operação Mute apreendeu 680 celulares em 124 unidades prisionais, com quase 4 mil celas vistoriadas. Até o fim de 2026, o governo prevê uma operação nacional e duas regionais por mês no sistema penitenciário.

Na Amazônia e nas regiões de fronteira, a Força Nacional atuou em 81 frentes em 13 estados e no Distrito Federal. Foram mais de 34 mil abordagens a pessoas e 20 mil a veículos.

O programa também investiu em capacitação: 474 profissionais foram qualificados em áreas como comparação balística, papiloscopia e cadeia de custódia.

Segundo o Ministério da Justiça, os números do primeiro mês mostram atuação integrada das forças de segurança em todo o país, com retirada de drogas, armas e recursos financeiros das organizações criminosas.
 




Fonte GDF




Copa 2026: Árbitro nega ter feito gesto supremacista – 15/06/2026 – Esporte


O árbitro australiano Shaun Evans, que foi acusado de ter feito um gesto supremacista durante a apresentação da equipe do VAR na partida deste domingo (14) entre Alemanha e Curaçao, afirmou que não fez nenhum símbolo específico nem teve a intenção de comunicar alguma mensagem.

Segundo comunicado enviado pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) nesta segunda (15), o juiz que atuava como supervisor do VAR disse que o movimento foi um “tique involuntário e subconsciente” e que não percebeu que fez o gesto.

“Imagens captadas posteriormente durante a partida mostraram que repeti esse movimento várias vezes enquanto segurava uma caneta entre os dedos”, afirmou o australiano.

“A repercussão após esse incidente simplesmente não reflete quem eu sou. É claro que entendo como o gesto foi interpretado e lamento isso, porém quero ser muito claro e dizer categoricamente que não fiz conscientemente ou deliberadamente o símbolo com a mão que foi sugerido.”

O sinal de “OK” costuma ser associado a grupos de supremacistas brancos porque os dedos esticados formam um “w” e o indicador e o polegar, um “p”, o que representaria a mensagem “white power” (“poder branco”, em português).

Pesquisadores que estudam simbologias da extrema direita afirmam que o gesto vem sendo utilizado como uma mensagem codificada com o intuito de que membros de grupos racistas possam identificar uns aos outros sem necessariamente se exporem —justamente porque o símbolo pode passar por quem não reconhece o sinal como um simples “OK”, mesmo fora de contexto.

A Fifa divulgou um comunicado em que afirma que tomou conhecimento do posicionamento de Evans e que não encontrou evidências de violações de seu código disciplinar.

“Atuar na Copa do Mundo é a maior honra da minha carreira e estou ansioso para apoiar meus colegas pelo restante do torneio”, acrescentou o juiz, que estreou em Mundiais em 2022, no Qatar, e é considerado um dos árbitros mais respeitados da Austrália.



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Cacique Raoni volta a ser internado no Mato Grosso, em estado grave


O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, voltou a ser internado, na tarde deste domingo (14), no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no Mato Grosso. Raoni está na UTI e seu estado de saúde é considerado grave.

Segundo o boletim médico do hospital, ao entrar na unidade, o líder indígena tinha sinais de desidratação, sonolência acentuada, abdome distendido e ausência de diurese, quadro que ocorre quando os rins não estão filtrando o sangue.

“Os exames identificaram alterações da função renal e marcadores compatíveis com processo infeccioso grave. A principal hipótese diagnóstica é de sepse de foco pulmonar secundária a pneumonia broncoaspirativa, decorrente de quadro de vômitos incoercíveis. A tomografia de abdome evidenciou suboclusão gástrica”, diz o boletim médico.

O texto diz ainda que, segundo informações repassadas por familiares e cuidadores, o cacique estava em sua casa, na região de Peixoto de Azevedo (MT), onde recebia visitas de lideranças e pajés de seu povo, quando apresentou um episódio de vômito na manhã de sábado (13).

“No domingo (14), apresentou três novos episódios de vômito, associados à tosse persistente, dor abdominal e expectoração com pequena quantidade de sangue. O paciente ingeriu apenas o café da manhã e não se alimentou mais ao longo do dia, em razão do desconforto abdominal e da evolução do quadro clínico”, diz o hospital.

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O cacique já havia sido internado em meados de maio, após sentir fortes dores abdominais, causadas por uma hérnia diafragmática traumática crônica, resultado de um acidente sofrido há mais de 20 anos. Devido à idade, os médicos descartaram cirurgia e optaram por um tratamento conservador.

Após a última alta, os médicos recomendaram que ele continuasse o tratamento em casa onde deveria ser monitorado diariamente, com cuidadores, além de fazer fisioterapia respiratória, ter acompanhamento nutricional e manter cuidados permanentes devido à idade. Outra recomendação é a restrição de contato com pessoas com doenças infectocontagiosas e não fazer viagens longas.

Em 2022, Raoni fez uma cirurgia para colocar um marca-passo e já precisou cancelar eventos por problemas de saúde. Em 2020, ele foi hospitalizado duas vezes, uma delas após contrair covid-19.

O Cacique Raoni é um dos principais líderes indígenas mundiais, devido à sua luta contra o desmatamento da Amazônia e à denúncia dos impactos do desmatamento para os povos originários.

 



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benefício INSS depende de incapacidade


Dor abdominal intensa, diarreia crônica, fadiga extrema, perda de peso e internações frequentes fazem parte da rotina de milhares de brasileiros diagnosticados com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, enfermidades inflamatórias intestinais que podem comprometer significativamente a qualidade de vida e a capacidade para o trabalho. Diante do impacto dessas doenças, uma dúvida comum entre os pacientes é: o diagnóstico garante automaticamente o direito a benefícios do INSS?

A resposta é não. A médica Caroline Daitx, especialista em Medicina Legal e Perícia Médica, explica que a concessão de benefícios previdenciários depende da comprovação da incapacidade laboral por meio de avaliação realizada pela Perícia Médica Federal. “O diagnóstico isolado não assegura o benefício. O que a perícia avalia é o quanto a doença interfere efetivamente na capacidade de trabalho do segurado. Há pacientes que permanecem em remissão clínica por longos períodos e conseguem exercer suas atividades normalmente, enquanto outros apresentam crises frequentes e limitações severas”.

O tema ganhou destaque recentemente com a tramitação do Projeto de Lei 841/2025, de autoria da deputada Dayany Bittencourt, que propõe a criação de normas para o atendimento integral de pessoas com Doença de Crohn no Sistema Único de Saúde (SUS) e prevê medidas voltadas ao acesso a benefícios previdenciários. Entre as propostas, está a inclusão da Doença de Crohn com manifestação incapacitante no rol das enfermidades que dispensam o período de carência para concessão de benefícios por incapacidade. O texto também prevê assistência multidisciplinar, acesso a exames, medicamentos, terapias reconhecidas e serviços de telessaúde aos pacientes atendidos pelo SUS. Atualmente, a proposta segue em análise na Câmara dos Deputados.

De acordo com a perita, para que um benefício seja concedido, o segurado deve apresentar documentação médica completa. Entre os principais elementos analisados estão relatórios do gastroenterologista, histórico de internações, cirurgias, prescrições de medicamentos imunossupressores ou biológicos, além de exames como colonoscopia, enterorressonância magnética, marcadores inflamatórios e demais registros que demonstrem a atividade da doença.

A especialista ressalta que os sintomas também são determinantes para a caracterização da incapacidade. “Diarreia crônica intratável, urgência fecal incapacitante, dor abdominal intensa, fístulas ativas, desnutrição, anemia severa e fadiga persistente são alguns dos fatores considerados durante a perícia. Além disso, manifestações extraintestinais, como artrites e lesões dermatológicas associadas à doença, podem agravar o quadro funcional do paciente”, afirma.

Nos casos em que existe possibilidade de recuperação clínica, o paciente pode ter direito ao benefício por incapacidade temporária, especialmente durante surtos graves da doença, períodos pós-operatórios ou fases de adaptação a novos tratamentos. Já a aposentadoria por incapacidade permanente costuma ser reservada para situações mais complexas e irreversíveis, como Doença de Crohn fistulizante grave, síndrome do intestino curto decorrente de múltiplas cirurgias, retocolite ulcerativa refratária a todos os tratamentos disponíveis ou complicações sistêmicas severas que inviabilizem o retorno ao trabalho.

Estudos científicos apontam que aproximadamente 30% dos pacientes com doenças inflamatórias intestinais apresentam algum grau de incapacidade funcional moderada ou grave. No Brasil, milhares de trabalhadores já precisaram ser afastados de suas atividades em razão dessas enfermidades, demonstrando o impacto econômico e social da condição.

Para Daitx, o principal desafio continua sendo a correta documentação da incapacidade. “A proteção previdenciária existe para os pacientes que efetivamente perderam a capacidade laboral, mas é fundamental que essa limitação esteja adequadamente comprovada. Relatórios médicos detalhados, exames atualizados e histórico clínico consistente são essenciais para que a perícia reconheça o direito ao benefício”, conclui.

Fonte: Caroline Daitx: médica especialista em medicina legal e perícia médica





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