Anac investiga se helicóptero que colidiu fazia transporte clandestino


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que investiga se um dos helicópteros que se chocaram, neste domingo (14), estava realizando transporte aéreo clandestino. 

Em nota, a agência informou ter recebido uma denúncia em 2025. 

“Especificamente quanto à aeronave PP-MAC, em decorrência de processo de apuração, em 2025, após denúncia de transporte aéreo clandestino, além da autuação por recusa de informações à Anac e, em continuidade à apuração da denúncia, a aeronave foi incluída na lista de monitoramento da unidade de fiscalização, presencialmente”, diz. 

Em 2025 e 2026, a Anac fiscalizou 43 aeronaves e 47 tripulantes em nove aeródromos da cidade do Rio de Janeiro. Nessas fiscalizações, a aeronave prefixo PP-MAC não foi localizada.

Os dois helicópteros colidiram e caíram nos arredores da Avenida das Américas, altura do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). As seis pessoas que estavam nas aeronaves morreram. 

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 8h59.  Segundo os bombeiros, as aeronaves caíram no estacionamento de uma concessionária de carros elétricos provocando um incêndio que atingiu pelo menos 20 veículos. 

Investigação

A Polícia Civil investiga o choque das aeronaves. A perícia foi realizada e agentes aguardam o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado ao Comando da Aeronáutica.

Até o momento, foram identificados os corpos de:

  • Lucas Brito Chaves, produtor musical brasileiro;
  • Alexandre Souza, piloto brasileiro;
  • Gaspar Prim, influenciador argentino conhecido como Gaspi;
  • Lucas Vignale, argentino e diretor de videoclipes;
  • Charles Marsillac, piloto brasileiro que voava sozinho em uma das aeronaves.

Ainda falta a identificação oficial do cantor e produtor musical norte-americano, Nickel Oliver Tree, de 32 anos.  Apelidado de “Rei do Hyperpop”, Tree Nickel era cantor, compositor, rapper, produtor musical, comediante e cineasta norte-americano e cumpria agenda de compromissos no Brasil. Ele tinha milhares de seguidores nas redes sociais e autor dos sucessos Life Goes ON, em 2021, e Miss You, em 2022.

Os peritos do Instituto Médico-Legal (IML) já colheram material para identificação do cantor norte-americano.



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Shoppings devem ter sala para lactantes em 1 ano


Os shopping centers de todo o país terão o prazo de um ano para se adaptar à nova exigência definida pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF): garantir espaços adequados para que trabalhadoras lactantes possam amamentar seus filhos durante o expediente.

A decisão foi tomada por unanimidade e fixou o entendimento de que a expressão “estabelecimento”, prevista no artigo 389 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), também se aplica aos shoppings, ampliando o alcance da norma trabalhista.

O caso teve origem em uma ação do Ministério Público do Trabalho contra a administradora de um shopping no Rio Grande do Norte. A controvérsia girava em torno de quem deveria arcar com a obrigação: os lojistas ou a administração do centro comercial.

Ao analisar o tema, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) já havia decidido que a responsabilidade é da administração dos shoppings, entendimento agora consolidado pelo STF.

Relator do caso, o ministro Gilmar Mendes defendeu uma interpretação ampliada da legislação, com base na proteção constitucional à maternidade e à infância, garantindo maior efetividade aos direitos das mulheres no mercado de trabalho.

Durante o julgamento, ministros como Flávio Dino e Alexandre de Moraes reforçaram que os shoppings funcionam como unidades econômicas e, portanto, devem assumir responsabilidades compatíveis com essa estrutura.

A decisão, no entanto, não é consenso fora da Corte. Para o especialista em direito empresarial e Sócio do Vieira e Serra Advogados, Eduardo Vieira, o entendimento representa uma ruptura com precedentes do próprio STF.  

“A tese entra em rota de colisão com decisões anteriores sobre liberdade econômica, ao impor obrigações trabalhistas fora da relação direta de emprego”, afirma.

Segundo ele, a medida pode gerar insegurança jurídica. “A relação entre shopping e lojistas é de natureza civil e locatícia. Transferir esse tipo de obrigação à administradora viola princípios como a livre iniciativa e a autonomia privada”, avalia.

Já a advogada trabalhista de Bento Muniz Advocacia, Rebeca Paranaguá, interpreta a decisão como um avanço na proteção social. 

“A medida é coerente com a estrutura dos shoppings, que possuem gestão centralizada e áreas comuns, além de padronizar o cumprimento da obrigação legal”, explica.

Para ela, o impacto positivo também alcança pequenos lojistas. “Muitos não têm estrutura para cumprir essa exigência individualmente. A decisão traz segurança jurídica e viabiliza a proteção à maternidade sem ignorar a realidade do comércio”, destaca.

Com a tese fixada, o STF estabelece um novo parâmetro nacional e reacende o debate sobre os limites entre a proteção de direitos sociais e a preservação da liberdade econômica.

Fonte: IT Comunicação Integrada





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Uruguai arranca 1 a 1 com Arábia Saudita em estreia do Grupo H da Copa


O Uruguai entrou em campo como favorito contra a Arábia Saudita na estreia pelo Grupo H da Copa do Mundo, no Estádio de Miami (Estados Unidos), mas quem abriu o placar foram os Falcões Verdes (apelido da seleção saudita) aos 41 minutos, com gol de Al-Amir. Depois do intervalo, a Celeste Olímpica pressionou até arrancar o empate, com gol de Maxi Araújo, aos 34 minutos. Os uruguaios pressionaram até o último minutos em busca da virada, mas o jogo terminou mesmo empatado, muito em parte pela atuação excepcional do goleiro Al-Owais.

No primeiro tempo, a seleção uruguaia quase abre o placar aos quatro minutos. A jogada começou com Viña que avançou do lado esquerdo, ganhou da marcação e tocou com para Maxi Araújo na entrada da grande área. O camisa 20 chutou certeiro, mas o goleiro saudita atento fez ótima defesa.

O jogo seguiu cauteloso, com erros de lado a lado. Até que aos 17 minutos, a seleção saudita teve a primeira chance de chegar ao empate. O meio-campista Salem Al-Dawsari interceptou a saída errada de bola dos uruguaios, avançou e chutou forte da entrada da área, mas a bola saiu pela linha de fundo. Aos 29 minutos, a Celeste voltou a atacar com Varela, pelo lado direito. O lateral triangulou com Betancur, que mandou a bola para a grande área. No bate-rebate, a bola sobrou para Vinãs, que chutou certeiro. O goleiro Al-Owais defendeu, mas já não valia nada, porque a arbitragem anotou uma falta.

Nos 15 minutos finais foi pressão total dos Falcões Verdes e quem brilhou foi o goleiro uruguaio Muslera. Primeiro socou a bola para longe na cobrança de falta do camisa 7 Al-Juwayr. Na sequência, aos 37 minutos, novamente o centroavante saudita teve a chance de abrir o placar, após bola de escanteio na área. Al-Juwayr dominou e chutou certeiro, mas Muslera fez linda defesa. Quatro minutos depois, saiu o gol saudita, após escanteio cobrado por Al-Juwayr, na medida para Kanno cabecear com perigo. Muslera ainda foi na bola, mas deu rebote, e Al-Amir aproveitou pare empurrar o fundo da rede.

Em desvantagem, os uruguaios pressionaram nos minutos finais. Aos 44 minutos, Araújo cobrou falta dentro da área para Viñas, que cabeceou com perigo, mas o goleiro Al-Owais evitou o gol.

Após o intervalo, os sauditas se fecharam na defesa ao passo que os uruguaios partiram com tudo para o ataque em busca do empate. A Celeste comandada pelo técnico argentino Bielsa enfileirou chances. A primeira delas aos quatro minutos: : Araújo cobrou escanteio direto para Viñas cabecear para o gol, mas a bola acabou saindo. Dez minutos depois, Ugarte desferiu um chute rasteiro, da entrada da área, e acertou a trave direita do goleiro Al-Owais, o grande destaque saudita na etapa final.

Aos 21 minutos, o arqueiro saudita voltou a brilhar, ao evitar o gol em cobrança de falta de Valverde. Os Falcões Verdes se defenderam a maior parte do segundo tempo. Mas não teve jeito e a pressão da Celeste se materializou no gol de empate ao 34 minutos. A jogada começou após cruzamento dentro da área para Viñas, que cabeceou com efeito para o chão. O goleiro Al-Owais chegou a ir na bola, mas deu rebote e Maxi Aráujo aproveitou para empurrar para o fundo da rede. Tudo igual no Estádio de Miami.

O jogo seguiu eletrizante até o final. Os uruguaios queriam virar o placar e por pouco não conseguem. Aos 38 minutos, o atacante Bryan Rodríguez avança pela esquerda, ajeita e solta uma bomba. A bola passa muito perto do gol. Aos 41 minutos, foi a vez dos sauditas quase desempatarem. Abdulhamid disparou com a bola do meio campo até chutar com perigo da entrada da área. Foi por pouco: a bola foi para fora, mas passou rente ao travessão. O ímpeto saudita parou por aí: nos minutos finais, com sete de acréscimo, o Uruguai foi incansável em busca da vitória. Aos 47 minutos, Valverde mandou uma bomba de fora da área, e o goleiro AlOwais defendeu com categoria. Dois minutos depois, após escanteio, Cáceres chutou forte, mas a bola foi para fora. E o jogo terminou mesmo em 1 a 1.





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Rede nacional passa a articular políticas públicas para pessoas idosas


O Brasil passa a contar oficialmente com a Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa, formalizada, nesta segunda-feira (15), por uma portaria publicada no Diário Oficial da União.

O objetivo da rede é fortalecer a articulação entre diferentes níveis de governo e entidades para a promoção de políticas públicas voltadas para pessoas idosas, como explica o secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva.

“É uma rede que vai se propor a construir aquilo que é necessário para cada município, para cada estado, para o Distrito Federal, como esses atores e atrizes sociais – profissionais da gestão, conselheiros, conselheiras, acadêmicos, ativistas, militantes, parlamentares, profissionais do sistema de justiça, dentre tantos outros – podem atuar coletivamente, garantindo que as pessoas tenham os seus direitos garantidos para envelhecer.”

Caberá à rede, entre outros, propor estratégias para acompanhar o acesso das pessoas idosas às políticas setoriais e a oferta de serviços a elas destinados; recomendar a realização de diagnósticos sobre o envelhecimento populacional e fortalecer os fóruns, movimentos e entidades com atuação na defesa dos direitos das pessoas idosas e na participação social.

Representante da sociedade civil, o vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Epitácio Luiz Epaminondas, o Luizão, ressalta que a criação da rede foi debatida ao longo dos últimos 26 anos, e defende que o país precisa de políticas públicas sérias para as demandas da população idosa em crescimento.

“A gente já teve tempo suficiente para entender que ou a gente forma a pessoa idosa ou a gente continua amassando barro, continua pisando no mesmo lugar. O país envelhece e envelhece muito rapidamente. Nos próximos 10 anos,  a gente vai ter mais pessoa idosa do que pessoas jovens e a gente tem que ter políticas públicas sérias e célebres no sentido de dar respaldo a tudo isso”.

Para a Luizão, esse trabalho precisa ser realizado com a escuta e o protagonismo da pessoa idosa, observando que o envelhecimento se dá de maneira desigual.  

“As pessoas não envelhecem iguais. É preciso que a gente pense como envelhecer é interessante e como a gente não esquecer que quem ajudou a construir tudo que tem hoje foram os mais velhos. E tem que respeitar isso. É muito importante que os jovens vejam isso, mas é interessante que a gente não esqueça de dar voz e dar espaço para as pessoas idosas.

A adesão à Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa será voluntária e cada instituição ficará responsável pelos custos decorrentes de sua participação.

A coordenação da rede ficará a cargo da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.




Fonte GDF




mais de 81 milhões de brasileiros inadimplentes em 2026


O Brasil começou 20262024 com mais de 81 milhões de pessoas inadimplentes, segundo dados da Serasa Experian. A maior concentração está entre brasileiros de 41 a 60 anos, faixa que representa 35,6% da população com nome restrito. Em seguida aparecem pessoas entre 26 e 40 anos (33,4%), acima de 60 anos (19,9%) e jovens de 18 a 25 anos (11,1%). Esse cenário ajuda a explicar o aumento da procura por modalidades de crédito com juros mais baixos, como o crédito consignado e a antecipação do saque-aniversário do FGTS.

Em momentos de orçamento apertado, é natural que o crédito apareça como uma alternativa para reorganizar as finanças, quitar dívidas mais caras ou lidar com despesas urgentes. O problema é que muitas pessoas ainda contratam empréstimos olhando apenas para o valor liberado ou para o tamanho da parcela, sem analisar se aquela operação realmente faz sentido para a própria realidade financeira.

O crédito não deve ser tratado como uma solução automática para qualquer dificuldade financeira. Quando utilizado com planejamento, ele pode ajudar o consumidor a recuperar o equilíbrio do orçamento. Mas, quando contratado sem atenção às condições envolvidas, pode ampliar o endividamento e transformar uma dificuldade momentânea em um problema de longo prazo.

Por isso, antes de assinar qualquer contrato, existem algumas reflexões que precisam fazer parte da decisão. A primeira delas é entender se aquele empréstimo é realmente necessário naquele momento. Em muitos casos, reorganizar despesas, contas ou adiar compras não essenciais pode ser uma alternativa mais saudável do que assumir uma nova dívida.

Outro ponto fundamental é analisar o custo total da operação. Ainda existe um foco muito grande apenas no valor da parcela, o que pode gerar uma falsa sensação de economia. O indicador mais importante para comparar propostas é o CET (Custo Efetivo Total), que reúne juros, tarifas, impostos e todos os encargos do contrato. É ele que mostra quanto o consumidor realmente pagará ao final da operação.

Também é essencial avaliar se a parcela cabe no orçamento sem comprometer despesas básicas, como alimentação, moradia, saúde e transporte. Mesmo em modalidades com desconto automático em folha ou benefício, como acontece no consignado, o impacto das parcelas precisa ser analisado com cuidado. O fato de o crédito ser aprovado não significa, necessariamente, que ele será sustentável ao longo do tempo.

Outro erro comum é contratar a primeira oferta disponível sem comparar condições entre instituições financeiras. Hoje, bancos e fintechs oferecem condições bastante diferentes de prazo, juros e tarifas. Pesquisar antes de contratar pode gerar uma economia significativa e evitar decisões tomadas no impulso.

Além disso, o consumidor precisa entender exatamente o que está assinando. Taxa de juros, prazo, valor total da dívida, possibilidade de quitação antecipada e cobranças adicionais devem estar claros antes da contratação. Em caso de dúvida, o ideal é buscar esclarecimentos antes de concluir a operação.

Independentemente da modalidade, seja crédito consignado, antecipação do FGTS, empréstimo pessoal, refinanciamento de veículos ou crédito rotativo, a decisão deve partir de uma análise consciente da capacidade de pagamento e das reais necessidades financeiras. O crédito pode ser uma ferramenta importante de reorganização financeira, mas isso só acontece quando existe planejamento. Sem esse cuidado, a dívida deixa de ser uma solução e passa a se tornar mais um fator de descontrole no orçamento.

Por Túlio Matos, CEO da iCred.





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Copa: Favorita, França estreia contra Senegal, algoz de 02 – 15/06/2026 – Esporte


Uma das favoritas na Copa do Mundo 2026, a França estreia no Mundial nesta terça-feira (16) às 16h Brasília contra o Senegal, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

A equipe liderada pelo técnico Didier Deschamps e bicampeã mundial (1998, 2018) chega à Copa com o objetivo de borrar ou ao menos atenuar na memória a derrota para a Argentina na final da Copa do Qatar (2022), quando perdeu para o time de Lionel Messi nos pênaltis.

Para começar bem a caminhada, terá de superar, além da forte seleção africana, um fantasma do passado.

Na Copa de 2002, a França também era uma das favoritas. Vinha, afinal de um ciclo vitorioso que incluia a Copa de 1998 e a Euro de 2000. A estreia, em Seul, na Coreia do Sul, foi exatamente contra Senegal, que, numa das maiores zebras da história dos Mundiais, venceu por 1 a 0.

Os africanos avançariam até as quartas de final daquele Mundial, quando foram eliminados pela Turquia. A França parou na primeira fase.

Desta vez, ainda que “com ambições válidas para levar o troféu”, porém, o treinador afirmou que ainda não considera o seu time o favorito. “Temos muito potencial, mas não vou dizer que a França é melhor do que as outras equipes. O grande favorito é a Espanha, não tenho dúvidas sobre isso”, disse Deschamps nesta segunda (15). A Espanha empatou por 0 a 0 com Cabo Verde na tarde desta segunda, depois da entrevista do francês.

Do outro lado, também há um sabor amargo: um dos melhores times da África, o Senegal busca um resultado que diminua a frustração de ter conquistado a última Copa Africana de Nações contra Marrocos em campo e depois ter tido a vitória anulada pela confederação local devido ao comportamento do time, que deixou o campo temporariamente durante a final, em protesto contra a marcação de um pênalti nos acréscimos. O pênalti foi perdido, a partida continuou e Senegal venceu na prorrogação, por 1 a 0.

A equipe da Costa Oeste africana sonha reeditar a boa campanha de 2002. Uma vitória sobre a França, que tem o atacante Kylian Mbappé como estrela, parece difícil, mas também parecia na época.

A estrela da seleção senegalesa, Sadio Mané, hoje no Al-Nassr, da Arábia Saudita, participa de sua segunda Copa do Mundo. O maior artilheiro da história de seu país, ele participou do torneio de 2018, na Rússia, e em 2022 ficou de fora devido a uma lesão. A equipe espera ao menos avançar ao mata-mata, com o sonho de superar a campanha histórica de 2002, quando chegou às quartas de final.

Na equipe francesa, Mbappé, recordista histórico de gols em finais da Copa (1 contra a Croácia em 2018 e 3 contra a Argentina na decisão de 2022), segue se consagrando entre os melhores do mundo. Se marcar cinco gols nesta Copa, o francês, com 12 gols até agora, superará Miroslav Klose (16) e se tornará, aos 27 anos, o maior artilheiro da história do torneio.

França e Senegal, que estão no Grupo I, não são rivais tradicionais do esporte. Simbolizam, no imaginário do torcedor senegalês e de outros países africanos, a disputa entre a antiga metrópole e suas antigas colônias que ainda estão tentando encontrar sua identidade. Senegal conquistou sua independência da França somente em 1960.

Após romper o laço colonial em 1960, França e Senegal mantiveram boas relações, mas a tensão sempre esteve presente, como em todo o Sahel africano.

Há pouco mais de um ano, o Senegal pediu à França que removesse seus militares de solo senegalês, encerrando um pacto de defesa e enviando uma sinalização importante, em conjunto com outras ex-colônias, sobre a perda do capital político e social francês na região.

Mas talvez o maior demonstrativo do legado colonial esteja na nacionalidade dos jogadores e campo. Pelo menos 18 dos 26 jogadores da seleção francesa, incluindo o próprio Mbappé e outras estrelas como Ousmane Dembelé, representam a segunda geração, ou seja, são filhos de imigrantes que se naturalizaram franceses, a maioria do Norte africano ou da África Ocidental.

Do lado senegalês, há um movimento semelhante. O zagueiro e capitão Kalidou Koulibaly nasceu em território francês filho de pais imigrantes senegaleses. Em uma Copa na qual o tema migratório é tão sensível, França e Senegal adicionam mais uma camada para prestar atenção.



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Este é o número de flexões que você deve ser capaz de fazer, dependendo da sua idade


As flexões são usadas como referência simples de força porque trabalham peito, braços, ombros e abdômen ao mesmo tempo. O número ideal muda com idade, rotina de treino, peso corporal, técnica e histórico de lesões. Por isso, as faixas servem como orientação geral, não como cobrança rígida para todas as pessoas.

A flexão é prática porque não exige aparelho e mostra como o corpo controla o próprio peso.
A flexão é prática porque não exige aparelho e mostra como o corpo controla o próprio peso. – Imagem gerada por IA

Por que as flexões são usadas como teste de condicionamento?

A flexão é prática porque não exige aparelho e mostra como o corpo controla o próprio peso. Quando feita corretamente, ela avalia força de membros superiores, estabilidade do tronco e resistência muscular.

O problema é que muita gente conta repetições sem observar a execução. Uma flexão curta, com quadril caindo ou ombros sobrecarregados, não oferece a mesma referência de uma repetição completa e controlada.

Quantas flexões são esperadas em cada idade?

As faixas abaixo funcionam como uma média aproximada para adultos saudáveis que já conseguem fazer o movimento no chão. Quem está começando pode usar versões inclinadas ou com joelhos apoiados antes de buscar esses números.

  • 20 a 29 anos: cerca de 20 a 30 flexões bem feitas indicam boa resistência.
  • 30 a 39 anos: entre 15 e 25 repetições costuma ser uma boa meta.
  • 40 a 49 anos: de 10 a 20 flexões já mostram bom controle corporal.
  • 50 a 59 anos: entre 8 e 15 repetições pode ser uma referência realista.
  • 60 a 70 anos: de 5 a 10 flexões, adaptadas se necessário, já representam um bom ponto de partida.

Como fazer a flexão sem sobrecarregar ombros e punhos?

A qualidade do movimento vale mais do que a quantidade. Antes de tentar aumentar repetições, é importante manter o corpo alinhado, descer com controle e empurrar o chão sem travar os ombros.

Quando adaptar o exercício é melhor do que insistir?

Adaptar não é sinal de fraqueza. Flexões na parede, em uma bancada firme ou com joelhos apoiados ajudam a construir força com menos carga sobre articulações. Isso é útil para iniciantes, pessoas acima dos 50 anos ou quem voltou a treinar depois de muito tempo parado.

A adaptação também é indicada para quem tem dor nos ombros, punhos sensíveis ou dificuldade para manter o corpo alinhado. O objetivo deve ser progredir com segurança, não cumprir um número a qualquer custo.

Como evoluir com segurança ao longo das semanas?

Uma boa estratégia é treinar duas ou três vezes por semana, deixando ao menos um dia de descanso entre sessões. Comece com poucas repetições bem feitas, aumente aos poucos e registre a evolução sem comparar seu desempenho com o de outras pessoas.

Se houver dor persistente, falta de ar fora do normal, tontura ou histórico de problema cardíaco, a prática deve ser orientada por um profissional. As flexões podem ser um ótimo indicador de força, mas o melhor número é aquele que respeita sua idade, sua técnica e sua condição física atual.





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Abertura de Empresas em SP: burocracia digital é critica


Nos últimos anos, a Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP) tem divulgado avanços tecnológicos, integração de sistemas e iniciativas voltadas à desburocratização do ambiente empresarial. No papel, o processo de abertura, alteração e regularização de empresas tornou-se digital. Na prática, porém, a realidade enfrentada diariamente por empresários e profissionais da contabilidade está longe da eficiência prometida.

A abertura de empresas no Estado de São Paulo, especialmente nos municípios integrados à REDESIM, tornou-se um processo cada vez mais dependente da análise de viabilidades e da comunicação entre diversos órgãos públicos. O problema é que essa integração, frequentemente apresentada como solução, tem se transformado em um dos maiores gargalos do sistema.

Atualmente, não são raros os casos de protocolos de viabilidade que permanecem sem qualquer atualização por dias ou semanas. O usuário não recebe informações claras sobre pendências, não encontra prazo de conclusão e tampouco dispõe de canais eficientes para solução do problema.

O resultado é simples: o processo não avança.

Enquanto isso, o empresário aguarda.

O contador é cobrado.

E a economia deixa de girar.

A falsa sensação de modernização

Vivemos uma era em que bancos digitais abrem contas em minutos, certificados digitais são emitidos remotamente, contratos são assinados eletronicamente e processos judiciais tramitam integralmente pela internet.

Ainda assim, um procedimento básico para constituiçãoconstituição empresarial pode permanecer paralisado sem qualquer explicação plausível.

É difícil compreender como, em um dos estados mais ricos e desenvolvidos do país, a abertura de uma empresa possa enfrentar obstáculos semelhantes aos observados há duas décadas.

Na prática, muitos profissionais relatam que determinados processos apresentam níveis de morosidade incompatíveis com a tecnologia atualmente disponível.

A sensação é de que houve digitalização da burocracia, mas não necessariamente modernização da gestão.

Canais de atendimento que não atendem

Outro ponto frequentemente criticado pelos usuários refere-se aos canais de atendimento.

Telefone.

Fale Conosco.

Chamados eletrônicos.

Na teoria, mecanismos destinados a auxiliar o cidadão.

Na prática, muitas vezes funcionam apenas como registradores de reclamações, sem capacidade efetiva de resolução.

O usuário busca respostas.

Recebe protocolos.

Busca prazos.

Recebe mensagens padronizadas.

Busca solução.

Recebe silêncio.

A consequência é um ciclo de desgaste permanente entre empresários, contadores e órgãos públicos.

O impacto econômico da ineficiência

Cada processo parado representa muito mais do que um protocolo pendente.

Representa uma empresa que não consegue iniciar suas atividades.

Representa empregos que deixam de ser gerados.

Representa contratos que deixam de ser firmados.

Representa tributos que deixam de ser arrecadados.

Quando um empreendedor decide investir, ele espera encontrar um ambiente minimamente favorável para formalizar sua atividade.

O que não se espera é que o próprio Estado se torne um obstáculo ao desenvolvimento econômico.

A burocracia excessiva já é um desafio histórico do Brasil.

A burocracia digitalizada, porém ineficiente, consegue ser ainda mais frustrante.

A ausência de transparência

A principal crítica dos profissionais da área contábil não se resume à demora.

Demoras podem ocorrer.

Sistemas podem apresentar instabilidades.

Demandas podem aumentar.

O problema surge quando não existe transparência.

Quando não há informação.

Quando não há previsão.

Quando não há comunicação.

A falta de respostas gera insegurança jurídica e operacional, comprometendo a credibilidade dos próprios órgãos responsáveis pela gestão empresarial.

O que precisa mudar

A discussão não deve ser sobre culpar servidores, analistas ou profissionais que atuam na linha de frente.

O debate deve ser sobre gestão pública.

Governança.

Eficiência.

Prestação de contas.

Empresários e contadores não pedem privilégios.

Pedem previsibilidade.

Pedem respeito.

Pedem eficiência.

Conclusão

São Paulo concentra uma das maiores economias da América Latina. Não é razoável que empreendedores enfrentem obstáculos incompatíveis com a realidade tecnológica do século XXI para realizar procedimentos básicos de registro empresarial.

A digitalização só faz sentido quando entrega resultados.

Sem eficiência, transparência e capacidade de resposta, a tecnologia deixa de ser solução e passa a ser apenas uma nova forma de burocracia.

O empreendedor paulista merece mais.

E a contabilidade, que diariamente sustenta o funcionamento desse sistema, também.





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Copa: Valverde lamenta empate em Uruguai x Arábia Saudita – 15/06/2026 – Esporte


O Uruguai saiu “frustrado” nesta segunda-feira (15) após conseguir apenas um empate de 1 a 1 contra a Arábia Saudita na estreia de ambos na Copa do Mundo de 2026, pelo Grupo H, apesar de jogar um segundo tempo digno de vitória, disse o capitão uruguaio e jogador do Real Madrid, Federico Valverde.

Estou saindo “frustrado, com raiva”, resumiu o meio-campista, uma sensação compartilhada pelos demais jogadores da seleção sul-americana, que foi surpreendida aos 41 minutos com o gol de Abdulelah Al Amri.

O segundo tempo foi “muito melhor, melhoramos a mentalidade, a intensidade; a estreia jogou um pouco contra a gente, o nervosismo, a ansiedade”, disse Valverde, e acrescentou que no final a equipe mostrou “o que o treinador pedia”.

Maximiliano Araújo empatou para os comandados de Marcelo Bielsa aos 35min do segundo tempo, quando todo o Uruguai pressionava no ataque para vencer uma defesa saudita que teve em seu goleiro, Mohamed Al Owaiss, sua grande figura.

“Todas as estreias são um pouco difíceis, pessoalmente foi bastante difícil o primeiro tempo (…) merecíamos um pouco mais, mas é assim”, resumiu Araújo.

O ponto do Sporting também destacou que a melhora na segunda etapa “tem que servir para o próximo jogo” contra Cabo Verde no dia 21 de junho.

O Uruguai encerrará sua campanha no Grupo H no dia 26 de junho em Guadalajara contra a Espanha, que estreou com empate sem gols diante de Cabo Verde.



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Em dia agitado, Copa do Mundo tem primeira zebra e algumas surpresas


O primeiro 0 a 0 da Copa do Mundo de 2026 também virou a primeira grande zebra da competição. Na tarde desta segunda-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos, pelo grupo H, a equipe de Cabo Verde, estreante em mundiais, segurou o empate sem gols diante da Espanha, atual campeã da Eurocopa.

O sistema defensivo da seleção caboverdiana funcionou bem, mas o destaque do time foi o goleiro Josimar Dias, mais conhecido como Vozinha, de 40 anos, que teve grande atuação e bloqueou todas as tentativas do ataque espanhol.

As surpresas, no entanto, não pararam por aí. Com um gol em cada tempo, a Bélgica, que era favorita, empatou com o Egito pelo placar de 1 a 1, no duelo que abriu o grupo G da Copa do Mundo, em Seattle. Mais tarde, pelo grupo H, em Miami, a Arábia Saudita segurou o ímpeto da seleção uruguaia e conseguiu um ótimo empate em 1 a 1.

Neymar

Falando de Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que o atacante Neymar foi submetido, nesta segunda-feira, a outro exame de controle. O procedimento faz parte do processo de recuperação do camisa 10, que trata uma lesão grau dois na panturrilha direita.

O atleta, de 34 anos, ficou novamente fora dos trabalhos de campo da Seleção Brasileira. A presença do atacante no jogo de sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia, pela segunda rodada do grupo C, é incerta e cada vez mais improvável, apesar da expectativa do técnico Carlo Ancelotti de poder contar com o jogador.

*Com informações da Agência Brasil




Fonte GDF