Comissão aprova projeto que obriga órgãos públicos a divulgar canais de denúncia e proteção às mulheres – Notícias


15/06/2026 – 19:26  

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Delegada Ione: medida de baixo custo

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6138/25, que obriga órgãos públicos a divulgar, de maneira permanente e em local visível, os canais oficiais para denúncia de casos de violência contra a mulher.

O projeto, de autoria da deputada Denise Pessôa (PT-RS), exige que as divulgações informem, no mínimo, o Disque 180 – exclusivo para denúncias de agressões contra mulheres – e o Disque 100 – para denúncias de violações contra grupos vulneráveis (crianças, idosos e minorias).

As informações deverão estar disponíveis em todos os órgãos públicos da União, dos estados e dos municípios, abrangendo a administração indireta, como agências e autarquias.

O texto também prevê a divulgação de mecanismos de proteção às vítimas, como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que registra casos de violência e outros agravos à saúde.

A relatora, deputada Delegada Ione (PL-MG), afirmou que a medida ajuda as vítimas a encontrar rapidamente informações sobre acolhimento e medidas de proteção. Segundo a deputada, a iniciativa ajuda a combater a violência contra a mulher e pode ser implantada com baixo custo.

“Muitas vítimas só conseguem romper o ciclo de violência quando têm acesso claro e imediato aos canais de denúncia e às informações sobre seus direitos”, disse a relatora.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub



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Djalminha fala sobre amizade com técnico Lionel Scaloni – 16/06/2026 – Esporte


O ex-meia brasileiro Djalminha fez parte de uma das gerações mais vitoriosas do time espanhol Deportivo La Coruña, entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, com as conquistas do Campeonato Espanhol, da Copa do Rei e da Supercopa da Espanha.

Entre os companheiros de equipe no período, estavam os também brasileiros Mauro Silva e Flávio Conceição, e o argentino Lionel Scaloni, atual técnico da Argentina.

Atualmente comentarista da CazéTV, Djalminha teve um reencontro com Scaloni que viralizou nos últimos dias nas redes sociais, durante uma sessão de treinamentos da equipe alviceleste em Kansas City, onde os atuais campeões estreiam nesta terça-feira (16) contra a Argélia.

Na segunda-feira (15), durante entrevista coletiva de Scaloni, Djalminha desejou sorte ao ex-companheiro de La Coruña, ao que o argentino respondeu sem esconder a admiração: “esse era bom”.

Em conversa com a Folha, o ex-jogador elogiou o trabalho desenvolvido por Scaloni à frente da seleção argentina e também fez uma avaliação do desempenho da seleção brasileira na estreia contra o Marrocos.

Para Djalminha, a primeira partida do Brasil no Mundial foi “decepcionante”. Ele avalia que a seleção de Carlo Ancelotti precisa encontrar uma maneira de jogar para fazer frente aos rivais nas próximas fases do torneio da Fifa.

Como foi a experiência de ter jogado com Scaloni? O que que você consegue perceber de quando vocês jogavam no mesmo time na seleção da Argentina de hoje?

Ele sempre foi um jogador muito agregador, de estar sempre junto com o grupo. Acho que isso é um fator principal que ele conseguiu nessa seleção da Argentina. Quando ele assumiu [em agosto de 2018, após a eliminação para a França nas oitavas de final da Copa na Rússia], a seleção estava num momento muito conturbado, e o Scaloni conseguiu unir esse grupo, botar esses jogadores para jogar em prol do principal jogador, que é o Messi. Acho que é o principal mérito dele.

Vocês mantêm uma amizade até hoje, desde a época em que jogaram juntos? A gente era muito junto, convivia muito, e foram sete anos. Costumo brincar que vivi mais com ele que com muitos parentes meus. É uma amizade grande com ele e com outros com quem formamos um grupo muito forte, o Emerson que também é brasileiro, o Turu Flores.

O Messi já está com 38 anos, voltando de lesão, com um time que também não conta mais com o Di María. Você acha que a Argentina ainda assim precisa estar no grupo das favoritas?

Claro, até porque a Argentina não tem só Messi. O Messi é um “plus” que a Argentina tem, mas eles têm um meio de campo e um ataque excelente, jogadores como o Lautaro Martínez, o Julián Alvarez, se for enumerar os jogadores que a Argentina tem… E o mais importante, eles têm uma equipe, um conjunto que já vem junto há um tempo, então eu considero a Argentina como uma das favoritas.

O Scaloni já está nesse segundo ciclo com a seleção argentina. Qual é a importância de ter esse ciclo longo para poder implementar o método de trabalho?

No futebol, o entrosamento conta muito, e ainda mais na seleção, que você já não tem muito tempo para trabalhar. Se não tiver esse conjunto, com jogadores acostumados a jogar em um sistema tático definido, acho que fica mais difícil, que é o que está acontecendo com o Brasil. E eles já estão nessa vantagem já há 4 anos.

O que você achou desse primeiro jogo da seleção brasileira contra o Marrocos? Foi dentro do que você já estava esperando do time?

Dentro da minha expectativa como torcedor, não. Mas dentro da realidade do nosso futebol hoje, dentro do que a gente viu no jogo, o resultado foi normal e justo. Mas a gente espera muito mais da seleção. Eu fiquei decepcionado porque esperava muito mais.

O que acha que precisa mudar para o duelo contra o Haiti?

Eu não estou nem pensando no duelo contra o Haiti, mas sim no fato de que a seleção brasileira precisa encontrar uma maneira de jogar, porque vamos enfrentar seleções melhores que a do Marrocos lá na frente, e marcando com essa marcação que nós tivemos, com esse meio campo muito despovoado, com muito espaço, fica difícil. Então acho que tem que resolver esse problema. Aí não é uma questão de jogador fulano, beltrano entrar na equipe, e sim de acertar o esquema.



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A psicose por cannabis é mais arriscada do que a psicose induzida por drogas?



Se você carrega uma vulnerabilidade genética ou neurobiológica a psicoseo uso de cannabis pode aumentar a probabilidade de surgimento de psicose, especialmente durante adolescência e idade adulta jovem. A psicose induzida pela cannabis nem sempre é temporária. Numerosos estudos demonstraram que muitos indivíduos afetados desenvolvem distúrbios do espectro da esquizofrenia.

Poucos investigadores fizeram mais para moldar o pensamento contemporâneo sobre a cannabis e a psicose do que Deepak D’Souza, MD, professor de psiquiatria Vikram Sodhi ’92 na Escola de Medicina da Universidade de Yale. O seu trabalho demonstrou que o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), o principal componente psicoativo da cannabis, pode induzir sintomas psicóticos transitórios em voluntários saudáveis ​​e piorar os sintomas existentes em pacientes com esquizofrenia. Por mais de duas décadas, a pesquisa, as publicações científicas e as declarações públicas de D’Souza desafiaram suposições sobre o psiquiátrico segurança da cannabis.

A pesquisa pioneira de D’Souza ajudou a levar o campo além da simples observação de que o uso de cannabis e a psicose estão associados. A questão mais importante passou a ser se a cannabis poderia causar transtornos psicóticos. Seus estudos também descobriram que a abstinência reduz recaída risco, enquanto o uso continuado de cannabis está associado a resultados clínicos mais desfavoráveis ​​e a uma resposta diminuída ao tratamento.

Hoje, D’Souza faz uma pergunta diferente. Em meio a preocupações com a cannabis comercial cada vez mais potente e com níveis sem precedentes de exposição ao THC, ele levantou a possibilidade de que a cannabis possa desencadear uma psicose vitalícia em alguns indivíduos. Recentemente, D’Souza e colegas publicaram um estudo comparando pacientes hospitalizados com primeiro episódio de psicose que documentaram exposição à cannabis com pacientes semelhantes que não tinham evidência de exposição à cannabis.

O estudo examinou 119 homens hospitalizados com primeiro episódio de psicose, incluindo 66 com exposição à cannabis confirmada pela toxicologia e 53 sem exposição à cannabis. Os pacientes do grupo associado à cannabis exibiram menos sintomas negativos, como achatamento afetivo e perda de motivaçãoao mesmo tempo que mostram níveis comparáveis ​​de alucinações e delírios. Eles também se mostraram mais depressivos e maníaco características, denotando uma apresentação clínica diferente da esquizofrenia clássica da forma deficitária.

Embora ambos os grupos tenham entrado no hospital com níveis semelhantes de comprometimento cognitivo, apenas o grupo associado à cannabis demonstrou melhora cognitiva significativa após quatro semanas de tratamento e abstinência de cannabis. Os investigadores também detectaram padrões distintos de EEG que podem refletir diferenças na excitação e inibição cortical. Em conjunto, estas descobertas sugerem que a psicose associada à cannabis pode diferir da psicose não associada à cannabis de uma forma que vai além dos sintomas clínicos por si só.

D’Souza resumiu a evolução de seu pensamento em uma conversa recente comigo:

“A esquizofrenia (SCZ) ou, como Bleuler apropriadamente cunhou em 1911, o ‘grupo de esquizofrenias’, é heterogênea em vários níveis, incluindo sua fenomenologia e manifestação clínica, fatores de risco ambientais, moleculares em microescala genética, transcriptômicaproteômica e alterações em macroescala na estrutura, função e conectividade do cérebro. Várias tentativas foram feitas para identificar e separar os subtipos de SCZ com base em manifestações clínicas, genética e biomarcadores. É um pouco cedo para tirar conclusões definitivas, mas as nossas descobertas levantam a possibilidade fascinante de que pode haver um subtipo de transtornos psicóticos de cannabis”.

O estudo de D’Souza, no entanto, incluiu apenas homens e acompanhou os pacientes durante apenas quatro semanas. A trajetória a longo prazo da psicose associada à cannabis permanece obscura. Alguns casos podem evoluir para transtornos do espectro da esquizofrenia ou transtornos do humor, enquanto outros não. Se a psicose associada à cannabis representa um subtipo distinto de doença psicótica permanece uma questão em aberto.

Nenhuma descoberta de pesquisa provou ainda que a psicose associada à cannabis seja biologicamente distinta. No entanto, investigadores estelares do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College London, incluindo Marta Di Forti e Robin Murray, forneceram evidências claras que ligam a exposição à cannabis a perturbações psicóticas. Os seus estudos demonstraram que o uso diário de cannabis de alta potência está associado a um aumento acentuado das probabilidades de desenvolver psicose e mostraram que uma proporção substancial de casos de primeiro episódio de psicose é atribuível à exposição a produtos potentes de cannabis.

Leituras essenciais sobre psicose

O que se torna cada vez mais difícil de descartar é a possibilidade de a psicose associada à cannabis representar mais do que uma síndrome temporária induzida pela droga. Pode, em alguns indivíduos, constituir uma doença psicótica persistente desencadeada pela exposição à cannabis. Como D’Souza me disse:

“Nossas descobertas precisam ser replicadas. Além disso, é importante coletar dados de acompanhamento de longo prazo para entender se o curso e o prognóstico a longo prazo deste subtipo proposto são distintos.”

Os debates anteriores sobre a cannabis e a psicose giravam regularmente em torno de posições polarizadas. Um grupo argumentou que a cannabis meramente desmascarava a esquizofrenia em indivíduos geneticamente vulneráveis. Outro considerou a psicose induzida pela cannabis como um fenómeno transitório relacionado com a intoxicação, fundamentalmente distinto da esquizofrenia. Cada vez mais, as evidências sugerem que nenhuma das formulações é inteiramente adequada. No entanto, a convergência de diferenças clínicas, cognitivas e somáticas levanta a possibilidade de que a exposição à cannabis possa estar associada a uma psicose reconhecível. subtipo em vez de simplesmente servir como gatilho para a esquizofrenia convencional.

Vários estudos epidemiológicos de alta qualidade apoiam as preocupações de D’Souza e desafiam a crença de longa data de que a psicose canábica é geralmente benigna e autolimitada. Um estudo de registo dinamarquês descobriu que a psicose induzida pela cannabis tinha uma das taxas de conversão mais elevadas para perturbações do espectro da esquizofrenia entre as psicoses induzidas por substâncias, com aproximadamente 41 por cento dos indivíduos afectados a receberem posteriormente um diagnóstico de esquizofrenia. As meta-análises demonstraram igualmente taxas de progressão substanciais da psicose induzida pela cannabis para a doença psicótica crónica.

Indivíduos com exposição substancial à cannabis desenvolvem regularmente psicose em idades mais jovens do que os não consumidores. Alguns estudos encontraram menos sintomas negativos e melhor funcionamento cognitivo do que em pacientes com esquizofrenia não associada à cannabis. Avaliações de Yücel e colegas e de Løberg e Hugdahl sugerem que o caminho para a psicose em pacientes expostos à cannabis pode envolver comprometimento do desenvolvimento neurológico menos grave do que o normalmente observado na esquizofrenia primária. A psicose associada à cannabis pode não ser uma esquizofrenia comum.

O apoio epidemiológico mais forte para uma nova via de psicose relacionada com a cannabis provém do facto de que a cannabis de alta potência está associada a probabilidades acentuadamente aumentadas de perturbação psicótica, de meta-análises que documentam uma relação dose-resposta entre a exposição à cannabis e o risco de psicose, da evidência de que a abstinência reduz o risco de recaída e de que o uso continuado de cannabis está associado a resultados clínicos mais desfavoráveis ​​e a uma menor resposta ao tratamento.

O que a psiquiatria atualmente rotula de “esquizofrenia” pode representar um caminho clínico final comum alcançado através de múltiplas rotas genéticas e ambientais. A cannabis poderia ser plausivelmente uma dessas rotas. Se assim for, a questão chave passa a ser se a psicose associada à cannabis difere significativamente da esquizofrenia que ocorre sem exposição à cannabis.

As descobertas de D’Souza são particularmente relevantes hoje, com o início precoce da cannabis, o uso mais frequente e os produtos comerciais contendo concentrações de THC muito mais elevadas do que as disponíveis no passado. Complementando estas observações, estudos dos grupos de Londres demonstraram que o uso diário de cannabis de alta potência está associado a probabilidades substancialmente aumentadas de desenvolver psicose. Estas descobertas levantam preocupações de que os produtos modernos de cannabis estão a contribuir para o aumento da incidência de doenças psicóticas.

As implicações do tratamento são igualmente importantes. As evidências existentes sugerem que a psicose associada à cannabis responde aos medicamentos antipsicóticos da mesma forma que a psicose primária. Contudo, o uso continuado de cannabis aumenta substancialmente os riscos de recaída, reinternação, medicamento não adesão e falha no tratamento. Estas descobertas também sublinham a importância da cessação da cannabis e do tratamento da cannabis e de outros transtornos concomitantes por uso de substâncias.

O consumo de cannabis está consistentemente associado a um risco aumentado de psicose e a exacerbações de sintomas psicóticos, tanto em indivíduos saudáveis ​​como em pessoas com perturbações psicóticas.

Em vez de perguntar se a cannabis pode produzir psicose, talvez seja necessário perguntar que tipo de psicose produz, em quem e em que circunstâncias. A psiquiatria também deve ir além da questão simplista de saber se a cannabis “causa” esquizofrenia. As questões mais importantes dizem respeito aos mecanismos do sistema canabinoide, à vulnerabilidade individual e ao momento da exposição. A cannabis pode não criar uma entidade de doença totalmente separada, mas cada vez mais evidências sugerem que pode ditar o momento, a expressão e o curso a longo prazo da doença psicótica em indivíduos vulneráveis.



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Tunísia demite técnico após goleada na estreia da Copa – 16/06/2026 – Esporte


A Tunísia respondeu à goleada de 5 a 1 sofrida no jogo contra a Suécia, na Copa do Mundo, demitindo o técnico Sabri Lamouchi e substituindo-o pelo francês Hervé Renard, anunciou a federação na TV nacional nesta segunda-feira (15).

Lamouchi é o primeiro técnico na história da Copa do Mundo a ser demitido após apenas um jogo.

Renard comandou a Arábia Saudita na surpreendente vitória contra a Argentina, que viria a ser campeã, na Copa do Mundo de 2022 no Catar, e desde então treinou a seleção feminina da França.

“O presidente da Federação Tunisiana de Futebol, Moez Nassari, anunciou que um acordo oficial foi alcançado com o técnico francês Hervé Renard para que ele assuma o comando da seleção nacional de futebol até o final da Copa do Mundo de 2026”, informou a emissora pública tunisiana.

Lamouchi, de 54 anos, estava no cargo desde janeiro.

O ex-jogador da seleção francesa venceu apenas uma de suas cinco partidas no comando, uma vitória de 1 a 0 sobre o Haiti.

A pesada derrota para a Suécia no domingo (14) deixa a Tunísia com uma tarefa difícil para avançar à fase eliminatória.

Os tunisianos enfrentam o Japão na próxima partida do Grupo F, no sábado (20), antes de encarar a Holanda.



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Copa do Mundo: Chuteiras rosa dominam gramados no Mundial – 16/06/2026 – Esporte


Elas estão presentes em todos os jogos da Copa do Mundo e levaram a muitas teorias sobre os possíveis motivos para a súbita preferência dos jogadores.

As chuteiras cor-de-rosa foram a escolha de grandes marcas como Nike, Adidas, New Balance e Puma para as suas coleções comemorativas do principal evento esportivo do ano.

Além de o cor-de-rosa se destacar no gramado verde —elas são cores complementares no círculo cromático—, a decisão parece combinar uma resposta às demandas de consumidores por cores mais chamativas e a um investimento maior das marcas na categoria de produto, nesse caso, a chuteira, deixando em segundo plano a tentativa de se destacar individualmente.

“A marca mais forte é a do evento, que é a Copa do Mundo. Não é Nike, Adidas ou qualquer outra”, diz Lilian Carvalho, professora de marketing da EAESP-FGV (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas).

“As pessoas vão comprar a chuteira da Copa do Mundo. Se todas são rosa, isso chama mais atenção e fica muito mais fácil para que todas vendam.”

Se uma tentasse optar por um caminho diverso, apostando em outra cor, poderia sofrer o efeito inverso, o de ter o seu produto lembrado conectado à marca, e não ao evento. É uma espécie de “conluio tácito”, mas sem a intenção de enganar o consumidor.

No pano de fundo dessas escolhas das grandes marcas estão também as pesquisas de tendências.

Um relatório de 2024 da consultoria WGSN, uma das principais referências de tendências de consumo, apontava entre as cores para 2026 o “electric fuchsia”, descrito como um “neon vívido”, “entre o rosa e o roxo”, que carrega “atitudes progressivas e transformadoras”.

Profissionais de marketing, afirma a professora da FGV, leem os mesmos relatórios, usam as mesmas pesquisas de mercado, frequentam os mesmos eventos.

“Estamos diante de uma convergência estratégica, e não de uma coincidência”, diz o especialista em branding Henrique Alexandre. “As grandes marcas trabalham com essas pesquisas, com análise de tendências e esse monitoramento constante do consumidor.”

Há ainda o efeito da “viralização memética” que hoje integra as estratégias das marcas. “Então a geração Z quer isso? E aquilo se espalha como um rastilho de pólvora entre as equipes de marketing, as equipes de desenvolvimento de produtos”, afirma Lilian Carvalho.

É similar ao efeito do azul cerúleo citado no filme “O Diabo Veste Prada”. No diálogo ficcional, Miranda Priestly, personagem de Meryl Streep, explica a sua assistente a trajetória da cor da peça de roupa que ela usava.

“Em 2002, Oscar de la Renta fez uma coleção de vestidos cerúleos, e depois, se não me engano, foi Yves Saint Laurent quem apresentou jaquetas militares azul cerúleo”, diz a personagem. “Então o azul cerúleo apareceu rapidamente nas coleções de oito estilistas diferentes. Depois, espalhou-se pelas lojas de departamento”.

No planejamento dos produtos especiais para a Copa do Mundo, a Nike diz ter considerado dados que indicavam o desejo de atletas e consumidores por cores vibrantes para momentos importantes, para dar mais confiança.

Esse teria sido o ponto de partida, disse Odinga Nimako, da área de desenvolvimento de produto da Nike, ao The Athletic, departamento de jornalismo esportivo ligado ao New York Times. Depois, em testes, foi observado que o rosa era a cor que mais se destacava.

“O cor-de-rosa realmente se destaca na grama verde, esteja você nas arquibancadas ou assistindo pela televisão, garantindo a visibilidade”, afirmou o executivo ao NYT.

O especialista em branding Henrique Alexandre diz considerar também que o rosa expressa certa ousadia. “Todo mundo está habituado a usar usar preto e branco. De repente, vem uma cor completamente diferente e disruptiva, que vai gerar buzz, vai gerar conversa”, afirma.

As gerações mais jovens, aponta ele, também veem o esporte cada vez mais conectado à moda, à identidade e à expressão individual.

Nesse sentido, as chuteiras são também onde os próprios jogadores podem se expressar —e negociar individualmente—, sem que estejam sujeitos aos patrocinadores oficiais de suas equipes.

O craque argentino Lionel Messi deve ir a campo usando um modelo azul e branco da Adidas batizado de “Último Tango”, em alusão à despedida do jogador das Copas. Já a Nike preparou para o português Cristiano Ronaldo uma versão dourada de sua Mercurial Superfly.



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Resumo da Copa: zebra Cabo Verde segura empate com Espanha – 16/06/2026 – Esporte


Por uma seleção estreante na Copa do Mundo, o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, fez defesas cruciais em partida contra a Espanha no estádio de Atlanta, nos Estados Unidos, nesta segunda (15).

O 0 a 0, devido ao amplo favoritismo da seleção europeia, é até o momento a maior zebra desta edição do torneio.

Josimar José Évora Dias, o Vozinha, segurou o empate com a seleção espanhola. Somente no primeiro tempo, o atleta impediu ao menos quatro grandes chances de gol dos rivais, que dominaram a posse de bola.

Espanha 0 x 0 Cabo Verde

No primeiro jogo do dia, em Atlanta, pelo Grupo H, o destaque foi o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, que segurou o 0 a 0.

A Espanha dominou a posse de bola e acumulou 27 chutes para tentar pontuar ao longo de toda a partida.

Na segunda etapa, o treinador espanhol Luis de la Fuente escalou o atacante Lamine Yamal, principal nome da seleção, que está retornando de lesão, no lugar de Gavi. Camisa 17, Nico Williams também entrou, mas não houve grandes mudanças no cenário da partida.

Bélgica 1 x 1 Egito

No Grupo G, as equipes se enfrentaram no estádio Lumen Field, em Seattle, e terminaram o jogo com empate em 1 a 1.

O meio-campista Eman Ashour abriu o placar no primeiro tempo, com assistência de Mohamed Salah.

Um dos maiores artilheiros da Bélgica em Mundiais, Romelu Lukaku entrou em campo para substituir De Ketelaere no segundo tempo, aos 20min. O camisa 9, que soma cinco gols marcados em Copas, participou do lance do empate na sua primeira jogada na partida.

O belga Mechele esteve perto da virada ao tentar cabecear após levantamento do capitão Tielemans, mas Shobeir salvou a equipe egípcia com boa defesa.

Arábia Saudita 1 x 1 Uruguai

Em Miami, nos Estados Unidos, a primeira rodada do Grupo H ampliou o jejum de vitória das seleções sul-americanas nesta Copa. Desta vez foi o Uruguai.

A equipe saudita esteve melhor em boa parte do primeiro tempo e encontrou o gol aos 41min, com Abdulelah Al-Amri.

Os uruguaios estrearam sem o principal articulador da equipe, já que Arrascaeta, do Flamengo, se lesionou na preparação para o Mundial.

O time passou a ocupar mais o campo ofensivo apenas na segunda etapa e pressionou nos minutos finais. Maxi Araújo garantiu o empate.

Irã 2 x 2 Nova Zelândia

Em Los Angeles, o Grupo G também teve empate —desta vez, com placar de 2 a 2.

A partida foi movimentada e marcada por chances para ambos os lados nos dois tempos. A posse de bola esteve equilibrada entre as duas seleções.

O destaque foi o neozelandês Elijah Just, autor de dois gols no jogo com assistências de Chris Wood.

Agora, Just divide o ranking de melhores artilheiros desta Copa com Kai Havertz (Alemanha), Folarin Balogun (Estados Unidos) e Yasin Ayari (Suécia).

A seleção comandada por Amir Ghalenoei marcou com o veterano Ramin Rezaeian, aos 32min do primeiro tempo, e com Mohammad Mohebi, aos 18min do segundo.



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1ª semaglutida produzida no Brasil chega hoje às farmácias do país


Os consumidores brasileiros passam a contar, a partir desta segunda-feira (15/6), com uma nova opção de tratamento à base de semaglutida. O Ozivy, desenvolvido pela farmacêutica EMS, começou a ser distribuído nas farmácias de todo o país após receber aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O lançamento representa a chegada da primeira semaglutida produzida no Brasil por síntese química. A substância pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, medicamentos utilizados principalmente no tratamento da diabetes tipo 2. A EMS informou que mais de 500 mil canetas serão disponibilizadas na etapa inicial de comercialização.

Como o medicamento funciona

A semaglutida atua imitando a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo organismo, ajudando a controlar os níveis de glicose no sangue. A substância estimula a liberação de insulina quando necessário, reduz a produção de glucagon e também aumenta a sensação de saciedade.

O medicamento é aplicado por meio de caneta injetável, com uso semanal, e deve ser utilizado apenas com prescrição e acompanhamento médico. Segundo a bula aprovada pela Anvisa, o Ozivy é indicado para adultos com a diabetes tipo 2 quando a alimentação equilibrada e atividade física não são suficientes para manter o controle adequado da glicemia.

A chegada do Ozivy ocorre em um momento de forte crescimento da procura por medicamentos da classe GLP-1 no Brasil e no mundo. A expectativa da fabricante é ampliar o acesso aos tratamentos à base de semaglutida e aumentar a oferta do produto no mercado nacional.

O preço sugerido pela EMS parte de R$ 452 por caneta. Pacientes cadastrados no programa de benefícios da empresa terão condições especiais de compra.



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Defesa Civil Nacional reconhece situação de emergência em dez cidades


A Defesa Civil Nacional reconheceu, nesta segunda-feira (15), situação de emergência em dez cidades de sete estados.

Rio Antônio, na Bahia; Cachoeira dos Índios e Soledade, na Paraíba; e São José do Campestre e São Rafael, no Rio Grande do Norte, estão passando por estiagem, que é um período prolongado de redução ou ausência de chuvas. Já o município de Caridade do Piauí, no Piauí, enfrenta seca, que é pior do que a estiagem.

Em Ilicínea, em Minas Gerais, a população vem enfrentando quedas de granizo. No caso das cidades de São Gabriel, no Rio Grande do Norte; e Alto Alegre e Mucajaí, em Roraima, são as fortes chuvas que atingem essas regiões.

Recursos

As prefeituras das cidades com situação de emergência reconhecida pela Defesa Civil podem solicitar recursos ao governo federal, por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, no endereço s2id.mi.gov.br. Os recursos são para compra de cestas básicas, água mineral, kits de limpeza e de higiene pessoal, entre outras ações de defesa civil.

*Com supervisão de Bianca Paiva




Fonte GDF




Copa: Bouaddi ganha holofotes após atuação contra Brasil – 16/06/2026 – Esporte


Do ponto de vista da torcida verde-amarela, o primeiro jogo do Grupo C da Copa do Mundo levantou questões sobre as escolhas de Carlo Ancelotti e o desempenho dos jogadores do Brasil. Do ponto de vista dos torcedores de Marrocos e também na visão daqueles que observaram o duelo com algum distanciamento, saltou aos olhos o desempenho de Ayyoub Bouaddi.

O jogador de 18 anos foi, de longe, a figura mais imponente nas batalhas no setor de meio-campo. No empate por 1 a 1 no sábado (13), em East Rutherford, com a vitalidade correspondente à sua idade e uma tranquilidade surpreendente para um novato em ambiente de Mundial, saiu do jogo maior do que entrou.

“Não foi nenhum risco”, disse, impassível, o técnico Mohamed Ouahbi sobre a escalação do garoto. “Eu só olho a performance dos atletas, não a idade. Ele poderia ter 35. Se está bem, joga. O mesmo valeria se tivesse 17. Nós tínhamos certeza de que ele teria um grande jogo. Sabíamos. Então, não foi risco nenhum. Contra o Brasil, não era o tipo de jogo para assumir riscos.”

A declaração pode dar a entender que Ouahbi, que até março comandava a formação marroquina sub-20, tem um relacionamento bem estabelecido com o jovem. Ocorre que Bouaddi defendeu a França nas categorias de base e só no mês passado se juntou à equipe de Marrocos, após uma longa negociação.

Natural de Senlis, no norte da França, o jogador é um dos muitos filhos da diáspora africana. Como seus mais famosos companheiros de seleção, Achraf Hakimi e Brahim Díaz, estes nascidos na Espanha, optou por vestir a camisa do país de sua família. E agora tem um total de quatro jogos com o uniforme vermelho e verde.

Foram três amistosos antes da estreia na Copa, na qual seu desempenho apresentou um evidente contraste com o de Casemiro. A lentidão do brasileiro de 34 anos, sacado emergencialmente por Ancelotti no intervalo da partida no MetLife Stadium, ficou gritante nos embates com o camisa 6 de Marrocos.

“Diante de Bouaddi, as pernas de Casemiro pareciam pesadas; suas reações, vagarosas”, escreveu na ESPN americana o analista Ed Dove. “Do outro lado estava um jovem de 18 anos, o melhor jogador em campo. Um dos dois foi relegado ao passado do Manchester United; o outro está sendo cotado como parte do futuro da Premier League.”

O Manchester United anunciou na semana passada o adeus de Casemiro, embora tivesse a opção contratual da renovação por um ano. Bouaddi defendeu na temporada 2025/26 o Lille, seu time desde as categorias de base na França, e é alvo de interesse de várias potências europeias, uma delas o próprio United.

A disputa por seu futebol, que inclui também Arsenal e Paris Saint-Germain, não brotou no último fim de semana. O volante chama a atenção desde que estreou na equipe profissional do Lille aos 16 anos e três dias. No dia em que completou 17, em 2024, foi decisivo para uma derrota do Real Madrid de Ancelotti na Liga dos Campeões.

“A partida contra o Brasil foi uma das primeiras dele no futebol internacional [de seleções]. Mas, em termos de experiência, ele tem partidas no Campeonato Francês, jogou contra o Real Madrid. Tem 18 anos, porém muita experiência. Por isso, eu não fiquei impressionado. O que ele fez não foi nenhuma surpresa”, repetiu o técnico de Marrocos.

Uma porção de estatísticas demonstram a onipresença de Bouaddi no campo e sua eficiência –a especializada empresa Opta, por exemplo, mostra que ele venceu nove disputas em bolas divididas. Mas nenhum dado mostra que, já no fim do jogo, com a seleção africana pressionada na saída de bola, ele, antes mesmo de receber um passe de Youssef Belammari, aplaudiu o toque do companheiro.

“Ele sabia que tinha tempo e espaço para erguer os braços e bater palmas para Belammari até tocar na bola. Foi um momento que capturou perfeitamente sua atuação extremamente confiante no MetLife Stadium”, observou Conor O’Neill, no site The Athletic, do The New York Times, em texto que descrevia sua “aula de meio-campo contra o Brasil”.

Os aplausos não foram, claro, o lance mais impressionante do adolescente, chamado de “brilhante” pelo jornal inglês The Guardian e de “fenômeno” pelo italiano La Gazzetta dello Sport. Mas sua personalidade tranquila e sua conduta serena –em uma jornada na qual atletas bem mais vividos do Brasil citaram a ansiedade como empecilho– só deram mais certeza àqueles que nele botam fé.

Bouaddi preenche os requisitos hoje apontados como necessários para os grandes meio-campistas. Com suas passadas largas, preenche espaços e faz sua presença ser sentida de uma área à outra, com sua cabeleira esvoaçante. Diante da seleção brasileira, segundo a Opta, tocou 87 vezes na bola –só os zagueiros de amarelo encostaram mais nela, em toques estéreis.

O camisa 6 acertou 90% de seus passes e mostrou calma para sair de situações de pressão. Como mostrou calma, pouco antes de sua estreia como profissional no Lille, para vencer no Palácio Élysée, em Paris, um concurso de oratória. Estava na plateia a primeira-dama da França, Brigitte Macron, que ficou impressionada.

O jovem, que está estudando por um diploma em matemática e física, falou pouco em East Rutherford. Terminada a partida contra o Brasil, preferiu não demonstrar toda a sua capacidade retórica, dizendo-se apenas feliz com o interesse exibido por grandes clubes europeus. Foi seu futebol que começou a Copa falando alto.



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Sancionado marco do transporte público com novas regras de financiamento – Notícias


15/06/2026 – 20:13  

Neto Talmeli/Prefeitura de Uberaba-MG

Nova lei estabelece metas de qualidade dos serviços

O Brasil tem novas regras para o financiamento, a contratação e a gestão do transporte público coletivo urbano, com o objetivo de reduzir a dependência das tarifas pagas pelos passageiros e ampliar a transparência do setor.

É o que estabelece a Lei 15.432/26, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com vetos, no domingo (14). A lei entra em vigor um ano após a publicação.

A lei permite novas fontes de custeio, separa a remuneração das empresas operadoras da arrecadação das passagens e estabelece metas de qualidade para os serviços.

O novo marco legal estimula um modelo de financiamento baseado em múltiplas fontes de recursos, como receitas extratarifárias, subsídios cruzados entre serviços superavitários e deficitários, instrumentos urbanísticos ligados à valorização imobiliária e dotações orçamentárias dos entes federativos.

A legislação também altera o Estatuto da Cidade e a Política Nacional de Mobilidade Urbana para reforçar a integração entre planejamento urbano e transporte.

Transparência e qualidade
A nova lei determina que a remuneração das operadoras esteja vinculada ao desempenho e à qualidade dos serviços, e não apenas ao número de passageiros transportados.

O texto também determina a licitação para a prestação do serviço e prevê indicadores mínimos relacionados à regularidade, segurança, acessibilidade, integração modal e redução de impactos ambientais.

A legislação amplia ainda as exigências de transparência. Os titulares dos serviços deverão divulgar dados sobre custos operacionais, arrecadação, quantidade de passageiros transportados e indicadores de desempenho, com o fortalecimento do controle social e a fiscalização dos sistemas de transporte.

Vetos presidenciais
O governo retirou dispositivos que obrigavam União, estados e municípios a custear gratuidades e descontos tarifários com recursos orçamentários, além da previsão de prazo de cinco anos para adequação das legislações locais.

Segundo a mensagem presidencial, as medidas poderiam criar despesas sem estimativa de impacto financeiro e comprometer políticas de gratuidade já existentes.

Também foram vetadas a isenção obrigatória de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais, a previsão de subsídios federais às tarifas locais e o uso de créditos de carbono e compensações ambientais como fonte de financiamento do setor.

De acordo com o Executivo, os vetos têm objetivo de preservar a responsabilidade fiscal, a autonomia dos entes federativos e a segurança jurídica dos contratos.

Origem
A Lei 15.432/26 tem origem no Projeto de Lei 3278/21, do Senado Federal. O texto foi aprovado em maio pela Câmara dos Deputados.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado



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