Música que embalou Michael Jordan na NBA vira hino da Copa – 16/06/2026 – Esporte


A maior Copa do Mundo da história, com três países anfitriões, 48 seleções e 104 confrontos, tem também o maior álbum musical. São 18 canções, com performances de artistas como The Rolling Stones, Shakira, Shaggy e Anitta. Mas nenhuma das faixas chamou tanto a atenção quanto a melodia sem letra que embala as seleções na entrada em campo.

Para a remodelada cerimônia pré-jogo adotada em 2026, a Fifa (Federação Internacional de Futebol) resolveu utilizar como trilha sonora “Sirius”, parte do álbum “Eye in the Sky”, de 1982, da banda britânica The Alan Parsons Project. E boa parte do público logo fez a associação com Michael Jordan e o Chicago Bulls dos anos 90.

“Sirius” é uma obra instrumental de Alan Parsons e Eric Woolfson, um crescendo que já se provou apropriado para o momento em que vai começar um evento esportivo, cercado de expectativa. Foi com essa música que os fãs do Chicago, campeão da NBA (a liga norte-americana de basquete) em 1991, 1992, 1993, 1996, 1997 e 1998, acostumaram-se a receber seu grande craque.

“Cara, quando eu comecei a ouvir, fiquei na dúvida se era isso mesmo”, afirmou o advogado Raphael Moura, 44, que esteve no embate entre Brasil e Marrocos, em East Rutherford, no último sábado (13). “Quando eu vi que era o que eu estava pensando, comecei a arremessar umas bolas imaginárias e botar a língua para fora”, gargalhou o brasileiro, jogador amador de basquete.

Os arremessos certeiros e a língua para fora eram movimentos característicos de Jordan. E era ao som das notas agora repetidas no MetLife Stadium que Michael costumava ser anunciado pela equipe de comunicação do ginásio dos Bulls –inicialmente o Chicago Stadium, depois o United Center.

“Aaaaand now…”, dizia o locutor, em preâmbulo que punha a casa abaixo.

A ideia partiu de Tommy Edwards, que exercia o papel de mestre de cerimônias no Chicago Stadium e também trabalhava como apresentador em uma rádio. Nos anos 80, ele começou a testar canções populares na apresentação dos jogadores, como “Thriller”, sucesso de Michael Jackson. Mas foi com a então pouco conhecida “Sirius” que tudo se encaixou.

A NBA ainda engatinhava como uma indústria de entretenimento. E os eletricistas do Chicago Stadium se irritaram profundamente com a ideia de apagar as luzes para que um holofote fosse apontado na direção do astro enquanto a música tocava. Àquela altura, quando um refletor se desligava, levava minutos para voltar a ser funcional.

Mas deu tudo certo.

“Existiam uma torcida sedenta por um bom time de basquete e um dos atletas mais midiáticos da história. Se nós estivéssemos apresentando alguém que não tivesse o tamanho do Jordan, a coisa não teria ido para a frente. Por causa do Jordan, tudo se tornou especial”, disse Tim Hallam, diretor de relações públicas dos Bulls de 1977 a 2023, no podcast The Ringer, em 2018.

Com o sucesso do Chicago nos anos 90, a ideia se espalhou. “Sirius” passou a ser usada por outros times da NBA, como Utah Jazz e San Antonio Spurs, e também em jogos de futebol americano. Em 2014, no tênis, a França adotou a trilha na tentativa de assegurar o título da Copa Davis –perdeu a final para a Suíça, de Roger Federer.

Donald Trump chegou a utilizar a canção na campanha presidencial de 2016 nos Estados Unidos, apresentando-se como uma espécie de Michael Jordan da administração pública. Após uma queixa formal da família de um dos compositores, Eric Woolfson (1945-2009), foi obrigado a retirar a música do ar.

Na Copa do Mundo de 2026, tudo está bem costurado entre a Fifa e os detentores dos direitos autoriais. Cada um dos 1.248 jogadores da competição pode entrar em campo ao som do que ouvia Michael Jordan a caminho do hexacampeonato da NBA. Só 26 deles têm a chance de também ser hexa.



Fonte da Notícia




Enamed recebe inscrições para edição de 2026 até dia 29 de junho


Os estudantes que concluem medicina em 2026 e graduandos do quarto ano do curso devem preencher a inscrição para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 a partir desta segunda-feira (15) até o dia 29 de junho.

Os participantes já foram habilitados e inscritos pelo coordenador do curso para avaliação no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2026. Agora, o aluno deverá entrar no Sistema Enamed, preencher o cadastro e indicar, entre outros dados, o município e a unidade da federação onde fará a prova no dia 13 de setembro.

No momento da inscrição, o participante que necessitar de atendimento especializado ou desejar ser tratado pelo nome social deverá fazer as solicitações ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no mesmo período: de 15 a 29 de junho.

O tratamento pelo nome social, destinado à pessoa trans, será apresentado em todos os documentos e materiais administrativos do Enamed, caso o participante tenha o nome social cadastrado na Receita Federal.

Quem deve participar

Conforme o edital, o exame é obrigatório para estudantes concluintes dos cursos de graduação em medicina avaliados no Enade 2026, desde que habilitados e inscritos pelos coordenadores de curso. O exame teórico também será obrigatório para os estudantes do quarto ano de medicina inscritos pelas instituições de ensino.

Além disso, os médicos já graduados em anos anteriores interessados em usar os resultados do Enamed para acesso direto do Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027 podem se inscrever voluntariamente.

Inscrições

Ao entrar no Sistema Enamed para preencher os dados da inscrição, o participante deverá informar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF), a data de nascimento, um endereço de e-mail válido, além de um número de telefone fixo ou celular para contato do Inep, se necessário.

Os dados pessoais informados devem ser iguais aos cadastrados na Receita Federal, para ter correspondência entre as informações.

Os concluintes de medicina que desejarem usar o resultado para concorrer ao Enare a fim de disputar uma vaga de residência médica devem indicar esta opção no Sistema Enamed. Em seguida, deverão continuar a sua inscrição no Sistema Enare, assim como os participantes do Enamed 2026 já graduados em anos anteriores.

O Inep avisa que será aceita apenas uma inscrição por número de CPF e que, depois de finalizada, a inscrição não poderá ser cancelada.

Enare 2026/2027

Os estudantes do quarto ano do curso de medicina que participarem do Enamed não podem se inscrever no Enare ou usar esse resultado para processos seletivos de programas de residência médica de acesso direto.

Já o participante concluinte do Enamed 2026 que desejar adotar os resultados para participação no Exame Nacional de Residência 2026/2027 deverá cumprir as regras e pagar a taxa de inscrição do Enare, que também está com inscrições abertas a partir desta segunda-feira (15), gerenciadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) neste ano.

Reaproveitamento de nota

Nesta edição do Enamed, pela primeira vez, os concluintes do curso de graduação em medicina e os graduados que pretendem concorrer a uma vaga no Enare em 2026, que possuem resultado válido no Enamed 2025, poderão escolher entre usar a nota já obtida para participar do Enare ou realizar o Enamed 2026 para tentar obter uma nova nota melhor.

A escolha pela nota deve ser feita no momento da inscrição no Enamed 2026.

Mesmo aqueles candidatos que optarem por reaproveitar a nota anterior e não quiserem participar da prova do Enamed 2026 deverão realizar a inscrição no exame para indicar a opção escolhida.

Em caso de reaproveitamento de resultado anterior do Enamed e também de realização da edição de 2026, para fins de classificação, o sistema do Enare vai puxar de forma automática a maior nota na escala de proficiência da Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Isto quer dizer que, se o candidato for melhor em 2026, vale a nova; se a nota de 2025 tiver sido maior, será mantida para a classificação.



Fonte da Notícias




Veja os jogos de terça na Copa do Mundo; Argentina e França estreiam


As atuais campeã e vice-campeã do mundo, Argentina e França, estrearão nesta terça-feira (16), jogando pelos grupos J e I, respectivamente.

A França será a primeira a entrar em campo, às 16h, contra o Senegal, em Nova Jersey. Já a equipe argentina jogará às 22h, contra a Argélia, em Kansas City.

Mais cedo, às 19h, também pelo Grupo I, o Iraque encara a Noruega, em Boston.

A rodada será encerrada na madrugada da quarta-feira (17), com a segunda partida pelo Grupo J, disputada entre Áustria e Jordânia. O jogo será à 1h da manhã, em São Francisco.

Jogos desta terça-feira (horário de Brasília)

  • 16h — França x Senegal
  • 19h — Iraque x Noruega
  • 22h — Argentina x Argélia
  • 1h (quarta-feira) — Áustria x Jordânia

Grupo I

Uma das equipes favoritas para conquistar a Copa do Mundo é a França, cabeça de chave do Grupo I. Ela terá, à frente, uma das principais forças do futebol africano: o Senegal, com um time organizado defensivamente, de muita força física e velocidade de transição.

Com um histórico de duas Copas conquistadas (1998 e 2018), a França conta com um elenco bastante qualificado e experiente. A equipe tem, como destaques, dois dos melhores jogadores da atualidade: Kylian Mbappé e Ousmane Dembelé, o que garante grande potencial ofensivo.

Iraque e Noruega completam o grupo. Enquanto o Iraque é apontado como azarão do grupo, a Noruega surge como candidata, ao lado do Senegal, à classificação no segundo lugar da chave.

Durante as eliminatórias, os nórdicos apresentaram um futebol competitivo e de grande eficiência no ataque, com destaque para o goleador Erling Haaland.

Já o Iraque está de volta a uma Copa do Mundo depois de 40 anos. A última foi em 1986, disputada no México, onde foi eliminado na fase de grupos após três derrotas.

 


Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol
13 de novembro de 2025  
REUTERS/Stephane Mahe/File Photo
Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol
13 de novembro de 2025  
REUTERS/Stephane Mahe/File Photo

Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol 13 de novembro de 2025 REUTERS/Stephane Mahe/ Proibido reprodução

Grupo J

No Grupo J, a atual campeã mundial, Argentina, é considerada favorita absoluta para terminar a fase de grupos na primeira colocação. Com uma equipe experiente em jogos decisivos e organizada taticamente, ela manteve a base da equipe que conquistou a Copa de 2022 no Catar.

A expectativa é de que a segunda vaga do grupo fique entre Áustria e Argélia, adversária de hoje dos argentinos na primeira rodada da chave.

Os argelinos entram em campo na esperança de, no caso de empate, obter um ponto diante de um adversário tido como superior. Ou, pelo menos, evitar uma goleada da Argentina e, dessa forma, tentar se classificar pelo saldo de gols.

Fechando o grupo, a Jordânia, adversária da Áustria nesta rodada, corre por fora, sem grandes expectativas. A tendência para a partida de hoje é de que a Áustria exerça pressão contra o adversário tecnicamente mais fraco, também na busca por um saldo de gols que a favoreça na disputa pela classificação para a segunda fase.



Fonte da Notícia




UNICEF alerta para impacto climático sobre crianças no mundo


Quase metade das crianças e adolescentes do mundo está vivendo hoje sob o impacto de, pelo menos, três ameaças climáticas. O alerta é do UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, em um relatório divulgado nesta segunda-feira.

Segundo o estudo, cerca de 1 bilhão e 100 milhões de jovens enfrentam riscos como calor intenso, seca e enchentes — situações que afetam diretamente a saúde, a escola e até a sobrevivência. Praticamente todas as crianças do planeta já convivem com ao menos um desses problemas. Em alguns casos, elas podem enfrentar até seis ameaças diferentes ao mesmo tempo.

No Brasil, o cenário também preocupa. São 16 milhões de crianças e adolescentes expostos a três ou mais riscos climáticos, o que corresponde a 3 em cada 10 pessoas nesta faixa etária. Quando se considera dois ou mais impactos, o número passa de 30 milhões — ou seja, a maioria dos jovens brasileiros já sente esses efeitos no dia a dia. O especialista em Mudanças Climáticas do UNICEF no Brasil, Danilo Moura, avalia que o combate a esses fenômenos é de extrema dificuldade, pelo fato de serem frequentes e interligados.

“O fato de que eles são recorrentes, que eles acontecem ano após ano e de que um acaba influenciando o que vai acontecer a seguir e que cada um deles vai fragilizando esse sistema de proteção e de garantia de direitos, você vai expondo as crianças a outros tipos de risco que vão aumentando. É um efeito composto, a crise climática vai acumulando impactos negativos sobre as crianças, que vão sendo impactadas por esses choques, né.”

O relatório analisou oito tipos de ameaças: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes fluviais, tempestades de areia e poeira, e tempestades tropicais. Além disso, também trouxe dados relacionados à poluição do ar e às doenças transmitidas por vetores. E, pela primeira vez, mostra exatamente onde esses problemas acontecem com mais força e como eles prejudicam serviços essenciais, como saúde, educação e acesso à água.

O estudo destaca que crianças de regiões mais pobres, com menos acesso a serviços básicos, têm mais dificuldade de se recuperar desses impactos.

O UNICEF sugere ações como a redução das emissões de gases que causam o aquecimento global, investimentos em adaptação climática e reforço nos serviços públicos.




Fonte GDF




Em meio a tensão geopolítica, Irã empata com Nova Zelândia na estreia


Após meses de tensões geopolíticas, incertezas sobre participação e dificuldades de acesso aos Estados Unidos, o Irã estreou na Copa do Mundo em solo norte-americano. Nessa segunda-feira (15), a seleção asiática empatou por 2 a 2 com a Nova Zelândia em Los Angeles, pelo Grupo G da competição.

Pelo número de gols marcados, iranianos e neozelandeses lideram a chave, que ainda tem Bélgica e Egito. As quatro equipes somam um ponto. Mais cedo nesta segunda, egípcios e belgas ficaram no 1 a 1 em Seattle. As seleções da Ásia e da Oceania sonham com uma classificação inédita à segunda fase do Mundial.

O próximo compromisso do Irã será contra a Bélgica, novamente em Los Angeles, às 16h (horário de Brasília) de domingo (20). No mesmo dia, às 22h, a Nova Zelândia vai até o Canadá enfrentar o Egito em Vancouver.

Crise extracampo

Desde o jogo contra os Estados Unidos (EUA) na Copa do Mundo da França, há 28 anos, uma partida da seleção iraniana era tão aguardada. Menos pela qualidade do espetáculo e mais pela expectativa gerada por causa da guerra com os norte-americanos. O país é sede dos três compromissos da equipe asiática na fase de grupos do Mundial. A solicitação para que os duelos fossem transferidos ao México, que também recebe a competição, não foi aceita.

Apesar do acordo de cessar-fogo por 60 dias anunciado no domingo (14), o conflito já havia respingado o suficiente no esporte. Jogadores, dirigentes e membros da comissão técnica do Irã tiveram problemas para obter o visto de entrada nos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a dizer, em março, que a seleção asiática era “bem vinda” à Copa, mas que a participação do país não seria “apropriada”.

A crise política pode também ter impactado a convocação. O atacante Sardar Azmoun, terceiro maior artilheiro da seleção, ficou fora do Mundial, segundo a versão oficial, por ter descumprido prazos para a obtenção de visto. Em março, ele apareceu em foto ao lado do primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e dirigente do Shabab Al-Ahli, clube que defende. O problema é que o país é aliado dos Estados Unidos.

Os iranianos estão concentrados em Tijuana, no México. A seleção foi autorizada a entrar em solo estadunidense um dia antes das partidas da fase de grupos, conforme o Departamento de Segurança Interna do país-sede do Mundial. A equipe chegou a Los Angeles no fim da tarde de domingo e terá de sair do país já nesta terça-feira (16).

Além disso, horas antes de a bola rolar, membros da comunidade persa de Los Angeles se reuniram em frente ao palco do jogo para protestar contra o governo iraniano. Embora alguns estivessem lá também para apoiar o time, para outros a seleção deveria ser retirada da Copa e os atletas eram coniventes com o atual regime.

Os manifestantes ostentavam a bandeira com um leão e um sol ao centro, que deixou de ser a oficial após a Revolução Islâmica de 1979. Por ser considerada um símbolo político, ela costuma ser proibida pela Fifa, mas muitos torcedores entraram com ela no estádio.

Duelo movimentado

Crise geopolítica à parte, o primeiro tempo em Los Angeles foi bastante animado, com as duas equipes buscando o gol a todo instante. Foram 16 chutes e 28 erros forçados – ou seja, bolas perdidas a partir de ações defensivas do adversário – ao longo dos 45 minutos iniciais.

A Nova Zelândia, que nada tem a ver com os problemas do outro lado, saiu na frente. Aos seis minutos, Elijah Just tentou a tabela na entrada da área com o também meia Sarpreet Singh. A bola sobrou com o atacante Chris Wood, que fez o domínio e devolveu para Just finalizar, sem chances para o goleiro Alireza Beiranvand.

A seleção da Oceania, mesmo em vantagem, manteve a postura ofensiva, dando também espaços para o Irã atacar em velocidade. O primeiro susto dos asiáticos veio aos 22 minutos, com o artilheiro Medhi Taremi. Em lance individual, o atacante carregou a bola desde o meio-campo e arriscou da entrada da área, acertando a trave esquerda.

Dez minutos depois, não teve quase. O lateral Ramin Rezaeian dominou na ponta direita e buscou a tabela com o meia Saman Ghoddos, que devolveu na pequena área. O atacante Shahriyar Moghanlou se antecipou para concluir e foi travado pelo zagueiro Finn Surman, mas Rezaian ficou com a sobra e mandou para as redes para empatar.

A virada quase saiu nos acréscimos. Aos 50 minutos, em cobrança de falta de Rezaeian da intermediária, o zagueiro Ali Nemati cabeceou no cantinho do goleiro Max Crocombe. O gol, porém, foi anulado por impedimento claro do defensor iraniano.

Os times voltaram do intervalo com a mesma postura do primeiro tempo. E, mais uma vez, foi a Nova Zelândia que balançou as redes. Aos nove minutos, Just puxou o contra-ataque pelo meio, fez a tabela com Wood e bateu para recolocar a equipe da Oceania à frente.

A vantagem neozelandesa, novamente, durou pouco. Foram nove minutos entre o gol neozelandês e o cruzamento de Rezaeian pela direita, preciso, na cabeça do meia Mohammad Mohebi, que escorou sem chances para Crocombe.

À medida que as equipes foram fazendo alterações, a velocidade do jogo caiu sensivelmente. Tanto Irã quanto a Nova Zelândia não abdicaram do ataque, mas já não conseguiam ter a mesma qualidade na preparação das jogadas. No fim, o empate prevaleceu.



Fonte da Notícia




Comissão aprova projeto que obriga órgãos públicos a divulgar canais de denúncia e proteção às mulheres – Notícias


15/06/2026 – 19:26  

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Delegada Ione: medida de baixo custo

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6138/25, que obriga órgãos públicos a divulgar, de maneira permanente e em local visível, os canais oficiais para denúncia de casos de violência contra a mulher.

O projeto, de autoria da deputada Denise Pessôa (PT-RS), exige que as divulgações informem, no mínimo, o Disque 180 – exclusivo para denúncias de agressões contra mulheres – e o Disque 100 – para denúncias de violações contra grupos vulneráveis (crianças, idosos e minorias).

As informações deverão estar disponíveis em todos os órgãos públicos da União, dos estados e dos municípios, abrangendo a administração indireta, como agências e autarquias.

O texto também prevê a divulgação de mecanismos de proteção às vítimas, como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que registra casos de violência e outros agravos à saúde.

A relatora, deputada Delegada Ione (PL-MG), afirmou que a medida ajuda as vítimas a encontrar rapidamente informações sobre acolhimento e medidas de proteção. Segundo a deputada, a iniciativa ajuda a combater a violência contra a mulher e pode ser implantada com baixo custo.

“Muitas vítimas só conseguem romper o ciclo de violência quando têm acesso claro e imediato aos canais de denúncia e às informações sobre seus direitos”, disse a relatora.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub



Fonte da Notícia




Djalminha fala sobre amizade com técnico Lionel Scaloni – 16/06/2026 – Esporte


O ex-meia brasileiro Djalminha fez parte de uma das gerações mais vitoriosas do time espanhol Deportivo La Coruña, entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, com as conquistas do Campeonato Espanhol, da Copa do Rei e da Supercopa da Espanha.

Entre os companheiros de equipe no período, estavam os também brasileiros Mauro Silva e Flávio Conceição, e o argentino Lionel Scaloni, atual técnico da Argentina.

Atualmente comentarista da CazéTV, Djalminha teve um reencontro com Scaloni que viralizou nos últimos dias nas redes sociais, durante uma sessão de treinamentos da equipe alviceleste em Kansas City, onde os atuais campeões estreiam nesta terça-feira (16) contra a Argélia.

Na segunda-feira (15), durante entrevista coletiva de Scaloni, Djalminha desejou sorte ao ex-companheiro de La Coruña, ao que o argentino respondeu sem esconder a admiração: “esse era bom”.

Em conversa com a Folha, o ex-jogador elogiou o trabalho desenvolvido por Scaloni à frente da seleção argentina e também fez uma avaliação do desempenho da seleção brasileira na estreia contra o Marrocos.

Para Djalminha, a primeira partida do Brasil no Mundial foi “decepcionante”. Ele avalia que a seleção de Carlo Ancelotti precisa encontrar uma maneira de jogar para fazer frente aos rivais nas próximas fases do torneio da Fifa.

Como foi a experiência de ter jogado com Scaloni? O que que você consegue perceber de quando vocês jogavam no mesmo time na seleção da Argentina de hoje?

Ele sempre foi um jogador muito agregador, de estar sempre junto com o grupo. Acho que isso é um fator principal que ele conseguiu nessa seleção da Argentina. Quando ele assumiu [em agosto de 2018, após a eliminação para a França nas oitavas de final da Copa na Rússia], a seleção estava num momento muito conturbado, e o Scaloni conseguiu unir esse grupo, botar esses jogadores para jogar em prol do principal jogador, que é o Messi. Acho que é o principal mérito dele.

Vocês mantêm uma amizade até hoje, desde a época em que jogaram juntos? A gente era muito junto, convivia muito, e foram sete anos. Costumo brincar que vivi mais com ele que com muitos parentes meus. É uma amizade grande com ele e com outros com quem formamos um grupo muito forte, o Emerson que também é brasileiro, o Turu Flores.

O Messi já está com 38 anos, voltando de lesão, com um time que também não conta mais com o Di María. Você acha que a Argentina ainda assim precisa estar no grupo das favoritas?

Claro, até porque a Argentina não tem só Messi. O Messi é um “plus” que a Argentina tem, mas eles têm um meio de campo e um ataque excelente, jogadores como o Lautaro Martínez, o Julián Alvarez, se for enumerar os jogadores que a Argentina tem… E o mais importante, eles têm uma equipe, um conjunto que já vem junto há um tempo, então eu considero a Argentina como uma das favoritas.

O Scaloni já está nesse segundo ciclo com a seleção argentina. Qual é a importância de ter esse ciclo longo para poder implementar o método de trabalho?

No futebol, o entrosamento conta muito, e ainda mais na seleção, que você já não tem muito tempo para trabalhar. Se não tiver esse conjunto, com jogadores acostumados a jogar em um sistema tático definido, acho que fica mais difícil, que é o que está acontecendo com o Brasil. E eles já estão nessa vantagem já há 4 anos.

O que você achou desse primeiro jogo da seleção brasileira contra o Marrocos? Foi dentro do que você já estava esperando do time?

Dentro da minha expectativa como torcedor, não. Mas dentro da realidade do nosso futebol hoje, dentro do que a gente viu no jogo, o resultado foi normal e justo. Mas a gente espera muito mais da seleção. Eu fiquei decepcionado porque esperava muito mais.

O que acha que precisa mudar para o duelo contra o Haiti?

Eu não estou nem pensando no duelo contra o Haiti, mas sim no fato de que a seleção brasileira precisa encontrar uma maneira de jogar, porque vamos enfrentar seleções melhores que a do Marrocos lá na frente, e marcando com essa marcação que nós tivemos, com esse meio campo muito despovoado, com muito espaço, fica difícil. Então acho que tem que resolver esse problema. Aí não é uma questão de jogador fulano, beltrano entrar na equipe, e sim de acertar o esquema.



Fonte da Notícia




A psicose por cannabis é mais arriscada do que a psicose induzida por drogas?



Se você carrega uma vulnerabilidade genética ou neurobiológica a psicoseo uso de cannabis pode aumentar a probabilidade de surgimento de psicose, especialmente durante adolescência e idade adulta jovem. A psicose induzida pela cannabis nem sempre é temporária. Numerosos estudos demonstraram que muitos indivíduos afetados desenvolvem distúrbios do espectro da esquizofrenia.

Poucos investigadores fizeram mais para moldar o pensamento contemporâneo sobre a cannabis e a psicose do que Deepak D’Souza, MD, professor de psiquiatria Vikram Sodhi ’92 na Escola de Medicina da Universidade de Yale. O seu trabalho demonstrou que o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), o principal componente psicoativo da cannabis, pode induzir sintomas psicóticos transitórios em voluntários saudáveis ​​e piorar os sintomas existentes em pacientes com esquizofrenia. Por mais de duas décadas, a pesquisa, as publicações científicas e as declarações públicas de D’Souza desafiaram suposições sobre o psiquiátrico segurança da cannabis.

A pesquisa pioneira de D’Souza ajudou a levar o campo além da simples observação de que o uso de cannabis e a psicose estão associados. A questão mais importante passou a ser se a cannabis poderia causar transtornos psicóticos. Seus estudos também descobriram que a abstinência reduz recaída risco, enquanto o uso continuado de cannabis está associado a resultados clínicos mais desfavoráveis ​​e a uma resposta diminuída ao tratamento.

Hoje, D’Souza faz uma pergunta diferente. Em meio a preocupações com a cannabis comercial cada vez mais potente e com níveis sem precedentes de exposição ao THC, ele levantou a possibilidade de que a cannabis possa desencadear uma psicose vitalícia em alguns indivíduos. Recentemente, D’Souza e colegas publicaram um estudo comparando pacientes hospitalizados com primeiro episódio de psicose que documentaram exposição à cannabis com pacientes semelhantes que não tinham evidência de exposição à cannabis.

O estudo examinou 119 homens hospitalizados com primeiro episódio de psicose, incluindo 66 com exposição à cannabis confirmada pela toxicologia e 53 sem exposição à cannabis. Os pacientes do grupo associado à cannabis exibiram menos sintomas negativos, como achatamento afetivo e perda de motivaçãoao mesmo tempo que mostram níveis comparáveis ​​de alucinações e delírios. Eles também se mostraram mais depressivos e maníaco características, denotando uma apresentação clínica diferente da esquizofrenia clássica da forma deficitária.

Embora ambos os grupos tenham entrado no hospital com níveis semelhantes de comprometimento cognitivo, apenas o grupo associado à cannabis demonstrou melhora cognitiva significativa após quatro semanas de tratamento e abstinência de cannabis. Os investigadores também detectaram padrões distintos de EEG que podem refletir diferenças na excitação e inibição cortical. Em conjunto, estas descobertas sugerem que a psicose associada à cannabis pode diferir da psicose não associada à cannabis de uma forma que vai além dos sintomas clínicos por si só.

D’Souza resumiu a evolução de seu pensamento em uma conversa recente comigo:

“A esquizofrenia (SCZ) ou, como Bleuler apropriadamente cunhou em 1911, o ‘grupo de esquizofrenias’, é heterogênea em vários níveis, incluindo sua fenomenologia e manifestação clínica, fatores de risco ambientais, moleculares em microescala genética, transcriptômicaproteômica e alterações em macroescala na estrutura, função e conectividade do cérebro. Várias tentativas foram feitas para identificar e separar os subtipos de SCZ com base em manifestações clínicas, genética e biomarcadores. É um pouco cedo para tirar conclusões definitivas, mas as nossas descobertas levantam a possibilidade fascinante de que pode haver um subtipo de transtornos psicóticos de cannabis”.

O estudo de D’Souza, no entanto, incluiu apenas homens e acompanhou os pacientes durante apenas quatro semanas. A trajetória a longo prazo da psicose associada à cannabis permanece obscura. Alguns casos podem evoluir para transtornos do espectro da esquizofrenia ou transtornos do humor, enquanto outros não. Se a psicose associada à cannabis representa um subtipo distinto de doença psicótica permanece uma questão em aberto.

Nenhuma descoberta de pesquisa provou ainda que a psicose associada à cannabis seja biologicamente distinta. No entanto, investigadores estelares do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College London, incluindo Marta Di Forti e Robin Murray, forneceram evidências claras que ligam a exposição à cannabis a perturbações psicóticas. Os seus estudos demonstraram que o uso diário de cannabis de alta potência está associado a um aumento acentuado das probabilidades de desenvolver psicose e mostraram que uma proporção substancial de casos de primeiro episódio de psicose é atribuível à exposição a produtos potentes de cannabis.

Leituras essenciais sobre psicose

O que se torna cada vez mais difícil de descartar é a possibilidade de a psicose associada à cannabis representar mais do que uma síndrome temporária induzida pela droga. Pode, em alguns indivíduos, constituir uma doença psicótica persistente desencadeada pela exposição à cannabis. Como D’Souza me disse:

“Nossas descobertas precisam ser replicadas. Além disso, é importante coletar dados de acompanhamento de longo prazo para entender se o curso e o prognóstico a longo prazo deste subtipo proposto são distintos.”

Os debates anteriores sobre a cannabis e a psicose giravam regularmente em torno de posições polarizadas. Um grupo argumentou que a cannabis meramente desmascarava a esquizofrenia em indivíduos geneticamente vulneráveis. Outro considerou a psicose induzida pela cannabis como um fenómeno transitório relacionado com a intoxicação, fundamentalmente distinto da esquizofrenia. Cada vez mais, as evidências sugerem que nenhuma das formulações é inteiramente adequada. No entanto, a convergência de diferenças clínicas, cognitivas e somáticas levanta a possibilidade de que a exposição à cannabis possa estar associada a uma psicose reconhecível. subtipo em vez de simplesmente servir como gatilho para a esquizofrenia convencional.

Vários estudos epidemiológicos de alta qualidade apoiam as preocupações de D’Souza e desafiam a crença de longa data de que a psicose canábica é geralmente benigna e autolimitada. Um estudo de registo dinamarquês descobriu que a psicose induzida pela cannabis tinha uma das taxas de conversão mais elevadas para perturbações do espectro da esquizofrenia entre as psicoses induzidas por substâncias, com aproximadamente 41 por cento dos indivíduos afectados a receberem posteriormente um diagnóstico de esquizofrenia. As meta-análises demonstraram igualmente taxas de progressão substanciais da psicose induzida pela cannabis para a doença psicótica crónica.

Indivíduos com exposição substancial à cannabis desenvolvem regularmente psicose em idades mais jovens do que os não consumidores. Alguns estudos encontraram menos sintomas negativos e melhor funcionamento cognitivo do que em pacientes com esquizofrenia não associada à cannabis. Avaliações de Yücel e colegas e de Løberg e Hugdahl sugerem que o caminho para a psicose em pacientes expostos à cannabis pode envolver comprometimento do desenvolvimento neurológico menos grave do que o normalmente observado na esquizofrenia primária. A psicose associada à cannabis pode não ser uma esquizofrenia comum.

O apoio epidemiológico mais forte para uma nova via de psicose relacionada com a cannabis provém do facto de que a cannabis de alta potência está associada a probabilidades acentuadamente aumentadas de perturbação psicótica, de meta-análises que documentam uma relação dose-resposta entre a exposição à cannabis e o risco de psicose, da evidência de que a abstinência reduz o risco de recaída e de que o uso continuado de cannabis está associado a resultados clínicos mais desfavoráveis ​​e a uma menor resposta ao tratamento.

O que a psiquiatria atualmente rotula de “esquizofrenia” pode representar um caminho clínico final comum alcançado através de múltiplas rotas genéticas e ambientais. A cannabis poderia ser plausivelmente uma dessas rotas. Se assim for, a questão chave passa a ser se a psicose associada à cannabis difere significativamente da esquizofrenia que ocorre sem exposição à cannabis.

As descobertas de D’Souza são particularmente relevantes hoje, com o início precoce da cannabis, o uso mais frequente e os produtos comerciais contendo concentrações de THC muito mais elevadas do que as disponíveis no passado. Complementando estas observações, estudos dos grupos de Londres demonstraram que o uso diário de cannabis de alta potência está associado a probabilidades substancialmente aumentadas de desenvolver psicose. Estas descobertas levantam preocupações de que os produtos modernos de cannabis estão a contribuir para o aumento da incidência de doenças psicóticas.

As implicações do tratamento são igualmente importantes. As evidências existentes sugerem que a psicose associada à cannabis responde aos medicamentos antipsicóticos da mesma forma que a psicose primária. Contudo, o uso continuado de cannabis aumenta substancialmente os riscos de recaída, reinternação, medicamento não adesão e falha no tratamento. Estas descobertas também sublinham a importância da cessação da cannabis e do tratamento da cannabis e de outros transtornos concomitantes por uso de substâncias.

O consumo de cannabis está consistentemente associado a um risco aumentado de psicose e a exacerbações de sintomas psicóticos, tanto em indivíduos saudáveis ​​como em pessoas com perturbações psicóticas.

Em vez de perguntar se a cannabis pode produzir psicose, talvez seja necessário perguntar que tipo de psicose produz, em quem e em que circunstâncias. A psiquiatria também deve ir além da questão simplista de saber se a cannabis “causa” esquizofrenia. As questões mais importantes dizem respeito aos mecanismos do sistema canabinoide, à vulnerabilidade individual e ao momento da exposição. A cannabis pode não criar uma entidade de doença totalmente separada, mas cada vez mais evidências sugerem que pode ditar o momento, a expressão e o curso a longo prazo da doença psicótica em indivíduos vulneráveis.



Fonte




Tunísia demite técnico após goleada na estreia da Copa – 16/06/2026 – Esporte


A Tunísia respondeu à goleada de 5 a 1 sofrida no jogo contra a Suécia, na Copa do Mundo, demitindo o técnico Sabri Lamouchi e substituindo-o pelo francês Hervé Renard, anunciou a federação na TV nacional nesta segunda-feira (15).

Lamouchi é o primeiro técnico na história da Copa do Mundo a ser demitido após apenas um jogo.

Renard comandou a Arábia Saudita na surpreendente vitória contra a Argentina, que viria a ser campeã, na Copa do Mundo de 2022 no Catar, e desde então treinou a seleção feminina da França.

“O presidente da Federação Tunisiana de Futebol, Moez Nassari, anunciou que um acordo oficial foi alcançado com o técnico francês Hervé Renard para que ele assuma o comando da seleção nacional de futebol até o final da Copa do Mundo de 2026”, informou a emissora pública tunisiana.

Lamouchi, de 54 anos, estava no cargo desde janeiro.

O ex-jogador da seleção francesa venceu apenas uma de suas cinco partidas no comando, uma vitória de 1 a 0 sobre o Haiti.

A pesada derrota para a Suécia no domingo (14) deixa a Tunísia com uma tarefa difícil para avançar à fase eliminatória.

Os tunisianos enfrentam o Japão na próxima partida do Grupo F, no sábado (20), antes de encarar a Holanda.



Fonte da Notícia




Copa do Mundo: Chuteiras rosa dominam gramados no Mundial – 16/06/2026 – Esporte


Elas estão presentes em todos os jogos da Copa do Mundo e levaram a muitas teorias sobre os possíveis motivos para a súbita preferência dos jogadores.

As chuteiras cor-de-rosa foram a escolha de grandes marcas como Nike, Adidas, New Balance e Puma para as suas coleções comemorativas do principal evento esportivo do ano.

Além de o cor-de-rosa se destacar no gramado verde —elas são cores complementares no círculo cromático—, a decisão parece combinar uma resposta às demandas de consumidores por cores mais chamativas e a um investimento maior das marcas na categoria de produto, nesse caso, a chuteira, deixando em segundo plano a tentativa de se destacar individualmente.

“A marca mais forte é a do evento, que é a Copa do Mundo. Não é Nike, Adidas ou qualquer outra”, diz Lilian Carvalho, professora de marketing da EAESP-FGV (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas).

“As pessoas vão comprar a chuteira da Copa do Mundo. Se todas são rosa, isso chama mais atenção e fica muito mais fácil para que todas vendam.”

Se uma tentasse optar por um caminho diverso, apostando em outra cor, poderia sofrer o efeito inverso, o de ter o seu produto lembrado conectado à marca, e não ao evento. É uma espécie de “conluio tácito”, mas sem a intenção de enganar o consumidor.

No pano de fundo dessas escolhas das grandes marcas estão também as pesquisas de tendências.

Um relatório de 2024 da consultoria WGSN, uma das principais referências de tendências de consumo, apontava entre as cores para 2026 o “electric fuchsia”, descrito como um “neon vívido”, “entre o rosa e o roxo”, que carrega “atitudes progressivas e transformadoras”.

Profissionais de marketing, afirma a professora da FGV, leem os mesmos relatórios, usam as mesmas pesquisas de mercado, frequentam os mesmos eventos.

“Estamos diante de uma convergência estratégica, e não de uma coincidência”, diz o especialista em branding Henrique Alexandre. “As grandes marcas trabalham com essas pesquisas, com análise de tendências e esse monitoramento constante do consumidor.”

Há ainda o efeito da “viralização memética” que hoje integra as estratégias das marcas. “Então a geração Z quer isso? E aquilo se espalha como um rastilho de pólvora entre as equipes de marketing, as equipes de desenvolvimento de produtos”, afirma Lilian Carvalho.

É similar ao efeito do azul cerúleo citado no filme “O Diabo Veste Prada”. No diálogo ficcional, Miranda Priestly, personagem de Meryl Streep, explica a sua assistente a trajetória da cor da peça de roupa que ela usava.

“Em 2002, Oscar de la Renta fez uma coleção de vestidos cerúleos, e depois, se não me engano, foi Yves Saint Laurent quem apresentou jaquetas militares azul cerúleo”, diz a personagem. “Então o azul cerúleo apareceu rapidamente nas coleções de oito estilistas diferentes. Depois, espalhou-se pelas lojas de departamento”.

No planejamento dos produtos especiais para a Copa do Mundo, a Nike diz ter considerado dados que indicavam o desejo de atletas e consumidores por cores vibrantes para momentos importantes, para dar mais confiança.

Esse teria sido o ponto de partida, disse Odinga Nimako, da área de desenvolvimento de produto da Nike, ao The Athletic, departamento de jornalismo esportivo ligado ao New York Times. Depois, em testes, foi observado que o rosa era a cor que mais se destacava.

“O cor-de-rosa realmente se destaca na grama verde, esteja você nas arquibancadas ou assistindo pela televisão, garantindo a visibilidade”, afirmou o executivo ao NYT.

O especialista em branding Henrique Alexandre diz considerar também que o rosa expressa certa ousadia. “Todo mundo está habituado a usar usar preto e branco. De repente, vem uma cor completamente diferente e disruptiva, que vai gerar buzz, vai gerar conversa”, afirma.

As gerações mais jovens, aponta ele, também veem o esporte cada vez mais conectado à moda, à identidade e à expressão individual.

Nesse sentido, as chuteiras são também onde os próprios jogadores podem se expressar —e negociar individualmente—, sem que estejam sujeitos aos patrocinadores oficiais de suas equipes.

O craque argentino Lionel Messi deve ir a campo usando um modelo azul e branco da Adidas batizado de “Último Tango”, em alusão à despedida do jogador das Copas. Já a Nike preparou para o português Cristiano Ronaldo uma versão dourada de sua Mercurial Superfly.



Fonte da Notícia