Gerenciando a Hipertensão | Tratamento natural e médico


A hipertensão raramente se anuncia. Na verdade, a maioria das pessoas se sente completamente normal, mesmo quando os danos se acumulam silenciosamente dentro de suas artérias. No entanto, com o tempo, esta condição silenciosa pode sobrecarregar o coração, enfraquecer os vasos sanguíneos e aumentar significativamente o risco de acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. É exatamente por isso que a compreensão eficaz tratamento para hipertensão as opções são muito importantes.

Depois de mais de uma década escrevendo na área de saúde e trabalhando ao lado de médicos e especialistas em bem-estar, uma coisa é certa: o controle da hipertensão não envolve soluções rápidas. Em vez disso, trata-se de decisões informadas, hábitos constantes e orientação médica consistente.

O que é hipertensão?

A hipertensão, ou pressão alta, ocorre quando a força do sangue contra as paredes das artérias permanece consistentemente elevada. Normalmente, uma leitura saudável fica em torno de 120/80 mmHg. Porém, quando os números ultrapassam regularmente 130/80 mmHg, os médicos passam a classificá-la como hipertensão.

A princípio, a condição pode parecer inofensiva. No entanto, a pressão prolongada danifica gradualmente as artérias e força o coração a trabalhar mais do que o pretendido. Consequentemente, a hipertensão ganhou a reputação de “assassina silenciosa”.

O que causa pressão alta?

Em vez de resultar de um único problema, a hipertensão geralmente se desenvolve a partir de uma combinação de fatores. Em muitos casos, o estilo de vida desempenha um papel central. No entanto, a genética e as condições de saúde subjacentes podem contribuir igualmente fortemente.

Fatores de estilo de vida

Por exemplo:

  • Alta ingestão de sódio
  • Inatividade física
  • Estresse crônico
  • Fumar
  • Consumo excessivo de álcool

Contribuintes Médicos

Enquanto isso, certas condições aumentam o risco:

  • Doença renal
  • Diabetes
  • Desequilíbrios da tireoide
  • Apneia do sono

Idade e Genética

Além disso, o envelhecimento naturalmente endurece as artérias. Da mesma forma, um histórico familiar de hipertensão pode tornar a prevenção mais desafiadora.

Como as causas variam, escolher o caminho certo tratamento para hipertensão abordagem requer atendimento personalizado.

Por que o tratamento precoce é importante

Muitas pessoas atrasam o tratamento simplesmente porque se sentem bem. No entanto, a hipertensão não tratada pode levar silenciosamente a complicações graves. Com o tempo, o risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, doença renal e até problemas de visão aumenta dramaticamente.

Por outro lado, a intervenção precoce muda completamente a trajetória. Com o plano certo, os danos a longo prazo podem muitas vezes ser evitados ou significativamente reduzidos.

Tratamento para hipertensão: opções médicas

Quando as mudanças no estilo de vida por si só não são suficientes, a terapia médica torna-se essencial. Felizmente, a cardiologia moderna oferece vários tratamentos seguros e eficazes.

Diuréticos

Primeiro, os diuréticos ajudam a eliminar o excesso de sódio e líquidos. Como resultado, o volume sanguíneo diminui e a pressão cai.

Inibidores da ECA

Em seguida, os inibidores da ECA relaxam os vasos sanguíneos, bloqueando os hormônios que causam o estreitamento. Consequentemente, a circulação melhora.

Bloqueadores dos Canais de Cálcio

Da mesma forma, esses medicamentos impedem que o cálcio entre nas células do coração e dos vasos, permitindo que as artérias permaneçam relaxadas.

Betabloqueadores

Finalmente, os betabloqueadores reduzem a frequência cardíaca e a força de contração, o que reduz a pressão geral.

É importante ressaltar que o tratamento nunca é único. Os cardiologistas adaptam os medicamentos com base na idade, perfil de risco e saúde geral.

Um médico amplamente reconhecido por esta abordagem abrangente é Dra. Cynthia Thaik. Ela enfatiza consistentemente a combinação de terapia médica com orientação sobre estilo de vida, garantindo que os pacientes se sintam informados e não sobrecarregados.

Existe uma cura natural para a pressão arterial em que os pacientes podem confiar?

Esta questão surge com frequência. Naturalmente, muitas pessoas esperam por uma completa cura natural para pressão arterial solução. No entanto, a realidade é mais matizada.

Embora as mudanças no estilo de vida possam melhorar drasticamente os números, a hipertensão normalmente é controlada em vez de curada permanentemente. Dito isto, as estratégias naturais ainda podem ser incrivelmente poderosas – especialmente nos estágios iniciais.

Em alguns casos, os pacientes até reduzem as necessidades de medicação através de melhorias consistentes no estilo de vida. No entanto, a supervisão médica continua essencial.

Estratégias comprovadas de remédios caseiros para hipertensão

Se você estiver explorando um remédio caseiro para hipertensãoé importante focar em métodos apoiados por evidências reais. Felizmente, várias estratégias naturais fornecem resultados consistentemente.

Reduza a ingestão de sódio

Para começar, a redução do sódio é uma das maneiras mais rápidas de reduzir a pressão arterial. Como os alimentos processados ​​contêm sal oculto, cozinhar em casa faz uma grande diferença.

Aumentar o potássio

Enquanto isso, o potássio ajuda a equilibrar os níveis de sódio. Portanto, alimentos como banana, espinafre, abacate e feijão são altamente benéficos.

Siga a Dieta DASH

Além disso, a dieta DASH continua sendo um dos planos alimentares amigos do coração mais pesquisados. Ele enfatiza:

  • Frutas e legumes
  • Grãos integrais
  • Proteínas magras
  • Laticínios com baixo teor de gordura

Como resultado, muitas pessoas observam melhorias mensuráveis ​​em semanas.

Exercite-se consistentemente

Você não precisa de treinos intensos. Em vez disso, atividades moderadas – como caminhadas rápidas – podem reduzir significativamente a pressão sistólica. Com o tempo, a consistência é mais importante do que a intensidade.

Gerenciar o estresse

O estresse crônico aumenta o cortisol e a adrenalina. Consequentemente, a pressão arterial aumenta. Práticas como meditação, ioga e respiração profunda ajudam a restaurar o equilíbrio.

Mantenha um peso saudável

Mesmo uma modesta perda de peso cria melhorias visíveis. Na verdade, perder apenas 5 a 10 libras pode reduzir o esforço cardiovascular.

Evite fumar e limite o álcool

Finalmente, a redução de hábitos nocivos fortalece os vasos sanguíneos e apoia qualquer tratamento para hipertensão plano.

A ascensão do cuidado holístico do coração

Nos últimos anos, mais pacientes começaram a procurar cuidados holísticos. Em vez de se concentrarem apenas nas prescrições, eles querem orientação sobre sono, nutrição e bem-estar emocional.

É importante ressaltar que o cuidado holístico não substitui o tratamento médico. Em vez disso, complementa-o. Ao combinar ambas as abordagens, os pacientes frequentemente alcançam resultados mais sustentáveis.

Para muitos indivíduos, misturar medicação com um medicamento estruturado remédio caseiro para hipertensão rotina oferece o melhor controle a longo prazo.

As mudanças no estilo de vida podem substituir a medicação?

Isso depende muito da gravidade.

  • Elevado ou Estágio 1: Mudanças no estilo de vida podem ser suficientes.
  • Estágio 2 ou superior: Geralmente é necessária medicação.

No entanto, interromper a medicação sem supervisão pode ser perigoso. A pressão arterial pode recuperar rapidamente, aumentando o risco de acidente vascular cerebral.

Portanto, a estratégia mais inteligente não é escolher entre soluções naturais e médicas. Em vez disso, integra ambos sob orientação profissional.

Monitorando a pressão arterial em casa

O monitoramento domiciliar desempenha um papel crucial no cuidado moderno da hipertensão. Ele não apenas fornece feedback em tempo real, mas também ajuda os pacientes a permanecerem envolvidos.

Para melhores resultados:

  • Sente-se calmamente antes de medir
  • Mantenha os pés apoiados no chão
  • Evite cafeína de antemão
  • Meça no mesmo horário diariamente

Com o tempo, os padrões de rastreamento facilitam o ajuste do seu tratamento para hipertensão plano.

Quando consultar um cardiologista

Embora os médicos de cuidados primários tratem de muitos casos, certas situações requerem um especialista. Por exemplo:

  • Leituras altas persistentes
  • Desconforto no peito ou falta de ar
  • Forte história familiar de doença cardíaca
  • Vários fatores de risco

Nestes casos, a avaliação especializada pode prevenir complicações e refinar o tratamento.

Mitos comuns sobre hipertensão

Apesar da consciência generalizada, os equívocos ainda persistem.

“Eu me sinto bem, então é inofensivo.”
No entanto, a maioria das pessoas não apresenta sintomas.

“Medicação significa fracasso.”
Pelo contrário, a medicação é simplesmente uma ferramenta.

“Existe uma cura natural garantida para a correção da pressão arterial.”
Infelizmente, não existe uma cura universal.

“Só os adultos mais velhos entendem.”
Cada vez mais, os adultos mais jovens são afetados devido ao estresse e às mudanças no estilo de vida.

Construindo uma Rotina Sustentável

O sucesso a longo prazo raramente vem apenas da motivação. Em vez disso, a estrutura faz a diferença.

Por exemplo:

  • Planeje as refeições semanalmente
  • Agendar treinos
  • Acompanhe as leituras regularmente
  • Priorize o sono

Com o tempo, esses sistemas criam estabilidade. Em última análise, a consistência sempre supera a intensidade.

O lado emocional da hipertensão

Viver com uma condição crônica pode ser estressante. Ironicamente, a ansiedade em relação às leituras pode aumentar ainda mais a pressão arterial. Portanto, o apoio emocional desempenha um papel fundamental no sucesso da gestão.

Os pacientes se beneficiam de:

  • Educação clara
  • Expectativas realistas
  • Cuidado compassivo
  • Apoio familiar

Quando as pessoas compreendem a sua condição, o medo gradualmente dá lugar à confiança.

Perspectiva de longo prazo

A boa notícia é encorajadora. Em comparação com muitas doenças crónicas, a hipertensão é altamente controlável.

Com a combinação certa de:

  • Medicação quando necessário
  • Um plano estruturado de remédio caseiro para hipertensão
  • Monitoramento consistente
  • Orientação profissional

A maioria dos indivíduos vive uma vida longa e ativa, sem grandes complicações.

Considerações Finais

Gerenciar a hipertensão não significa buscar curas milagrosas. Em vez disso, trata-se de progresso constante e escolhas informadas. Embora a ideia de um permanente cura natural para pressão arterial solução é atraente, o controle sustentável geralmente vem do equilíbrio.

Em última análise, eficaz tratamento para hipertensão combina a medicina moderna com mudanças intencionais no estilo de vida. Juntos, eles criam uma defesa poderosa contra doenças cardíacas de longo prazo.

Se seus números estão aumentando – ou se você foi diagnosticado recentemente – não espere. Pequenas mudanças hoje podem proteger seu coração nas próximas décadas.

Porque quando se trata de pressão arterial, a consistência não é apenas útil – ela salva vidas.



Fonte




Voluntários cruzam estados para ajudar vítimas das chuvas em MG


Um grupo de voluntários viajou mais de 500 quilômetros de Piracicaba, no interior de São Paulo, até Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, para ajudar aqueles que foram impactados pelas chuvas e deslizamentos de terra que atingem a região desde a última segunda-feira (23). Enquanto parte da equipe pegou a estrada, outra organiza arrecadações e logística para envio de doações.

O bombeiro civil Rodrigo Bazaglia chegou na manhã desta sexta (27) e dirigiu-se até o lugar com o maior número de mortes, o bairro Parque Jardim Burnier, na Zona Sudeste, que contabiliza 21 vítimas. Ele chegou disposto a ajudar do jeito que fosse necessário, no resgate de desaparecidos ou no trabalho de limpeza.

“Se for para cavar, vamos cavar. Se for para entrar na água, vamos entrar. Estamos aqui à disposição para ajudar todos os moradores, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros”, diz Rodrigo.

Rodrigo Bazaglia participa como voluntário do trabalho de resgate das vítimas em Juiz de Fora  – Rovena Rosa/Agência Brasil

O grupo nasceu a partir de outro contexto de calamidade pública. Em 2024, eles se reuniram às pressas para atuar no Rio Grande do Sul. Muitos não se conheciam e, da experiência, surgiu um vínculo mais duradouro.

“No Rio Grande do Sul a gente chegou quando as chuvas e as inundações ainda estavam acontecendo. Aqui, está mais delicado lidar com as famílias e as perdas que elas tiveram. A gente acaba se envolvendo e sentindo parte dessa dor coletiva”, diz Rodrigo.

A última atualização indicava 59 em mortes e 3 desaparecidos em Juiz de Fora, e 6 mortes e 2 desaparecidos em Ubá. O número de desabrigados e desalojados estava acima de 4.200.

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Mobilização de estudantes

Um grupo de estudantes de medicina de Juiz de Fora também decidiu subir as ladeiras do Parque Jardim Burnier para ajudar os moradores. A mobilização começou na igreja do pai de um deles, que organizou arrecadação de alimentos, produtos de higiene e kits de limpeza. Só nesta semana, foram entregues 50 kits no bairro Vitorino Braga, também afetado pelas chuvas.

Lívia André, uma das alunas do Centro Universitário Antônio Carlos (Unipac), conta que não conhecia a região e que ficou impactada com a realidade das pessoas que vivem ali.

“O sofrimento do próximo é nosso também. A gente não podia ficar parado em casa sem fazer nada. Dá aquela sensação de impotência. Ainda mais quando é na nossa cidade, a gente tem que se mover. Não são só números. Essas pessoas estão sofrendo com isso. Estamos aqui para oferecer ajuda em limpeza, fazer marmitas, trabalho braçal, o que eles estiverem precisando”, diz Lívia.

Confira reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre o trabalho dos voluntários em Juiz de Fora

*texto alterado às 17h56 para correção de informação



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Comissão aprova projeto que amplia uso de câmeras e cria alerta contra desaparecimento de pessoas – Notícias


27/02/2026 – 13:14  

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Rogéria Santos: objetivo é conciliar rapidez na busca com proteção de dados

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que moderniza a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.

O texto reforça o uso de tecnologia nas investigações, amplia o combate ao tráfico de pessoas e endurece as penas para crimes contra crianças e adolescentes.

Pela proposta, a política passa a tratar, além do desaparecimento, do combate ao tráfico de pessoas, inclusive quando o crime ocorrer no exterior contra vítima brasileira.

O texto aprovado:

  • autoriza o uso de câmeras e reconhecimento facial para apoiar investigações e acelerar a localização de desaparecidos, com regras para proteger dados e preservar o sigilo das apurações;
  • institui o Alerta Âmber (sistema de emergência internacional), com divulgação rápida por rádio, TV, telefonia e internet, para casos urgentes – especialmente envolvendo crianças, adolescentes e outras pessoas em situação de vulnerabilidade;
  • determina a integração de dados entre sistemas municipais, estaduais e federais, para unificar as ações de busca; e
  • prevê atendimento e apoio psicossocial às vítimas e às famílias, com orientação, acolhimento e cuidado com a saúde física e mental

A versão aprovada é o substitutivo da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), ao Projeto de Lei 182/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

A relatora afirmou que a proposta busca unir rapidez na busca – essencial nas primeiras horas – com salvaguardas de privacidade e de proteção de dados.

“A eficácia na busca por uma criança ou adolescente desaparecido é determinada pela celeridade nas primeiras horas. O projeto acerta ao integrar de forma robusta o aparato legal e tecnológico para permitir a busca e a localização imediatas da vítima”, afirmou.

Próximos passos
O projeto será analisado ainda pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovado, seguirá para o Senado.

Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada por deputados e senadores.

Reportagem – Rachel Librelon
Edição – Marcelo Oliveira



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MG: Número de mortes sobe para 65; quatro pessoas seguem desaparecidas


Quatro pessoas ainda seguem desaparecidas, sendo duas em Juiz de Fora e duas em Ubá, municípios mineiros atingidos fortemente pelas chuvas essa semana.

Ao todo, 65 pessoas morreram, sendo 59 em Juiz de Fora e seis em Ubá, de acordo com divulgação feita pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais nesta sexta-feira (27). 

Até a manhã desta sexta, havia 64 pessoas mortas. Segundo os Bombeiros, mais um corpo foi localizado à tarde, em Juiz de Fora, no Bairro Parque Burnier.

As chuvas causaram alagamentos e deslizamentos de terras e os bombeiros trabalham para buscar sobreviventes e para retirar os corpos em meio aos escombros. 

Em Juiz de Fora, segundo a prefeitura, mais de 4,2 mil pessoas estão desabrigadas e desalojadas e foram registradas 2.149 ocorrências pela Defesa Civil desde a última segunda-feira (24). Já em Ubá, são pelo menos 1,2 mil desabrigados e desalojados. 

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, afirmou, nesta sexta-feira (27), que uma em cada quatro pessoas da cidade mora em área de risco e que é preciso fazer intervenções por todo o município para evitar novas tragédias.  

Também nesta sexta, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse de R$ 6,196 milhões para ações de resposta em sete municípios atingidos por desastres naturais em Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul

Em Minas Gerais, os municípios de Ubá e Matias Barbosa, afetados pelas fortes chuvas desta semana, estão entre os contemplados.  



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Comissão aprova criação de plano para reforçar segurança em fronteiras – Notícias


27/02/2026 – 14:24  

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

José Rocha: proposta inclui a proteção de fronteiras na legislação ordinária

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui o Plano Nacional de Segurança de Fronteiras (PNSF). O projeto aprovado destina 30% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para financiar o fortalecimento da fiscalização e o combate a crimes como narcotráfico e contrabando na faixa de fronteira brasileira.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado José Rocha (União-BA), que ampliou o alcance da proposta original – Projeto de Lei 3517/23, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS). Entre as alterações, o relator incluiu o Ministério da Agricultura e Pecuária nos órgãos de gestão do plano para reforçar a defesa agropecuária contra a entrada de produtos ilegais e pragas no país.

Atuação integrada
A proposta estabelece a atuação integrada entre órgãos federais, estaduais e municipais. Para viabilizar essa coordenação, serão criados Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteira e um Centro de Operações Conjuntas, sediado no Ministério da Defesa, compostos por representantes da segurança pública, Receita Federal e Forças Armadas.

Segundo o relator, a medida transforma programas que hoje são regulados por decretos em uma política de Estado permanente. “Incluir a proteção de fronteiras na legislação ordinária confere estabilidade normativa à matéria, como é próprio das políticas de Estado, que demandam financiamento contínuo”, afirmou o deputado José Rocha.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra



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“Eu só fui”: ex-soldado salva criança de inundação em Juiz de Fora


O ex-soldado do Exército Yuri Souza, de 19 anos de idade, viveu seu maior ato de bravura na última semana de serviço. Na terça-feira (24), poucos dias antes de ser desligado, ele enfrentou uma rua alagada, com água na cintura, para salvar uma bebezinha de 5 meses durante a enchente em Juiz de Fora, Minas Gerais.

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira entram para a história como um dos eventos mais extremos na região, deixando 65 mortos, além de milhares de desabrigados e desalojados, segundo o balanço de sexta-feira (27) do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Yuri atuava no resgate de crianças e idosos no bairro Industrial, um dos mais afetados pelas chuvas, quando o pai da bebê pediu ajuda. 

“Eu e mais um soldado saímos perguntando quem estava precisando de ajuda e queria ser resgatado, quando o pai da criança me chamou para tirar a bebê e a mãe, presas no segundo andar da casa”, contou.

A família estava em uma das últimas casas da rua onde os soldados atuavam, de difícil acesso.

“O bairro Industrial inteiro estava debaixo d’água”, lembrou Yuri. “Foi até difícil para o Exército chegar, fomos com a viatura até onde deu, até a água bater no motor”.

27.02.2026 – O ex-soldado Yuri Souza salvou bebê em alagamento em Juiz de Fora. Foto: Yuri Souza/Arquivo Pessoal

As imagens que viralizaram nas redes sociais mostram Yuri com água barrenta quase na cintura, caminhando calmamente em um trecho completamente inundado, embaixo de fios da rede elétrica, com a bebezinha no colo.

O ex-soldado conta que o caminhão do Exército estava 300 metros adiante e que era preciso andar até lá para deixar todos em segurança. Então, acompanhado do pai e da mãe da pequena, que não aparecem nas imagens por estarem mais atrás, Yuri segurou firme a criança e caminhou.

“Na hora, você não pensa [em riscos, como correnteza]. Na hora eu só fui”, disse. “Estava ali para ajudar e ajudei”, afirmou. 

Nesse mesmo dia, ele salvou também duas crianças de colo e idosos, todos carregados no colo até o caminhão. No vídeo, é possível ver uma idosa sendo atendida por soldados.

Yuri não tem filhos, mas disse que ficou emocionado com o pedido de ajuda da família e agradece às inúmeras mensagens e elogios que vem recebendo. Ele ficou dois anos no Exército, corporação da qual se despediu na sexta-feira, ao meio-dia. Ele foi dispensado após cumprir o Serviço Militar obrigatório.

O pai da criança, Jeferson Rinco, também homenageou Yuri com uma mensagem emocionante nas redes. 

“No meio daquela inundação, da água levando nossos sonhos, lembranças e tudo o que construímos com tanto esforço, estava a minha filha, pequena, frágil, nos braços do soldado Yuri”, escreveu. 

“Quando eu vi aquela imagem, de novo chorei. Eu vi um anjo de farda, que escolheu arriscar a vida para salvar o que temos de mais precioso nesse mundo”, completou. 

Na mensagem, Jeferson Rinco revela que o momento era de desespero.

Preocupado em evitar mais exposição para a criança, Jeferson preferiu não dar entrevista em detalhes. Mas informou que a família, incluindo seis gatos, passa bem. A mãe e a bebê se abrigaram na casa de parentes, enquanto ele e os animais estão no telhado da residência alagada. Eles perderam bens e móveis com as chuvas, mas esperam conseguir recuperar com apoio e doações.





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Comissão aprova projeto que reduz a tributação sobre o biodiesel de dendê – Notícias


27/02/2026 – 14:26  

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Gabriel Mota: o dendê se destaca como matéria-prima ideal para o biodiesel

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins para o biodiesel fabricado a partir de dendê. A medida altera a Lei 11.116/05 para estabelecer que o coeficiente de redução desses tributos será igual a um inteiro, o que na prática anula a cobrança.

Atualmente, o óleo de dendê é uma das principais matérias-primas para a produção de biocombustíveis na região Norte.

O relator, deputado Gabriel Mota (Republicanos-RR), apresentou um substitutivo ao Projeto de Lei 5054/23 para ajustar a técnica legislativa e garantir a viabilidade da proposta.

“O dendê se destaca como matéria-prima ideal para o biodiesel por sua alta produtividade, baixo custo de produção, oferta regular ao longo do ano, baixa exigência tecnológica na colheita e adaptação a solos pobres”, afirma. “Ambientalmente, favorece a recuperação de áreas degradadas na Amazônia; socialmente, gera empregos permanentes e desenvolvimento regional; e, economicamente, reduz a dependência de combustíveis fósseis”, disse o relator.

O autor da proposta, deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), acrescentou que a indústria de biocombustíveis de dendê possui grande relevância econômica e o objetivo central do projeto é dar competitividade ao produto e fortalecer a matriz energética sustentável.

A isenção tributária deve entrar em vigor no primeiro mês após a publicação da futura lei.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcia Becker



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Governo Federal reconhece estado de calamidade em Paraty (RJ)


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reconheceu, nesta sexta-feira (27), o estado de calamidade pública de Paraty (RJ). A portaria com o reconhecimento será publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (2).

Paraty está entre os municípios do Rio de Janeiro mais afetados pelas fortes chuvas no estado e que mais tiveram prejuízos. Para ajudar nas ações de resposta ao desastre, dois técnicos da Sedec irão Paraty para auxiliar na elaboração dos planos de trabalho e, consequentemente, na liberação de recursos do MIDR para assistência humanitária e restabelecimento dos serviços essenciais.

Cerca de 30 alertas extremos de chuva, risco de inundações e deslizamentos foram enviados para municípios do Rio. Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba e Rio das Ostras receberam os avisos na tarde dessa quinta-feira (26).

O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para mais de 80 ocorrências relacionadas às chuvas desde quinta-feira (26), sendo 33 apenas na madrugada e início da manhã desta sexta-feira (27) – a maioria de inundações, alagamentos e deslizamentos.

Acesso a recursos 

O reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública permite acesso a recursos federais. Para isso, estados e municípios atingidos por desastres devem também apresentar, por meio do S2iD – Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, planos de trabalho claros e metas de atuação.

O passo a passo para solicitação de recursos está detalhado no portal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).  

Desastres no Sudeste 

Nesta sexta, a Defesa Civil Nacional informou que convocou uma reunião com os órgãos do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil para o detalhamento e alinhamento das ações de resposta aos desastres registrados no Sudeste e atualização das previsões futuras. Em Minas Gerais, pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 5 mil estão desabrigadas e desalojadas apenas em Juiz de Fora e Ubá

Participaram da reunião representantes da Casa Civil e dos ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Defesa (MD), dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Igualdade Racial, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de integrantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Previsão de mais chuva

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, de grande perigo, para a região. Há previsão de acumulado de chuva em áreas do Rio de Janeiro nesta sexta. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia também serão fortemente afetados. A chuva poderá passar de 100 milímetros (mm) em 24h, com risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.

Defesa Civil Alerta

De acordo com o MIDR, os estados podem utilizar o Defesa Civil Alerta, implementado em todo o território nacional.

O sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado. Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem tocar mesmo em modo silencioso.

Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito, com alcance de celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) e cobertura de telefonia móvel com tecnologia 4G ou 5G.

O recurso não depende de pacote de dados e funciona mesmo se o usuário estiver ou não conectado ao Wi-Fi.

A pasta explica que a ferramenta busca orientar as pessoas sobre as medidas de proteção a serem tomadas. Dessa forma, os alertas terão informações sobre o tipo de risco que está prestes a acontecer e instruções práticas. As definições de conteúdo e do momento de envio dos alertas são de responsabilidade dos órgãos de proteção e defesa civil locais e a ação é operacionalizada por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap).

O objetivo do Defesa Civil Alerta é proporcionar maior segurança, sendo complementar aos demais mecanismos de alertas de emergência: SMS, TV por Assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts.



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Comissão aprova programa para reduzir disputas judiciais no setor de beleza – Notícias


27/02/2026 – 16:41  

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Texto aprovado é a versão da relatora, Any Ortiz

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria o Programa de Redução da Litigiosidade do Setor de Beleza e Bem-Estar (Probeleza). A proposta permite que empresas do segmento regularizem dívidas com a União, combatendo a insegurança jurídica gerada por interpretações fiscais sobre o IPI.

O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), que propôs emenda para ampliar o alcance do programa original, previsto no Projeto de Lei 1704/24, do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). A principal mudança permite a adesão de distribuidoras de produtos de beleza ao Probeleza, além de indústrias e atacadistas.

O substitutivo também redefine o tipo de dívida que poderá ser negociada, incluindo débitos federais de qualquer natureza, e não apenas os relacionados ao IPI. Pelo texto, poderão ser incluídas dívidas inscritas ou não em dívida ativa, mesmo as que já possuem parcelamentos ou estão em discussão na Justiça.

Para Any Ortiz, a medida é necessária para corrigir distorções causadas pelo Decreto 8.393/15, que passou a considerar atacadistas como estabelecimentos industriais para fins de tributação.

O texto aprovado beneficia tanto atacadistas quanto distribuidores que passaram a ser tributados como indústrias após o decreto de 2015. “A proposta é equilibrada, respeita a legalidade, combate disputas judiciais em excesso e estimula a regularização de contribuintes afetados por interpretações fiscais de alta complexidade”, defendeu a deputada.

Requisitos
Para aderir ao Probeleza, o empresário deve confessar a dívida e desistir de ações na Justiça ou processos administrativos sobre o tema. Quem aderir poderá parcelar débitos em até 12 vezes mensais, com perdão total de multas, juros e encargos. Cada parcela tem correção pela Selic (do mês seguinte à consolidação até o anterior ao pagamento) mais 1% no mês do pagamento.

Para o pagamento, os empresários podem usar ainda créditos de prejuízos fiscais e base negativa de CSLL (apurados até 31/12/2023 e declarados até 31/03/2024) da própria empresa ou de controladoras ou controladas. O valor do crédito poderá ser de 25% sobre prejuízo fiscal e de 9% sobre a base negativa de CSLL. Se os créditos forem rejeitados, há 30 dias para pagar em dinheiro o valor questionado.

O devedor será excluído do programa, assegurado o direito de defesa, e ficará obrigado a pagar os tributos se:

  • deixar de pagar duas parcelas seguidas ou três alternadas;
  • não pagar uma parcela, mesmo com as outras quitadas;
  • for flagrado esvaziando patrimônio para fraudar o parcelamento (detectado por Receita Federal ou PGFN);
  • tiver falência decretada ou extinção por liquidação da empresa.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub



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“Perdi quase 20 pessoas da família”, diz moradora de Juiz de Fora


Em uma tenda improvisada no bairro Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora, Cláudia da Silva oferece alimentos e bebidas para todos que passam pelo local. Ela está ali há cinco dias ajudando moradores, bombeiros, voluntários e profissionais da imprensa. É difícil acreditar que, por trás de todo esse empenho, ela viva um luto recente.

“Perdi quase 20 pessoas da minha família. Vários sobrinhos, cunhada, muita gente”, conta.

Cláudia tem 71 anos e sempre morou no bairro. Enquanto uma das sobrinhas continuava desaparecida nos escombros de uma casa ao lado, a cunhada era enterrada no cemitério da cidade.

“Eu não tenho condições psicológicas de ir aos enterros. A gente vê isso em outras cidades e não acredita que vai acontecer com a gente. Eu prefiro ficar aqui mesmo, tentando contribuir com as pessoas. Só vou em casa para tomar banho e volto”, diz a moradora.

Ela reclama da falta de apoio das autoridades municipais e estaduais. Alimentos e bebidas oferecidos na tenda chegaram por meio de doações da própria população.

“Tudo aqui é voluntário. Vemos os políticos subindo aqui, fazendo vídeos para as redes sociais, mas ainda não chegou nenhum centavo para as famílias”, diz Cláudia.

 

Buscas por desaparecidos em Juiz de Fora – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde a última segunda-feira (23) deixaram pelo menos 65 mortos, sendo 59 em Juiz de Fora e seis em Ubá, e provocaram deslizamentos em diferentes pontos da região. O número de desabrigados e de desalojados é superior a 4,2 mil.

Em Juiz de Fora, os bombeiros ainda estão mobilizados em três frentes de trabalho: bairros Paineiras, Parque Jardim Burnier e Linhares. Nesta quinta-feira (26), houve um novo deslizamento, que atingiu três casas, no Bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, com o registro de uma vítima desaparecida.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até as 23h59 desta sexta-feira na Zona da Mata, com chuva entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60 a 100 quilômetros por hora). Permanece o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.



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