Projeto amplia uso da prisão preventiva em casos de violência doméstica – Notícias


02/03/2026 – 10:00  

Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Mandel: iniciativa indispensável para aprimorar a proteção às vítimas

O Projeto de Lei 6392/25, do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), amplia as hipóteses de aplicação de prisão preventiva em casos de agressão familiar contra mulher, criança, adolescente, idoso, pessoa enferma ou pessoa com deficiência.

A proposta muda o Código de Processo Penal e está em análise na Câmara dos Deputados.

O texto prevê a possibilidade de decretação imediata da prisão preventiva em casos de violência doméstica contra mulher, criança, adolescente, pessoa idosa, pessoa enferma ou pessoa com deficiência, independentemente da pena prevista para o crime ou da existência de medidas protetivas.

Regras atuais
Hoje, o Código de Processo Penal permite a prisão preventiva nos seguintes casos:

  • crimes dolosos com pena superior a quatro anos de prisão;
  • quando o réu já foi condenado por outro crime doloso, com sentença transitada em julgado; e
  • para garantir a execução das medidas protetivas de urgência nos casos de violência doméstica contra a mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência.

O que muda
O projeto de Mandel permite a decretação da prisão preventiva em situações de violência doméstica mesmo que o crime tenha pena inferior a quatro anos e ainda que não haja medida protetiva em vigor.

Segundo o parlamentar, a legislação atual condiciona a prisão preventiva a critérios que nem sempre refletem a dinâmica da violência doméstica. Para Mandel, basear-se na pena máxima, por exemplo, “não garante a proteção adequada, especialmente quando se trata de agressões reiteradas ou escaladas de violência”.

Na prática, hoje a prisão preventiva funciona como instrumento para proteger a vítima quando há necessidade de garantir a eficácia das medidas protetivas. A proposta do deputado amplia o campo de aplicação da prisão preventiva em crimes de violência doméstica.

“A medida fortalece a capacidade do Estado de agir preventivamente, garantindo maior segurança às vítimas e ampliando a efetividade da legislação protetiva já existente, especialmente a Lei Maria da Penha”, resume Amom Mandel.

Próximos passos
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, se aprovado, seguirá para votação no Plenário da Câmara.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 

 

Da Redação – ND



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Governo de Goiás lança novo portal oficial de notícias do Estado – Portal Goiás


Governo de Goiás lança novo portal oficial de notícias do EstadoGoverno de Goiás lança novo portal oficial de notícias do Estado
Governo do Estado lança Agência Goiás de Notícias (Foto: André Saddi)

O Governo de Goiás dá início, nesta segunda-feira (02/03), a uma nova etapa em sua comunicação oficial com o lançamento da Agência Goiás de Notícias (www.agencia.go.gov.br). A mudança marca a transição da Agência Cora de Notícias para um portal mais moderno, dinâmico e alinhado às atuais formas de consumo de informação.

Mais do que uma alteração de nome, a iniciativa representa a evolução da plataforma digital responsável por divulgar, de forma transparente e responsável, as ações, programas e investimentos do Estado. A essência permanece a mesma: compromisso com a informação de qualidade, com a publicidade dos atos oficiais e com o registro diário das políticas públicas que impactam a vida dos goianos.

O novo site foi desenvolvido para ampliar o acesso da população ao conteúdo institucional. A plataforma reúne notícias atualizadas, galeria de fotos dos principais eventos e obras, materiais em áudio para download, além de acesso facilitado ao Diário Oficial do Estado, a dados e estudos produzidos pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e ao canal do Governo de Goiás no Youtube.

O portal também disponibiliza informações sobre a história de Goiás, calendário oficial de eventos culturais, contatos das assessorias de comunicação das secretarias estaduais e acesso aos aplicativos do governo, concentrando em um único ambiente digital serviços e conteúdos de interesse público.

Rádio

A Agência Goiás de Notícias também mantém produção diária de conteúdo em áudio, com notas e reportagens completas sobre os principais assuntos do dia relacionados às ações, programas e serviços do Governo de Goiás.

O material é disponibilizado para download no portal, com uso liberado para reprodução por emissoras de rádio e demais veículos de comunicação, ampliando o alcance da informação oficial e fortalecendo a parceria com a imprensa em todo o Estado.

Acesse

Com a nova identidade e endereço eletrônico (www.agencia.go.gov.br), a Agência Goiás de Notícias reforça o objetivo de aproximar ainda mais o cidadão da informação oficial, garantindo transparência, acessibilidade e modernização contínua da comunicação pública.

A mudança consolida um novo momento da comunicação institucional do Estado: mais conectada, mais acessível e preparada para os desafios do ambiente digital, sem abrir mão da credibilidade e do compromisso com a sociedade goiana.

Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) – Governo de Goiás



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Explosão abre grande buraco na Rua da Consolação em São Paulo


Uma explosão abriu um grande buraco, na noite de domingo (1º), na Rua da Consolação, via de intensa circulação da região central da capital paulista. A causa da ocorrência ainda não foi identificada.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a explosão aconteceu por volta das 22h30. A via está interditada no sentido da Avenida Paulista para carros e motos. Apenas o corredor está liberado para o tráfego dos ônibus.

Foram acionadas equipes da Enel, Comgás, Defesa Civil e CET com objetivo de identificar a causa da explosão, conforme informaram os bombeiros.

 




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Comissão de Trabalho debate reestruturação das carreiras no Banco do Brasil – Notícias


02/03/2026 – 08:09  

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Edifício-sede do Banco do Brasil, em Brasília

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realiza, nesta segunda-feira (2), audiência pública para debater a reestruturação das carreiras no Banco do Brasil. O debate atende a pedido da deputada Erika Kokay (PT-DF) e está marcado para as 10 horas, no plenário 12.

Segundo a parlamentar, o objetivo é discutir o processo recente de reestruturação do banco, especialmente os impactos dos chamados “movimentos estruturantes” implementados pela instituição.

Erika Kokay afirma que as medidas têm gerado preocupações quanto à ampliação indevida da jornada de trabalho, à reclassificação de funções técnicas sem a correspondente fidúcia especial e aos descomissionamentos que, além de implicarem redução remuneratória, podem provocar instabilidade funcional, adoecimento e insegurança entre os trabalhadores.

A deputada informa ainda que entidades representativas apontam que a reestruturação envolve movimentação forçada de pessoal, fechamento de unidades e criação de excedentes, configurando um ambiente de forte pressão laboral.

“Embora o banco associe parte dessas iniciativas a estratégias de modernização e aceleração digital, é fundamental que o Parlamento promova um espaço de diálogo transparente para avaliar os efeitos dessas mudanças sobre os bancários, a qualidade do atendimento à população e o papel estratégico do Banco do Brasil no desenvolvimento nacional”, defende.

Da Redação – MB



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Vai prestar concurso para auditor fiscal da Receita Estadual? Fique atento! Inscrição vai até dia 12 – Portal Goiás


Inscrições ao concurso da Receita Estadual terminam em 12 de marçoInscrições ao concurso da Receita Estadual terminam em 12 de março
Interessados em concorrer ao cargo de auditor fiscal têm até dia 12 de março para se inscrever no concurso da Receita Estadual (Foto: Economia)

As inscrições para o concurso público para o cargo de auditor fiscal da Receita Estadual, com lotação na Secretaria da Economia de Goiás, terminam em 12 de março. Os interessados devem acessar o site www.concursosfcc.com.br para fazer a inscrição. A taxa é de R$ 250 e deve ser paga até 13 de março, dentro do horário bancário.

A seleção destina-se ao preenchimento de 50 vagas, além da formação de cadastro de reserva com 25 posições. O edital prevê 20% das vagas para candidatos negros e 5% às pessoas com deficiência. O cargo de auditor fiscal, Classe A, Padrão 1 exige ensino superior completo em qualquer área de formação.

A remuneração mensal é de R$ 28.563,30 para carga horária de 40 horas semanais.

Concurso da Receita Estadual – provas

A Fundação Carlos Chagas é responsável pela realização do certame. As provas serão aplicadas em 17 de maio, em Goiânia.

Durante a manhã, os candidatos responderão às questões objetivas de conhecimentos básicos. À tarde, será aplicada a prova objetiva de conhecimentos específicos, incluindo conteúdos de:

  • tecnologia da informação;
  • auditoria;
  • contabilidade avançada e de custos;
  • direito tributário;
  • legislação tributária estadual.

A segunda fase do certame será a avaliação de títulos, de caráter classificatório, realizada de 14 a 17 de agosto. O resultado final está previsto para 14 de outubro.

O cronograma completo (sujeito a alterações), edital e conteúdo programático estão disponíveis em www.concursosfcc.com.br.

Saiba mais

Integração de pagamento e documento fiscal tem novo prazo



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Cursinhos populares podem aderir à rede de apoio federal até o dia 4


O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até quarta-feira (4 de março) o prazo para a adesão dos cursinhos populares interessados em participar da edição de 2026 da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP).

As adesões devem ser feitas eletronicamente pelo Sistema da Rede Nacional de Cursinhos Populares, com login da plataforma Gov.br com dados básicos da instituição e informações sobre equipe, estudantes e atividades.

A rede CPOP oferece suporte técnico e financeiro a cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários de todo o país visando preparar os estudantes socialmente vulneráveis para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), principal porta de entrada na educação superior no Brasil. Em 2026, 92,4% dos bolsistas do CPOP participaram da última edição do Enem.

Para ajudar os cursinhos populares neste processo, o MEC desenvolveu um guia com o passo a passo para a inscrição.

Edição 2026

Em 2026, o MEC vai apoiar 514 cursinhos populares. Desses, 384 já receberam apoio técnico e financeiro e continuarão a participar do programa, enquanto outros 130 novos cursinhos serão selecionados.

Para este ano, o investimento total previsto é de R$ 108 milhões.

Os cursinhos que preparam estudantes para o acesso ao ensino superior e integram a CPOP podem solicitar a prorrogação do apoio federal. Antes, é preciso apresentar o relatório final de atividades prestadas e ter a prestação de contas aprovada.

Quem pode participar

Conforme o edital podem concorrer ao apoio do governo federal cursinhos populares legalmente registrados, cursinhos informais (por intermédio de instituição operadora), iniciativas vinculadas a projetos ou programas de extensão e redes de cursinhos populares.

As propostas deverão atender, prioritariamente, estudantes de escolas públicas, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência (PCD) e com renda familiar por pessoa de até um salário-mínimo (R$ 1.621, em 2026).

Apoio técnico e financeiro

Cada cursinho popular selecionado poderá receber até R$ 208 mil. Esse valor contempla o apoio financeiro para educadores, coordenadores e profissionais de apoio técnico-pedagógico e psicossocial e também o valor destinado à aquisição de recursos materiais para as atividades administrativas, além do auxílio permanência de R$ 200 mensais pago a cada estudante da unidade ao longo da preparação.

O auxílio permanência ao aluno será pago por até oito meses e poderá atender de 20 a 40 estudantes por cursinho selecionado.

Rede CPOP

Em 2025, o programa do MEC selecionou 384 cursinhos, beneficiando mais de 12,1 mil estudantes em todas as regiões do país. O investimento federal foi de R$ 74 milhões.

Cada cursinho contemplado recebeu até R$ 163,2 mil para o pagamento de professores, coordenadores e apoio técnico-administrativo, incluindo auxílio-permanência de R$ 200 mensais para cada alunos, limitado a 40 beneficiários por unidade.



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Desistir silenciosamente não é apenas para funcionários



Esta postagem foi liderada e coautoria de Justine Hervé e Hyewon Oh.

Os últimos meses foram marcados por uma crescente crise económica e política. incerteza. Durante este período, muitas empresas que antes tomavam posições públicas sobre questões sociais silenciaram sobre iniciativas como inovação, Responsabilidade Social Corporativa(RSC) e Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Internamente, as organizações também reduziram os investimentos discricionários nos funcionários –corte programas de bem-estar, benefícios e desenvolvimento profissional, mantendo apenas as operações essenciais. Esses retiros raramente são anunciados. Em vez disso, as empresas diminuem silenciosamente, limitando os esforços ao que é necessário para permanecerem em conformidade, rentáveis ​​ou competitivas a curto prazo. Referimo-nos a este fenómeno emergente como empresas que “desistem silenciosamente”.

Por que acontece o encerramento silencioso da empresa

Uma razão importante pela qual os funcionários pedem demissão silenciosamente é que eles temer suas contribuições podem não compensar, ou pior, podem sair pela culatra, especialmente em contextos incertos como o COVID 19 pandemia. As organizações podem experimentar uma reacção semelhante: no meio da recente turbulência política, económica e social, muitas empresas enfrentam uma perda de controlo sobre a ligação entre os esforços discricionários e os resultados desejáveis ​​pretendidos. Como tal, consideram que as iniciativas não essenciais têm maior probabilidade de serem punidas do que recompensadas e, por sua vez, respondem de forma muito semelhante à que os indivíduos fazem quando se sentem dispensáveis: param de ir mais longe porque já não conseguem ver aonde o caminho leva.

Como o desligamento silencioso da empresa é importante

Os efeitos do abandono silencioso das organizações podem ondulação muito além de um único trimestre fiscal. Internamente, os funcionários podem sentir o recuo. O relacionamento com a empresa que antes investia em oportunidades de aprendizagem, esforços de diversidade ou cultura no local de trabalho pode começar a parecer transacional. Esta mudança pode diminuir o moral e enviar a mensagem de que o esforço discricionário já não é retribuído ou valorizado, levando os funcionários a pedirem demissão silenciosamente ou mesmo a entregarem as suas demissões reais.

A saída silenciosa da empresa também pode minar a confiança na marca e a boa vontade das partes interessadas. As empresas podem enfrentar erosão da reputação e quedas nas vendas à medida que os consumidores percebem inconsistência ou inautenticidade e param de comprar da marca. Por exemplo, depois de recentemente ter revertido as suas iniciativas de DEI, apesar de ter sido uma voz central sobre os direitos dos negros no mundo empresarial após 2020, a Target pode agora correr o risco de perder o apoio de clientes minoritários. Isto pode resultar em perdas de competitividade, especialmente em comparação com pares que permanecem visivelmente comprometidos com os seus metas.

O que os líderes podem fazer

1. Olhe para dentro com clareza. Tal como um animal reage por instinto ou medo, as organizações podem começar a afastar-se das suas prioridades fundamentais quando o futuro parece incerto. Essa reação pode ocorrer de forma inconsciente, como reflexo de preservação de recursos em tempos turbulentos. Os líderes precisam auditar ativamente as prioridades, os comportamentos e os investimentos das suas organizações para identificar: Onde é que os esforços discricionários abrandaram ou desapareceram? As decisões são tomadas por medo ou com propósito?

Exemplo: Nos primeiros dias da pandemia COVID-19, muitas empresas congelaram as contratações e adiaram os planos de expansão. Em contraste, Ben Minicucci, CEO da Alaska Airlines, adoptou uma abordagem ousada: em vez de recuar, a companhia aérea encomendou mais aviões e contratou milhares de trabalhadores em 2021 e 2022. No início de 2023, a recompensa era evidente: o Alasca estava posicionado para satisfazer a crescente procura pós-pandemia, enquanto os concorrentes lutavam para recuperar o atraso. Isto reflete o que resiliência realmente significa: não apenas se recuperar da adversidade, mas usá-la como uma oportunidade para renovação estratégica.

2. Mudança da sobrevivência a curto prazo para uma visão a longo prazo. Para evitar que as respostas de curto prazo à incerteza custem às empresas a sua vantagem futura, os líderes precisam de rever intencionalmente os objectivos de longo prazo. O segredo é preservar iniciativas estratégicas que reforcem o identidade e compromissos fundamentais, especialmente quando estes compromissos exigem investimento a longo prazo. Em vez de perguntar: “O que é seguro agora?” os líderes devem perguntar: “No que estamos a construir? Como serão estas escolhas dentro de cinco ou dez anos?” A energia organizacional deve estar alinhada com um propósito duradouro e não com uma calma temporária.

Exemplo: Empresas como Unilever permaneceram consistentes na sua sustentabilidade a longo prazo e estratégias de marca orientadas para um propósito, mesmo quando os mercados financeiros ou o clima político mudaram. Essa consistência ajudou a marca a permanecer credível e diferenciada aos olhos dos stakeholders.

3. Fique próximo das partes interessadas, não apenas das manchetes. Embora os climas políticos e sociais possam exercer pressão, os líderes podem sintonizar-se com as vozes daqueles que mais importam: funcionários, clientes e investidores de longo prazo. Em vez de perguntar: “Quais são as últimas manchetes que nos dizem para reagir?” os líderes podem perguntar: “O que realmente é mais importante para as pessoas que servimos?” A realização de pesquisas ou a coleta regular de feedback pode ajudar as organizações a permanecerem ancoradas nas necessidades das partes interessadas e evitar correções excessivas com base em ruídos transitórios.

Exemplo: Patagônia reforça rotineiramente o seu compromisso com a ação ambiental, não apenas porque isso faz parte da identidade da sua marca, mas porque a sua base de clientes valoriza profundamente esta postura. Ao manter-se próxima do seu público principal e das suas expectativas em evolução, a Patagónia resiste à tendência para o desligamento, mesmo quando aumenta a reação política contra as narrativas de sustentabilidade.

4. Reformule a incerteza como oportunidade. A incerteza não precisa levar à paralisia. A reformulação pode desbloquear a ação. Em vez de interpretar a incerteza como um sinal para a retirada, os líderes podem reformulá-la como uma oportunidade para experimentação e adaptação. Em vez de perguntar: “O que devemos parar de fazer até que as coisas estejam estáveis ​​novamente?” os líderes podem perguntar: “Como podemos nos adaptar e permanecer fiéis ao nosso propósito apesar da incerteza?” Esta reformulação psicológica ajuda a manter o ímpeto e mantém a organização focada na contribuição proativa, em vez de na retirada protetora.

Exemplo: Após o terremoto Tōhoku de 2011, Toyota abandonou o seu modelo enxuto just-in-time, caracterizado por uma política de ausência de estoques, em favor de uma estratégia just-in-case, na qual a empresa começou a construir reservas de estoque para melhor se adaptar aos choques de oferta. Tal mudança, baseada na reformulação estratégica, revelou-se crítica durante a escassez de semicondutores da era COVID, o que acabou por transformar a incerteza em resiliência.

Aproveitando a incerteza para reforçar o propósito

Os períodos de incerteza não testam apenas a estratégia de uma empresa. Eles revelam sua mentalidade. Quando os líderes confundem a turbulência com um sinal de recuo, correm o risco de se desligarem dos colaboradores, abandonarem compromissos de longo prazo e minarem a confiança das partes interessadas. No entanto, a desistência silenciosa da empresa não é inevitável. Em domínios como a responsabilidade social e a inovação, os investimentos anticíclicos – investimentos ousados ​​feitos enquanto outros recuam – sinalizam uma convicção mais profunda. Demonstram que o compromisso não desaparece quando as manchetes mudam.



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Provão Paulista impulsiona participação recorde de alunos do Ensino Médio no Saresp


A participação dos estudantes do Ensino Médio da rede estadual paulista foi recorde no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Em 2023, o Governo de São Paulo adotou o Provão Paulista Seriado para avaliação do último ciclo da educação básica e também para permitir a entrada dos alunos da rede pública nas Instituições Públicas Paulistas de Ensino Superior. Desde então, a participação dos estudantes da 1ª, 2ª e 3ª séries aumentou. Na edição 2025, a presença foi superior a 85,5%.

A maior média foi registrada entre os matriculados na 3ª série com 88,4% de frequência nas provas. O índice é 13,4 p.p. maior que há três anos, quando a política pública foi implantada na rede paulista. 

“O aumento da participação confirma o engajamento da rede ao Provão Paulista Seriado. Em três anos, foram abertas mais de 46 mil vagas em cursos de graduação nas universidades públicas paulistas [USP, Unicamp, Unesp, Fatecs e Univesp]. Um bom desempenho nas provas garante a entrada nas instituições mais concorridas e bem avaliadas do Brasil. Neste ano, 97% das vagas da USP direcionadas ao Provão foram preenchidas”, explica o secretário da Educação, Renato Feder.

Notas próximas a Etecs e institutos federais

Para o Ensino Médio, as provas são aplicadas de forma seriada e a nota final é calculada pela média das três edições. Os estudantes respondem às questões de todas as disciplinas do Currículo Paulista, incluindo língua portuguesa, matemática, química, física, história, geografia e língua portuguesa.

Por se tratar de um formato semelhante ao vestibular, não é possível aferir as notas do Provão Paulista de maneira comparativa e nem em série histórica. 


As notas em língua portuguesa e matemática de estudantes da rede estadual de São Paulo aprovados no Provão se aproximaram bastante da média do Centro Paula Souza (Etecs) e Institutos Federais, instituições que mantêm processo seletivo de entrada no Ensino Médio.

A gestão optou por priorizar a política de acesso ao ensino superior sem renunciar ao acompanhamento da aprendizagem. Dessa forma, o acompanhamento da evolução dos estudantes na 3ª série é feito hoje pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), instrumento aplicado a cada dois anos pelo Inep. Além disso, em 2025, pela primeira vez, a Secretaria avaliou também as disciplinas dos itinerários formativos do Ensino Médio da 2ª e 3ª séries — exatas, humanas e educação profissional técnica. Os resultados serão importantes para se ter um panorama geral e mais completo da aprendizagem de cada componente curricular”, afirma Feder.

Sobre o avanço da educação paulista

Em 2025, São Paulo alcançou o melhor desempenho da série histórica em matemática no Ensino Fundamental, com avanço no 2º, 5º e 9º anos, segundo dados do Saresp.

Os resultados consolidam a retomada do crescimento educacional no pós-pandemia, com melhora distribuída em todas as regiões do Estado. 

Em língua portuguesa, o Ensino Fundamental também apresentou evolução nas médias e nos níveis adequado e avançado, especialmente nos anos finais, que voltaram ao patamar pré-pandemia. A frequência escolar chegou a 91,1% em 2025, quase 10 pontos percentuais acima de 2023. Isso significa que nove em cada dez alunos da rede estadual estiveram presentes em sala de aula em todos os 200 dias letivos.

Segundo a pasta, programas de incentivo e ampliação de oportunidades, como o Prontos pro Mundo, e a expansão do Ensino Médio Técnico reforçam a estratégia baseada em recomposição da aprendizagem, gestão orientada por dados e valorização do protagonismo estudantil.





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Escola de Artes Visuais de Goiás oferece oficinas gratuitas – Portal Goiás


Alunos realizam atividades em parceria com os oficineiros, que compartilham gratuitamente seus conhecimentos (Foto: Seduc)

A Escola de Artes Visuais (EAV), vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Secult), abre a agenda de atividades gratuitas 2026 no dia 9 de março. As primeiras vagas serão para a oficina Máscaras – Papietagem e Caracterização, conduzida por Amábile Nascente, das 18 às 21 horas.

Durante o mês, a EAV oferecerá quatro encontros que abrangem áreas como artes manuais, fotografia, desenho e cinema, além de uma roda de conversa.

As atividades são realizadas em parceria com os oficineiros, que compartilham gratuitamente seus conhecimentos, sem custos pelo espaço da EAV, além de apoio logístico da equipe da unidade.

Oficinas gratuitas

A oficina de Máscaras com Amábile Nascente propõe uma experimentação da técnica artesanal de papietagem, técnica artesanal francesa de sobreposição de tiras de papel umedecidas com cola sobre estrutura moldada – ao secar, o objeto ganha firmeza e leveza. 

A oficineira irá aliar a técnica à criação de figurinos e caracterização. Os participantes poderão desenvolver máscaras autorais, explorando identidade e imaginação.

Na sequência, a fotógrafa e professora Cidinha Torres conduzirá a oficina de Fotografia com Celular, nos dias 13 e 14 de março.

Os participantes vão aprender os fundamentos técnicos e a prática sensível, a fim de compreender como a fotografia pode ser linguagem acessível e crítica do cotidiano.

A segunda etapa do Clube de Desenho, mediado por Nicolle Faria, será às terças-feiras, com encontros semanais a partir de 18 de março. Nele, os participantes reconhecem o desenho como linguagem coletiva, estimulando a experimentação técnica e conceitual em ambiente de diálogo e troca.

Inscrições

As inscrições para cada atividade devem ser feitas após a abertura de vagas em postagem individual no Instagram @octomarques.secultgoias.

Os interessados devem enviar e-mail para ccom@goias.gov.br, informando nome completo, nome da atividade de interesse, e-mail e telefone.

Menores de idade podem participar de algumas atividades, mas o pedido de inscrição deve ser feito pelos pais ou responsáveis, que devem incluir seus próprios dados pessoais na mensagem.

Nas atividades voltadas para crianças, pais ou responsáveis devem estar presentes durante toda a oficina. São oferecidas em média 20 vagas por atividade, preenchidas por ordem de chegada dos e-mails.

Programação

* Amábile Nascente – Oficina de Máscaras: Papietagem e Caracterização (09/03 e 10/03)
* Cidinha Torres – Oficina de Fotografia com Celular (12/03 e 14/03)
* Nicolle Faria – Clube de Desenho – a partir de 17/03 e 18/03 (encontros semanais)
* Doug Alexsander e Ludmila de Mello (Ludsmile) – Sessões de Desenho com Modelo Vivo – encontros mensais a partir de março
* Zora Bastos – Cineclube Longevidade – Roda de Conversa – 24/03
* Francisco Javier Lillo Biagetti – Roda de Conversa sobre Cinema: A Liberdade é Azul – 31/03

Secretaria da Cultura – Governo de Goiás



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Buscas em Juiz de Fora estão encerradas; moradores seguem fora de casa


A Polícia Civil de Minas Gerais informou que as buscas por vítimas das chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, estão encerradas. O corpo do último desaparecido, o menino Pietro, de 9 anos ,foi localizado na noite de sábado (28), no bairro Paineiras.

O número de mortos em decorrência das chuvas chegou a 72 na manhã deste domingo (1º), segundo atualização da Polícia Civil do estado. Ao todo, 72 corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), sendo 65 de Juiz de Fora e de Ubá. Uma pessoa continua desaparecida em Ubá, onde as buscas serão intensificadas.

A equipe da Agência Brasil esteve em Juiz de Fora na última sexta-feira (27). No bairro Paineiras, área de classe média com casarões antigos e prédios residenciais, moradores seguiam fora de casa após o deslizamento de terra que atingiu imóveis na noite de segunda-feira (24). A Defesa Civil orientou a retirada das famílias diante do risco de novos desmoronamentos, especialmente pela instabilidade na encosta do Morro do Cristo.

Deslizamento de terra do Morro do Cristo atinge o Bairro Paineiras, em Juiz de Fora – Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

O engenheiro civil Guilherme Belini Golver, atualmente desempregado, mora em um casarão na rua atingida, onde vive com os pais. Ele não estava em casa no momento do deslizamento, mas percebeu a gravidade da situação ainda durante o temporal : “Quando eu saí, já havia muita água, parecia um rio, de cor assim, amarronzada. Tava igualzinho um rio”, relatou. Guilherme saiu por volta das 22h10 para buscar a filha na faculdade. Cerca de 20 minutos depois, recebeu a ligação de um vizinho: “Quando ele chegou aqui fora, já estava essa tragédia toda. A terra invadindo a casa, dentro do portão, da garagem.”

Desde então, a família não pôde permanecer no imóvel.

“A Defesa Civil pediu para a gente sair porque não se sabe a gravidade, né? Não sabe se pode vir mais alguma coisa lá do Morro do Cristo.”

Ele tem retornado apenas para tentar limpar a lama e vigiar o imóvel, que ficou vulnerável após o impacto da terra : “Limpar, tentar acabar com esse lamaçal. E também ficar de olho na casa, que ficou vulnerável. Ficou aberta, a gente perdeu a tranca.”

O engenheiro lembra que, há cerca de 40 anos, pequenas pedras deslizaram da encosta, o que levou à instalação de contenções. “Mas isso há 40 anos, não foram pedras grandes. Foram pequenas”.  Apesar da experiência passada, ele admite o receio de novos episódios. “A cabeça da gente fica meio preocupada, aquele medo de acontecer de novo.”

Casas e apartamentos são atingidos por deslizamento de terra do Morro do Cristo no Bairro Paineiras, em Juiz de Fora – Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

Na mesma rua, um policial penal que morava ali há cerca de quatro meses, morreu durante o deslizamento. A poucos metros do casarão de Guilherme, três prédios residenciais alugados por uma mesma família também foram atingidos. Em um dos apartamentos mora o motoboy Paulo Barbosa Siqueira, de 25 anos. Ele estava fora quando o desabamento ocorreu, por volta das 22h50.

“No momento eu tinha ido buscar minha irmã no serviço por causa da chuva. Quando curvei aqui para entrar  no prédio, já tinha caído tudo”, conta Barbosa.

Segundo ele, moradores precisaram improvisar uma rota de fuga entre apartamentos para escapar: “Teve gente que pulou de dois apartamentos para poder ir para o outro. Aí a gente fez o caminho. Isso, salvamos todo mundo. Ninguém veio ajudar a gente. Eu e um policial militar que fizemos o caminho para salvar todos.”

Um vizinho, que trabalhava como policial penal , morreu no episódio. “A gente perdeu um policial do nosso prédio.”, lamenta Paulo.

Chuvas em Juiz de Fora provocam deslizamentos de terra no Bairro Paineiras – Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

Desde então, os moradores aguardam autorização para entrar nos imóveis e retirar documentos e pertences. O acesso permanece interditado por risco estrutural :

“A gente quer pegar o básico, documento, roupa. A gente está sem nada, de favor na casa dos outros. A gente está usando roupa dos outros. Sem nada para comer.”

Paulo afirma que, até então, não havia um posicionamento formal sobre a situação dos prédios: “Até agora a Defesa não deu um parecer para a gente, nem bombeiro.”

Ele relata dificuldades para se alimentar e dormir desde a tragédia. “Desde o dia do acontecimento, eu não como, não consigo comer. Nem dormindo direito a gente está.”

Moradores também denunciam saques durante a madrugada nos imóveis interditados. “Porque de madrugada, quando o pessoal para de trabalhar, estão vindo roubar, saquear nosso prédio.

Moradores denunciam saques nos imóveis interditados – Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

Os deslizamentos no Paineiras atingiram dois pontos distintos, em ruas próximas. Em uma delas, onde ficam casarões e prédios de classe média, ocorreram danos estruturais e uma morte. Na rua seguinte, equipes de resgate atuaram intensamente após registros de vítimas e desaparecimento, incluindo o caso de Pietro, de 9 anos, encontrado no sábado.



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