Rodoviários do RJ avaliam proposta em assembleia após audiência no TRT
A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro entra no segundo dia e a categoria realiza neste momento uma assembleia, após reunião de conciliação convocada pelo Tribunal Regional do Trabalho. Os trabalhadores vão avaliar se aceitam ou não o que foi debatido durante a audiência, para encerrar ou manter a paralisação.
Desde as primeiras horas da manhã, passageiros enfrentam longas esperas e filas para embarcar nos ônibus que circulam pela cidade. A empresária Ana Paula Brito esperou por mais de quarenta minutos por um coletivo e não conseguiu ir trabalhar de ônibus.
“Eu venho de ônibus para trabalhar porque é mais prático para mim vir de ônibus. Porém, hoje eu não consegui. Hoje eu passei mais de 40 minutos no ponto do ônibus esperando um ônibus e não passou nenhuma linha que me servisse. Eu tive que vir por moto de aplicativo. A corrida deu três vezes mais. Com isso, eu perdi tempo, eu perdi dinheiro, deixei de ganhar agilidade no meu translado”.
Por determinação judicial, o sistema rodoviário precisa manter a operação de, no mínimo, metade da frota de ônibus e do sistema BRT nos horários de pico, durante esse período de paralisação.
O Rio Ônibus, que representa as empresas, informou que 1.400 ônibus estavam em circulação no início da manhã e que não houve novos registros de vandalismo.
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio orienta a população a dar preferência pelo uso do metrô, trens e barcas.
A concessionária de trens preparou uma operação especial com reforço na oferta de viagens ao longo do dia.
Os rodoviários reivindicam melhorias salariais e de condições de trabalho. Eles pedem salários de R$ 4 mil para motoristas e de R$ 5 mil para os que dirigem os coletivos articulados; além de vale alimentação de R$ 1 mil, redução da jornada de trabalho para 5×2 e benefícios de plano de saúde e odontológico.