Recuperação judicial em alta: empresas priorizam investimentos smart


Em 2025Em 2023, o número de empresas que entraram em Recuperação Judicial bateu recorde: 2.466atingiu o recorde de 2.500, um aumento de 13% sobre o ano anterior, de acordo com dados da Serasa Experian. Por trás de um número tem muita história e, nesse caso, esse índice mostra que juros elevados e crédito mais restrito estão pressionando empresas brasileiras a evitarem investimentos que não deem retorno financeiro claro. “O Brasil passa por um cenário de desaceleração. Não é uma recessão, mas uma desaceleração muito mais forte do que a mera inspeção do número do PIB sugere”, avalia o economista Alexandre Schwartsman.

Segundo o especialista, para estabilizar o endividamento no Brasil, que já está em 7.5%7,5%, seria necessário fazer um ajuste de 400 bilhões de reais ao longo dos próximos anos. Nesse cenário, o nível de exigência dentro das companhias tem sido bemmuito elevado. Executivos relatam maior rigor na aprovação de projetos, com participação mais ativa das áreas financeiras e critérios mais restritivos para alocação de recursos. Iniciativas que não demonstram retorno claro ou previsibilidade têm sido postergadas ou descartadas. É aí que a tecnologia pode ser uma aliada muito mais interessante do que parece.

“Não é mais sobre transformação digital. É sobre business case. Toda decisão precisa estar diretamente conectada à geração de resultado”, afirma Paulo Secco, CEO da Mignow. De acordo com ele, “o maior erro hoje é ir para extremos: focar apenas no corte de custos ou investir sem disciplina. Em um cenário mais restritivo, o equilíbrio entre eficiência e crescimento é o que define quem vai performar melhorapresentar melhor desempenho”, diz.

Diante disso, investimentos em tecnologia passaram a ser avaliados sob uma lógica mais pragmática, com foco direto em retorno financeiro e ganho operacional. Esse cenário também tem ampliado o protagonismo de CFOs e CIOs, que passam a atuar de forma mais integrada na tomada de decisão, com maior pressão por entregas mensuráveis. Uma empresa com tecnologia avançada de segurança, por exemplo, pode reduzir perdas em até 3.6 milhões3,6 milhões de dólares, de acordo com levantamento da IBM.

Produtividade e eficiência deixaram de ser fatores determinantesProdutividade e eficiência deixaram de ser os únicos fatores determinantes, ganha quem conseguir crescer, de forma estratégica. “Se esse é um cenário que pressiona todo o mercado, quem conseguir operar melhor, com mais eficiência e menos recursos, naturalmente vai ter mais resultado”, detalha o executivo. Segundo ele,comele, com uso de automação, por exemplo, é possível reduzir até 50% do custo total do projeto. Alguns deles, que poderiam levar anos, conseguem ser concluídos em poucos meses de automação.

Em um cenário em que o capital está mais caro e o erro custa mais, a diferença entre crescer e perder relevância pode estar menos na capacidade de investir e mais na capacidade de escolher onde investir.





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