Presidente da Federação Italiana renuncia após novo vexame – 02/04/2026 – Esporte


O presidente da FIGC (Federação Italiana de Futebol), Gabriele Gravina, apresentou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (2), após novo fiasco da seleção do país, que foi eliminada na repescagem europeia e está fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.

Gravina, de 72 anos, estava à frente da FIGC desde 2018, quando a Itália ficou fora da Copa da Rússia. A tetracampeã mundial também não se classificou para o torneio no Qatar, em 2022, e para edição deste ano, na América do Norte.

A Azzurra perdeu a vaga no Mundial que será organizado em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá ao ser derrotada nos pênaltis pela Bósnia e Herzegovina (4 a 1, após empate por 1 a 1 em 120 minutos) na última terça-feira (31), em Zenica.

Segundo comunicado da FIGC, Gravina “informou aos membros do conselho que havia apresentado sua renúncia ao mandato que lhe foi confiado em fevereiro de 2025 e que havia convocado uma assembleia extraordinária para o dia 22 de junho em Roma“.

O dirigente também é vice-presidente da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) e figura próxima ao presidente da confederação europeia, Aleksander Ceferin.

Sob sua gestão, a Itália foi campeã da Eurocopa em 2021. Na edição de 2024, caiu nas oitavas de final, sua pior campanha em um torneio continental.

Gravina, ex-empresário e ex-presidente de um pequeno clube da região dos Abruzos que chegou a disputar a segunda divisão do Campeonato Italiano, estava sob pressão desde a derrota da Itália na terça-feira.

Na tentativa de se antecipar aos pedidos de sua demissão, o dirigente convocou um conselho imediatamente após a partida em Zenica para “fazer um balanço e realizar avaliações” de sua gestão.

O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, pediu sua saída na quarta-feira (1º), apontando-o como o principal responsável pelo que a imprensa italiana chamou de “terceiro apocalipse”.

“O futebol italiano precisa ser refundado, e esse processo deve passar por uma renovação na diretoria da FIGC”, exigiu Abodi.

O nome de Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano e do comitê organizador dos Jogos de Inverno de 2026 em Milão-Cortina, é o mais mencionado para assumir o comando do futebol italiano.

O técnico da Azzurra, Gennaro Gattuso, contratado em junho de 2025, que se desculpou pela eliminação, também deve deixar o cargo, segundo a imprensa italiana.

Por enquanto, quem já pediu demissão foi o ex-goleiro Gianluigi Buffon, que, após a renúncia de Gravina, entregou o cargo de gerente-geral da seleção.

O novo presidente da FIGC terá a tarefa de encontrar um novo técnico para comandar a Itália, o quarto desde junho de 2023, e a de acelerar a organização da Eurocopa de 2032, que o país sediará em conjunto com a Turquia.

Em entrevista publicada pelo jornal La Gazzetta dello Sport nesta quinta-feira (2), o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, ameaçou retirar o torneio continental da Itália se não houver avanços na modernização de seus estádios, que o dirigente considera estar “entre os piores da Europa“.



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