Por mais tempo de descanso e para a família, trabalhadores marcham
Neste feriado de 1º de maio, atos espalhados pelo país foram marcados pela defesa do fim da escala 6×1. A redução da jornada de trabalho, sem corte no salário, é uma das principais pautas defendidas pelos trabalhadores.
Na capital paulista, a manifestação aconteceu na manhã desta sexta-feira na Praça Roosevelt, e reuniu trabalhadores que lutam para ter mais tempo de descanso e para a família. O Luiz Claudio Pereira tem uma empresa de assessoria aduaneira e conta que seus funcionários já trabalham em regime 5×2.
“Entendo que é um benefício para todos os trabalhadores. Eu luto por isso, penso que todos têm esse direito. Tenho certeza de que isso será um ganho para a população. Ter io direito de ter um descanso melhor, ter mais tempo para família, resolver os problemas do dia a dia”.
O Manoel José dos Santos é gari e trabalha há quase 40 anos tendo apenas um dia na semana de folga. Ele participou do ato em defesa do fim da escala 6×1.
“Eu quero que essa escala escrava acabe. Que o governo dê uma escala maior, pra gente ter mais descanso, tempo de ficar com nossos filhos…
Em Brasília, a mobilização organizada pelas centrais sindicais aconteceu no Eixão pela manhã. No Rio de Janeiro, o ato dos trabalhadores teve como ponto de partida o posto 5 em Copacabana durante a tarde.
Em Manaus, o ato organizado pelos movimentos sociais aconteceu no Largo de São Sebastião e em Salvador, a concentração foi no Farol da Barra.
Outros eventos espalhados pelo país seguem ao longo desta noite: em Curitiba, o Festival Cultural pelo fim da escala 6×1 acontece no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná; em Porto Alegre, o Festival dos Trabalhadores segue até às 22h na Casa do Gaúcho e conta com show de Chico Chico. Em Cuiabá, o terceiro samba da classe trabalhadora acontece na Praça da Mandioca a partir das 19h.
O fim da jornada 6×1 está em tramitação no Congresso Nacional em propostas de emenda à constituição e também no projeto de lei enviado pelo presidente Lula em caráter de urgência. O texto prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.
*Com colaboração de Dimas Soldi