Os maiores artilheiros das Copas do Mundo, atrás de Messi – 23/06/2026 – Esporte
Lionel Messi é o novo artilheiro das Copas do Mundo.
Com 18 gols anotados em seis Mundiais jogando pela Argentina, o astro do Inter Miami ultrapassou o Miroslav Klose, aposentado em 2016. O alemão marcou 16.
O título de maior goleador em Mundiais da Fifa foi conquistado nesta segunda-feira (22), após a vitória de 2 a 0 dos argentinos sobre a Áustria.
Foram dois gols anotados pelo camisa 10: aos 38min do primeiro tempo e já nos acréscimos do segundo.
O recorde da artilharia em Copas do Mundo havia sido quebrado pela última vez em 2014, durante o torneio no Brasil.
Kylian Mbappé (16 gols)
O francês segue na cola de Messi, na disputa pela artilharia em Mundiais. No jogo desta segunda-feira (22), Kylian Mbappé marcou dois gols contra a seleção do Iraque e já soma quatro nesta edição.
Ele está a dois de igualar o atacante argentino.
Ao término da primeira rodada da fase de grupos, o francês tinha 14 tentos em Copas e estava um atrás de Ronaldo Nazário, apelidado Fenômeno, o camisa 9 da seleção brasileira na campanha do pentacampeonato, em 2002.
Diante dos iraquianos, Mbappé balançou a rede duas vezes, uma no primeiro tempo e outra no segundo, depois de a partida precisar ser interrompida devido à forte chuva na Filadélfia (EUA).
O placar terminou 3 a 0 para os franceses.
Miroslav Klose (16 gols)
A semifinal entre Brasil e Alemanha ficou marcada pelo 7 a 1 que eliminou a seleção brasileira, no Mineirão. O segundo tento dos alemães foi anotado pelo veterano Klose, que chegou aos 16 gols e superou Ronaldo Fenômeno.
No Mundial de 2014, o atacante alemão só havia marcado antes uma vez, no empate da Alemanha por 2 a 2 com Gana, ainda na fase de grupos.
Antes disso, deixou sua marca nas Copas de Japão/Coreia (5), Alemanha (5) e África do Sul (4), em 2002, 2006 e 2010, respectivamente.
Klose pendurou as chuteiras dois anos após o tetracampeonato e atua como técnico, à frente do Nuremberg, clube da segunda divisão alemã.
Ronaldo Fenômeno (15 gols)
O camisa 9 da seleção brasileira nas campanhas de 1998, 2002 e 2006 tomou para si o título de artilheiro das Copas depois de marcar contra Gana, nas oitavas de final, na Alemanha.
Os gols representando o Brasil em Mundiais da Fifa foram marcados na França (4), Japão/Coreia (8) e Alemanha (3), em 1998, 2002 e 2006.
Convo cado para a Copa de 1994 —com a camisa 20 da seleção—, Ronaldo não entrou em campo na campanha do tetracampeonato.
Até o jogo contra Gana, o brasileiro estava empatado em 14 gols com Gerd Müller, de quem tomou o título em solo alemão —assim como faria Klose oito anos mais tarde, diante da torcida brasileira.
Passaram-se 32 anos até que um jogador batesse a marca de Müller.
Gerd Müller (14 gols)
O “bombardeiro” alemão chegou ao posto de maior goleador dos Mundiais da Fifa em 1974. A edição daquele ano foi sediada na então Alemanha Ocidental e vencida pelos donos da casa.
Os alemães bateram a Holanda de Johan Cruyff por 2 a 1, e o gol da vitória foi de Müller, no Estádio Olímpico de Munique.
Após cruzamento rasteiro, o atacante parou a bola, girou o corpo e balançou a rede holandesa com um chute no canto esquerdo.
Foram quatro gols de Gerd Müller anotados naquela edição e outros dez na Copa do México, quatro anos antes.
O número elevado de gols em um mesmo torneio, no entanto, não superou o de Just Fontaine —de quem o alemão tomou o posto de maior artilheiro de Copas do Mundo.
Just Fontaine (13 gols)
O artilheiro da primeira edição vencida pelo Brasil não foi, nem de perto, um brasileiro. O título pertenceu ao atacante francês Just Fontaine, até hoje o maior goleador em uma única Copa.
Somados, os gols de Pelé e Helmut Rahn, vice-artilheiros com seis gols cada um, não chegam aos 13 de Fontaine no torneio sediado na Suécia, em 1958.
O francês sustentou o título de maior artilheiro geral das Copas do Mundo por 16 anos.
Pelé (12 gols)
O Rei do Futebol é autor de 12 gols em Mundiais da Fifa. Pelé marcou pelo menos uma vez nas quatro edições que disputou: Suécia (6), Chile, (1) Inglaterra (1) e México (4).
As campanhas de 1962 e 1966, no Chile e na Inglaterra, foram marcadas por lesões que tiraram Pelé ainda nos primeiros jogos.
No ano do bicampeonato, Pelé saiu de campo machucado no empate contra a Tchecoslováquia, pela fase de grupos, e não voltou a jogar pelo Brasil até a conquista da taça.
Na Inglaterra, ele também sofreu com entradas violentas nos jogos contra Bulgária e Portugal, pela fase de grupos. A seleção foi eliminada na primeira fase, com uma vitória e duas derrotas.