Operação no Rio prende acusados de roubar remédios de alto custo
Pelo menos cinco pessoas foram presas nesta terça-feira durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra uma quadrilha especializada no roubo e venda ilegal de medicamentos de alto custo, usados principalmente no tratamento de câncer e por pacientes transplantados.
Parte da Operação Metástase, a ação comandada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas teve como alvo integrantes e líderes do grupo criminoso.
Os agentes cumpriram mandados no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na Baixada Fluminense e também em São Paulo, Goiás e Pará.
Segundo as investigações, a organização movimentou mais de R$ 33 milhões entre 2025 e 2026.
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 30 milhões em contas bancárias, além da apreensão de imóveis, carros de luxo e outros bens ligados ao esquema.
A Polícia Civil também informou que a quadrilha agia de forma organizada e vinha atacando cargas de medicamentos de alto valor.
Só nos últimos seis meses, o grupo teria participado de pelo menos 20 roubos parecidos.
As investigações mostram que os remédios roubados eram vendidos novamente para instituições de saúde em vários estados do país.
Para dar aparência de legalidade ao negócio, os criminosos usavam empresas de fachada e participavam de licitações oferecendo preços abaixo dos praticados no mercado. Além disso, utilizavam transportadoras, entregadores e laranjas.
A Polícia também identificou pessoas responsáveis por recrutar funcionários de transportadoras para passarem informações sobre cargas e rotas.
As cargas roubadas eram levadas para áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro no Complexo da Maré. Lá, os medicamentos eram armazenados, separados e redistribuídos. A investigação aponta que a facção dava suporte ao grupo.
Ao todo, cerca de 25 empresas de fachada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará faziam parte do esquema.