Neymar entra de última hora e mantém vivo sonho mundial – 18/05/2026 – Esporte


Principal nome de sua geração do futebol brasileiro, Neymar terá, aos 34 anos, a quarta e última oportunidade para conquistar o título da Copa do Mundo.

Confirmado por Carlo Ancelotti nesta segunda-feira (18) na lista de 26 convocados da seleção brasileira, Neymar chega à disputa longe do status que ostentou nas três edições anteriores.

Embora ainda seja reverenciado como a principal liderança técnica por seus companheiros de equipe —que fizeram campanha por sua convocação—, o atacante pouco atuou ao longo do último ciclo até o Mundial, prejudicado por uma série de lesões que o manteve afastado da formação nacional desde 2023.

De volta ao grupo, que embarca no dia 1º de junho para os Estados Unidos, Neymar terá a oportunidade de mostrar à comissão técnica nos treinos na Granja Comary, em Teresópolis, e nos amistosos contra o Panamá (no dia 31 de março) e contra o Egito (no dia 6 de junho), que ainda tem condições de fazer a diferença.

Defendido pela maioria dos brasileiros na Copa, segundo pesquisa do Datafolha, o atacante não tinha sido convocado por Ancelotti desde que o italiano aceitou o convite da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para assumir o comando da equipe pentacampeã, em maio de 2025, em contrato renovado recentemente até 2030.

Por diversas vezes, o treinador afirmou não ter dúvidas em relação ao potencial técnico do camisa 10 do Santos, enfatizando, porém, que o jogador precisava melhorar seu condicionamento físico para ser incluído na lista de convocados.

Longe do auge físico, Neymar tem atuado com pouca regularidade praticamente desde a última edição do Mundial, no Qatar.

No período, sofreu a lesão mais grave da carreira, em duelo pelas Eliminatórias contra o Uruguai, em outubro de 2023, no que seria sua última aparição com a camisa amarela até aqui.

A ruptura do LCA (ligamento cruzado anterior) do joelho esquerdo fez com que o atacante entrasse em campo apenas sete vezes pelo saudita Al Hilal, que pagou € 90 milhões (R$ 525 milhões) para tirá-lo do PSG (Paris Saint-Germain). Durante sua passagem pelo futebol árabe, marcou apenas um gol e deu duas assistências.

Incomodado pela falta de espaço no time do luso Jorge Jesus, voltou com grande festa ao Santos, mas sem conseguir deixar para trás os problemas físicos.

Desde o retorno ao time da Baixada, no início do ano passado, sofreu com lesões musculares na coxa e precisou ser submetido a uma nova cirurgia no joelho esquerdo em dezembro, comprometendo a pré-temporada.

Em 2026, a primeira partida aconteceu apenas no meio de fevereiro —Neymar entrou em campo 15 vezes com o Santos neste ano, cerca da metade dos 31 compromissos do time no período, ausente por lesão ou por opção para se preservar. Atuou os 90 minutos em 10 jogos, com 6 gols marcados e 4 assistências.

A despeito de uma série de polêmicas em que também se envolveu recentemente, como as discussões com torcedores nas arquibancadas e a briga com o companheiro de equipe Robinho Júnior, o desempenho recente convenceu Ancelotti a levá-lo para a Copa.

“Ele melhorou muito recentemente e está jogando com regularidade”, afirmou o treinador às vésperas da convocação. “Ele melhorou muito sua condição física nas últimas partidas”, acrescentou.

Neymar é o maior artilheiro da história da seleção brasileira, segundo contagem da Fifa (Federação Internacional de Futebol), com 79 gols —os dois últimos foram contra a Bolívia, em setembro de 2023—, à frente de Pelé (77), Ronaldo (62), Romário (55) e Zico (48).

A entidade máxima do futebol, porém, desconsidera partidas contra clubes e combinados. Já nos critérios da CBF, que engloba todos os jogos, o Rei soma 95 gols.

Neymar disputou as Copas de 2014, 2018 e 2022. A melhor campanha foi as semifinais contra a Alemanha, no fatídico 7 a 1, no Mineirão. Seguiram-se duas quedas nas quartas de final, contra a Bélgica (2 a 1) e a Croácia (4 a 2 nos pênaltis, após empate em 1 a 1). Atuou em 13 partidas na competição, com oito gols e quatro assistências.

Ao todo, Neymar entrou em campo 128 vezes pela seleção brasileira principal, ocupando o posto de terceiro jogador com mais partidas na história, atrás apenas dos laterais Cafu, com 150 jogos, e Roberto Carlos, com 132.

O primeiro —e único título até aqui— foi o da Copa das Confederações de 2013, marcando um dos gols na vitória por 3 a 0 sobre a favorita Espanha na decisão, no Maracanã. Vice-artilheiro da competição, com quatro gols, levou o prêmio Bola de Ouro dado ao melhor jogador da competição.

Ele também conquistou a medalha de ouro com a seleção olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, batendo a Alemanha na decisão por pênaltis, no Maracanã.

2014 (Brasil)

Jogos: 5

Gols: 4

Assistências: 1

Campanha: eliminado pela Alemanha nas semifinais

2018 (Rússia)

Jogos: 5

Gols: 2

Assistências: 2

Campanha: eliminado pela Bélgica nas quartas de final

2022 (Qatar)

Jogos: 3

Gols: 2

Assistências: 1

Campanha: eliminado pela Croácia nas quartas de final



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