Luiz Marinho critica Senado e defende fim da escala 6×1


O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (30) que o Senado se apequenou com a decisão de rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.

O Senado, acho que foi bastante infeliz, se apequenou nesse debate e rejeitou uma pessoa de calibre, de primeira linha, que iria engrandecer o Supremo Tribunal Federal. Quem perde não é o Messias, quem perde é o Brasil, quem perde é o Supremo e quem perdeu foi o Senado, que ficou pequenininho nesse debate, infelizmente.

O ministro afirmou ainda que não sabe se o presidente Lula vai indicar outro nome para o STF antes das eleições.

Decisão que o presidente Lula vai tomar não sei, né, mas imagino que nós devemos deixar passar a eleição, já que é esse o debate que a oposição quer fazer, tá certo? Se rejeitou é porque não quer indicar ninguém que o presidente Lula queira encaminhar agora. Então vamos para o processo eleitoral, vamos ver quem ganha essa batalha. Seguramente o que o Senado fez foi um recado claro que eles querem intervir no perfil, inclusive de ministro, talvez seja essa a questão de mensagem, de medo das investigações, será que é isso? Eu não sei.

O ministro do Trabalho participou do programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta (30), da EBC. Luiz Marinho adiantou que o presidente Lula deve falar sobre o programa de pagamento de dívidas em pronunciamento nacional. A proposta prevê o uso de até R$ 4,5 bilhões do FGTS para beneficiar trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos.

As empresas, as proprietárias dos créditos desses trabalhadores que eventualmente estão inadimplentes, terão que dar um desconto de no mínimo 40% da dívida. E o restante esse trabalhador poderá quitar acessando até 20% do que ele tem de disponível no seu saldo do Fundo de Garantia. Desta forma, ele autoriza e a Caixa então fará esse ajuste de quitação de dívida.

O ministro afirmou que o fim da escala 6×1 vai gerar benefícios como redução de faltas e doenças e melhoria da produtividade. Por isso, custos como contratação poderiam ser compensados. Marinho defendeu que o Congresso aprove o projeto de lei mais fácil de ser aprovado e, depois, a proposta de emenda à Constituição. 



Fonte GDF