Lei institui Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19


O presidente Lula sancionou, nesta segunda-feira (11), a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.

A pandemia do novo coronavírus foi a maior crise sanitária da história recente do país. Foram mais de 700 mil mortes, milhares de pacientes com sintomas persistentes, vítimas indiretas, como crianças e jovens órfãos, além do colapso hospitalar em diferentes ondas, registradas entre 2020 e 2023.

Memória

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a memória das vítimas é fundamental para que episódios dessa gravidade não voltem a acontecer no país:

“Qual que é a importância da sanção de um dia da memória para lembrarmos das vítimas da covid? Primeiro, é que esse tema nunca mais seja esquecido pela sociedade brasileira. Na saúde, a gente fala que a memória tem dois papéis fundamentais: primeiro, acolher o sofrimento, apoiar, mas, sobretudo, o papel da memória é para que a sociedade como um todo nunca mais permita que se repita o que aconteceu”.

A data escolhida, 12 de março, é em homenagem à primeira vítima da pandemia no Brasil: a diarista Rosana Urbano, de 57 anos, que faleceu no Hospital Municipal de Tatuapé, na zona Leste de São Paulo, em 2020.

O autor do projeto, deputado federal Pedro Uczai, do PT de Santa Catarina, relembra como o vírus foi fatal para a família de Rosana e de muitos brasileiros:

“Três dias depois, presidente, a mãe morreu. Em seguida, o Emerson, o pai, morreu. E em seguida, vítima da covid, morreu o Júlio, irmão da Rosana. E a outra irmã, Rosemeri, também morreu. Portanto, assim nasceu a experiência da morte neste país da covid-19.”

Críticas à gestão Bolsonaro

O presidente Lula fez duras críticas à gestão Bolsonaro na condução da pandemia. Avaliou que o esperado naquela época era a instalação de um comitê de especialistas para a condução da crise sanitária, mas o que se viu, segundo Lula, foi a propagação de desinformação pelo Estado:

“Ele colocou três ministros da Saúde que apenas o primeiro parecia que entendia um pouquinho de saúde, um outro era vendedor de remédio e o outro era um general que a impressão que dava é que não sabia absolutamente nada. Mas o mais grave é que teve médico, gente com mandato de deputado, gente conhecido na sociedade que fazia questão de fazer com que a ignorância fosse perpassada através do meio de comunicação.”

Lula destacou também as notícias falsas em relação à vacina contra o novo coronavírus, que se consolidou como a principal aliada no controle da pandemia:

“O que nós temos que fazer, gente, é fazer com que as pessoas saibam quem foram os responsáveis que fortaleceram a ignorância do presidente no trato de uma pandemia como essa. Nós temos que dizer em alto e bom som: a quantidade de médico que receitava cloroquina, a quantidade de gente neste país que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, que vacina fazia as pessoas virarem jacaré, que vacina fazia tudo de mal para as crianças.”

Exposição itinerante

A partir desta semana, o Ministério da Saúde promoverá uma exposição itinerante em várias capitais do país para relembrar a pandemia de covid-19. Entre junho e julho, terá início uma nova exposição permanente sobre o período no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro.




Fonte GDF