Guia traz dicas para tornar viagens acessíveis para neurodivergentes
Para a maioria das pessoas neurodivergentes um dos principais problemas na hora do lazer é o fato de os serviços do setor turístico não atenderem às suas necessidades. Em resposta a essa demanda, o Ministério do Turismo lançou um guia com orientações para tornar viagens e eventos mais acessíveis a todos.
O Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes aponta que barulho excessivo, iluminação intensa, estímulos visuais, filas longas e falta de previsibilidade durante viagens são alguns dos problemas enfrentados por quem tem condições como autismo, TDAH, dislexia, transtornos motores e tiques.
O documento, desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas, partiu de uma pesquisa nacional com mais de 700 pessoas. Cerca de nove em cada dez relataram que falta compreensão sobre as necessidades e flexibilidade no atendimento turístico a essa parcela de viajantes.
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O lançamento do guia aconteceu nessa quinta-feira (7), no Salão do Turismo 2026, em Fortaleza, junto com uma oficina para profissionais, pesquisadores e público interessado, que teve que pensar soluções para situações enfrentadas em hotéis, restaurantes e aeroportos, por exemplo. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, enfatizou o empenho do governo em qualificar o atendimento a quem precisa de cuidados especiais.
“Turismo é sobre pessoas e sobre acolher as diferenças. O guia ensina que ajustes simples, como evitar aglomerações, oferecer informações antecipadas, garantem o direito fundamental de explorar o mundo com conforto e dignidade. Queremos que cada museu e hotel brasileiro saiba receber quem percebe o mundo de forma diferente, mas o vive com a mesma intensidade.”
No Brasil, não há um número total sobre quantas pessoas são neurodivergentes. Entretanto, de acordo com o IBGE, apenas entre a população autista, são cerca de 2,4 milhões de brasileiros.