Fisiculturismo: Hugo Abbá foi da imprensa aos palcos – 29/01/2026 – Músculo
Fundador de uma das páginas mais renomadas do fisiculturismo brasileiro, Hugo Abbá decidiu se tornar um atleta de palco e viver na pele o esporte que comenta há mais de uma década.
Em entrevista à coluna, Abbá destaca os benefícios que a decisão gerou até mesmo em outras áreas de sua atuação no esporte: “Isso me deu mais bagagem […] agregou demais à minha carreira. Eu pude falar de maneira mais assertiva”.
Atuante nas redes sociais desde o início da década passada, o educador físico e comunicador criou a Horsepower Pro em 2013. Entretanto, foi só em 2020 que, de fato, ele decidiu que competiria. Dentre diversos motivos que o levaram aos palcos, um deles foi a validação que isso traria aos seus comentários.
Abbá diz que, inicialmente, sua intenção era de se apresentar apenas uma vez: “Queria sentir isso na pele, provar que eu conseguia”. Entretanto, o influenciador digital pegou gosto pelas competições e, hoje, soma mais de cinco anos dentro do fisiculturismo competitivo.
“É muito difícil ser fisiculturista. É muito fácil uma finalização dar errado. Muitos criticam como se fosse fácil chegar no 100% em todos os campeonatos. Com isso, eu pude desenvolver ainda mais minha empatia e meu respeito por todos”, completa.
Para a temporada de 2026, seu principal objetivo é conquistar o cartão profissional. Atualmente, ele se prepara para subir na edição deste ano do Arnold Classic Ohio.
Antes mesmo de criar a página, Abbá já fazia diversas publicações referentes à musculação –prática que iniciou há pouco mais de 15 anos– em seu perfil pessoal nas redes sociais. Estudante de educação física na época, ele utilizava até suas aulas para a criação de conteúdo. “Tudo o que eu aprendia na faculdade virava ideia de publicação”, relata.
Durante a conversa, o influenciador digital detalhou o processo que o levou a criar o logotipo e o nome de sua marca: “Eu pesquisava e salvava várias fotos. Um dia, salvei uma imagem que eu gostei em especial –se tratava do desenho de um cavalo musculoso fazendo uma pose do fisiculturismo […] até que, em determinado momento, tive a ideia de criar uma página e logo pensei nessa imagem para usar como foto de perfil. Então eu juntei ‘horse’ [referente ao desenho em questão] e ‘power’ [referente ao ‘powerlifting’, que significa halterofilismo, esporte que praticava no início da década passada, em inglês]. Foi só aí que reparei que essa junção deu ‘Horsepower’, palavra que significa cavalos de potência em inglês. Depois, adicionei o ‘Pro’ em alusão ao fisiculturismo profissional. Minha intenção era fazer uma espécie de versão brasileira de revistas como ‘Muscular Development’ e ‘Flex Magazine’, por exemplo”.
O atleta também lembra a dinâmica que seguia no início de seu negócio. “Eu fazia as publicações nos horários em que eu tinha acesso à biblioteca da faculdade. Antes de entrar na sala de aula, no intervalo… Quando pude comprar um celular melhor, minha produtividade praticamente dobrou. Como não tinha muita gente fazendo a mesma coisa, a página cresceu rápido.”
Pressão
Questionado sobre sua entrada no esporte competitivamente, Abbá revela que não foi uma decisão fácil. “Senti uma pressão. Eu tinha um pouco de receio, porque se eu fosse mal, isso seria muito ruim para a minha imagem […] nesse momento, eu já atuava no esporte há sete anos. Sete anos cultivando essa vontade, mas sem saber se eu poderia fazer isso. Foi muito produtivo. Realizei meu sonho e isso ajudou a Horsepower Pro a crescer. Quase seis anos depois, estamos aqui, conciliando tudo. E está dando certo.”
O comunicador ainda frisa que sua prioridade continua sendo a página, independentemente de seus resultados nos palcos. “Não vou competir para sempre. Meu maior objetivo é conquistar o cartão profissional e poder competir na Liga Profissional da IFBB [Federação Internacional de Fisiculturismo e Fitness] pelo menos uma vez […] depois que eu atingir esse objetivo, gostaria de continuar competindo, mas por prazer. Com o mínimo de hormônios possível. O nível competitivo exige muito. Gostaria de ver o que eu posso fazer priorizando saúde e qualidade de vida”, conclui.
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