Exposição mostra como comunidades do Rio enfrentaram a covid-19


O histórico Pavilhão do Relógio da Fiocruz, localizado no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro, foi reaberto à visitação na manhã desta segunda-feira (1°), para o lançamento de uma exposição gratuita. Trata-se da mostra “Favela viva: enfrentamentos à pandemia de Covid-19 em Maré e Manguinhos”; cujo objetivo é lançar luz sobre os desafios enfrentados pelos moradores dessas localidades para se proteger da crise sanitária global que matou mais de 700 mil brasileiros.

Dividida em oito módulos, a exposição conta com atividades interativas que combinam dados estatísticos com objetos táteis, mapas e jogos de combate a fake news. O conteúdo foi desenvolvido em 2023, a partir de oficinas e entrevistas com moradores e estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Manguinhos e da Maré, na zona norte carioca.

A curadoria também foi realizada em conjunto com moradores e estudantes da EJA, além de movimentos sociais, que contribuíram com fotografias e relatos sobre o período. De acordo com a Fiocruz, a partir do segundo semestre deste ano, a mostra vai deixar o pavilhão para se tornar itinerante, passando por escolas, bibliotecas e museus locais nos territórios da Maré e Manguinhos.

E as novidades não param por aí, pois a Fiocruz também lançou a exposição virtual “Memórias da Covid”, que traça uma linha do tempo com os principais acontecimentos, de dezembro de 2019 a maio de 2023, com foco na atuação da Fiocruz no combate à pandemia do coronavírus.

Com o objetivo de preservar a memória e prestar homenagens às vítimas, a exposição traz uma coletânea de matérias da imprensa e da Agência Fiocruz de Notícias publicadas ao longo do período, além de textos, imagens e registros documentais. Também serão apresentados depoimentos de profissionais e pesquisadores diretamente envolvidos no enfrentamento da Covid-19.
 
O público poderá conhecer, ainda, as novas instalações do Pavilhão do Relógio, um dos primeiros edifícios construídos no campus Manguinhos, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1981. Originalmente construído para o combate da peste bubônica em 1904, o prédio ganhou notoriedade ao servir de base para produção de soros e vacinas na luta contra crises sanitárias.

*Sob supervisão de Fábio Cardoso.
 




Fonte GDF