Em SP, formato do chocolate pode pesar no orçamento, mostra pesquisa
Um levantamento do Procon de São Paulo revela que o formato do chocolate pode pesar, e muito, no orçamento. Por isso, se você ainda está planejando as compras de Páscoa, prepare o bolso e, principalmente, a disposição para pesquisar.
Para se ter uma ideia, o quilo do ovo de Páscoa chega a custar 121% a mais do que o chocolate em tablete. Enquanto o quilo da barra, em média, sai por R$ 131, o ovo de chocolate salta para R$ 291.
Ceia de Páscoa
E não é só no doce que a variação assusta. O peixe da ceia também pede cautela na hora das compras. O filé de pescada, por exemplo, foi o item com a maior oscilação encontrada: uma diferença de 157% entre a zona leste e o centro da capital paulista. O lombo de bacalhau seguiu o mesmo ritmo, custando mais que o dobro, dependendo do estabelecimento.
Sobre esse cenário de variação de preços, a assessora técnica do Procon de São Paulo, Nilciane Zalpa, esclareceu que a diferença de mais de 121% entre a barra e o ovo de Páscoa, por si só, não configura prática abusiva:
“Isso porque, no Brasil, vigora o princípio do livre mercado, no qual fabricantes e comerciantes podem definir seus preços conforme a estratégia comercial, o posicionamento da marca e os custos envolvidos. É importante destacar que o ovo de Páscoa não é apenas chocolate, então, vários fatores influenciam no preço final, como, por exemplo, a embalagem especial, o custo das produções sazonais.”
Inflação
Além da variação de preços entre diferentes lojas e marcas, o consumidor enfrenta também a inflação geral do setor. A pesquisa do Procon mostra que, entre 2025 e 2026, apenas na capital paulista, os preços médios de 136 itens da ceia de Páscoa subiram, em média, 11,16% em relação ao ano passado — um índice bem acima da inflação oficial do IPCA, que ficou na casa dos 3,8% em 12 meses.
Mas nem tudo ficou mais caro: azeites e azeitonas registraram queda de preço e podem ajudar a equilibrar a conta final.
Orientação é pesquisar
Na hora de escolher os ovos de chocolate e outros produtos da ceia, o Procon orienta pesquisar com atenção o melhor custo-benefício, além de denunciar práticas abusivas, como explica Nilciane Zalpa:
“O que o Procon São Paulo orienta é que o consumidor sempre compare o preço por quilo, que é o critério mais objetivo para avaliar se a variação faz sentido dentro da lógica do mercado e da própria possibilidade do consumidor. Se o consumidor identificar informações incorretas na embalagem, tiver problemas com a entrega – caso compre pela internet –, problemas de peso, validade ou qualquer outra situação que possa prejudicar a sua decisão de compra, pode registrar uma reclamação no Procon mais próximo de sua residência.”
A pesquisa completa, que inclui doze municípios do estado de São Paulo, está disponível no site www.procon.sp.gov.br.