El Niño pode trazer chuvas para o Sul e seca para Norte e Nordeste
O fenômeno El Niño, de aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, deve começar entre os meses de maio e julho, se consolidando com mais força – 80% de probabilidade – na segunda metade do ano. Essa a conclusão do Centro de Previsão Climática norte-americano.
A intensidade do fenômeno ainda apresenta margens de incerteza, mas 60% dos modelos climáticos apontam uma variação de até 1.5°C, considerado entre moderado a forte. A probabilidade de um El Niño “muito forte” é 25%, com variação de temperatura acima de 2°C. A previsão sobre a intensidade do fenômeno é importante, porque aumenta a probabilidade de eventos extremos.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, na região Sul do Brasil, há risco elevado de chuvas acima da média, o que pode resultar em deslizamentos de terra em áreas como o Vale do Itajaí e as regiões metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre.
Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é de menos chuva, o atraso das cheias na floresta Amazônica e a gestão de barragens no interior nordestino. No Centro-Oeste e Sudeste, a previsão é aumentar as ondas de calor e diminuir a umidade relativa do ar.
O fenômeno El Niño deve começar quando o Brasil já estiver em período de maior seca. De acordo com o Cemaden, o número de municípios em situação de estiagem severa aumentou de 70 para 248, em março.