Documentos do antigo DOPS são transferidos para Arquivo Público do RJ


O Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro começou a receber nesta semana documentos históricos do antigo prédio do DOPS, Departamento de Ordem Política e Social, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro. O órgão serviu para práticas de repressão e tortura durante a ditadura militar.

Por suas dependências passaram nomes como a médica Nise da Silveira, o ativista Abdias Nascimento e a militante Olga Benário, entre outros perseguidos políticos.

Em novembro do ano passado o prédio já havia sido tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio cultural brasileiro.

A transferência dos arquivos faz parte de uma série de recomendações do Ministério Público Federal para garantir a preservação da memória deste período do país.

O objetivo do MPF, e também de movimentos sociais, é que o local seja transformado em um memorial dedicado às vítimas da violência de Estado.

O procedimento contou, também, com tratamento do acervo, organização de documentos textuais e bibliográficos e identificação de materiais de maior relevância histórica.

No Arquivo, o material passa a contar com condições técnicas mais adequadas de conservação e catalogação, além de perspectiva futura de disponibilização para consulta pública.

De acordo com o MPF, em uma primeira vistoria no antigo prédio, foram encontrados documentos sem condições mínimas de preservação, em sacos de lixo ou no chão.

Documentos encontrados pelo MPF no prédio do DOPS no Rio de Janeiro, em 2024 Foto: Felipe Nin/Divulgação

Outras iniciativas do Ministério Público Federal para a preservação da memória estão voltadas para os antigos prédios do DOI-Codi e do IML, ambos também no Rio de Janeiro. Assim como o DOPS, os espaços abrigam registros de violações de direitos humanos.

* Com informações da Agência Brasil




Fonte GDF