Doação de leite materno é essencial para salvar bebês prematuros


O leite materno é considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. Para bebês prematuros ou com baixo peso, a doação de leite humano pode ser essencial durante o período de internação. 

Foi o que sensibilizou Mayumi, mãe de um bebê de dois meses e passou pela experiência da UTI neonatal. Com o excedente de leite, ela decidiu começar a doar.

“O meu bebê ficou dez dias na UTI neonatal. Lá você vê as histórias mais complexas e tem o fato de que nesse momento, organizando a alimentação do meu filho, eu percebi que tinha um excedente e que eu estava descartando na pia.”

Mayumi doa cerca de 1,5 litro de leite por semana. Ela recebeu orientações sobre higiene e armazenamento e segue uma rotina de coleta em casa. 

“No primeiro momento vem um folheto explicando como é e vem a touca e a máscara, então tem toda uma organização, procedimentos de higiene que são feitos, higienização das mãos, uso da touca, máscara, os potes todos que são entregues são esterilizados.”

Segundo a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, um litro de leite doado pode alimentar até dez recém-nascidos por dia. A enfermeira Elizabeth Medrado, coordenadora do banco de leite humano do Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), destaca a importância da doação.

“Nosso banco de leite atualmente está com metade da capacidade. Então quais são os benefícios do leite humano para as crianças que recebem essa doação? Segundo a Organização Mundial de Saúde, o leite humano é capaz de reduzir até 13% de mortes evitáveis em crianças menores de 5 anos de idade. As evidências científicas indicam que bebês prematuros ou que têm alguma patologia, e se alimentam de leite humano no período da internação na UTI neonatal, possuem mais chances de recuperação e de terem uma vida mais saudável.”

A coordenadora do Iperba reforça que a doação segue protocolos rigorosos de segurança e controle.

Qualquer mulher que amamenta, que esteja saudável, é uma possível doadora de leite humano. O banco de leite ele vai na casa da doadora e eles vão ficar fazendo essa troca, leva os frascos vazios e pega os cheios.”

Para Mayumi, transformar o excedente de leite em ajuda para outros bebês tem sido um ato de generosidade.

“Quanto mais a gente retira leite, mais a gente produz e a gente está ajudando com que outros recém-nascidos, às vezes prematuros, tenham acesso a um elemento que é vida.”




Fonte GDF