Cristiano Ronaldo cabula jogo e dá ultimato no Al Nassr – 04/02/2026 – O Mundo É uma Bola


Cristiano Ronaldo, o CR7, tem mais de 1.300 jogos em sua carreira profissional, iniciada em 2002. Fominha, sedento por gols, sempre quis estar em campo. Suas ausências em partidas, raras, foram somente por lesão, suspensão ou decisão técnica.

Neste começo de fevereiro de 2026, o atacante de 40 anos (fará 41 neste dia 5), cinco vezes eleito o melhor jogador do mundo (a última em 2017), decidiu faltar a uma partida por vontade própria.

O português, que defende o Al Nassr, cabulou o duelo com o Al Ryadh pela 19ª rodada (de um total de 24) do Campeonato Saudita.

O motivo: insatisfação com o PIF (Fundo de Investimento Público, na sigla em inglês) da Arábia Saudita, fundo estatal soberano trilionário que controla, no país, o Al Nassr e outros três clubes fortes da primeira divisão: Al Hilal, Al Ittihad e Al Ahli.

Na visão de Cristiano Ronaldo, o PIF não estava priorizando o Al Nassr, que vive disputa acirrada com o Al Hilal e com o Al Ahli pelo título nacional, na janela de transferências que abriu em janeiro em encerrou-se nesta segunda, 2 de fevereiro.

Não sei se ele tinha informações privilegiadas, mas, no mesmo dia em que decidiu não jogar, justamente na data de fechamento da janela, o Al Hilal, que lidera o Sauditão, anunciou a contratação do astro francês Karim Benzema, 38, ex-colega do CR7 no Real Madrid, que estava descontente no Al Ittihad.

O astro luso devia estar realmente possesso para, com essa greve de um jogo, confrontar um patrão que lhe propicia por ano US$ 230 milhões (R$ 1,21 bilhão), entre salário e contratos comerciais, sendo o esportista mais bem pago do mundo, segundo a Forbes.

Não está nem aí para uma punição por faltar, nem precisa estar. Quem é doido de sancionar o cara que botou a Arábia Saudita no mapa-múndi do futebol, a partir de 2022?

E bote possesso nisso: competitivo que é, Cristiano Ronaldo abdicou de tentar ampliar sua artilharia no Sauditão (com 17 gols, está um atrás do inglês Ivan Toney, do Al Ahli) e de tentar se aproximar mais rapidamente dos mil gols (soma 961), marca que é obsessão para ele.

Analisando esportivamente, o momento de revolta do CR7 não foi o mais perspicaz. Como a janela fechou, o Al Nassr não tem como reforçar o elenco. O protesto do craque deveria ter sido executado, para surtir efeito prático, umas duas ou três semanas atrás.

Mesmo assim, ele decidiu agir, claramente para dar um ultimato ao PIF, pressionar o dono da grana. Se não houver mudança de atitude na próxima janela (meio do ano), com enfoque no Al Nassr, “beijinho, beijinho, tchau, tchau”, como dizia a Xuxa.

Esse “aviso prévio” funciona como uma manobra estratégica de Cristiano Ronaldo. Afinal, ele é o rosto do Al Nassr. Se sair, o PIF sabe que o time pode pifar, no sentido de perder seu principal garoto(mesmo já quarentão)-propaganda, além de seu maior artilheiro.

O contrato do português com o Al Nassr vai até o meio de 2027. Caso permaneça insatisfeito –e tem razão de estar, já que desde que chegou só ganhou um torneio (a insignificante Copa dos Campeões Árabes, em 2023), o que é uma miséria para alguém do tamanho do CR7, e para o tamanho do ego do CR7–, pode forçar sua saída já neste ano.

Caso decida fazê-lo e não haja um acordo amigável com o clube, a situação pode parar nos tribunais, já que o Al Nassr tem como exigir ressarcimento financeiro. Isso, contudo, é improvável, pois geraria mídia negativa para a liga saudita e poderia travar a reta final da carreira do camisa 7.

O mais plausível nesse cenário é PIF/Al Nassr encontrar um comprador para o astro, conseguindo, dos males o menor, uma compensação financeira. De quanto? O mercado dirá.

Ah! Ia esquecendo-me… Cristiano Ronaldo fez falta no jogo em que gazetetou? Não. O Al Nassr ganhou por 1 a 0, gol do senegalês Sadio Mané.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.



Fonte da Notícia