Copa: Nascidos fora dominam gols de Noruega e Marrocos – 09/07/2026 – Esporte


Mais da metade dos gols feitos pelas seleções da Noruega e do Marrocos até as oitavas de final desta Copa do Mundo foram marcados por jogadores que nasceram em outros países.

Quatro dos marroquinos que balançaram as redes são naturais da França ou da Espanha, enquanto apenas um dos noruegueses tem local de nascimento no exterior: o artilheiro Erling Haaland, com sete gols no Mundial.

A equipe que eliminou o Brasil e vai enfrentar os ingleses neste sábado (11) marcou 11 gols até aqui. Haaland tem como cidade natal justamente a britânica Leeds, onde seu pai jogava quando ele nasceu, em 2000.

Marrocos, que pegará a França nas quartas de final nesta quinta (9), segue logo atrás entre os times que mais anotaram gols com atletas nascidos fora. Dos dez totais, seis foram marcados pelo quarteto Ismael Saibari (3), Hakimi (1), Yassine (1) e Diop (1). Saibari e o capitão Hakimi têm naturalidade espanhola, e Yassine e Diop nasceram na própria França.

As informações são de um levantamento da Folha que considerou todos os 265 gols marcados até a fase de oitavas de final da Copa, excluídos os 13 registrados como contra pela Fifa (Federação Internacional de Futebol).

A base de dados utilizada é da Opta, empresa de estatísticas esportivas, e a análise não leva em conta detalhes de nacionalidade ou ascendência.

Aproximadamente 22% (58 gols) são de autoria de jogadores nascidos em países diferentes daqueles que defendem —número muito próximo à porcentagem de atletas cuja seleção difere de seus locais de origem (23%), o que confirma a tendência de globalização do futebol.

Segundo o levantamento, 6 das 13 seleções que mais marcaram gols na competição contam com esses artilheiros. Além de Noruega e Marrocos, México, Estados Unidos, Senegal e Suíça são bem representados por eles.

As outras sete são França, Argentina, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Alemanha e Brasil. Todos os gols dessas equipes até aqui foram marcados por jogadores nascidos dentro do próprio território.

Dos dez gols anotados na campanha mexicana, metade foi da dupla Julián Quiñones, que nasceu na Colômbia, e Álvaro Fidalgo, nascido na Espanha. Quiñones foi o artilheiro da equipe, com quatro gols, enquanto Fidalgo fez um.

Os Estados Unidos marcaram nove vezes por conta própria. Quatro delas (44,4%) vieram dos pés de Giovanni Reyna, Sebastian Berhalter e Malik Tillman, que fez dois em cobranças de falta. Reyna e Berhalter são conterrâneos de Erling Haaland, e Tillman nasceu na Alemanha.

A seleção do Senegal fez dez gols, dos quais quatro foram marcados por jogadores nascidos em território francês: Pape Gueye (2), Ibrahim Mbaye (1) e Iliman Ndiaye (1).

A Suíça completa a lista, com dois de seus nove tentos marcados pelo centroavante Breel Embolo, que tem naturalidade camaronesa.

Berço dos artilheiros

Se por um lado os Bleus têm todos seus artilheiros nascidos dentro de suas fronteiras territoriais, por outro a França é o maior berço dos jogadores que defendem seleções distintas às de seus países de origem e fizeram gols nesta Copa do Mundo.

São dez os goleadores de outros times (Argélia, Costa do Marfim, Haiti, República Democrática do Congo, além de Marrocos e Senegal) nascidos em cidades francesas e responsáveis por 15 gols.

Na sequência vem a Holanda, com cinco atletas que marcaram por Cabo Verde, Curaçao, Gana e Tunísia, e depois Alemanha, Espanha e Inglaterra, com três jogadores cada uma.

O Brasil tem um único representante: Maurício, jogador do Palmeiras, nasceu em São Paulo e escolheu defender a seleção do Paraguai, pela qual marcou um gol neste Mundial.



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