Copa 2026: arbitragem acertou ao anular gol da Croácia? – 02/07/2026 – Esporte


A partida entre Croácia e Portugal pela fase de 32 seleções da Copa do Mundo de 2026 terminou de maneira dramática para os croatas, com um gol anulado nos acréscimos do segundo tempo.

Portugal vencia a partida por 2 a 1 no momento do lance que gerou confusão e polêmica entre comentaristas de futebol e espectadores.

O gol anulado se originou em cruzamento para dentro da área portuguesa. Na disputa pelo alto, a bola resvala na cabeça do centroavante croata Igor Matanovic. Na sequência, ela bate nas costas do zagueiro Renato Veiga, antes de continuar a trajetória.

O lance segue, com toque de Mario Pasalic —à frente do último marcador— para o meio da área. Na disputa entre Rúben Neves e Josko Gvardiol, a bola é desviada e entra no gol defendido por Diogo Costa.

Depois da revisão na cabine do VAR (árbitro de vídeo), o árbitro de campo Espen Eskas, da Noruega, decidiu anular o gol croata, que levaria o jogo para a prorrogação.

“A decisão foi correta”, afirma Wallace Valente, ex-árbitro de futebol e comentarista. Ele cita a regra 11 para justificar a conduta do norueguês. “Se a bola desvia acidentalmente em um defensor e o atacante tira vantagem da posição irregular, existe o impedimento.”

Valente diz que a interpretação poderia ser diferente se o defensor português tivesse controle da bola ao passar para o atacante croata em posição irregular —hipótese refutada por ele.

O ex-árbitro Luciano Benevides vai pela mesma linha, mas analisa outro momento: o toque, ainda que de leve, na cabeça de Matanovic. “Participação ativa do atacante impedido, depois de receber a bola desviada pelo companheiro de equipe. Gol bem anulado.”

O toque na cabeça do centroavante da Croácia foi imperceptível tanto para o árbitro de campo quanto na transmissão da partida. Porém o sensor da Fifa na bola, em vigor neste Mundial, acusou o raspão.

“É a tecnologia a serviço da arbitragem”, concluiu Benevides.



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