conheça as lesões que mais tiram jogadores dos gramados


O futebol está entre os esportes com maior incidência de lesões. A combinação de velocidade, contato físico, mudanças bruscas de direção e esforço repetitivo coloca músculos, ligamentos e articulações sob constante pressão durante treinos e partidas.

Embora as lesões musculares sejam as mais frequentes, problemas no joelho e no tornozelo também figuram entre os principais motivos de afastamento de atletas. Em alguns casos, a recuperação pode durar meses e até exigir cirurgia.

Joelho e tornozelo concentram boa parte das lesões

Grande parte das lesões registradas no futebol ocorre em articulações responsáveis pela estabilidade e movimentação dos atletas. O joelho e o tornozelo são especialmente vulneráveis por participarem de praticamente todas as ações do jogo, desde arrancadas até saltos e mudanças de direção.

Segundo o ortopedista e traumatologista Luiz Fernando Borges Filho, do Hospital Brasília, os movimentos característicos do futebol criam um cenário propício para lesões ligamentares e entorses.

“Muitas vezes o problema não surge em um lance violento. Um simples movimento mal executado, associado ao desgaste físico da partida, já pode ser suficiente para causar uma lesão importante”, explica.

A sobrecarga repetitiva também contribui para o surgimento de dores crônicas e lesões por esforço, especialmente em atletas que enfrentam calendários intensos e pouco tempo de recuperação entre os jogos.


Confira as lesões mais comuns no futebol

  • Rompimento do ligamento cruzado anterior.
  • Lesão do ligamento colateral-tibial.
  • Lesão do menisco.
  • Lesão do ligamento patelofemoral.
  • Tendinite da pata do ganso.
  • Tendinite patelar.
  • Distensão muscular na coxa (quando o músculo estica além do limite).
  • Torção no tornozelo.
  • Rompimento dos ligamentos do joelho.
  • Inflamação dos tendões, principalmente na região do joelho.
  • Fraturas.

Nem toda dor é normal após uma partida

Após uma disputa intensa, é comum sentir desconforto muscular. No entanto, alguns sinais podem indicar que a situação exige avaliação médica rápida. Dor intensa, inchaço importante, dificuldade para caminhar e sensação de instabilidade estão entre os principais alertas.

Quanto mais cedo a lesão é identificada, maiores são as chances de evitar complicações e acelerar a recuperação do atleta. “Quando o corpo apresenta sinais como perda de força, bloqueio dos movimentos ou incapacidade de apoiar o membro, é fundamental interromper a atividade e procurar avaliação especializada”, orienta Borges Filho.

Em casos mais graves, podem ocorrer rupturas ligamentares, lesões meniscais, fraturas ou danos em tendões, situações que frequentemente exigem um tratamento mais complexo.

Recuperação adequada reduz o risco de novas lesões

O retorno aos gramados não depende apenas do desaparecimento da dor. Especialistas afirmam que uma das maiores causas de recaída é justamente a pressa para voltar a jogar antes da recuperação completa.

De acordo com o ortopedista Gustavo Tadeu Sanchez, do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo, o processo de reabilitação precisa ser individualizado e respeitar o tempo de cicatrização de cada lesão.

“Hoje sabemos que acelerar etapas da recuperação pode custar caro. Em muitos casos, o retorno precoce aumenta significativamente o risco de uma nova lesão e prolonga ainda mais o tempo longe dos gramados”, afirma.

A fisioterapia desempenha papel central nesse processo, ajudando a restaurar força muscular, equilíbrio, coordenação e confiança do atleta para retomar os movimentos específicos do esporte.

“O objetivo não é apenas fazer o jogador voltar a atuar, mas garantir que ele tenha condições de desempenhar suas funções com segurança e o menor risco possível de reincidência”, conclui Sanchez.

Para os especialistas, respeitar cada etapa da recuperação é tão importante quanto o próprio tratamento. Afinal, uma volta precipitada pode transformar uma lesão temporária em um problema recorrente ao longo da carreira.



Fonte da Notícia