Como escolher o regime mais econômico na Reforma Tributária?
Escolher o regime tributário quase sempre foi um ritual de fim de ano: o contador olhava o faturamento, comparava o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Real e indicava para o cliente. A Reforma muda essa conta.
Com o fim do PIS/Cofins e a entrada da CBS em 2027, e o avanço do IBS entre 2029 e 2032, surge uma variável que antes quase não pesava: o crédito.
E a maioria já erra a conta hoje: um levantamento do IBPT aponta que 95% das empresas pagam mais tributos do que deveriam, por conta da complexidade da legislação. Na transição, com dois sistemas convivendo, o risco só aumenta.
Passo 1: separe os clientes por tipo de venda
Defina se o cliente é B2B (vende para empresas) ou B2C (vende para o consumidor final). Quem vende para empresas precisa gerar crédito para o comprador, porque é o crédito que torna o fornecedor competitivo na Reforma. Quem vende para o consumidor final sente menos esse efeito. Sem isso, qualquer comparação parte do pé errado.
Passo 2: entenda quanto crédito cada regime gera
Na Reforma Tributária, o crédito vem pela nota fiscal do fornecedor. Um fornecedor no Simples que não optou pelo regime híbrido gera crédito sobre o pequeno percentual que recolhe.
Já um fornecedor no regime normal gera o crédito cheio. Dois fornecedores com o mesmo preço passam a ter custos reais diferentes, e o regime deixa de ser só quanto o cliente paga para virar competitividade.
Passo 3: simule os três cenários com dados reais
Chega a parte difícil: comparar, para cada cliente, quanto ele pagaria no Simples Nacional, no Regime Híbrido (parte apurada por fora do DAS) e no Regime Normal. Tudo isso cruzando as notas reais e as regras da Lei Complementar 214/2025.
E de nada adianta acertar o regime se o crédito vaza na emissão: um cClassTrib errado ou um NCM que não conversa com a operação, e o crédito que deveria passar adiante não passa. É inviável fazer tudo isso, à mão, para a carteira inteira.
O prazo é agora
O crédito escriturado em 2026 pode ser aproveitado na virada para a CBS em 2027, mas só com as obrigações corretas desde já.
É esse trabalho de escala que o Sittax RT, lançado em julho pela Sittax, resolve: analisa os XMLs e o PGDAS do cliente, mostra qual regime é mais econômico na transição, aponta quais fornecedores geram mais crédito e corrige o cClassTrib.
Imagine que o seu cliente recolhe hoje R$ 17.254. Com base nos documentos, o Sittax RT mostra que ele pagaria em torno de R$ 17.837 no regime híbrido e apenas R$ 16.237 no Lucro Presumido, com detalhamento da diferença entre tributos, de CBS e IBS a ICMS e IRPJ.
Como explica o CEO da Sittax, Alan Arantes, “indicar o regime é só metade do caminho. A gente entrega a resposta que o cliente vai perguntar antes da pergunta chegar. O contador pode até transformar essa análise em uma nova fonte de receita.”
A automação não substitui o julgamento do contador: entender o negócio e transformar o número em recomendação segue sendo dele.
Se faz sentido ter a tecnologia cuidando do operacional enquanto você oferece um trabalho mais consultivo aos seus clientes, agende sua demonstração com a Sittax.