Com epidemia de chikungunya, Dourados terá repasse de R$ 28 milhões
O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (10), o repasse de mais de R$ 28 milhões para ampliar o atendimento da assistência especializada em Dourados e região.
O município, no Mato Grosso do Sul, vive uma epidemia de chikungunya com 1.572 casos confirmados, e com a 6ª morte pela doença confirmada nesta sexta.
O coordenador da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabelli, detalhou os valores.
O Hospital da Missão Evangélica de Caiuá, voltado à atenção especializada aos povos indígenas, vai receber um aporte anual de R$ 1 milhão.
80% dos mais de 1,5 mil casos confirmados no município estão na Reserva Indígena de Dourados.
A localidade passou a contar, nesta semana, com 50 agentes de saúde exclusivos para atender à população.
O coordenador de Vigilância da Secretaria Especial de Saúde Indígena da pasta em Mato Grosso do Sul, Bruno da Silva Oliveira, destacou a importância dos agentes.
“A contratação desses agentes de endemias é fundamental para, esse momento que a gente está vivendo esse cenário epidemiológico de emergência, para a gente atenuar essa situação. E, num momento futuro, para um controle vetorial efetivo, para que isso não volte a acontecer”
A equipe se junta a 40 profissionais da Força Nacional de Saúde, que já atuam por lá desde o dia 17 de março, segundo o Ministério da Saúde.
Bruno Oliveira destacou ainda a situação em outros territórios, de acordo com os DSEIs, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, espalhados pelo Brasil.
“A gente não tem notícias de nenhuma situação semelhante ao que está acontecendo em Dourados, no Mato Grosso do Sul. A gente não tem informações de aumento de casos substanciais, nem de dengue, nem de chikungunya, nem de zyka”.
Dados do Ministério da Saúde mostram que o coeficiente de incidência de chikungunya no estado do Mato Grosso do Sul é de 144 casos por 100 mil habitantes.
O valor é 13 vezes maior do que a média nacional. Goiás vem em 2º lugar, com incidência de 95 casos por 100 mil habitantes.
Mas, o estado goiano concentra quase 30% dos mais de 24 mil casos prováveis no país e o Mato Grosso do Sul, 17%.
Sintomas e combate
Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas da doença são febre, dores musculares, dor de cabeça e dores intensas nas articulações.
A orientação é reservar 10 minutos por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito dentro de casa.
É fundamental também, verificar locais como caixas d’água destampadas, pratos de plantas, garrafas, pneus, calhas, ralos, lonas e recipientes que possam acumular água parada.