Caso Henry Borel: julgamento de mãe e padrasto do menino começa no Rio


Começou, no II Tribunal do Júri da capital, o julgamento do padrasto e da mãe do menino Henry Borel, acusados da morte da criança, de 4 anos de idade, em março de 2021.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros estão presos e respondem por vários crimes relacionados à morte do menino, incluindo homicídio qualificado e tortura.

Os dois estão diante de um júri popular formado por sete pessoas. Ao todo, 27 testemunhas de acusação e de defesa serão ouvidas. A expectativa é que o júri dure pelo menos uma semana.

O promotor Fábio Vieira, responsável pelo caso no Ministério Público do Estado, admite a possibilidade de novas manobras por parte dos advogados de defesa.

“Eu calculei, num primeiro momento, de 5 a 7 dias, mas vai depender da estratégia de defesa de ficar esgotando as testemunhas, para que elas fiquem falando, porque sempre se basearam em uma versão paralela, construída, fictícia, então pode ser que eles queiram dar mais combustível a isso”.

Logo na chegada, o advogado Rodrigo Faucz, que integra a equipe de defesa de Jairinho, cobrou pleno acesso ao processo.

“É uma situação que, óbvio, a defesa aceita as decisões judiciais, mas vamos continuar demonstrando todas as arbitrariedades que existem. O processo tem que ser justo, independentemente de ser o Jairinho ou qualquer outra pessoa. Então a paridade de armas, ou seja, dar o mesmo acesso que a polícia teve, o Ministério Público teve, dar esse acesso pra gente é fundamental”.

Já o pai do menino Henry, Leniel Borel, hoje vereador do município do Rio, reafirmou, na chegada ao tribunal, a confiança na condenação dos acusados.

“Por que uma mãe, coitada, que perdeu o filho, essa mãe apagou as mensagens do celular? Porque ela sempre quis esconder a verdade desse dia. E eu espero, do fundo do meu coração, que os jurados façam justiça pelo meu filho”.

Julgamento interrompido em março

O julgamento teve início em março, mas foi interrompido depois que os advogados de Jairinho abandonaram o plenário para forçar o adiamento.

Antes de encerrar a sessão, a juíza Elizabeth Machado Louro, relaxou a prisão de Monique Medeiros. No mês seguinte, no entanto, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nova prisão preventiva da mãe do menino.

Ainda em abril, a defesa do ex-vereador entrou com recurso para suspender o júri e anular provas do processo, mas os pedidos foram rejeitados pela justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).




Fonte GDF